Cervejarias lançam novas opções de embalagem

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A indústria brasileira de cerveja está de olho no tamanho da sede do consumidor. No mercado, já existem opções da bebida em latas menores, latões e long necks curvas, com bocões ou em tamanhos reduzidos. E, a partir de agora, os mais sedentos vão poder levar para casa garrafas maiores, com um litro de cerveja.

 

A Skol lança, nesta semana, em mercados específicos, sua versão litrão, com 400 mililitros (ml) a mais do que as tradicionais garrafas de 600ml. É mais uma estratégia para a conquista do público que faz questão de reunir a família e os amigos e beber em casa. E a novidade chega no disputado mercado em um momento oportuno, em que é crescente o consumo doméstico de bebidas, por causa da Lei Seca.

 

Segundo a gerente de Inovações da Skol, Carolina Faria, o produto, que tem embalagem retornável, está em desenvolvimento há um ano. “Não foi lançado por causa da Lei Seca. Foi uma coincidência”, conta. Porém, ela reforça que estão de olho em um segmento de consumo crescente, que é o doméstico. A princípio, a Skol Litrão vai ser lançada apenas onde a bebida está presente em 70% das residências, que em Minas é o caso do Sul do estado e do Triângulo Mineiro. A média nacional é de um consumo doméstico em 60% dos lares.

 

Carolina diz que a bebida vai chegar ao mercado com um custo, pago pelo líquido, entre 5% e 10% abaixo que o registrado nas garrafas de 600 ml. O valor estimado é de R$ 2,99 por litro. Mas, na primeira compra, o consumidor tem de desembolsar R$ 1 pelo casco. A novidade de um litro vai de encontro com uma linha de diferenciação que vem sendo adotada pelas cervejarias brasileiras. A própria Skol já lançou versões para públicos distintos, como a Skol Beats, em curva; a Big Neck, com bocão e o latão. E a Femsa, sua maior concorrente, também está na disputa por nichos diferenciados. Tanto que, no ano passado, lançou a Sol Shot – long neck de 250ml.

 

O assistente de Direção do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), João César Gollo, lembra que as empresas não querem perder investimentos. Por isso, apostam em segmentos específicos contando com a conquista de fatias do mercado. “Os refrigerantes também usam essa estratégia”, observa.

 

Veículo: Portal UAI - MG

 

O litrão da Skol e a Shot da Sol: briga por nichos diferenciados


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