Supermercados entram em ritmo de desaceleração

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Segmento já registrou queda nas vendas em junho.

Os supermercados investiram em melhorias e ampliaram mix de produtos
Mesmo com o crescimento nas vendas no segmento supermercadista no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo intervalo de 2008, e com alta no preço dos alimentos, há desaceleração no desempenho do setor. A justificativa para o resultado positivo nos seis primeiros meses do ano é a elevação do emprego e renda, além das melhorias e ampliação do mix de produtos nos supermercados.

A avaliação é do superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Adilson Rodrigues. Segundo ele, o dado ainda é positivo, mas o segmento já registrou queda nas vendas em junho na comparação com maio. No primeiro semestre o setor teve expansão de 6,58% nas vendas, na comparação com o mesmo período de 2007. Mas, em junho ante maio houve retração de 7,51%.

"Isso demonstra que os impactos das pressões inflacionárias conseguiram ser absorvidos no primeiro semestre. Para o segundo semestre a expectativa não é tão otimista", analisou.

Outro ponto destacado por Rodrigues são as melhorias feitas nas lojas, o que contribuiu para a elevação das vendas. "Os estabelecimentos estão oferecendo mais opções de marcas e também de departamentos, como frigorífico, padaria e até seções de eletroeletrônicos", explicou.

Além disso, o dirigente cita a melhoria de renda e à substituição de marcas para manter o consumo das famílias. Rodrigues lembrou ainda da elevação do nível de emprego. "Tudo isso contribuiu para manter o resultado positivo. Mas o desempenho dos primeiros meses do ano foram fundamentais para o resultado do semestre", ponderou.

A professora do Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/Fia), Patrícia Vance, acredita que o impacto das pressões inflacionárias e da elevação da taxa de juros não teve impactos sobre o consumo no primeiro semestre, principalmente, com relação aos alimentos. "O cenário de piora já foi percebido, mas ainda não foi internalizado", explicou.

Patrícia Vance disse que a elevação da renda e o uso de crédito também em compras no supermercado contribuíram com o crescimento das vendas no primeiro semestre, apesar da alta dos preços da cesta básica. (ALINE LUZ)

Veículo: Diário do Comércio - BH


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