Inflação em São Paulo cai para 0,16% em setembro, mostra Fipe

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encerrou o mês de setembro em alta de 0,16%, variação bem inferior à do mês passado, quando foi registrado 0,48%. Esse resultado reflete, principalmente, uma diminuição de preços na média dos itens alimentícios, cuja taxa passou de 0,22%, em agosto, para -0,63%. O grupo habitação também apresenta redução no ritmo de aumentos, com variação de 0,47%, ante 1,23%.

 

O IPC de setembro teve o mesmo resultado da terceira prévia de junho, mês em que foi registrada a variação mais baixa do ano para o índice: 0,13%.

 

O índice só não foi menor porque os demais cinco grupos apresentaram aumento da velocidade de reajuste de preços, na comparação com o do encerramento de agosto: transportes passou de -0,05% para 0,25%; despesas pessoais, de 0,14% para 0 18%; saúde, de 0,14% para 0,65%; vestuário, de 0,07% para 0 75%; e educação, de 0,04% para 0,09%. No acumulado do ano, o IPC registra alta de 2,91%.

 

A inflação no varejo em São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor -Semanal (IPC-S), desacelerou pela terceira vez consecutiva, para 0,31% na quarta quadrissemana de setembro, ante alta de 0,49% na terceira prévia do mês passado.

 

Segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV), seis das sete capitais pesquisadas para o cálculo do IPC-S apresentaram taxas de inflação menos intensas, ou início de deflação, no mesmo período. Além de São Paulo, as cidades que apresentaram desaceleração de preços no período foram Belo Horizonte (de 0,46% para 0,42%); Brasília (de 0,40% para 0,32%); Recife (de 0,00% para -0,24%); Rio de Janeiro (de 0,21% para 0,09%) e Salvador (de 0,08% para -0,07%). De acordo com o relatório do IPC-S, apenas a cidade de Porto Alegre apresentou aceleração de preços no período, passando de 0,16% para 0,17%.

 

A cidade de São Paulo é a de maior peso no cálculo do IPC-S, cujo resultado completo, anunciado ontem, também mostrou desaceleração (de 0,33% para 0,18%), entre a terceira e a quarta quadrissemanas de setembro.

 

Veículo: DCI


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