Pesquisa 2016

Fórum pesquisa de perdas

A prevenção de perdas traduzida em ganhos

 

16º Avaliação de Perdas nos Supermercados Brasileiros 2016 (clique aqui para baixar o PDF).

 

O IV Fórum de Prevenção de Perdas da Abras reforçou e exemplificou o caráter estratégico do departamento, apresentando cases que deram ótimos resultados


Transformar informações em resultados sempre foi importante, mas, hoje em dia, é essencial. A área de prevenção de perdas, de qualquer empresa, pode e deve ser um bom exemplo nesse sentido. Conhecimentos e informações, se bem trabalhados para prevenir perdas, surtem impacto positivo diretamente no lucro líquido. A tarefa não é fácil: é preciso agir preventivamente sem prejudicar o desempenho de vendas.

Na verdade, um bom trabalho de prevenção deve contribuir para o aumento das vendas, aliás, das boas vendas: aquelas que não trazem apenas volume, mas rentabilidade.


Algumas ações recentes, experimentadas por empresas do setor, foram contadas no IV Fórum Abras de Prevenção de Perdas, cujo mote não poderia ter sido outro, senão, “Transforme Informações em Resultados”. Realizado na sede da GS1 Brasil, em São Paulo, no dia 17 de agosto deste ano, o evento, que foi aberto pelo superintendente da Abras, Marcio Milan, trouxe também uma breve apresentação da 16ª Avaliação de Perdas nos Supermercados Brasileiros, realizada pelo coordenador institucional do Comitê Abras de Prevenção de Perdas, Marcos Manéa, e oficializou a troca na Coordenação Executiva do mesmo comitê. Porém, o principal objetivo do tradicional evento foi, mesmo, reforçar e exemplificar o caráter estratégico da área de prevenção de perdas, apresentando cases de companhias de varejo de diversos portes que têm feito um bom e mensurável trabalho nesse sentido.


“Nem sempre vender muito é sinal de eficiência e eficácia operacional. Aliás, geralmente, boas vendas escondem muitos problemas”, disse o diretor do Monte Serrat, Edevaldo Retondo. De acordo com o executivo da rede de três lojas, da cidade de Itupeva, interior paulista, o sinal de alerta e o foco, em redução de perdas e maior eficiência operacional, no Monte Serrat, ganhou relevância por causa da crise econômica vivida pelo País e da concorrência dos atacarejos, que evidenciaram falhas na operação da empresa.


“Pessoas, processos e tecnologia” constituiu o tripé sobre o qual as ações foram desenvolvidas com a finalidade de reduzir custos operacionais, rotatividade, aumentar eficiência e levar a cabo os projetos propostos, o que não estava acontecendo antes. O resultado foi excelente, inclusive com ganho de produtividade, por funcionário, da ordem de 35%.

 


Fora ao “achismo”


“Uma das primeiras coisas que fizemos foi substituir o ‘achismo’ [argumentação baseada no eu ‘acho’] por dados e números concretos. Ou seja, passamos a falar em números.” Para tornar isso possível, no entanto, a empresa precisou olhar para o departamento de prevenção de perdas de forma estratégica, colocando-o diretamente sob as vistas da direção. Retondo contou que, nessa mudança de cultura, descobriu algo que o surpreendeu. “Sempre achei que funcionário gostasse de liberdade. Estava enganado. A partir do momento que criamos metas de mensuração de desempenho, definimos com clareza seu papel, como fazer e aonde chegar, a resposta dele melhora e muito.” 


O executivo salienta que, depois de essas práticas terem sido incorporadas aos processos, obtiveram-se ganhos sensíveis de produtividade, padrão, eficiência, eficácia, otimização de recursos e, sobretudo, motivação da equipe. Para exemplificar, Retondo falou do processo de remarcação e auditoria de preços que foi instituído nas lojas da empresa, sob a luz da busca por maior efetividade. “Primeiro, nós definimos processo, estabelecemos prazos para executar a operação, que deve ser feita antes

da abertura das lojas, e colocamos metas a cumprir.”


Com isso tudo definido, o Monte Serrat passou a usar, no processo, um dispositivo móvel que permite atualizar o preço de gôndola e, também, o do sistema das lojas.

Como resultado, o tempo gasto para colocar as etiquetas nas gôndolas passou de um minuto para 25 segundos, garantindo a abertura da loja, todos os dias, já com todos os ajustes e checagens de preços realizados, bem como o número de erros, diferença entre preço de gôndola e de caixa (sistema), foi de seis por dia para zero. “Todas essas ações, mais uma política de bonificação por meta e os resultados alcançados justificam aumento considerável na motivação dos profissionais”, afirmou Retondo.


Atualizado em 20 de Agosto de 2016.