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Confiança segue, mas com moderação

Depois de enfrentar um ano inimaginável, os empresários supermercadistas mantêm o otimismo em relação aos rumos da economia para 2021, embora num contexto naturalmente mais moderado. De acordo com a Pesquisa Tendências 2021, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), prevalece, com muita robustez, a parcela de entrevistados que vislumbra crescimento econômico para este novo ano. 

Uma fatia de 24,3% acredita que a economia crescerá acima de 3% neste ano. Na pesquisa anterior, praticamente a metade dos entrevistados estimava um crescimento desta proporção para o ano de 2020, o que sinaliza que as expectativas dos gestores do autosserviço estão mais contidas. 

O grupo prevalente, dos que esperam um avanço no PIB entre 2,1% e 3%, somam 35% dos entrevistados. E na sequência, está um grupo com expectativa mais conservadora, que acredita que o crescimento da economia brasileira não passará de 2%. Esta parcela soma 34% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, estes somavam 10,5% dos entrevistados. 

Por fim, diferentemente da pesquisa com estimativas para 2020, na qual um grupo não manifestou a crença de retração, na recente pesquisa a situação mudou e para um grupo que soma 6,8% haverá retração em 2021. 

A pesquisa da Abras também identificou que 45,6% dos entrevistados acreditam que o governo ampliará a taxa de juros entre 2,1% e 3%. Agregando todos os respondentes que esperam algum nível de elevação de juros, temos um grupo de 63,1%. Na pesquisa anterior, com foco em 2020, o cenário era de mais confiança, em que 57% dos entrevistados acreditavam que o governo manteria a taxa de juros vigente. Este grupo passou para 34%.

Já no campo da inflação, a expectativa de estabilidade também caiu, de 71% para 44,6%. Mais da metade dos respondentes (53,5%) prevê algum nível de elevação do IPCA. 

A Pesquisa Tendências 2021 contou com a participação de 104 respondentes, majoritariamente decisores, sendo 31,7% diretores, 20,2% sócios, 23,1% gerentes, 6,7% presidentes, 6,7% proprietários, 2,9% CEOs e 8,7% entre analistas, supervisores e coordenadores. Deste grupo, 47,6% responderam por lojas acima de 20 check-outs.

 

Confira a pesquisa na íntegra