IBGE prevê safra recorde de 252 milhões de toneladas em 2020

A estimativa para a safra nacional de grãos, que já estava em patamar recorde, foi elevada novamente e deve chegar a 252 milhões de toneladas em 2020, ficando 4,4% acima da colheita de 2019. Os dados constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, divulgado hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção para a área a ser colhida foi de 65,2 milhões de hectares, crescimento de 3,1% (2 milhões de hectares) frente à área colhida em 2019. O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos, somam 92,5% da estimativa da produção e 87,2% da área a ser colhida. A soja, o algodão herbáceo (em caroço) e o café devem atingir no ano seus patamares mais altos de produção na série histórica do IBGE. O milho também está em alta, mas não deverá atingir o recorde alcançado no ano anterior. A produção de soja no ano deve totalizar 121,4 milhões de toneladas, aumento de 7% frente à safra de 2019 e de 0,3% em relação ao que era estimado em agosto. A colheita da soja não será ainda maior devido à queda de 39,4% na produção gaúcha, que sofreu com uma estiagem prolongada entre dezembro e maio. “Os preços da soja mantiveram-se elevados, alavancados pela valorização do dólar e pela forte demanda internacional, o que fica evidenciado pelo ritmo de vendas antecipadas, maior que no ano anterior”, disse, em nota, o analista de agropecuária do IBGE Carlos Barradas. Café e algodão O café, que também tem estimativa de recorde, puxado pela variedade arábica, oferece boas perspectivas para o mercado, segundo o analista. A produção brasileira deve alcançar 3,6 milhões de toneladas, crescendo 1,7% em relação ao que era esperado no mês anterior e 21,5% frente a 2019, sendo 2,8 milhões de toneladas da variedade arábica. “Tivemos uma safra de café arábica sem precedentes, um produto de excelente qualidade que deve permitir que os produtores brasileiros recuperem importantes mercados internacionais”, afirmou o pesquisador. O algodão é outro destaque na safra de grãos de 2020, com um recorde de produção esperado em 7,1 milhões de toneladas, aumento de 2,4% em relação à estimativa de agosto e de 2,7% em relação a 2019. Milho A estimativa para o milho continua abaixo do recorde de 2019, mas está cada vez mais perto (100 mil toneladas de diferença), sendo o segundo patamar mais alto da série do IBGE. A estimativa da produção cresceu 0,2%, totalizando 100,5 milhões de toneladas. Segundo o levantamento, tanto a demanda interna, devido ao aumento do consumo pelos produtores de carnes, quanto a externa, em decorrência da depreciação cambial do real, estão em alta. “A baixa oferta no mercado e a elevada procura pelo produto impulsionam os preços no mercado brasileiro, o que vem estimulando maiores investimentos nas lavouras de milho, principalmente no Paraná e na região Centro-Oeste. Além disso, algumas usinas de produção de álcool a partir do milho estão se instalando em Mato Grosso, o que pode também elevar regionalmente a demanda pelo cereal, possibilitando um aproveitamento maior dessa matéria-prima, com redução de custos logísticos e, consequentemente, uma diminuição na defasagem de preços entre diferentes praças”, afirmou Barradas. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com participação de 28,9%, seguido pelo Paraná (16,1%), Rio Grande do Sul (10,6%), Goiás (10,3%), Mato Grosso do Sul (8,0%) e Minas Gerais (6,3%), que, somados, representaram 80,2% do total nacional. Fonte: Agência Brasil

