Citrosuco encerra a produção na planta de Bebedouro e demite

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A Citrosuco, segunda maior processadora de suco de laranja do mundo, anunciou ontem o encerramento da produção na unidade de Bebedouro (SP) - planta industrial que será utilizada apenas para o armazenamento da bebida. Os 204 funcionários da unidade já começaram a ser demitidos.

 

A unidade foi adquirida em 2004 no processo de compra, pela Citrosuco e pela Cutrale, dos ativos de produção de suco de laranja da Cargill no Brasil. A fábrica do interior paulista já ficou fechada durante boa parte da safra, em 2008, por falta de frutas para serem processadas, justamente no município que no passado foi considerado a capital brasileira da laranja.

 

A carência de matéria-prima, aliada a um processo interno de rearranjo na produção de suco de laranja, seriam os motivos do encerramento da produção na unidade. Com isso, a produção de suco de laranja da Citrosuco no Estado de São Paulo será concentrada nas duas outras unidades da empresa, nas cidades de Limeira e Matão.

 

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bebedouro (SP) divulgou comunicado no qual repudia as demissões ocorridas na unidade da Citrosuco.

 

Segundo o documento, o Grupo Fischer, controlador da empresa, agiu com "desrespeito com o sindicato e principalmente com os trabalhadores da referida empresa, dispensando os mesmos com uma fria carta recebida em sua residência, trazendo um grande transtorno e desconforto para seus familiares", informa.

 

A Citrosuco pertence ao Grupo Fischer e tem ainda uma fábrica de suco em Lake Wales, na Flórida (EUA) e outra em Videira (SC), onde também produz suco de maçã. A companhia possui ainda o maior terminal do mundo de escoamento de suco, em Santos (SP), o maior terminal europeu, em Ghent (Bélgica), além de terminais em Wilmington (EUA) e Toyohashi, no Japão. A Citrosuco produz também óleos e essências, álcool a partir do bagaço e polpa cítrica, além do suco de laranja.

 

Preço dos citros

 

Na última semana, os preços da laranja in natura caíram no mercado paulista, mesmo com um ligeiro aumento na demanda. Na média parcial da semana passada, a pêra foi cotada a R$ 9,95 a caixa de 40,8 kg, na árvore, queda de 2,2% sobre a média do período anterior. Segundo produtores consultados pelo Cepea, a baixa qualidade da fruta limitou o escoamento para outros estados. O comentário é que as chuvas que atingem boa parte dos pomares paulistas limitam a vida útil da laranja.

 

Veículo: DCI


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