'Prévia' do PIB do Banco Central indica ligeira alta de 0,12% no 2º trimestre de 2021

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O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, considerado uma "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou aumento de 0,12% no segundo trimestre, em comparação aos três primeiros meses de 2021. Ou seja, relativa estabilidade.


O IBC-BR do Banco Central é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os números oficiais do Produto Interno Bruto do primeiro trimestre serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 1º de setembro. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.


O resultado, divulgado nesta sexta-feira (13), foi calculado após ajuste sazonal - uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes.

No primeiro trimestre deste ano, o aumento foi de 1,63%. Quando a comparação é feita com o resultado do segundo trimestre de 2020, o IBC-Br indica uma alta de 13,17% (sem ajuste sazonal).


  • Em 2020, por conta da pandemia do coronavírus, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil tombou 4,1%, registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996.
  • Os economistas das instituições financeiras projetaram, na semana passada, uma alta de 5,3% para o resultado do PIB e 2021;
  • Em julho, o governo brasileiro elevou sua expectativa de crescimento do PIB para 5,3% em 2021. Para o Banco Central, a economia crescerá 4,6% neste ano.

 

Alta em junho


Apesar da relativa estabilidade no PIB no segundo trimestre, o resultado de junho foi positivo. Segundo o Banco Central, o nível de atividade, medido pelo IBC-Br, registrou crescimento de 1,14% em junho.

De acordo com André Perfeito, economista da Necton Investimentos, o resultado de junho veio acima das expectativas, pois as projeções medianas giravam em torno de 0,55% de alta.

 

"O resultado melhor tem a ver com a reabertura da economia em parte, o que fez Serviços performar melhor com a maior circulação de pessoas e abertura do comércio", avaliou, em comunicado.

Na comparação com junho de 2020, o IBC-Br registrou uma expansão de 9,07%, segundo o Banco Central. No acumulado dos 12 meses até junho de 2021, houve crescimento de 2,33% - sem ajuste sazonal.

 

Com o resultado registrado em junho, o IBC-Br atingiu 140,58 pontos. Com isso, permaneceu acima do patamar registrado antes da pandemia (139,42 pontos em fevereiro de 2020).

 

Pandemia


O resultado do nível de atividade acontece em meio à pandemia da Covid-19, que começou a atingir a economia de forma mais intensa em março do ano passado.

A partir de maio de 2020, os indicadores começaram a mostram uma retomada da produção e das vendas, e os números oficiais confirmaram a saída do cenário recessivo.

 

Para tentar evitar um impacto maior da pandemia do PIB e auxiliar os desassistidos, o governo Bolsonaro anunciou, no ano passado, uma série de medidas - com impacto de R$ 524 bilhões nos gastos públicos.

Neste ano, com o avanço da vacinação e queda do distanciamento social, a economia vem registrando um patamar mais alto de expansão.

 

PIB X IBC-Br


Os resultados do IBC-Br são considerados uma "prévia do PIB". Porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente - o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

 

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com um maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária.

Com a alta recente da inflação, o Banco Central promoveu, em março, o primeiro aumento da taxa básica de juros em quase seis anos, de 2% para 2,75% ao ano.

 

Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa avançou ara 4,25% ao ano. Na semana passada, a Selic subiu para 5,25% ao ano.

Os analistas das instituições financeiras estimam que a taxa subirá mais nos próximos meses, atingindo 7,25% no fim de 2021 e de 2022.

 

Fonte: G1

 


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