Conab prevê produção recorde de grãos na safra 2020/21

Com 268,7 milhões de toneladas, o Brasil deve ter uma produção recorde de grãos na safra 2020/21. O volume, divulgado hoje (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é 4,2% maior do que o recorde anterior, alcançado na safra 2019/2020, quando foram produzidas 257,7 milhões de toneladas. A Conab estima também um crescimento de 1,3% na área cultivada. A expectativa é que em 2020/21 o plantio ocupe cerca de 66,8 milhões de hectares, 879,5 mil hectares a mais que na safra anterior. As estimativas fazem parte do primeiro de 12 levantamentos de campo que a Conab realiza a cada safra. Participam da coleta dos dados 80 técnicos espalhados por todas as regiões do país, que contatam aproximadamente 900 informantes cadastrados. “Essa nova safra começa num cenário de preços muito altos, os produtores de uma maneira geral estão muito motivados a investir”, disse o presidente da Conab, Guilherme Bastos, ao apresentar os dados. Bastos destacou os preços do milho, que registram preços entre 50% a 100% maiores do que no ano passado, e da soja, que atingiu recentemente a cotação de R$ 123 por saca, o maior valor nominal já registrado. No caso do arroz, Bastos disse que a Conab observa uma estabilização de preços, depois da recente alta impulsionada pelo aumento nas exportações e no consumo interno. Grãos Em 2020/21, a produção de soja deve ficar em 133,7 milhões de toneladas, estima a Conab, o que mantém o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. A colheita de milho também deve ser recorde, de 105,2 milhões de toneladas, 2,6% a mais do que no ano anterior. A área de cultivo de arroz deve aumentar 1,6%, mas os técnicos da Conab estimam queda de 4,2% na produtividade, o que deve resultar numa colheita de 10,8 milhões de toneladas. O mesmo pode ocorrer com o feijão, cuja safra estimada é 3,126 milhões de toneladas, o que significaria diminuição de 3,2% em relação à temporada passada. No caso do algodão em pluma, deve cair a área plantada e a produtividade. A produção para o produto deve se limitar a 2,8 milhões de toneladas, redução de 6,2% ante a safra anterior. Neste ano, contudo, a exportação de algodão deve bater o recorde de 1,2 milhão de toneladas produzidas até setembro deste ano, 49% superior em relação ao mesmo período do ano anterior. O milho deve atingir, na safra atual, 34,5 milhões de toneladas exportadas, enquanto a exportação de soja deve ficar em 82 milhões de toneladas e subir 3,7% na safra 2020/21, chegando a 85 milhões de toneladas, estima a Conab. Em geral, as exportações devem se manter elevadas devido ao câmbio favorável, avalia a Conab. Fonte: Agência Brasil

Cafeicultores da Alta Mogiana esperam baixa de 40% na safra 2021

Em projeções iniciais, produtores de café da Alta Mogiana, na região de Franca (SP), estimam uma queda de 40% na safra 2021 devido ao calor com temperaturas recordes e à falta de volumes significativos de chuvas nos últimos quatro meses. A associação desses fatores, que também causa efeitos negativos na oferta de empregos no campo e pode deixar os preços do produto mais caros ao consumidor futuramente, prejudica a florada, etapa essencial para a formação dos grãos. As projeções contrastam com os números da safra 2020, que, segundo dados do IBGE do início de setembro, apontam alta de quase 20% na produção brasileira de café. Prejuízo na Alta Mogiana Com reconhecimento internacional e forte atuação em cafés especiais, a Alta Mogiana, região entre o Nordeste paulista e Sul de Minas Gerais com 23 municípios produtores de café, sentiu os efeitos da falta de chuvas e das altas temperaturas acentuadas no segundo semestre deste ano. Embora o tempo seco geralmente favoreça a colheita dos grãos, a associação da estiagem prolongada com o calor não é benéfica para o cultivo, pois interrompe o processo vegetativo. Segundo Marcelo Jordão, pesquisador da Fundação Procafé, o baixo volume de água e as altas temperaturas – que desde 28 de setembro passam dos 35ºC – coincidiram com a florada, período entre os meses de agosto e outubro que marca o início de formação até a maturação dos grãos. Em sua produção em Pedregulho (SP), o agricultor Luís Clóvis Gonzaga confirma que poucas flores se abriram, porque as plantas perderam mais água. “Agora que já estamos chegando no verão os dias já estão maiores, temos uma insolação maior, somado a isso [tem] a falta de chuva”, explica. Ele ainda não sabe a proporção dos prejuízos, mas já afirma que nunca tinha vivido algo parecido em 20 anos. “Acontecendo um evento intenso climático como esse, a frustração é enorme, não sabemos precificar. Ainda vamos precificar isso mais à frente, mas o prejuízo está consolidado”, diz. Efeitos negativos A quebra na produção do café causa consequências imediatas na oferta de empregos no campo, avalia o presidente do Sindicato Rural de Franca. Embora não tenha números, segundo ele, as dispensas de empregados já começaram a ser percebidas em municípios da região como Cristais Paulista (SP), Jeriquara (SP) e Ribeirão Corrente (SP). “As pessoas que estavam empregadas na colheita já estão de volta para suas casas infelizmente sem emprego. Nós vemos isso acontecer muito aqui nas cidades vizinhas”, diz. Gonzaga também está preocupado com o impacto econômico e social das perdas da safra. A longo prazo, a baixa produção do café tende a reduzir a oferta do produto nos supermercados e causar a elevação dos preços aos consumidor, de acordo com o presidente do sindicato. “Ainda é cedo para se falar nisso, mas possivelmente acontecerá sim um resultado porque a demanda desse produto vai de acordo com a produção. Temos uma grande interferência para o próximo ano.” Fonte: G1

