Clientes trocaram mais pontos de fidelidade durante lockdown

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Neste primeiro trimestre, houve aumento de dez pontos percentuais no resgate de artigos de varejo em comparação ao período anterior

 

Impossibilitados de circular durante as fases mais severas da pandemia e com problemas financeiros no lar, consumidores utilizaram mais os pontos dos programas de fidelidade. O resgate de itens do varejo aumentou dez pontos percentuais durante primeiro trimestre do ano em ao último tri de 2020, quando as restrições de circulação estavam mais brandas.

 

Os dados são da Abemf (Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização) mostram que 42,7% dos pontos/milhas foram destinados a produtos e serviços do varejo entre janeiro e março, superando em quase 10 pontos percentuais os 33% registrados no 4T20.

 

Embora o setor de fidelização também sofra com os efeitos da crise, como ocorre em outros segmentos, o interesse pelos programas continuou subindo durante o período. A quantidade de cadastros nos programas das associadas avançou, chegando a 165,4 milhões ao fim de março, número 11,1% maior que o registrado no mesmo trimestre de 2020 e com alta de 2,4% na comparação com o período anterior (4T20).

 

O presidente da ABEMF, João Pedro Paro Neto, destaca que está normal o resgate de passagens aéreas, e elas seguem na preferência dos participantes, correspondendo ao destino de mais da metade dos pontos/milhas trocados, 57,3%. Apesar disso, os produtos têm ganhado espaço em alguns momentos da pandemia.

 

“Isso pode ser reflexo de um período de retorno às restrições de circulação de pessoas, nos três primeiros meses do ano, devido ao aumento de casos da Covid-19. Ou mesmo de uma atenção maior dos consumidores a resgates que os ajudem nas contas do dia a dia, algo bastante comum em tempos de instabilidade econômica”, ele explica.

 

Ao contrário dos indicadores de resgates, o perfil de acúmulo de pontos/milhas não mudou. A quase totalidade segue sendo emitida em compras no varejo, com 95,1%; os outros 4,9% foram provenientes de viagens aéreas.

 

O estudo da ABEMF aponta ainda que o número de pontos/milhas emitidos chegou a 57,9 bilhões nos primeiros três meses do ano. Na comparação com 4T20, foi 14,9% menor, algo comum na comparação entre os períodos, devido à sazonalidade das compras de fim de ano. Além disso, os números, trimestre a trimestre, mostram que, desde o segundo tri de 2020, quando chegaram os primeiros impactos econômicos da pandemia, o 1T21 é o período com a menor queda no acúmulo de pontos/milhas, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, 19,2%, o que mostra uma tendência de recuperação do setor.

 

Esse mesmo movimento é observado quando se trata do volume resgatado. Foram 42,7 bilhões de pontos/milhas resgatados no 1T21. A queda foi de 20,9%, comparando o 1T21 com o 1T20, e foi o menor índice na comparação entre iguais períodos desde início da pandemia. Em relação ao primeiro trimestre deste ano e o último período de 2020 – meses em que as compras são intensificadas – a queda foi de 18,4%.

 

O faturamento bruto das companhias também caiu no 1T21, para R$ 1,2 bilhão, sendo 19,2% menor do que no 4T20. E a taxa de breakage, que mede o percentual de pontos/milhas que os consumidores deixam expirar, subiu ligeiramente, já retornando aos patamares pré-crise, ficando em 15,6%.


Redação SuperHiper 


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