Minimercados em condomínios residenciais: tendência acelerada pela pandemia

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Além do e-commerce e do delivery, outros setores também foram beneficiados pela mudança de hábitos do consumidor por causa da pandemia. Um deles foram os minimercados em condomínios residenciais, que tomaram força no último ano.

 

Uma pesquisa realizada pela Opinion Box no primeiro semestre de 2020 comprova o que já era esperado: as pessoas estão indo cada vez menos a supermercados. Conforme o levantamento, 44% dos entrevistados diminuíram a frequência das compras, 34% reduziram o tempo de permanência no supermercado e 26% aumentaram a quantidade de itens comprados a cada ida ao estabelecimento.

 

A pesquisa trouxe outros pontos interessantes. Segundo os dados levantados, novos fatores, além do preço, passaram a influenciar a escolha do local das compras. Nesse sentido, 54% dos consumidores dão importância aos cuidados que o supermercado tem quanto à prevenção da Covid-19, e 52% consideram fundamental a higiene do lugar. Além disso, 48% dão preferência a locais mais vazios na hora de fazer as compras.

 

Tudo isso fortalece a nova tendência de minimercados em condomínios, também conhecida como home market. É importante ressaltar que o conceito atende não só às necessidades de isolamento social, mas também à demanda dos consumidores por mais comodidade. A estrutura fica disponível 24 horas para qualquer morador, e dispensa atendimento – outra inovação trazida pelo modelo.

 

Como funcionam os minimercados em condomínios

 

O home market funciona sob o sistema de autoatendimento, também chamado de honest market. Nele, as gôndolas estão expostas a todos, e o morador simplesmente escolhe os produtos, escaneia-os no checkout, confirma a compra e insere o cartão na leitora para concluir o pagamento, ou seja, o consumidor é o único envolvido no processo de compra.

 

O processo de instalação desses minimercados é muito simples. Uma vez que a estrutura é adaptável a qualquer tipo de condomínio, não é necessária nenhuma obra para que possa funcionar.

 

Normalmente, essas estruturas demandam um espaço mínimo de parede de quatro metros em média. Além disso, são necessárias tomadas de energia 220V, cabeamento para internet e câmera para que o local possa ser monitorado constantemente.

 

As empresas que fazem a instalação fornecem todos os equipamentos necessários para o minimercado. Além disso, elas também se responsabilizam pela manutenção e limpeza dos equipamentos e pelo controle e reposição dos estoques. Sendo assim, o condomínio não tem qualquer ingerência ou responsabilidade sobre o negócio.

 

Entre os produtos mais vendidos pelos minimercados em condomínios estão refrigerantes, bebidas alcoólicas, salgadinhos, chocolates, sorvetes e até mesmo refeições prontas e congeladas. Há também modelos nos quais o cliente pode tomar um café e consumir produtos de padaria, a exemplo do que oferecem as lojas de conveniência.

 

Outras formas de comodidades

 

Além dos minimercados, existem outras facilidades à disposição dos moradores de condomínios. Uma delas são as assinaturas de produtos, muito utilizadas por produtores orgânicos. Outras opções são os serviços de entrega de açougue e de lojas de bebidas, que também viram a demanda aumentar com a pandemia.

 

Há também exemplos de condomínios que inovaram e decidiram oferecer hortas aos moradores, mediante uma pequena taxa de manutenção. Além de contribuírem para a manutenção do isolamento e para a comodidade dos consumidores, essas alternativas também promovem a ocupação inteligente de espaços ociosos.

 

Tudo isso demonstra que as tendências trazidas pela pandemia vão muito além do home office. E, se bem exploradas, podem trazer inovações e gerar boas oportunidades de negócios, mesmo em meio à crise.


Fonte: Newtrade 


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