Brasil compra quase 200 mil toneladas de arroz dos EUA, Índia e Guiana, estima Abiarroz

A indústria brasileira de arroz já negociou cerca de 188 mil toneladas do cereal (base em casca) com Estados Unidos, Índia e Guiana, após a recente isenção de taxas de importação para o produto de fora do Mercosul, adotada pelo governo para tentar reduzir preços internos que alcançaram máximas históricas, estimou à Reuters a associação do setor Abiarroz. Os Estados Unidos devem responder pela maior parte do fornecimento, com 100 mil toneladas em casca (não beneficiado), disse a diretora-executiva da Abiarroz, Andressa Silva. “Os primeiros embarques devem ser da Índia, mas não necessariamente será o primeiro destino a chegar”, afirmou a executiva sobre o país cujo volume já negociado está estimado em 70 mil toneladas (casca). Estima-se que outras 18 mil toneladas tenham sido adquiridas pelos brasileiros junto à Guiana. Sobre a entrega, a diretora acredita que o período mais provável para a chegada dos lotes ao Brasil é a partir de novembro. Os preços internos do arroz alcançaram patamares recordes no ano após exportações elevadas e aumento no consumo doméstico durante a pandemia. Fonte: G1

Governo libera o registro de 31 agrotóxicos genéricos para uso dos agricultores

O Ministério da Agricultura publicou nesta quarta-feira (23) a liberação de mais 31 agrotóxicos genéricos para o uso dos agricultores. Já são 315 novas autorizações publicadas em 2020 (veja mais abaixo). Do total, segundo o ministério, são 24 agrotóxicos químicos e 1 biológicos, que são aqueles que podem ser utilizados tanto em lavouras comerciais quanto na produção de alimentos orgânicos, por exemplo. Entre os produtos químicos, destaque para o inseticida bifentrina, que tem registro e é um dos mais vendidos nos Estados Unidos, mas que não tem mais registro na União Europeia por matar insetos que não deveriam ser alvos do produto. Há um registro também para o glifosato, o agrotóxico mais vendido no mundo, que foi alvo de processos no mundo por ser associado ao câncer. Entre os quatro biológicos estão microrganismos como a Beauveria bassiana, o Bacillus thuringiensis, o Metarhizium anisopliae e o vírus Spodoptera frugiperda multiplenucleopolyhedrovirus que são agente biológicos de controle de pragas que atacam os cultivos brasileiros. Os produtos poderão ser utilizados em qualquer cultura em que forem encontradas as pragas para as quais esses agentes biológicos possuem recomendação de controle. Dois desses produtos poderão ser utilizados nas produções orgânicas certificadas, de acordo com o Ministério da Agricultura. Registros no ano Ao todo, são 315 registros de novos agrotóxicos em 2020, segundo publicações no Diário Oficial da União, que é por onde o G1 se baseia. Desde 2005, quando o governo começou a compilar os dados de registro de pesticidas, 2020 perde apenas para 2019 – ano em que o país teve liberação recorde de agrotóxicos. Até agora, são 5 princípios ativos inéditos no ano: 4 pesticidas biológicos e 1 químico. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Os outros 310 registros são de genéricos, sendo:

