Empresa de sucos lança pulseira inteligente

Leia em 3min 10s

Pulseira desenvolvida para empresa monitora exercícios e calorias queimadas



A carioca Do Bem ficou conhecida por seus sucos naturais em caixinha, sem conservantes ou aditivos. Mas para incrementar o lançamento do seu e-commerce, que entra em funcionamento a partir desta terça-feira, 22, a empresa aposta em um novo produto, uma pulseira inteligente que monitora os exercícios, calorias queimadas e também a qualidade do sono dos usuários. Ela pode ser comprada online e custa R$ 229, em duas cores: preta ou marrom.

A novidade tenta pegar carona em um segmento de tecnologia que ainda engatinha no Brasil e no mundo, mas que deve crescer bastante nos próximos anos. O mercado mundial dessas pulseiras é disputado pelas principais empresas do setor e deve saltar de 1,8 milhão de unidades vendidas em 2013 para algo como 8 milhões no fim de 2014 e mais de 45 milhões até 2017, segundo relatório produzido pela Canalys, empresa de análise de mercado. No Brasil, gigantes do segmento como a Sony, dona da SmartBand, e a Samsung, que lançou há pouco no País a GearFit, tentam aproximar o brasileiro do produto.

Marcos Leta, idealizador da marca de sucos, acredita que a pulseira vai responder por 18% do faturamento da empresa nos próximos anos. Ele não revela quanto investiu para trazer o produto nem a expectativa de vendas, mas afirma que a marca pretende faturar R$ 180 milhões até 2016. "Acredito que também vá refletir na venda dos sucos, mas ainda é muito cedo para dizer quanto."

A Do Bem máquina, como o produto foi batizado, custará R$ 299 e segue o estilo das outras pulseiras que chegam ao mercado brasileiro. "Mas o desenvolvimento foi todo feito aqui e levou dois anos. Nasceu no Rio, mas foi feito com as melhores peças do mundo", afirma Leta. Ela não tem um display como a peça da Samsung, mas pontos de LED que sinalizam o quão próximo o consumidor está, por exemplo, de atingir a sua meta na corrida.

Praticamente toda a interface é feita por um aplicativo de celular, sincronizado com a pulseira. No momento, ele está disponível para iPhone 4S ou modelo superior, mas uma versão para Android deve estar disponível em poucos meses. Segundo o empresário, a ideia surgiu em 2012, quando seus clientes começaram a pedir por outros produtos da marca, como camisetas e bonés. Foi este o motivo que fez a empresa abrir um e-commerce, que não venderá sucos, e também pensar na pulseira. "Eles queriam se identificar com um estilo de vida saudável, que é a nossa cara. Então começamos a pensar em como podíamos oferecer não apenas o combustível, mas uma experiência saudável mais completa", afirma Leta.

Para o coordenador do curso de Sistema de Informação em Comunicação da ESPM, Rodrigo Tafner, a aposta não podia ser feita em melhor hora. "O mercado de 'wearable devices', como smartwaches, óculos e smartbands (como a pulseira é chamada) é para onde a tecnologia caminha. Saímos do computador de mesa para o notebook, depois para o tablet e agora para o smartphone. A tecnologia vestível é o próximo passo." O especialista só estranha o fato de uma empresa de suco se aventurar nesse mercado. "Do ponto de vista empresarial, quem vende saúde se interessar por smartbands faz bastante sentido. Mas, do ponto de vista industrial, as coisas são bem diferentes."

Leta minimiza esse estranhamento. "Lidamos com tecnologia desde o começo. Desde que a ideia de produzir suco de caixinha 100% natural surgiu, em 2009, a gente lida com tecnologia para fazer isso. O resultado são nossas embalagens a vácuo que garantem o frescor por mais tempo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Veículo: A Tarde - BA


Veja também

Henkel Adhesive Technologies continua na liderança em inovação

Empresa investirá em startup de tecnologia de visores Vitriflex Como parte de sua estratégia, a Henke...

Veja mais
Pequenas expandem com produção de itens sem glúten

O interesse em uma alimentação mais saudável está aquecendo as vendas de alimentos sem gl&ua...

Veja mais
B2W garante R$ 2,35 bi em 1ª fase de aporte

A B2W informou ontem que garantiu R$ 2,35 bilhões na primeira fase de sua capitalização, quase o va...

Veja mais
Com R$ 4 bi, B2W vira o jogo

Há cerca de três anos, a B2W vivia a pior fase de sua história. A dona dos sites Americanas.com e Su...

Veja mais
ADM eleva aposta em ingredientes naturais

A multinacional americana ADM, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, deu mais um passo em sua estrat...

Veja mais
Systax desenvolve aplicativo gratuito para identificar carga tributária de produtos nos supermercados

Empresa de inteligência fiscal, detentora do acervo de mais de 1 milhão e quinhentas mil regras tribut&aacu...

Veja mais
Fipe: preços no comércio eletrônico caíram 0,34% no mês

Os preços no comércio eletrônico caíram 0,34% em junho em relação ao mês ...

Veja mais
Aplicativo revela carga tributária de produtos em supermercados

Versões IOS e Android foram desenvolvidas pela Systax para tornar mais claro o peso de todos os impostos incident...

Veja mais
Cresce mercado de cápsulas de café

Bete CerviRIBEIRÃO PRETOA Café Utam, que entrou para o mercado de cápsulas no grande varejo em 2013...

Veja mais