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28/07/2020 15:33 - Expansão do Apoio Mineiro vai privilegiar o interior do Estado, diz Euler Fuad

O presidente do grupo Super Nosso, Euler Fuad Nejm, disse, em entrevista à Live do Tempo na segunda-feira (27), que a pandemia do novo coronavírus não impactou os planos de investimentos. Ao contrário, abriu novas oportunidades de negócios, como o fortalecimento do e-commerce. Com relação às lojas físicas, a expansão será para o interior e com a bandeira Apoio Mineiro, com lojas maiores para atender o consumidor e o pequeno comerciante nas cidades próximas. Ele falou ainda do sucesso da tradicional Feira de Vinhos, que este ano está sendo realizada de forma online. Confira a entrevista.

O grupo Super Nosso ocupa o 15° lugar no ranking nacional da ABRAS, com faturamento de mais R$ 2,5 bilhões por ano, possui mais de 8.000 funcionários. Continua valendo a máxima que tem que ter escala e competividade, como você escreveu em livro, ou esses tempos de pandemia fizeram com que você botasse o pé no freio e adiasse investimentos? Escala é uma coisa importante no nosso setor. Criar valor é o meu papel. Crescer criando valor através do coração. Super Nosso gosta do que faz e faz as coisas de coração. A escala é muito importante no nosso negócio porque acaba diluindo os custos fixos de modo geral, acaba deixando a gente mais competitivo.

 

Agora, com a pandemia, não recuamos com os investimentos, com a expansão. vamos abrir lojas. Estamos construindo uma parceria com o Carrefour que a gente está fazendo com muito carinho para encantar, supreender positivamente o consumdor belo-horizontino, principalmente, e toda a região metropolitana. O grupo já tem essa tradição, meu pai fundou há 80 anos, eu já trabalho na empresa há 50 anos, meus filhos já estão no negócio. A gente tem uma relação de filhos, sócios e executivos. Não é fácil, mas a gente está sabendo conduzir profissionalmente. Apesar de toda a dificuldade que a pandemia impõe, estamos nos superando, nos adaptando a esse novo mundo, acreditando em dias melhores, e que vamos sair na frente fortalecidos.

Com 50 lojas físicas me Belo Horizonte e região metropolitana, o planejamento é abrir mais quantas lojas e colocar em operação em parceria com o Carrefour com mais quantas?

 

O Carrefour, na visão do consumidor, as lojas serão Super Nosso, o layout, a precificação, os produtos, o treinamento, a fachada. Na visão do consumidor é uma loja Super Nosso, só que o faturamento, o ticket, o cupom fiscal é do Carrefour. Nós somos prestadores de serviços e seremos remunerados por perfomance. O conforto, a comodidade do cliente é como se estivesse numa loja do Super Nosso. Serão 16 lojas que agregarão à nossa gestão, logística e marca. Não deixa de ser um fortalecimento da marca e uma oportunidade de crescimento. É uma coisa inédita no mundo porque o que se vê normalmente é uma marca regional aderir a uma marca global e, no caso, foi contrário. Uma marca da grandeza do Carrefour se submeter a uma marca e uma operação, uma gestão local.

 

A gente sabe que o mineiro tem as suas particularidades, é muito bairrista, gostamos de estarmos próximos ao consumidor. Eu tenho certeza que a soma de know hows vai trazer benefícios para o consumidor final e a cidade. Mais empregos, conforto, eficiência, ainda mais nesse momento em que a atividade supermercadista é classificada como essencial e passa a fazer parte mais ainda do dia a dia do consumidor. Além das lojas do Carrefour, nós estamos com um projeto de expansão de todas as bandeiras: o Apoio Mineiro, não só na região metropolitana, mas também vamos partir para o interior, o Super Nosso e o Momento Super Nosso, que são lojas mais compactas. Oferecem a mesma quantidade e categorias de produtos do Super Nosso, mas com menos variedade. Tem a mesma comodidade, mesma presteza na prestação de serviço, no atendimento.