  • 146 ingredientes químicos de agrotóxicos que são vendidos aos agricultores;
  • 56 pesticidas biológicos vendidos aos agricultores;
  • 108 princípios ativos para a indústria formular agrotóxicos.
Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou o método para anunciar a liberação de agrotóxicos. Até 2019, o Ministério da Agricultura divulgava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do “Diário Oficial da União”. Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? STF suspende portaria que abria espaço para registro automático de pesticidas A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, levava em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo “dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto”. “Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas”, completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores:
  • Anvisa, que avalia os riscos à saúde;
  • Ibama, que analisa os perigos ambientais;
  • Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos.
Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final “genérico”. Fonte: G1

PIB do agronegócio do Brasil cresce 5,26% no 1º semestre, diz CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio do Brasil cresceu 5,26% no primeiro semestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para o segmento primário (atividades dentro da porteira), que registrou alta de quase 15% no mesmo período, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira pela CNA/Cepea. O aumento foi registrado em meio a safras recordes de grãos e preços elevados por um câmbio favorável a exportações, que ajudaram também o segmento pecuário. Segundo a pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os segmentos de serviços e insumos tiveram altas de 4,76% e 1,69%, respectivamente. A agroindústria foi o único elo com queda no período, de 0,76%, sendo o segmento mais afetado pela pandemia da Covid-19. O PIB agrícola registrou alta de 2,93% nos primeiros seis meses deste ano, refletindo preços maiores de janeiro a junho de 2020, frente ao mesmo de 2019. O PIB da atividade pecuária teve expansão de 10,41% no semestre, reflexo também dos bons preços das proteínas animais. Em junho, a expansão do PIB do agronegócio foi de 1,31%, sexto mês seguido de alta, com crescimento mensal de 3,02% no segmento primário e dos outros elos da cadeia produtiva de forma geral: agrosserviços (1,15%), insumos (0,79%) e agroindustrial (0,27%). “Apesar da pandemia –e de efeitos negativos significativos em diferentes momentos do ano, particularmente nos segmentos de hortícolas, flores e lácteos– os instrumentos de políticas públicas voltados à garantia de renda aos mais impactados pela crise, têm garantido também sustentação da demanda doméstica por produtos agrícolas e agroindustriais”, avaliaram. Fonte: G1

