Notícias do setor
Economia
Jurídico
Tecnologia
Marketing
Bebidas
Carnes / Peixes
Notícias Abras
Geral
Redes de Supermercados
Sustentabilidade
 









Você está em:
  • Notícias do setor »
  • Economia

Notícias do setor - Clipping dos principais jornais e revistas do Brasil

RSS Economia

07/05/2020 15:12 - Banco Central reduz taxa básica de juros de 3,75% para 3%

O forte impacto que a crise do novo coronavírus terá sobre a economia brasileira fez com que os diretores do Banco Central decidissem ontem cortar a taxa básica de juros do país acima do que era esperado pelo mercado. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic de 3,75% ao ano para 3%, o menor patamar já registrado na História. Deve ocorrer uma nova redução na próxima reunião do grupo, que acontece em junho.

No comunicado da decisão, a diretoria do BC afirmou que a conjuntura econômica atual chancela um corte de juros maior, como o anunciado. Mas os diretores ponderaram que há “potenciais limitações” para o tamanho de futuros cortes da taxa básica de juros local.

Analistas esperavam um corte menos agressivo, para 3,25%. A última vez que o BC cortou a taxa básica em 0,75 ponto percentual foi em outubro de 2017.

A Selic é a taxa em que bancos, administradoras de cartões e instituições financeiras se baseiam para calcular os juros que serão cobrados de seus clientes nas diferentes modalidades oferecidas. Com uma Selic mais baixa, outras taxas tendem a cair também, o que torna o crédito mais barato.

Estímulo necessário

Dois integrantes da diretoria do BC defenderam um corte ainda maior do que o promovido. A ideia era garantir “todo o estímulo necessário de imediato”, junto com a indicação de que a taxa ficaria inalterada pelos próximos meses.

Os demais diretores consideraram melhor, no entanto, fazer uma redução mais moderada e acumular mais informações sobre o que acontecerá com a economia brasileira até a próxima reunião do grupo, prevista para 16 e 17 de junho.

No comunicado, a direção do BC indicou que poderá fazer um “último ajuste” na Selic, que poderia até ser uma nova redução de 0,75 ponto percentual, o que jogaria a Selic a inéditos 2,25%.

“Para a próxima reunião, condicional ao cenário fiscal e à conjuntura econômica, o Comitê considera um último ajuste, não maior do que o atual, para complementar o grau de estímulo necessário como reação às consequências econômicas da pandemia da Covid-19”, afirmou o comunicado.

Para o superintendente de pesquisas macroeconômicas do Santander, Mauricio Oreng, o BC “acelerou” a queda da Selic porque viu um espaço adicional para essa decisão, dado o tamanho da retração da atividade econômica prevista.

Segundo Oreng, o baque na produção industrial, que teve queda de 9,1% em março em relação a fevereiro, foi importante para mostrar o tipo de impacto que o país pode sofrer este ano:

— O BC colocou a discussão da pandemia e mostrou que já há efeito de queda de demanda forte. E março refletiu apenas parcialmente os efeitos da pandemia, que devem se agravar em abril. O BC ponderou se deveria fazer um corte mais profundo de uma vez, mas escolheu fazer isso de forma gradativa. Indicou que o plano de voo é cortar mais 0,75, dependendo da evolução do cenário econômico.


Para o economista do Santander, o agravamento do quadro das contas públicas acabou por restringir a atuação da autoridade monetária.

No comunicado do BC, os diretores ressaltaram que a diminuição de incertezas no âmbito fiscal é um dos elementos essenciais para definir os próximos passos da política de juros do país.

Ajuda certa

Para o economista Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos, a redução de juros, principal instrumento de política monetária do Banco Central, ainda tem eficácia, mesmo no atual cenário, em que a taxa está na mínima histórica.

Para o especialista, o sucesso desse instrumento depende da expectativa futura das pessoas em tomarem crédito e dos bancos de emprestarem recursos.

