Vendas dos supermercados acumulam 5,27% no semestre

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Bom resultado faz a Abras rever sua previsão de crescimento para 4,5% em 2009

 

Quarta-feira, 29 de julho - As vendas do setor supermercadista em junho de 2009 cresceram 4,83%, em relação ao mesmo mês de 2008, de acordo com o Índice Nacional de Vendas, divulgado mensalmente pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em comparação a maio de 2009, houve queda de -5,59%. No acumulado do primeiro semestre de 2009, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o resultado chega a 5,27%. Esses índices já foram deflacionados pelo IPCA do IBGE.

 

Em valores nominais, o Índice de Vendas da Abras apresentou crescimento de 9,87% em relação ao mesmo mês do ano anterior e queda de -5,25% sobre o mês anterior. No acumulado dos seis primeiros meses, a alta é de 11,04%.

 

Com o bom resultado do setor supermercadista até o primeiro semestre do ano, a Abras revisou sua previsão de crescimento para 2009. No início do ano, a expectativa era crescer 2,5%. Agora, a previsão de crescimento do faturamento do setor de supermercados em 2009 é de 4,5%.

 

"As vendas no primeiro semestre continuam em um patamar elevado, principalmente em comparação a um cenário econômico ainda de recuperação. Os brasileiros mantiveram como prioridade as compras de alimentos para proporcionar à família uma mesa farta em tempos de incerteza. Isso nos deixa otimistas para revisar para cima a expectativa de vendas para o setor em 2009, principalmente porque o cenário econômico melhorou consideravelmente. A única ressalva é que o segundo semestre, que é usualmente melhor do que o primeiro, terá como comparação uma base mais forte, já que o segundo semestre do ano passado apresentou bons resultados", avalia o presidente da Abras, Sussumu Honda.

 

AbrasMercado

 

Em junho, o AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo, analisada pela GfK, apresentou alta de 0,37%, em relação ao mês anterior. Já na comparação com junho de 2008, o AbrasMercado apresentou alta de 4,71%, passando de R$ 253,52 para R$ 265,57.

 

Os produtos com as maiores altas foram: leite longa vida, com 12,43%; queijo mussarela, com 6,62%; e queijo prato, com 6,00%. Já os produtos com as maiores quedas foram: batata, com -8,56%; carne dianteiro, com -3,49%; e farinha de trigo, com -2,89%.

 

"O AbrasMercado, em junho, apresentou uma forte tendência de estabilização dos preços. As únicas exceções foram o leite e seus derivados, que vêm apresentando alta desde o início do ano. Como em 2008 houve uma queda no preço do leite, a consequência foi a redução de investimentos na produção em 2009, o que diminuiu a oferta de leite no mercado. Os produtores também estão buscando uma recuperação de suas margens", explica Sussumu Honda.

 

Índice de Volume

 

De acordo com o Índice Nacional de Volume, pesquisado pela Nielsen para a Abras, o autosserviço brasileiro apresentou alta de 2,1% nas vendas do primeiro semestre de 2009, se comparadas ao primeiro semestre de 2008 (quando o crescimento foi de 0,1%).

 

Das cestas pesquisadas, a que apresentou maior alta nas vendas foi a de bebidas alcoólicas, com 6,7%. As cestas de bebidas não alcoólicas, com 5,6%; perecíveis, com 3,5%; limpeza caseira, com 2,5%; e mercearia doce, com 1,4%, também registraram alta. Já a cesta de higiene e beleza permaneceu estável em volume vendido. As cestas mercearia salgada, -0,4%, e outros ,-3,5%, tiveram queda nas vendas em volume.

 

O formato padrão de supermercados, que tem entre 20 e 49 check-outs, manteve crescimento, com12,1% de aumento de vendas em volume. O autosserviço com até 4 check-outs, -0,4%, e aqueles que têm acima de 50 check-outs, -5%, continuam registrando quedas.

 

Nas regiões do país, todas as áreas pesquisadas, com exceção de interior e litoral de São Paulo (queda de -1,9%), registraram aumento no volume vendido. O maior crescimento aconteceu na Grande Rio de Janeiro, com 6,5%. 

 

Os produtos que apresentaram as maiores altas de vendas foram bebida energética, 72,5%, água mineral, 12,7%, e leite em pó, com 11,5%. As maiores quedas aconteceram nos seguintes produtos: uísque, -9,3%, inseticida, -8,8%, e farinha de trigo, -8,2%.

 

 


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