Conab avalia que Brasil terá segunda maior safra de café em 2020

O 3º Levantamento da Safra 2020 de Café, divulgado hoje (22), em Brasília, pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), foi estimado em 61,6 milhões de sacas beneficiadas, de 60 quilos, dos tipos arábica e conilon, o que representa aumento de 25% em relação ao ano passado. Segundo a Conab, será a segunda maior safra brasileira de todos os tempos, atrás apenas da colheita de 2018, quando a produção chegou a 61,7 milhões e a de arábica, a 47,5 milhões de sacas. A área total é estimada em 2,2 milhões de hectares. Enquanto a produção de café conilon enfrentou condições climáticas desfavoráveis no Espírito Santo, durante a fase de floração da cultura, o que determinou a queda de 5,1% na produção nacional, prevista em 14,3 milhões de sacas, o grande destaque desta safra é o café arábica, com produção estimada em 47,4 milhões de sacas. Nesse caso, o crescimento será de 38,1% na comparação com 2019. A marca é próxima ao recorde de 47,5 milhões de sacas alcançado na bienalidade positiva anterior (2018). Neste ano, o clima foi favorável nas fases de floração e frutificação. Produtores Minas é o maior produtor de café do país e deve colher 33,5 milhões de sacas, 36,3% a mais que no ano passado, sendo 99,1% de arábica e 0,9% de conilon. Para o Espírito Santo, maior produtor nacional de conillon, a estimativa é de 13,6 milhões de sacas, com aumento de 49,1% para o café arábica (4,5 milhões de sacas). São Paulo deve colher 6,2 milhões de sacas de arábica e a Bahia, 4,1 milhões, com expansão de área em produção, áreas irrigadas e clima mais favorável. Nos outros estados, como Rondônia, a previsão é de 2,4 milhões de sacas de conilon, enquanto no Paraná, de 937,6 mil sacas de arábica. Das lavouras do estado do Rio de Janeiro devem sair 346 mil sacas de arábica; de Goiás, 240,5 mil sacas também de arábica e, de Mato Grosso, 158,4 mil sacas de conilon. Queda nas exportações O dólar em alta elevou os preços do café mesmo nesta safra de bienalidade positiva. Segundo a Conab, as exportações, no entanto, estão ligeiramente menores que as do ano passado. Em agosto de 2020, o Brasil exportou 3,3 milhões de sacas de café, receita de R$ 2,1 bi. A marca representa uma queda de 3,3% em volume, mas aumento de 25% em reais em relação a agosto de 2019. O total de café exportado de janeiro a agosto de 2020 foi de 26,4 milhões de sacas, volume 3,0% menor que no mesmo período de 2019.O cenário de preços elevados motivou o produtor a vender boa parte da safra antecipadamente. Fonte: Agência Brasil

Governo cria Rede de Bancos de Alimentos para combater desperdício

O governo federal instituiu a Rede Brasileira de Bancos de Alimentos e seu comitê gestor para o fortalecimento e a integração da atuação desses bancos no país. O decreto foi publicado hoje (18) no Diário Oficial da União.

O objetivo da rede é “contribuir para a diminuição do desperdício de alimentos no país e para a garantia do direito humano à alimentação adequada”.

A rede deverá atuar na promoção da troca de experiências e qualificação dos bancos de alimentos e no fomento de pesquisas e de ações educativas destinadas à segurança alimentar e nutricional.

Os bancos de alimentos são estruturas físicas ou logísticas que fazem captação ou recepção e distribuição gratuita de alimentos doados pelos setores público ou privado, para serviços de assistência social e instituições de ensino, por exemplo. Podem participar da rede os bancos sob a gestão dos entes federativos, das centrais de abastecimento, dos serviços sociais autônomos e das organizações da sociedade civil.

O comitê gestor da rede funcionará no âmbito do Ministério da Cidadania e será composto por um membro deste ministério, que o presidirá, um da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), um da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), três de bancos de alimentos sob gestão pública, três de organizações da sociedade civil que atuem como bancos de alimentos e um do Serviço Social do Comércio (Sesc).

Será realizada uma chamada pública para selecionar as entidades públicas e as organizações da sociedade civil que terão direito ao mandato de quatro anos no comitê gestor

Edição: Lílian Beraldo

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Fonte: Agência Brasil – 18/09/2020.