Candido Bracher:Para país sair da crise, ’tem que haver harmonia entre Legislativo e Executivo’, diz presidente do Itaú

— Acredito que a política monetária ainda tenha eficácia. Neste momento, há muita incerteza e dispersão de dados, que fazem as projeções de recessão para o país variarem de queda de 3% a 5%. Considerando que no período pré-pandemia a economia estava retomando o crescimento, esse movimento pode ser retomado após a pandemia, com pessoas e empresas tomando financiamentos, em um patamar de juro muito baixo. Por isso, avalio que a política monetária, desde que acompanhada de outros instrumentos, neste momento, é eficaz — disse Carvalho.

Entre os instrumentos de que a autoridade monetária dispõe, Carvalho cita a redução do dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parados no próprio BC, o que é conhecido tecnicamente como depósitos compulsórios. A liberação desses recursos pode virar dinheiro no curto prazo, por meio de empréstimos a empresas e pessoas. Outra medida importante, cita o analista da Toro, é a possibilidade de o BC comprar títulos públicos e privados, medida prevista no Orçamento de Guerra, aprovado ontem pelo Congresso Nacional.

— São medidas importantes neste momento, que garantem liquidez ao mercado — afirmou Carvalho.

Para ele, emitir dinheiro neste momento, medida apontada por alguns economistas como alternativa para financiar os gastos do governo com ações de combate à pandemia, trata-se de uma opção arriscada, já que o efeito colateral pode ser a volta da inflação:

— Mesmo neste momento em que temos uma inflação muito baixa, acredito que a emissão de dinheiro não é a melhor solução. Esses recursos podem gerar inflação no futuro, em vez de estimular a economia.

O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, disse que já esperava um corte de 0,75 ponto e prevê uma nova redução na próxima reunião, de 0,5 ponto:

— É um corte grande, mas, infelizmente, a tragédia econômica em função da pandemia também é.

Segundo o economista-chefe para América Latina do banco Goldman Sachs, Alberto Ramos, “o Brasil está se dirigindo rapidamente ao desconhecido território financeiro dos juros zero”.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) elogiou a decisão do Copom e lembrou que as expectativas para a inflação continuam abaixo da meta, de 4%. Em março, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 3,3%. Em nota, citou ainda a desaceleração global, que levou à queda nos preços das commodities e à volatilidade nos mercados.

Bradesco e Itaú anunciaram que vão reduzir a taxa de juros de suas principais linhas de crédito a partir da próxima segunda-feira. 


Fonte: O Globo

Enviar para um amigo
Envie para um amigo
[x]
Seu nome:
E-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Comentário
 

 

Veja mais >>>

10/07/2020 15:23 - Empresas poderão usar contratos com governo como garantia
10/07/2020 13:15 - INPC fica em 0,30% em junho, diz IBGE
10/07/2020 13:08 - Confiança da indústria mantém recuperação, revela CNI
10/07/2020 12:03 - IBGE: Desemprego tem 1ª queda após quatro semanas consecutivas de alta
09/07/2020 20:23 - Câmara aprova texto de MP que cria o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito
09/07/2020 15:35 - Caixa libera saques e transferências dos aprovados no terceiro lote nascidos em abril
09/07/2020 15:15 - Varejo deve atenuar perdas do 2° trimestre
08/07/2020 15:39 - Vendas crescem 10% em junho e apontam recuperação do varejo
08/07/2020 15:36 - Governo quer tema na reforma tributária
08/07/2020 13:46 - GP-DI acelera alta a 1,60% em junho com pressão no atacado e varejo, diz FGV
08/07/2020 13:16 - Após tombo recorde com pandemia, vendas do comércio crescem 13,9% em maio, diz IBGE
07/07/2020 16:26 - Proposta de reforma retira benefícios tanto no IRPJ quanto no IRPF, diz Tostes
07/07/2020 16:22 - Recuperação em V está cada vez mais remota com avanço da covid-19
07/07/2020 13:17 - Comércio cresce 5% em maio na comparação com abril, diz Serasa Experian
07/07/2020 13:04 - Indicador da FGV que mede tendência de emprego mostra diminuição do pessimismo em junho

Veja mais >>>