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Como anda a gestão de pessoas no autosserviço?



Oitava edição da pesquisa Capital Humano em Supermercados, realizada pela Abras,
traz importantes referências sobre a gestão de mão de obra atuante no autosserviço brasileiro.
Objetivo é ajudar as empresas a visualizarem se suas práticas estão em linha com o mercado


Qual é a média salarial praticada pelos supermercadistas em relação às principais funções desenvolvidas em uma loja? E quais os desafios em torno da contratação e retenção de mão de obra qualificada? Para responder essas questões, o Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, com o apoio da consultoria Fini Service, promoveu a pesquisa Capital Humano em Supermercados, que neste ano chegou à sua oitava edição. O levantamento, realizado junto a empresas varejistas de todas as regiões do País (veja metodologia), visa fornecer ao supermercadista importantes subsídios sobre como o setor está gerindo a sua mão de obra.


“Com estes indicativos, o empresário tem condições de analisar se a sua política de recursos humanos está em linha com as práticas do setor”, avalia o consultor de Economia da Abras e coordenador da pesquisa, Flávio Tayra. “Isso facilita uma eventual tomada de decisões, já que a eficiência na gestão de pessoas é fator indispensável para a sustentabilidade de qualquer negócio.”


Uma das informações obtidas pelo estudo compreende a dinâmica de remuneração dos profissionais que atuam no autosserviço. Dentre as 24 funções analisadas, 23 delas registraram aumento salarial neste ano (veja tabela). A exceção ocorreu no cargo de encarregado de FLV, cuja média salarial sofreu retração de 2,5%. Já as dez funções que registraram a maior alta salarial foram: gerente de loja (22,4%), entregador (14,9%), açougueiro (14,5%), operador de caixa (180 horas) (13,7%), comprador (13,3%), profissional da seção de frios e laticínios (13,2%), padeiro (12,6%), empacotador (10,9%), repositor (10,7%) e operador de caixa (220 horas) (10,6%). 


Considerando-se as médias salariais por região, a pesquisa revelou que o Centro-Oeste possui a maior média em nove funções. Na sequência estão as regiões Sudeste, com maior salário em oito cargos, e Sul, com maior média em quatro funções. As empresas supermercadistas atuantes nas regiões Norte e Nordeste, por sua vez, lideram em três funções.


Rotatividade e retenção


Ao longo deste ano, a rotatividade (turn over) nas lojas caiu em 21 funções analisadas pelo estudo. A maior queda foi verificada no cargo de operador de caixa (180 horas), cuja retração foi de 12,6 pontos percentuais. No período, os maiores índices de substituição de funcionários foram registrados em funções operacionais, cujas taxas variam entre 10% e quase 18%.

De acordo com o diretor da consultoria Fini Service, especializada em indicadores de recursos humanos, Tadeu Fini, um alto percentual de rotatividade é um indicador de que algo está errado, o que exige do empresário uma profunda avaliação da dificuldade na retenção de funcionários. Especificamente em relação ao varejo, o especialista defende que o  supermercadista deve ter claro conhecimento dos setores da loja que mais sofrem com este problema, para que ações corretivas possam ser tomadas.

 

 

Veja a pesquisa na íntegra na edição da SuperHiper de Novembro/16.

 

 

Clique aqui e leia a matéria na íntegra

 

 

Atualizado em 24 de Novembro de 2016