ABRAS lança curso do Programa Rama em webinar

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) lançou nesta segunda-feira (31), em webinar, o curso de capacitação para o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA). O evento virtual foi conduzido pelo superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan, e contou com as participações do Auditor Fiscal Agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Marcus Vinicius, do gerente Geral de Toxicologia da ANVISA, Carlos Alexandre Gomes, e do professor José Luiz Tejon. O curso do RAMA, disponível na Escola Nacional de Supermercados (ENS), foi apresentado na webinar pela coordenadora pedagógica da ENS, Maria do Rosário, que mostrou a composição dos 10 módulos do novo curso: – Visão geral da agricultura – Os tipos de FLV – Qualidade do FLV – Segurança do alimento – Rastreabilidade – Do campo para o varejo – A rastreabilidade e o varejo – Como garantir a qualidade para o cliente – O Programa Rama – Porquê participar do Rama Patrocinadores A webinar de lançamento do RAMA contou ainda com executivos de importantes empresas que patrocinaram o evento, são eles: diretor executivo da Paripassu, Giampaolo Buso, presidente e a gestora executiva do Grupo Vegetais Saudáveis, Junior Lucato e Cintia Mariotti, gerente de Marketing da UPL, João Mancine, gerente Técnico da Sakata, Davi Nunes, presidente da Tresbeschi, Edson Trebeschi, gerente de Geração de Valor da Bayer, Milena Pereira, diretor Comercial da Rio Bonito, Alex Lee, proprietário da Frutas Fava, Carlos Fava e o diretor Técnico da Abanorte, Francisco Rodrigues. Clique aqui e conheça a Escola Nacional de Supermercados. Comunicação ABRAS

Agropecuária abre mais de 85 mil postos de trabalho de janeiro a julho, diz CNA

A agropecuária abriu mais de 86,2 mil postos de trabalho de janeiro a julho deste ano, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O setor é líder na criação de vagas no ano. A CNA analisou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia na semana passada. Segundo o levantamento, em julho o setor apresentou novo saldo positivo com a abertura de mais 23 mil vagas. No primeiro semestre, a agropecuária já havia criado 62.633 mil vagas. Os principais segmentos que mais abriram vagas em julho foram produção de lavouras temporárias, produção de lavouras permanentes, hortícolas, criação de bovinos, florestas plantadas, criação de aves e criação de suínos, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia. O setor da construção civil também teve aumento dos postos de trabalho, com 8.742 mil de janeiro a julho. No ano, o Caged apontou o fechamento de mais de 1 milhão de postos de trabalho. Fonte: G1

Ipea revê crescimento do PIB agropecuário para 1,5% este ano

A expectativa de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário para este ano foi revista de 2% para 1,5%. Para o ano que vem, a projeção é que o índice chegue a 3,2%. A análise está na Carta de Conjuntura referente ao terceiro trimestre de 2020, divulgada hoje (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o Ipea, há melhora nas estimativas para a lavoura neste ano, que passou de 3% para 3,6%, com o crescimento da produção de soja em 5,9%, de arroz em 7,3%, do trigo, 41%, da cana-de-açúcar, 2,4%, e do café, em 18,2%, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE. Porém, a pecuária aponta para queda de 2,8%, principalmente por causa da produção de carne bovina, com previsão de diminuir 6,3%. A estimativa do instituto se baseia na diminuição da oferta desde o começo do ano, após a forte alta verificada no segundo semestre de 2019, além da paralisação de alguns frigoríficos provocada pela pandemia da covid-19. O Ipea aponta também a mudança no padrão de consumo de alimentos, provocada pelo isolamento social, que aumentou a alimentação em casa e diminuiu em restaurantes e lanchonetes. A expectativa do instituto é que no segundo semestre do ano ocorra uma retomada com a reabertura dos setor de bares e restaurantes e aumento da ocupação no mercado de trabalho. A carne suína deve subir 5,2% este ano e a produção de ovos, 2,8%. A produção de frango está com previsão de queda de 0,6% e a de leite deve diminuir 0,2%. 2021 Para o próximo ano, a projeção do Ipea é que o PIB da lavoura cresça 3,2%, com a produção de milho avançando 9,1% e a de soja 10,5%, conforme previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já o PIB da pecuária deve aumentar 5%, com a perspectiva de recuperação em todos os segmentos, liderados pelo crescimento de 6,3% da carne bovina. Mesmo com a maior incerteza econômica devido à pandemia, o instituto prevê que o crédito rural manterá favorável as condições de juros, inadimplência e prazo para a próxima safra, em especial para o pequeno e médio produtor. O volume de crédito contratado em julho chegou a R$ 23,9 bilhões, o que representa aumento de 48,8% em relação a julho do ano passado. Exportações e importações Na balança comercial, as exportações brasileiras do setor agropecuário tiveram aumento de valor de 11% de janeiro a julho, na comparação com o mesmo período de 2019. Os destaques foram a carne suína, que cresceu 162%; o complexo sucroalcooleiro com aumento de 59,1%; os produtos de soja com mais 30,6%, e carne bovina, que subiu 161,1%. As vendas foram impulsionadas pela reabertura econômica da China no final do primeiro trimestre, após o isolamento social por causa da pandemia. Nas importações, houve queda de 9% no valor nos dez principais produtos agropecuários importados pelo Brasil, puxado pelo salmão, que caiu 35%, do malte com queda de 15% e do alho, que diminuiu 13%. “Com o afastamento social e a provável queda no consumo de cerveja, que é o principal produto a utilizar o malte como insumo, a demanda por malte diminuiu. O mesmo pode ter acontecido com outras bebidas alcoólicas à base de malte”, analisa o Ipea. Fonte: Agência Brasil

