Varejo discute como reduzir a conta de luz na prática

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Live Supermeeting ABRAS mostrou como as empresas podem ser mais eficientes no consumo de energia. Veja os exemplos do GPA e do Supermercado Avenida

 

O custo de energia é uma das principais despesas de um supermercado e, diante dos atuais desafios hídricos, que podem gerar muitos transtornos no fornecimento de energia em todo o País, com sérios impactos nas operações varejistas, este tema ganha ainda mais relevância. Justamente por isso que a 11ª Live Supermeeting ABRAS, realizada nesta quinta-feira (28) e transmitida ao vivo pelo canal da entidade no Youtube, teve como tema “Como os supermercados podem ser mais eficientes e reduzir custos com energia”.

 

O vice-presidente de Vendas e Marketing da ABRAS, Celso Furtado, abriu o evento dando às boas-vindas aos convidados e plateia virtual. Neste encontro, participaram: Flávio Souza, diretor comercial de soluções energéticas CPFL, e os varejistas Claudio Vicente Barbosa, diretor de Manutenção, Utilidades E Facilities do GPA (SP), e André Teixeira de Carvalho, gerente operacional dos Supermercados Avenida (SP). Alexandre Leite, CEO Advisor, desempenhou o papel de moderador.

 

A primeira fala ficou por conta de Flávio Souza que fez uma breve apresentação da CPFL, uma empresa com quase 110 anos e que tem a missão de distribuir energia no Interior de São Paulo e também do Rio Grande do Sul. De acordo com Souza, a carteira da companhia conta com 10 milhões de clientes, sendo líder no mercado em geração de energias renováveis no país e na América Latina. “O braço de soluções energéticas traz toda essa experiência adquirida nos últimos cem anos de operação para os nossos clientes. Discutimos como eles consomem melhor a energia e como eles podem evitar sustos com interrupções. Agimos desde uma manutenção da cabine primária ou de uma construção de uma subestação de uma rede, até uma comercialização de energia no mercado livre, que vai desde instalações e infraestrutura até produtos mais sofisticados”, explicou o executivo.

 

Celso Furtado agradeceu a introdução de Souza e ainda comentou ter a certeza que o tema escolhido da live é de interesse de muitos supermercadistas do setor que querem conhecer as melhores soluções e práticas. Na sequência, o executivo da ABRAS pediu para o moderador Alexandre Leite, CEO Advisor, seguir com os trabalhos. Leite convidou os varejistas para compartilharem as ações que estão realizando na parte de eficiência energética nas redes onde atuam.

 

André Teixeira de Carvalho, gerente operacional dos Supermercados Avenida, contou que a empresa entrou no mercado livre no ano de 2016, cujo primeiro contrato venceu no final de 2020. “Foi um sucesso. A gente teve todo o resultado que a gente pretendia e depois disso a gente acabou fechando outro contrato, com um prazo maior. Em consideração ao consumo, o custo da energia, 30% representa o controle que você tem de consumo. Isso é uma economia considerável”, compartilhou Carvalho.

 

O supermercadista ainda enfatizou que a empresa também apostou no foco da eficiência energética no sentido de controle, ou seja, monitoramento total online, 24 horas, sete dias por semana em refrigeração e na climatização. “Você faz a prevenção preventiva com mais assertividade e também, claro, na redução do consumo, porque você controla toda a entrada e saída de motores. Controla a temperatura do ar condicionado, etc. Entrar no mercado livre e realizar ações de eficiência energética com monitoramento são duas coisas que funcionaram muito bem para a nossa empresa”, comemorou o varejista.

 

Alexandre Leite aproveitou a resposta de Carvalho para questionar Claudio Vicente, do GPA. “Se a gente fosse olhar ações de eficiências energéticas e ações de reduções de custo, como poderia dividir isso dentro do Grupo Pão de Açúcar?”, indagou o moderador. O diretor do GPA respondeu que assim como fez a rede Avenida, eles fizeram no GPA. O grupo está no mercado livre de energia desde o ano de 2005. “Nossa meta é que até o final de 2022 estejamos com 95% da nossa energia no mercado livre. Quando a gente fala de eficiência energética, trabalhamos muito na automação do sistema de ar condicionado, refrigeração e iluminação, com monitoramento e campanhas de incentivo de redução de consumo nas lojas.”

 

Quanto à gestão de custos, Claudio Vicente comentou que no final, aplicando um conjunto de ações “a gente tem conseguido obter resultados significativos de redução de custo, aliados à redução do consumo, totalizando uma economia para o grupo”, ressaltou.

 

De acordo com o executivo da CPFL, Flávio Souza, o mercado livre de energia, com certeza, traz um preço mais competitivo, porém, o varejista precisa ter um contrato bem negociado. “O que significa isso? Quando você estica o contrato, você compra energia no longo prazo, a energia é mais barata.

 

“Há um mês, estávamos diante da crise hídrica mais severa dos últimos 90 anos no país. E o Brasil tem uma característica de boa parte da geração, mais de 60%, tem origem de hidroelétricas. Então, a grande influência no preço é sim a chuva e nós estávamos com escassez dela. O preço da energia subiu”, frisou Sousa. Continuando nesta linha de raciocínio, ele demonstrou que as ações tomadas com antecedência pelos varejistas proporcionam uma previsibilidade de preço de energia, o que traz uma segurança maior.

 

“E isso não acontece só com o mercado livre. Existem outras opções como geração distribuída por energia fotovoltaica, que há 10 anos era inviável. É notável que grandes grupos, como o GPA e o Avenida, estejam investindo em monitoramento porque ele proporciona inteligência e tomada de decisão. Quando você monitora, consegue saber onde dá para ser mais eficaz e reduzir os custos. Mas é importante também você identificar onde você pode ter problemas”, pontuou Sousa. 

 

Confira a seguir a íntegra da Live Supermeeting ABRAS em parceria com a CPFL. Mais detalhes deste evento também estarão disponíveis na próxima edição da Revista SuperHiper.


 


 

 


Redação SuperHiper


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