Carne brasileira amplia mercados com coronavírus reduzindo barreiras comerciais

Leia em 4min 30s

A crise do novo coronavírus aumentou a preocupação de alguns países com a segurança alimentar e contribuiu para acelerar processos de ampliação ou abertura de mercados ao Brasil, principalmente na área de carnes, de acordo com avaliação da ministra da Agricultura do Brasil.

"Diante do atual cenário, algumas medidas sanitárias, que muitas vezes tornam os processos mais demorados ou eram usadas até como barreiras comerciais, estão sendo deixadas para trás", disse a ministra Tereza Cristina em nota.

A exemplo disso, o Egito habilitou 42 unidades de carnes do Brasil em março, sendo 27 de frango e 15 da proteína bovina, informou o ministério na última quinta-feira (9).

O governo egípcio renovou a habilitação de 95 empresas do setor (82 de carne bovina e 13 de carne de frango) e ainda autorizou o início da importação de miúdos bovinos brasileiros.

Em nota, a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira destacou que uma "flexibilização na questão sanitária", além de uma melhora diplomática, ajudou nas novas habilitações.

Segundo a câmara, os países perceberam que "sem essa flexibilização, a pandemia pode acarretar dificuldades de abastecimento".

Mas o órgão de comércio também ressaltou a melhora na questão diplomática entre os governos do Egito e Brasil, após a ida da ministra Tereza Cristina ao país duas vezes recentemente, com o "estabelecimento de um diálogo contínuo".

Ainda na área de proteína animal, a Indonésia acertou com governo brasileiro uma cota extra de importação de 20 mil toneladas de carne bovina, informou a pasta.

O Kuwait abriu seu mercado para a carne bovina brasileira, um país que importa poucos volumes, mas de carne com valor agregado, segundo o ministério.

A China, por sua vez, atualizou a lista de unidades do Brasil autorizadas a vender pescado para o país asiático, o que não ocorria desde 2015. Agora, 108 estão habilitadas.

A ministra Tereza Cristina também destacou que o Brasil tem sido procurado por outros países que buscam produtos agrícolas e estão preocupados com um possível desabastecimento “pós-pandemia do coronavírus”, disse o comunicado.

É caso da Malásia e Singapura que já entraram em contato com o governo brasileiro para retomar ou aumentar as importações de carnes de frango e bovina.
No primeiro trimestre de 2020, as exportações brasileiras do agronegócio somaram 21,39 bilhões de dólares.

Segundo a pasta, a participação do setor agropecuário no total das exportações brasileiras foi de 43,2%, superior aos 42% registrados em 2019.

Somente na área de carnes in natura (bovina, suína e frango), as exportações do trimestre somam 1,68 milhão de toneladas, alta de 9,4% ante igual período do ano passado.

Com os embarques de proteína animal, o Brasil faturou 4,03 bilhões de dólares de janeiro a março, avanço de 17,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

"Diante do atual cenário, algumas medidas sanitárias, que muitas vezes tornam os processos mais demorados ou eram usadas até como barreiras comerciais, estão sendo deixadas para trás", disse a ministra Tereza Cristina em nota.

A exemplo disso, o Egito habilitou 42 unidades de carnes do Brasil em março, sendo 27 de frango e 15 da proteína bovina, informou o ministério na última quinta-feira (9).

O governo egípcio renovou a habilitação de 95 empresas do setor (82 de carne bovina e 13 de carne de frango) e ainda autorizou o início da importação de miúdos bovinos brasileiros.

Em nota, a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira destacou que uma "flexibilização na questão sanitária", além de uma melhora diplomática, ajudou nas novas habilitações.

Segundo a câmara, os países perceberam que "sem essa flexibilização, a pandemia pode acarretar dificuldades de abastecimento".

Mas o órgão de comércio também ressaltou a melhora na questão diplomática entre os governos do Egito e Brasil, após a ida da ministra Tereza Cristina ao país duas vezes recentemente, com o "estabelecimento de um diálogo contínuo".

Ainda na área de proteína animal, a Indonésia acertou com governo brasileiro uma cota extra de importação de 20 mil toneladas de carne bovina, informou a pasta.

O Kuwait abriu seu mercado para a carne bovina brasileira, um país que importa poucos volumes, mas de carne com valor agregado, segundo o ministério.

A China, por sua vez, atualizou a lista de unidades do Brasil autorizadas a vender pescado para o país asiático, o que não ocorria desde 2015. Agora, 108 estão habilitadas.

A ministra Tereza Cristina também destacou que o Brasil tem sido procurado por outros países que buscam produtos agrícolas e estão preocupados com um possível desabastecimento “pós-pandemia do coronavírus”, disse o comunicado.

É caso da Malásia e Singapura que já entraram em contato com o governo brasileiro para retomar ou aumentar as importações de carnes de frango e bovina.
No primeiro trimestre de 2020, as exportações brasileiras do agronegócio somaram 21,39 bilhões de dólares.

Segundo a pasta, a participação do setor agropecuário no total das exportações brasileiras foi de 43,2%, superior aos 42% registrados em 2019.

Somente na área de carnes in natura (bovina, suína e frango), as exportações do trimestre somam 1,68 milhão de toneladas, alta de 9,4% ante igual período do ano passado.

Com os embarques de proteína animal, o Brasil faturou 4,03 bilhões de dólares de janeiro a março, avanço de 17,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019. 

 

Fonte: G1


Veja também

Quase 95% dos pescados são aprovados

A Operação Semana Santa 2020, realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecim...

Veja mais
Preço das carnes tem queda de 3,53% em fevereiro, segundo IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro mostrou uma retração de ...

Veja mais
Senadores dos EUA questionam fim do veto à carne bovina brasileira

Congressistas dos EUA e órgãos de defesa do consumidor dizem que a carne bovina brasileira ainda pode ofer...

Veja mais
Brasil deve produzir 10,5 mi de t de carne bovina em 2020, diz USDA

O Brasil deve produzir 10,5 milhões de toneladas de carne bovina e 4,2 milhões de toneladas de carne su&ia...

Veja mais
Pecuarista investe mais na produção de carne bovina em 2019 e setor projeta preços altos

O pecuarista brasileiro investiu mais na produção de carne bovina em 2019, de acordo com levantamento feit...

Veja mais
Embrapa desenvolve hambúrguer sem carne

Está à venda em rede de supermercados no Estado do Rio de Janeiro um hambúrguer que tem gosto tradi...

Veja mais
Demanda chinesa por carne continuará elevada em 2020 por efeito de peste suína

 Os presidentes-executivos da JBS e da BRF disseram nesta quarta-feira que as importações chinesas de...

Veja mais
Após semanas de desvalorização, carne bovina reage no varejo

Os preços da carne bovina vendida no mercado varejista de São Paulo estavam vivenciando uma trajetó...

Veja mais
Importação chinesa de carne aumenta 95,4% em dezembro

As importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 6,178 milhões de toneladas em 2019, i...

Veja mais