Governo libera o registro de 23 agrotóxicos genéricos e 5 inéditos para uso dos agricultores

O Ministério da Agricultura publicou nesta quinta-feira (20) a liberação de mais 28 agrotóxicos genéricos para o uso dos agricultores. Já são 269 novas autorizações publicadas em 2020 (veja mais abaixo). Do total, segundo o ministério, são 17 agrotóxicos químicos e 11 biológicos, que são aqueles que podem ser utilizados tanto em lavouras comerciais quanto na produção de alimentos orgânicos, por exemplo. Cinco agrotóxicos são inéditos, formulados a partir do herbicida Piroxasulfona, que tem registro autorizado nos Estados Unidos. Na União Europeia, nenhuma empresa pediu a liberação deste pesticida ainda. Os outros 23 são genéricos. A Piroxasulfona é uma molécula herbicida que será utilizada para controle de plantas daninhas nas culturas do café, cana-de-açúcar, eucalipto, milho, pinusm soja, trigo, amendoim, batata, cevada, fumo, girassol e mandioca. Recorde na liberação de pesticidas biológicos Segundo o Ministério da Agricultura, com a publicação de hoje, já são 56 registros de produtos de baixo impacto registrados (biológicos e orgânicos) em 2020. Esse é o maior número de registros de produtos desse perfil em um mesmo ano. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Registros no ano Ao todo, são 269 registros de novos agrotóxicos em 2020, segundo publicações no Diário Oficial da União, que é por onde o G1 se baseia. Desde 2005, quando o governo começou a compilar os dados de registro de pesticidas, 2020 perde apenas para 2019 – ano em que o país teve liberação recorde de agrotóxicos. Até agora, são 5 princípios ativos inéditos no ano: 4 pesticidas biológicos e 1 químico. Os outros 264 registros são de genéricos, sendo:

  • 119 ingredientes químicos de agrotóxicos que são vendidos aos agricultores;
  • 52 pesticidas biológicos vendidos aos agricultores;
  • 93 princípios ativos para a indústria formular agrotóxicos.
Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou o método para anunciar a liberação de agrotóxicos. Até 2019, o Ministério da Agricultura divulgava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do “Diário Oficial da União”. A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, levava em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo “dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto”. “Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas”, completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores:
  • Anvisa, que avalia os riscos à saúde;
  • Ibama, que analisa os perigos ambientais;
  • Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos.
Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final “genérico”. Fonte: G1

