Atividade econômica cai 0,27% em setembro, diz Banco Central

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A atividade econômica brasileira teve variação negativa em setembro deste ano, de acordo com dados divulgados hoje (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,27% em setembro de 2021 em relação ao mês anterior, de acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período), chegando a 138,56 pontos. Na comparação com setembro de 2020, houve crescimento de 1,52% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais).

 

No terceiro trimestre, comparado com os três meses anteriores, houve queda 0,14%. Já na comparação com o período de julho a setembro do ano passado, IBC-Br apresentou crescimento de 3,91%.

No ano, foi registrada alta de 5,88%. Em 12 meses encerrados em setembro, o indicador também ficou positivo, em 4,22%.

 

O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 7,75% ao ano. O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.

 

Entretanto, o indicador de atividade oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo trimestre deste ano, último dado divulgado pelo órgão, o PIB apresentou variação negativa de 0,1%. No primeiro semestre, o PIB registrou alta de 6,4% e em 12 meses, acumulou alta de 1,8%.

 

A última estimativa do Ministério da Economia para o indicador, divulgada em setembro, é de crescimento de 5,3% em 2021. Já a projeção do mercado financeiro para o PIB deste ano está em 4,88%.

 

Em 2020, em meio à pandemia de covid-19, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o indicador acumulou alta de 4,6%.

 

Fonte: Agência Brasil 

 


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