MJ vai investigar Mastercard por subir taxa de intercâmbio

Leia em 2min

Ministério atende a denúncia feita pela Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS

 

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que, diante de denúncia feita pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a administradora de cartões Mastercard Brasil será investigada “por possível elevação da taxa de intercâmbio cobrada sobre o uso de cartões de crédito e débito, utilizados para recebimentos nos supermercados”.

 

A taxa de intercâmbio é paga pela empresa usuária do cartão aos bancos emissores do serviço, pelo uso do sistema de crédito e débito.

 

Em nota, o ministério informa que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) encaminhou ofícios à Mastercard Brasil e ao Banco Central informando que deu início à apuração da denúncia dos supermercadistas. A Abras informou que o aumento dessa taxa será repassado ao consumidor.

 

A Mastercard informou à associação que a alteração da taxa de intercâmbio representa uma “busca de expansão do ecossistema de pagamentos eletrônicos, especialmente em transações com cartões, presencialmente ou virtualmente”.

 

O Ministério da Justiça acrescenta que a Mastercard e outra administradora têm sido alvo de ações coletivas, no Reino Unido, por abusividade da cobrança da taxa de intercâmbio. “Mais de cem mil empresas britânicas já entraram na justiça questionando o aumento de preço das taxas, alegando que as duas administradoras de cartão estão se prevalecendo da condição de dominantes do mercado naquele país”.

 

Contatada pela Agência Brasil, a Mastercard informou que “o aumento da taxa de intercâmbio não resulta, necessariamente, em aumento de preços ao consumidor”, e que “essa é uma decisão que os adquirentes [empresas com papel de liquidar as transações financeiras por meio de cartão de crédito e débito] devem tomar em conversa com os comerciantes, que foram beneficiados pelo investimento em segurança e melhor experiência do consumidor”.

 

A Mastercard acrescenta que as taxas de intercâmbio são pagas pelo adquirente ao banco do titular do cartão pelos serviços que ele fornece, como a garantia do pagamento, e por desempenhar seu papel na segurança, compensação e liquidação da transação. “Esta é uma troca entre essas duas entidades. A Mastercard não obtém nenhuma receita advinda de taxas de intercâmbio”.

 

Fonte: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília


Veja também

Confiança do empresário industrial recua 0,3 ponto percentual em maio

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 0,3 ponto percentual em maio, passando...

Veja mais
Acionado sinal de alerta entre grandes varejistas dos EUA

Novo cenário econômico com comportamento adverso do cliente leva as maiores do Varejo de Alimentos a adotar...

Veja mais
Ministério da Economia mantém previsão do PIB em 1,5%

O governo federal alterou para cima a previsão da inflação deste ano. O Índice de Preç...

Veja mais
Monitor do PIB aponta crescimento de 1,5% no primeiro trimestre

O Monitor do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), divulgado h...

Veja mais
Inflação medida pelo IGP-10 recua para 0,10% em maio, diz FGV

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou...

Veja mais
Índice que mede produção industrial teve queda de 46,5 pontos em abril

A produção industrial apresentou queda em abril de 2022 na comparação com março, info...

Veja mais
Taxa desemprego fica estável no primeiro trimestre, aponta IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou 11,1% no 1° trimestre de 2022, o que significa estabilidade na comparaç&...

Veja mais
Inflação para famílias com renda mais baixa fica em 1,04%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias c...

Veja mais
Inflação oficial fica em 1,06% em abril, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, de abri...

Veja mais