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Desafios da pandemia no setor

   

No último mês, o Brasil iniciou a luta contra a propagação do coronavírus (covid-19). Com o isolamento social e o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais a população precisou adaptar o hábito de consumo dando prioridade à alimentação dentro do lar. O supermercado, por ser atividade essencial, se tornou ainda mais fundamental no abastecimento e tivemos que nos reestruturar para garantir a segurança dos nossos colaboradores e consumidores. 

 

Ultimamente, temos nos deparado com inúmeros obstáculos para manter nossas lojas abertas, mesmo com o respaldo de lei federal que reconhece a essencialidade do setor. Os empresários supermercadistas têm lidado com diversos decretos estaduais e municipais de funcionamento comercial e, muitos, estão precisando recorrer à justiça para continuar trabalhando. 

 

Se para nós essa situação toda não está fácil, para muitos empreendedores a crise está sendo devastadora. Além do combate ao coronavírus, o empresariado brasileiro enfrenta outro grande problema: a sobrevivência dos seus negócios. Infelizmente, em algumas empresas as demissões foram inevitáveis. Uma grande preocupação que trará sérios reflexos na taxa de desemprego do Brasil, que seguia em lenta recuperação. 

 

Temos visto as previsões de crescimento de diversos setores da economia declinarem a cada dia. O governo já cogita números negativos para o PIB de 2020. E, com a China, EUA e União Europeia afetados fortemente pelo coronavírus, uma crise global já começa a ser considerada e será difícil escaparmos de uma recessão aqui no Brasil. Mesmo com vendas positivas, não descartamos a possibilidade de sofrermos os impactos da queda do poder de compra da população.

 

Pensando nisso, no dia 4 de abril, participei de reunião virtual com os membros da Unecs e o ministro Paulo Guedes, para falarmos dos reflexos da covid-19 no setor. Dessa reunião surgiu o Comitê de Comércio, Bares e Restaurantes, criado pelo Ministério da Economia com o objetivo de discutir a elaboração de medidas conjuntas entre governo e empresários para amenizar a crise. O primeiro encontro aconteceu no último dia 14 de abril.

 

Entendemos que a saúde da população é primordial e deve ser colocada em primeiro lugar. Mas, como maiores geradores de empregos e impulsionadores da economia brasileira, nós, empresários de comércio e serviços, estamos ansiosos por uma previsão de duração desse momento para um planejamento efetivo. O presidente Jair Bolsonaro tem sinalizado que está estudando a melhor maneira de manter a atividade econômica nessa crise cogitando, inclusive, o isolamento vertical, mas ainda não definiu como isso seria realizado.

 

No caso dos supermercados que são, por lei, atividade essencial, continuarão funcionando. A Abras tem mantido contato direto com toda a cadeia produtiva para que possamos manter uma boa estrutura de trabalho e garantir a fluidez no processo de abastecimento. Trabalharemos junto com as nossas 27 associações estaduais para que o nosso setor se mantenha forte e para que o Brasil reaja da melhor maneira possível a essa pandemia!

 

Atualizado em Abril de 2020