 

Além disso, a Distribuidora DEC Minas atende a mais de 800 municípios de Minas, o pequeno e médio varejista, seja farmácia, padaria, pequenos comércios, Supermercados, onde a gente faz o papel da grande indústria, porque ela não consegue chegar nesses pontos e utiliza o distribuidor. Somos distribuidores para esse pequeno varejo de marcas como Unilever, Procter & Gamble, Johnson & Johnson, Cargil, Mondelez, Diageo bebidas, dentre outras marcas multinacionais importantes. Atendemos a mais de 20 mil CNPJs em Minas Gerais com a frequência mensal. No auto serviço, a Raro Indústria tem duas plantas industriais, uma para manipulação de carnes, fatiamento de embutidos - e nela a gente tem o Serviço de Innspeção Federal. Nessa planta a gente fatia também para a BRF, das marcas Perdigão e Sadia. Em outros estabelecimentos comerciais, até mesmo de concorrentes, a gente fatia e embala produtos para a BRF através da Raro. A outra planta é mais voltada para a panificação. As duas plantas têm mais de 500 produtos, que fabricamos com exclusividade e disponibilizamos nas nossas lojas, no Apoio, Super Nosso e Momento Super Nosso. Além de fazer produtos com a marca própria, a indústria tem capaciade para fazer produtos para terceiros também.

Como foi ser considerando serviço essencial? Tiveram aumento de vendas?

 

Teve mudança de comportamento do consumidor, alguns dias da semana tinham vendas inexpressivas ou menores, mas a venda passou a ser mais linear. Final de semana ainda é mais importante em termos de venda, mas o consumidor mudou muito sua característica, os produtos que compram, o tempo que ficam na loja. Passou a fazer compras mais rápidas e mais objetivas. A venda, de modo geral, não sofreu alteração, uma loja para menos outra para mais, temos loja em shopping centers que estão fechadas, outras com limitações. No geral, a gente está em linha, mas tenho que agradecer a Deus por estar em uma atividade essencial. A gente, que emprega mais de 8.00 pessoas, se tivesse com o meus negócios fechados, não sei como estaria.

 

A adaptação a esse novo mundo com home office. Tenho um escritório que ocupa três andares, mais de 300 pessoas hoje trabalham em casa. Nessa mudança de comportamento de consumidor, o e-commerce foi um legado positivo que ficou nesse novo mundo. Na semana que começou a pandemia, o fechamento da cidade, nós sextuplicamos o volume de pedidos de entrega, deu até um gargalo na logística, mas, contando com o empenho da equipe, consegumos superar e atender o consumidor a contento e, hoje, esse canal virou uma realidade. A gente oferece o Super Nosso em Casa, o Apoio Entrega , que atende em toda a Minas Gerais, exceto produtos perecíveis, e agora o Super Nosso oferece também a opção Clique e Colete. Quando entra no site, você pode optar por retirar nas lojas.

 

A cada uma estamos sendo supreendidos posisitivamente. Está sendo muito aceito esse serviço. Já estamos oferecendo também venda através do Ifood. Essa nova reação do consumidor, nós temos que ser rápidos e eficientes para adaptar. Super Nosso tem uma característica de ser uma empresa inovadora, temos que estar sendo pensando nos próximos passos. Não paramos de inovar, tanto que estamos em plena 11ª Feira de Vinhos, online, de forma inédita. A Feira de Vinhos Super Nosso faz parte do calendário de Belo Horizonte, e meu pessoal foi eficiente em fazer ronline. Nós temos experts da gastrononia fazendo harmonização de vinhos com pratos. Temos lives, música ao vivo. Nos três primeiros dias da Feira, superamos em 40% a do ano passado, que foi presencial. Superamos em venda, visitantes no site, e a feira vai durar até dia 9 de agosto. Programa educativo e uma oportunidade de conhecer esse mundo do vinho, categoria que vem crescendo no Brasil. Na pandemia, também sofreu um crescimento de vendas significativo. O brasileiro está colocando na cesta, quase, o vinho, e cada vez se encantando com esse mundo que é maravilhoso.

Como você consegue pagar todos os impostos e a com a folha de pagamentos tão onerada e manter as portas abertas?

