Compra de climatizadores esgota estoques da Capital

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O calor intenso registrado até esse momento do verão aquece não somente as ruas, mas também o comércio de produtos climatizadores em Porto Alegre. Nas lojas do centro da Capital, a principal procura é por ventiladores e condicionadores de ar, os quais já fazem falta nos estoques dos principais locais de compra. As empresas do setor, por sua vez, não conseguem mais abastecer o grande número de consumidores, que deve aumentar cerca de 15% em relação ao verão passado, quando já foram atingidos números expressivos.

Em uma das filiais da rede Magazine Luiza, de acordo com o gerente-adjunto Martins Araújo, as vendas “estão a todo vapor”, e os consumidores acabaram com praticamente todos os produtos. Vários modelos de ventiladores e aparelhos condicionadores foram pedidos às indústrias, mas elas têm dificuldades em abastecer à grande demanda do comércio.

O incremento no número de clientes deve-se a diversas razões, mas a queda de preços registrada ao longo dos últimos anos, aliada a promoções como o Liquida Porto Alegre, é uma das principais, pois criou um novo grupo de consumidores. Sérgio Euzébio, gerente de uma loja filial da CR Diementz, acredita nessa abrangência atual do comércio, relacionada à diminuição dos valores dos produtos. “O ar-condicionado split, por exemplo, era considerado caro. Atualmente, o preço diminuiu uns 20% ou 30% e quem não conseguia comprar hoje pode”, salienta Euzébio.

Para muitos consumidores, os aparelhos de ar-condicionado não atingem mais um valor tão alto no bolso. Segundo o operador de máquinas Luíz Joaquim da Silva, que está buscando um aparelho mais potente para substituir o que já possui, a utilização de um deles é uma questão de conforto. “Quando chego em casa, após um dia cansativo de trabalho, nada melhor do que o ar-condicionado para amenizar o calor”, admite.

A falta de mercadoria nas prateleiras e estoques das lojas é sinal de que as vendas estão boas, mas também, de que o comércio precisa se organizar preventivamente para estar abastecido quando os meses quentes chegam. Euzébio garante que, antes do verão, dobrou a quantidade de produtos de climatização e ventilação da loja em relação ao ano passado e, mesmo assim, precisa ir reforçando os pedidos à indústria ao longo da estação. Segundo ele, a loja não deve sofrer com a falta de produtos, mas no mercado em geral com a diminuição dos preços e o forte calor, provavelmente falte.

Mesmo com o aumento de vendas no varejo, empresas especializadas em instalação de aparelhos de ar condicionado registram queda no número de clientes. Joel Araújo, proprietário da Splitmax, sediada na zona norte da Capital, afirma que, até o momento, os pedidos diminuíram 20% em relação ao mesmo período do ano passado e que a fila de espera diminuiu de dez para cerca de três dias.

Mateus Brust, proprietário da Neo Clima, acredita que a cidade ficou muito vazia nesse começo de ano e, por esse motivo, a queda de clientes está atingindo 25% a 30%. No entanto, de acordo com Brust, após o Carnaval e os períodos de férias, as pessoas voltarão para a cidade e o número de pedidos deverá aumentar.


Veículo: Jornal do Comércio - RS


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