Consumo das famílias cresce 1,73% na comparação anual, aponta ABRAS

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Preços dos produtos básicos lideram retração (-1,48%) em janeiro e reduzem pressão sobre a cesta Abrasmercado

Consumo nos Lares Brasileiros cresceu 1,73% na comparação entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, segundo o monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em relação a dezembro, o indicador registrou queda de 19,34%. O recuo está relacionado à base elevada de comparação, uma vez que dezembro havia registrado alta de 15,69%.

Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.

Para o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan, o resultado de janeiro (+ 1,73%) na comparação anual confirma que o consumo das famílias segue sustentado por fundamentos importantes, especialmente pelo mercado de trabalho mais aquecido e pela ampliação da renda real ao longo de 2025. “Trata-se de um crescimento moderado, compatível com um ambiente de juros ainda elevados, que naturalmente limita um avanço mais acelerado do consumo. Mesmo com a retração típica frente a dezembro, mês de base elevada, o desempenho de janeiro mostra resiliência, inclusive em um período marcado pelo pagamento de impostos e outras despesas sazonais que pressionam o orçamento no início do ano”, analisa Milan.

O resultado encontra respaldo no ambiente econômico observado no encerramento de 2025, marcado por melhora consistente no mercado de trabalho e por estímulos relevantes à renda. A taxa anual de desemprego recuou de 6,6%, em 2024, para 5,6%, em 2025. Houve a criação de mais de 1 milhão de postos com carteira assinada no período, levando o contingente de empregados formais a patamar recorde. O rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, com aumento de 5,7% (ou R$ 192) em relação a 2024. Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 361,7 bilhões em 2025, com crescimento de 7,5%, o equivalente a R$ 25,4 bilhões adicionais frente ao ano anterior, segundo o IBGE.

No início de 2026, a renda disponível das famílias passou a contar com reforços adicionais e com a manutenção de importantes programas de transferência e complementação de renda. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais e a redução gradual da tributação até R$ 7.350 aumentam a renda líquida de milhões de contribuintes. Soma-se a isso o reajuste do salário-mínimo, com impacto estimado de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano.

Os programas previstos no orçamento federal também mantêm fluxo relevante de recursos ao longo de 2026, como o Bolsa Família (R$ 158,63 bilhões), o Pé-de-Meia (R$ 11,47 bilhões) e o Gás para Todos (R$ 4,7 bilhões), além do calendário do PIS/PASEP. Esse conjunto contribui para sustentar especialmente o consumo das famílias de menor renda.

Em janeiro, foram destinados R$ 13,1 bilhões ao Bolsa Família, beneficiando 18,77 milhões de famílias. No mesmo período, as Requisições de Pequeno Valor (RPVs) do INSS liberaram R$ 2,7 bilhões para aposentados e servidores públicos, conforme autorizado pelo Conselho da Justiça Federal.

A partir de fevereiro, o calendário do PIS/PASEP deve acrescentar R$ 31,5 bilhões à economia, com pagamentos previstos até dezembro para 25,4 milhões de trabalhadores.


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