 

Ser empresário honesto no Brasil é ter boa parcela dos pecados perdoados. Um rápido comentário do meu livro Escada e a Porta, que é uma analogia porque a gente sempre tem que estar pensando em crescer o negócio, mas existem tantas dificuldades, a tributação, que tem hora que a gente acha que não tem saída, e Deus acaba abrindo portas. Não parar de caminhar de crescer, de caminhar, subir degraus e por mais que ache que não tem saída, abrem-se portas se você estiver trabalhando com bons propósitos, positivos. Realmente, eu ficaria muito feliz se ganhasse 10% do que arrecado de imposto, estaria trilionário.

 

O setor supermercadista é arrecadador de impostos federais, municipais são normais, mas federais e, principalmente, estaduais. Mexemos com altos valores de faturamento, mas isso não me conforta porque a gente tem que olhar para o resultado. A distância entre o lucro e o prejuízo é muito pequena, qualquer erro pode ser fatal. Tem que trabalhar com austeridade, fechando torneiras todos os dias porque novas abrirão. Catando pratinha no final do mês se colhe o resultado. Por incrível que pareça, o resultado da empresa costuma ser o que eu consigo economizar. Isso é cultural dentro da empresa, e a gente percebe que é uma cultura vencedora, tanto que está sendo reconhecida até por uma empresa internacional. Não estamos imunues às crises, apesar de ser uma atividade essencial. A vantagem do setor é que tem menos impactos. A desvantagem é a margem de contribuição. As perdas no Supermercado, se somar todas, entre produto que vence, estraga, desvio, costuma ser maior do que o resultado de última linha. As perdas compõem o resultado, mas é um número que temos que estar olhando diariamente.

Para onde será a expansão no interior?

 

Estrategiamente, decidimos fincar bandeira na região metropolitana de Belo Horizonte. Mas a gente percebe que o interior está pujante, crescendo, principalmente devido ao agronegócio, que acaba sendo o esteio do Brasil. Interior está sofrendo menos, nas nossas pesquisas, Estamos indo para o interior de forma tardia, as empresas estão crescendo - e a nossa bandeira é do Estado - e estamos perdendo oportunidades também de participar dessa fatia de crescimento no interior. Estamos trabalhando em cima de pesquisa, todas as cidades de modo geral estão sendo bem atendidas, mas devo ir com a bandeira Apoio Mineiro, que são lojas maiores, ao invés de abrir várias do Super Nosso, para atender o consumidor e o pequeno comerciante nas cidades próximas. O Apoio Mineiro vende por unidade mais barato do que qualquer Supermercado convencional. Se você comprar alguns múltiplos sai mais barato ainda a ponto de ser revendido em pequenos comércios. A proposta do Super Nosso busca atender a uma classe econômica mais exigente. Apoio Mineiro é a bandeira que vamos usar no interior mineiro.

Essa ideia do online também veio para ficar na Feira de Vinhos? Como estão as vendas de modo geral? Cliente vai migrar bastante para a venda online? Acredito que o online e offline acabam se fundindo, depende do momento do consumidor. É claro que alguns escolhem uma única forma de abastecimento, mas acredito que a gente tem que estar sempre oferecendo os diversos canais no mercado. Online é uma realidade que não tem retorno, já era em muitas categorias, agora, com a pandemia, o Supermercado passou a ser procurado com o serviço.

 

Consumidor quer evitar aglomerações, sair de casa. Experiência tem sido positiva, consumidores estão retornando, é um aprendizado, estamos conseguindo superar e até mesmo surpreender o consumidor final. Não vamos parar de investir nesse canal, começamos em 2015, a conta sempre era deficitária porque é um custo grande, mas, agora, pela escala, vai receber mais investimentos para facilitar a vida do consumidor, facilitar o acesso e a compra, para ser mais ágil. O desafio maior é a logística, e estamos investimento muito também no centro de distribuição, que abriga mais de 20 mil itens, com mais de 30 mil metros quadrados. São desafios que estamos felizes por poder investir e visualizar um retorno satisfatório.

