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19/12/2019 16:06 - Carne bovina passou de 4,27% para 22,01% na segunda prévia de dezembro

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 2,06% no segundo decêndio de dezembro. No segundo decêndio de novembro, a taxa havia sido -0,01%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de -0,06% no segundo decêndio de novembro para 2,85% no segundo decêndio de dezembro. Na análise por estágios de processamento, os preços dos bens finais variaram 3,24% em dezembro, após alta de 0,37% em novembro. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,01% para 7,15%.


O índice referente a bens intermediários variou 0,35% no segundo decêndio de dezembro, ante 0,45% no mesmo período de novembro. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a construção, cuja taxa passou de 0,57% para -0,34%.
A taxa do grupo matérias-primas brutas foi de -1,11% no segundo decêndio de novembro para 5,22% em igual período em dezembro. Contribuíram para o movimento do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-11,66% para 4,25%), bovinos (4,27% para 22,01%) e soja (em grão) (0,79% para 2,67%). Em sentido oposto, destacam-se os itens cana-de-açúcar (1,67% para -1,00%), laranja (7,88% para -2,88%) e arroz (em casca) (1,68% para 1,42%).


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,74% no segundo decêndio de dezembro, ante 0,03% no mesmo período de coleta de novembro. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: alimentação (-0,26% para 1,94%), despesas diversas (0,22% para 3,09%), transportes (0,19% para 0,72%), educação, leitura e recreação (-0,12% para 0,79%) e comunicação (-0,04% para 0,30%). Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados nas taxas dos itens carnes bovinas (2,60% para 15,40%), jogo lotérico (0,00% para 23,33%), gasolina (0,43% para 2,09%), passagem aérea (-2,71% para 14,47%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,00% para 1,35%).


Em contrapartida, três classes de despesa apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: habitação (0,06% para -0,29%), vestuário (0,37% para 0,07%) e saúde e cuidados pessoais (0,28% para 0,22%). Nestes grupos, as maiores influências partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-0,19% para -2,15%), roupas infantis (1,05% para 0,33%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,62% para 0,06%).


O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) não variou no segundo decêndio de dezembro. No mês anterior, este índice subiu 0,24%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem do segundo decêndio de novembro para o segundo decêndio de dezembro: materiais e equipamentos (0,61% para -0,32%), serviços (0,23% para 0,02%) e mão de obra (0,00% para 0,22%).


Relatório da Capital Research sobre o aumento do preço da carne no Brasil mostra que segundo o IBGE, o produto inflou em média 8,09% em novembro de 2019 em relação ao mês anterior e alcançou índices ainda maiores em alguns cortes, conforme levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que revela crescimento nos valores do contrafilé e do coxão mole de 50% e 46%, respectivamente, em menos de três meses. Segundo a casa de análises, os preços devem continuar aumentando até janeiro ou fevereiro de 2020, em função da demanda sazonal.


"Esse cenário se instaurou por conta contaminação de rebanhos na China por peste suína, o que obrigou que cerca de 40% dos porcos do país fossem abatidos, pressionando o mercado local a consumir outros tipos de proteína animal e a importar esses produtos", explica Samuel Torres, analista da Capital Research.
O relatório também aponta o aumento do dólar como outro fator que tornou a exportação ainda mais atrativa para os produtores de carne do Brasil e alerta: "os valores vão cair, mas, para isso, é necessário que o surto da doença seja contido no nosso parceiro asiático e o tamanho do rebanho seja recuperado. O problema é que um boi precisa de pelo menos 18 meses para estar pronto para o abate, enquanto o porco leva cerca de sete meses", indica Samuel, que calcula que 80% da produção seja recuperada durante 2020.


A casa de análises destaca ainda a relação entre o aumento do preço da carne e os investimentos: "quando a inflação acelera e a rentabilidade das aplicações não aumenta no mesmo ritmo ou acima disso, em termos reais, podemos dizer que há uma diminuição do ganho ou até perda de dinheiro. Assim, é importante que a carteira do investidor contenha ativos que o projetam contra essa dinâmica desfavorável. É o caso, por exemplo, dos títulos indexados à inflação e dos fundos de investimento imobiliário", esclarece o especialista, que reitera a importância de diversificar a carteira para acompanhar as flutuações de mercado.


Carne suína na China - O boom no preço da carne suína na China continuou a ser amenizado na semana passada, à medida que o país tem implementado várias medidas para estabilizar a produção de porcos.
De 9 a 13 de dezembro, o índice de preços médios da carne suína em 16 regiões de nível provincial monitoradas pelo Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais ficou em 44,13 iuanes (US$ 6,3) por quilo, diminuição de 1,8% em termos semanais.


Essa é a quarta semana consecutiva em que o valor diminui até o final de novembro em meio a sinais de recuperação da produção de porcos em todo o país.
A queda ocorre ao passo que o governo chinês vem tomado medidas em várias áreas para intensificar a oferta, incluindo aumentar subsídios para restaurar a produção suína, liberar as reservas de porco congeladas e expandir as importações.


O mercado de porcos da China pode superar as expectativas com oferta e demanda equilibrada durante o próximo Ano Novo Chinês, segundo o ministério.
O valor da carne suína, a carne mais consumida na China, subiu nos últimos meses, principalmente por causa da peste suína africana e por fatores cíclicos.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do país, principal indicador da inflação, subiu anualmente 4,5% em novembro, impulsionado principalmente pelo aumento do preço da carne suína, que subiu 101,3% em termos anuais em outubro.


Fonte: Monitor Mercantil (com informações da Agência Xinhua)

 

 

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