Expansão de marcas próprias demanda equilíbrio na competição com a indústria

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No lugar de alimentar rivalidade com líderes de mercado e focar preço baixo, esses itens devem atuar como uma alternativa de ganhos para o varejo, a indústria e o consumidor

 

Sucesso na Europa, onde já chegam a representar até 50% do volume de vendas no varejo, marcas próprias e exclusivas constituem uma alternativa promissora também para o autosserviço no Brasil, se vislumbradas estrategicamente, ou seja, com equilíbrio. Essa foi a conclusão do painel Marcas, que aconteceu na 55ª Convenção ABRAS 2021.

 

Para Robertus Lombert, partner do International Private Label Consult (IPLC) para Portugal, o sucesso de uma marca própria ou exclusiva está no potencial de entrega que ela tem. O consumidor deve ter acesso a um produto com igual qualidade ao da marca líder, mas por um preço menor. Contudo, esse posicionamento deve estar muito claro para o cliente e deve ser compatível com o ambiente e com a infraestrutura da loja a fim de construir e consolidar uma relação de confiança sólida.

 

“A marca própria traz muitas vantagens para o negócio e a palavra-chave disso é confiança, mas isso leva tempo. Portanto, o potencial para o Brasil é muito grande”, disse Lombert, que foi o palestrante principal do painel.

 

Alfredo Lopes Costa, diretor-geral da Nielsen IQ Brasil e responsável por mediar os debates, destacou que o fato de as marcas próprias e exclusivas ainda serem exploradas de forma tímida no Brasil, por aqui elas representam pouco mais de 2,5% do volume de vendas nos supermercados, é mais conjuntural e não pelo fato de não serem promissoras. “Marcas próprias e exclusivas têm muito a oferecer, principalmente, sob o ponto de vista da ‘coopetição’, que é o tema desta convenção. Isto é, achar um ponto de equilíbrio entre o protagonismo exercido pelas marcas líderes e a atuação como opções em categorias que os supermercados queiram se diferenciar ou atender de forma especial.”

 

Para João Pereira, vice-presidente comercial do Grupo Pereira, marcas próprias e exclusivas devem ser vistas como ferramentas de fidelização do cliente e não como opções simplesmente mais baratas ou que rivalizam com os produtos da indústria. “Elas ajudam a ter um sortimento mais assertivo e, também, atraem os clientes porque só podem ser encontradas em nossas lojas”.

 

Na opinião de Euler Fuad Nejm, presidente do Grupo Super Nosso, marcas próprias e exclusivas também podem ser uma fonte de equilíbrio atrativa para empresas menores ou que possuem capacidade ociosa no sentido de promoverem ganho de escala.

 

Já Alexandre Poni, do Supermercados Verdemar, destacou o potencial de marcas próprias e exclusivas no sentido de oferecer uma opção de atuação em categorias estratégicas como, por exemplo, o nicho premium. “O doce de leite Verdemar, por exemplo, é líder de categoria e nosso pão de queijo se consolidou como o preferido pelos nossos consumidores”.

 

Para saber mais detalhes desse e dos outros painéis da 55ª edição da Convenção ABRAS, confira a cobertura completa na próxima edição da Revista SuperHiper. E confira o evento vivo pelo endereço convenção.abras.com.br.

 

Redação SuperHiper 


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