Como o fato de as pessoas estarem fazendo as coisas em casa impacta no Super Nosso?

 

É um impacto positivo. Vem sendo tendência desde que foi implantado a Lei Seca, fez com que os encontros fossem mais casuais, dentro dos lares. Isso tem despertado o interesse em cozinhar, fazer novas receitas, as famílias com datas para celebrar.


Qual o investimento médio por loja?

 

Costuma ser o mesmo da edificação. Entre o terreno e a edificação o investimento do recheio do supermeracdo é igual. Em torno de R$ 5 milhões por loja.


O Supermercado perde uma demanda de pequenos restaurantes e bares, mas ganha com o varejo das pessoas em casa. Como fica esse equilíbrio?

 

Meu setor sofre menos impacto porque as pessoas precisam se alimentar. Existem as compensações, realmente foi uma perda para o Apoio. Pastelaria, padarias, restarantes, lanchonetes são mercados importantes. A gente sente o fechamento e torce para a reabertura. É um setor que traz entrebimento para sociedade, mas a gente respeita as autoridades sanitárias. Se perde um pouco em algum setor, o consumidor final acaba descobrindo as lojas. Aumentaram as vendas no Apoio de consumidor final, a gente oferecia um portfólio restrito de produtos e agora estamos ampliando. Tem que ter adaptação, acompanhamento das categorias que estão vendedo menos e as que vendem mais, do perfil do cliente. Temos que ser ágeis, o nosso setor é o mais concorrido.

Onde encontra o livro para comprar?

 

Não coloquei o livro à venda, infelizmente, porque está tendo muito interesse. Isso me estimula a escrever a segunda edição. São algumas partes da minha trajetória para deixar o legado para filhos, netos e amigos.

Contratações serão feitas no Grupo Super Nosso?

 

Com esse plano de expansão, temos vagas sim, mas principalmente para cargos mais comuns, de operações de loja. Escritório a gente vem só reduzindo.

Quais as expectativas para este ano e para 2021?

 

Essa foi a mais longa e complexa crise. Não adiante só inovar, depende da saúde das pessoas. O setor de modo geral está fortalecido, como outros que estão na atividade essencial. É um dos motivos do plano de expansão para os anos vindouros. Temos que crescer, significa sobreviver. Se pensar em estabilizar, é tão concorrido que a gente se torna pequeno, inexpressivo e sai do mercado., Crescimento é uma necessidade de sobrevivência no nosso setor. O dirigente tem que controlar o acelerador. A gente acredita que dias melhores virão. A gente trabalha pensando na perpetuidade dos negócios, com a participaçao da família, tenho certeza que vamos sair da crise. Ser humano se supera, cresce e evolui. Vamos sair fortalecidos


Já recebeu algum convite para cargo em clube de futebol?

 

Sou belo-horizontino, mineiro, o Grupo é de todas as torcidas, Cruzeiro, Atlético, América e os do interior. No CPF sou Galo Doido. Já tive esse convite, mas a gente não pode misturar negócio com esporte. Respeito todas as torcidas e clubes, procuro não interferir no profissional. Não devo e não vou fazer nenhuma participação porque o Grupo Super Nosso absorve todo o meu tempo e não tenho condições de assumir nenhum cargo. Torço para MInas Gerais.

As medidas de isolamento estão no caminho certo?

 

Deveria ter um cronograma para a reabertura? É uma situação muito difícil para acertar o time. O prefeito e o governador vão trabalhar com as melhores intenções. O sofrimento é de todos, e os políticos têm que administrar pela maioria. Mas não vejo a hora de o comércio de um modo geral estar aberto. Tenho certeza que é esse também é o sentimento do prefeito. Mas ele deve ter instrumentos e acompanhamento da situação, e confio na sensatez dos políticos para amenizar o sofrimento das empresas e das pessoas. Administrar uma empresa, um Estado, um país, uma casa é a mesma coisa. Não queria estar na pele do prefeito. Tem que ter respeito pela vida, que é o nosso bem maior.


Fonte: O Tempo 

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