Conheça as 10 tendências para o varejo em 2022

Leia em 3min 40s

KPMG levanta a nova realidade do consumo e suas transformações neste pós-pandemia

 

 

Considerada um dos setores mais impactados pela pandemia, a indústria de consumo e varejo no Brasil vem passando por uma fase de reestruturação para atender à nova realidade e expectativas do consumidor.

 

Segundo o sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG, Fernando Gambôa, há dez tendências que vão impactar a área no próximo ano e que passam por temas como regulação, adequação ao novo consumidor, tecnologia, inovação, movimento de liquidez e gestão de risco. A análise ainda destaca como as tendências apresentadas definirão o caminho que o setor seguirá e os fatores que as empresas deverão dedicar especial atenção em 2022.



“A nova realidade exige que as empresas de consumo e varejo implementem estratégias de negócios para atingir o sucesso no próximo ano. Essas transformações serão necessárias e vão atuar de forma impulsionadora para que a demanda do setor continue aquecida”, analisa o sócio da KPMG.



As dez tendências analisadas são as seguintes:

 


1) Mudanças nos hábitos de consumo – Em função da crise sanitária, a cesta de compra e a forma como os consumidores frequentam as lojas estão sendo modificadas. Isso tem levado a uma constante revisão dos canais tradicionais e nas estratégias de vendas, bem como o uso de dados para conhecer cada vez mais os clientes. Os portais de vendas on-line (marketplaces) avançaram durante a pandemia e foram incorporados ao cotidiano de consumo. Com isso, novos desafios se apresentaram, tais como controle de qualidade, gestão de riscos, prevenção de fraudes e segurança cibernética.



2) Cliente no centro do negócio – O setor está buscando conceito de colocar o cliente no centro da atenção. Neste contexto, a procura por processos e ferramentas inovadoras vinculadas à jornada do consumidor tem ocupado espaço importante na agenda dos tomadores de decisão. As práticas ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança) estão mais presentes, valorizando a reputação, marca e sustentabilidade. Consumidores buscam empresas que apresentam engajamento e posicionamento social, bem como ações positivas e de inclusão e diversidade.



3) Logística – Trata-se de um desafio para o setor, principalmente, no que diz respeito à parte final da entrega do produto. À medida que os grandes centros urbanos se afastam, esse processo se torna mais difícil e caro. Isso é ainda mais pressionado quando o setor tem que lidar com prazos mais curtos de entrega.



4) Segurança cibernética – O comércio digital foi o grande protagonista no setor de consumo durante a pandemia, mas, apesar disso, trouxe vulnerabilidade e riscos, tanto para quem compra quanto para quem vende. Isso faz com que os investimentos em privacidade e segurança cibernética sejam prioridades. O avanço do comércio digital veio acompanhado por um crescente aumento de insatisfações dos consumidores que impactam na imagem, caixa da empresa e experiência do cliente.



5) Integração do físico com o digital – O comércio tradicional vai seguir existindo, migrando para a integração entre os canais de venda físicos e digitais. O varejo físico seguirá com alta demanda por adoção de tecnologia que viabilize o modelo de negócio.



6) Jornada de transformação digital – Os varejistas estão na jornada de transformação, habilitada por tecnologia e inovação. Temas como plataforma e marketplace passam a fazer parte da agenda e a adaptação a estes novos modelos. A utilização de processos tradicionais como carteira de clientes, crédito e malha logística ajudam a repensar o negócio.



7) Tecnologia na área tributária – Para seguir atendendo aos temas regulatórios, as empresas precisam ter uma estrutura pesada e onerosa com profissionais que não atuam na linha de frente (back office). Apesar de iniciativas de consolidação e eficiência operacional já tenham sido implementadas, o setor tributário e fiscal demanda aceleração de adoção de tecnologia.



8) Consumidor e fabricante – A modalidade de venda direta do fabricante para o consumidor final (D2C) gerou concorrência com canais tradicionais e se tornou uma realidade nas empresas.



9) Novas formas de investimentos – Diversos movimentos de liquidez como a captação de investimentos via fundos e oferta pública inicial (IPO) trouxeram oportunidades de crescimento inorgânico através de aquisições de negócios complementares e novos investidores.



10) A importância do ESG – As preocupações das empresas com relação aos fornecedores, parceiros e até mesmo clientes finais aumentaram significativamente. A gestão de riscos de terceiros se tornou um tema chave para a visibilidade e saúde de marcas, tornando-se cada vez mais importante a adoção de práticas ambientais, sustentabilidade e governança (ESG) em toda cadeia de valor.

 

Fonte: Agência Brasil 


Veja também

Maior fábrica de queijos do Brasil será aberta em 2024

Expectativa é que até o final de 2025, a indústria sustentável esteja em completa opera&cced...

Veja mais
Mercado de chocolate, um ponto fora da curva em 2021

Produção disparou nos 3 trimestres deste ano em comparação ao ano passado A indú...

Veja mais
Sem churrasco, Natal deve ter frango e carne de porco à mesa

ABPA revela que venda de kits natalinos poderão crescer em comparação ao ano passado  A t...

Veja mais
59% dos consumidores desejam voltar às lojas físicas

Pesquisa também revela o nível de insatisfação dos consumidores com as rupturas nos pontos d...

Veja mais
Instituto orienta para consumo consciente durante a Black Friday

O Instituto Akatu, organização não governamental de consumo consciente, lançou nesta semana ...

Veja mais
Qualidade continua impulsionando crescimento dos supermercados

Estudo mostra que mesmo em empresas que focam em preço, a qualidade dos produtos e da experiência tem um pa...

Veja mais
Shopper muda perfil de compras nos atacarejos

Conheça os dados da GS Ciência do Consumo que revelam os impactos da inflação no dia a dia do...

Veja mais
Instituto BRF fomenta startups contra desperdício de alimentos

De acordo com a ONU, cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perd...

Veja mais
Conheça as melhores inovações em produtos de consumo em 2021

Por dez anos, NielsenIQ BASES apontou mais de 500 artigos que redefiniram suas categorias Muitos são os fato...

Veja mais