Entidade

Palavra do Presidente

Um setor, essencialmente, marcado pela diversidade

 

 

A diversidade define muito bem o setor supermercadista. Inclusive, nada é tão plural quanto a nossa atividade e, em muitas frentes, é possível enxergar o pleno exercício deste conceito. Para começar, somos milhares de empresários, cada um com sua história e vivências, que respondem por um universo de mais de 92 mil lojas, cada uma com suas particularidades, fortalezas e desafios. Avançando mais um pouco, nas gôndolas destes estabelecimentos, giram dezenas de milhares de itens, provenientes de um contingente igualmente diverso de fornecedores.

 Há diversidade também na abrangência da nossa operação. Atuamos nas mais de 5,5 mil cidades brasileiras, ou seja, ninguém conhece o Brasil como o nosso setor. Ao abastecermos todos os municípios, estamos falando em um contato direto com 28 milhões de clientes por dia. E quando lançamos luz sobre eles, que tem no autosserviço o seu principal canal de abastecimento, o tema diversidade rende um capítulo à parte, afinal, o mercado de consumo está, a cada dia, mais diversos, com suas múltiplas necessidades, exigências, expectativas e anseios. E os supermercados, como sempre, trabalham todos os dias para compreender e atender essas diferenças de gostos, perfis e comportamentos.

E não podemos esquecer de toda a mão de obra empregada nesta grandiosa engrenagem, uma vez que ela é movida por 3,1 milhões de profissionais. Aqui, o princípio de diversidade também pode ser visto de forma muito clara, pois as diferenças neste quesito abrangem questões como etnia, faixa socioeconômica, escolaridade, cultura, idade, gênero, dentre outras.

No campo do gênero, em específico, gostaria de mencionar uma grande e atual bandeira defendida em toda a sociedade, que é luta pela ampliação da representatividade feminina no mercado de trabalho. Nesta agenda, importante destacar que o autosserviço é referência, uma vez que mais da metade da mão de obra do setor é formada por mulheres. Em números exatos, elas representam 52,1% do contingente profissional do setor, de acordo com o mais recente Ranking ABRAS.

Mas, logicamente, não podemos nos acomodar. As mulheres devem e merecem ter mais espaço nos cargos de liderança das empresas e isso precisa estar no radar e ser discutido por todas as companhias. Afinal, se lidamos com a diversidade em diversas frentes do nosso negócio, este princípio deve estar incorporado na alta gestão das empresas. Só é possível lidar, a contento, com a diversidade tendo visões e vivências heterogêneas.

A própria ABRAS está fazendo essa lição de casa e, recentemente, ampliou a presença feminina no seu board. Em julho, a supermercadista Evangelita Fernandes, presidente do Grupo Vanguarda, passou a integrar a diretoria da entidade. No mesmo período, anunciamos a chegada de Thais Anselmo na vice-presidência de Serviços aos Associados. Naturalmente, não estamos sozinhos nesta jornada. Trata-se de um movimento que vem sendo abraçado por muitas empresas do setor, mas que tem terreno para avançar. Se estamos lidando com um consumidor e com um ambiente de negócios cada vez mais complexos, precisamos ter times capazes de enxergar muito mais além.

A diversidade é um importante princípio da agenda ESG e, inclusive, aproveito a oportunidade para antecipar que lançaremos na Convenção ABRAS o primeiro fascículo do guia “Os primeiros passos do setor supermercadista em ESG”, elaborado em parceria com a KPMG. O material, a propósito, considera o resultado da Pesquisa Diagnóstico ESG do Setor Supermercadista, também feita junto com a consultoria, que reúne dados de 354 empresas supermercadistas, cuja amostra representa quase metade do faturamento do setor. Por meio dos resultados da pesquisa e do Guia, poderemos orientar o setor na implementação e execução desta importante agenda.

Vamos trabalhar!

 

João Galassi

Presidente da ABRAS  

Atualizado em Agosto de 2022