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Economia e Pesquisa

Associativismo ganha forças e aumenta vendas 10/10/2018 às 13h

O faturamento somado pelas empresas supermercadistas, que se reúnem em redes e associações de negócios Brasil afora, apresentou crescimento nominal de 6,6% e real de 3,1%, segundo dados da 18ª Pesquisa de Redes e Associações de Negócios da Abras. Os dados se referem ao ano de 2017. 


Além do faturamento, que chegou a R$ 41,8 bilhões, ante os R$ 39,2 bilhões de 2016, o estudo verificou crescimento em outros indicadores, como quantidade de lojas, check-outs e área de vendas.


Dessa forma, a pesquisa revela que o apelo ao associativismo ganha força em períodos de crise econômica prolongada e que as redes são uma opção viável a pequenos e médios supermercadistas para se manterem competitivos num mercado pulverizado, mas em que os grandes players não economizam quando se trata de investir e ampliar seus domínios.


Vale observar, contudo, que há diferentes modelos de redes e associações. Esse universo tem se desenvolvido ao longo do tempo. O estudo busca ser o mais abrangente possível, mas faz distinções entre os dados do associativismo convencional e de outras formas de associação, como, por exemplo, redes organizadas e sob marcas criadas por empresas do ramo atacadista distribuidor, bem como megarredes, fruto da associação não apenas entre empresas, mas entre redes associativas.

 

 

 

Vale frisar que, embora o estudo traga os dados dessas megarredes (RedeCen e UniBrasil) e associações ligadas ao atacado (Rede Smart, do Grupo Martins), não as considera na listagem do ranking, ou seja, elas não ocupam nenhuma posição.


O Ranking

Em termos de posicionamento, no Ranking deste ano, viu-se que os três primeiros seguem sendo os mesmos do ano passado. A rede Supermercados Associados do Estado do Rio de Janeiro (Searj), que atua no mercado fluminense sob a bandeira Supermarket, repetiu-se na liderança que sustenta há alguns anos.


A tradicional associação faturou mais de R$ 4 bilhões, fruto de crescimento nominal de mais de 15% em 2017. A Supermarket manteve o número de empresas associadas de um ano para outro, mas a quantidade de lojas cresceu: de 91 para 98. 


Os check-outs passaram de 1.201 para 1.351 unidades e a área de vendas foi de 87,9 mil m2 para 99,9 mil m2. É possível mensurar a solidez das redes analisando as 30 maiores. Esse grupo teve crescimento nominal de 8% em 2017, chegando a R$ 25 bilhões. Em dois anos, de 2015 a 2017, as 30 maiores apresentaram expansão de 23%. 


A mesma proporção de crescimento deste grupo não se verifica em outros dados. O número de empresas associadas a essas redes, por exemplo, foi de 1.510, em 2015, para 1.543 em 2017. A área de vendas foi de 1 milhão de m2 para 1,13 milhão de m2 no mesmo período. Apenas o número de check-outs, entre as 30 maiores, expandiu numa razão semelhante à do faturamento ao longo desses dois anos.




Clique aqui e leia a matéria na íntegra



 

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