ABRAS lança curso de capacitação para o Programa Rama

No dia 31 de agosto, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) lançará o curso de capacitação para o Programa Rama, que poderá ser acessado por todos os profissionais do setor supermercadista por meio da Escola Nacional de Supermercados (ENS). O conteúdo do curso será composto por dez módulos. São eles: – Visão geral da agricultura – Os tipos de FLV – Qualidade do FLV – Segurança do alimento – Rastreabilidade – Do campo para o varejo – A rastreabilidade e o varejo – Como garantir a qualidade para o cliente – O Programa Rama – Porquê participar do Rama O Programa Rama é um programa de rastreamento e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela ABRAS e Associações Estaduais de Supermercados. Clique aqui e conheça a Escola Nacional de Supermercados. Fonte: SuperHiper

ABRAS lança curso de capacitação para o Programa Rama

No dia 31 de agosto, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) lançará o curso de capacitação para o Programa Rama, que poderá ser acessado por todos os profi ssionais do setor por meio da Escola Nacional de Supermercados (ENS). O conteúdo do curso será composto por dez módulos. São eles: Visão geral da agricultura; Os tipos de FLV; Qualidade do FLV; Segurança do alimento; Rastreabilidade; Do campo para o varejo; A rastreabilidade e o varejo; Como garantir a qualidade para o cliente; O Programa Rama e Porquê participar do Rama. O Programa Rama é um programa de rastreamento e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela ABRAS e Associações Estaduais de Supermercados. Fonte: SuperHiper

ABRAS lança curso de capacitação para o Programa Rama

No dia 31 de agosto, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) lançará o curso de capacitação para o Programa Rama, que poderá ser acessado por todos os profissionais do setor por meio da Escola Nacional de Supermercados (ENS). O conteúdo do curso será composto por dez módulos. São eles: Visão geral da agricultura; Os tipos de FLV; Qualidade do FLV; Segurança do alimento; Rastreabilidade; Do campo para o varejo; A rastreabilidade e o varejo; Como garantir a qualidade para o cliente; O Programa Rama e Porquê participar do Rama. O Programa Rama é um programa de rastreamento e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela ABRAS e Associações Estaduais de Supermercados. Fonte: SuperHiper

ABRAS lança curso de capacitação para o Programa Rama

No dia 31 de agosto, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) lançará o curso de capacitação para o Programa Rama, que poderá ser acessado por todos os profissionais do setor por meio da Escola Nacional de Supermercados (ENS). O conteúdo do curso será composto por dez módulos. São eles: Visão geral da agricultura; Os tipos de FLV; Qualidade do FLV; Segurança do alimento; Rastreabilidade; Do campo para o varejo; A rastreabilidade e o varejo; Como garantir a qualidade para o cliente; O Programa Rama e Porquê participar do Rama. O Programa Rama é um programa de rastreamento e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela ABRAS e Associações Estaduais de Supermercados. Fonte: SuperHiper

Rastreabilidade, embalagem e origem: como ajudam nas vendas do seu produto?

Os consumidores estão cada vez mais conectados procuram por informações sobre a origem e a produção daquilo que consomem. Recursos como a rastreabilidade e a integração entre produção e varejo já permitem o acesso a dados da origem do alimento, a que tipo de insumos foram aplicados em seu cultivo e que certificações atestam sua qualidade e manejo sustentável. “Rastreabilidade envolve a capacidade de acompanhar, por meio de softwares e números de identificação, o movimento de uma mercadoria pelas fases de produção, transformação e distribuição”. No comércio de alimentos, a recuperação do histórico de produção ou da localização de um produto se tornou essencial para a gestão da cadeia de abastecimento e mitigação de possíveis crises alimentares. A rastreabilidade que em alguns países já é prática obrigatória para determinados produtos agropecuários, também podem gerar ganhos ao negócio com o planejamento da distribuição, redução de desperdícios e adição de valor na entrega aos consumidores, seja pela qualidade e maior frescor dos alimentos, pelo preço justo a se pagar no varejo ou pela transparência em toda a cadeia produtiva. Um exemplo é a carne da marca Friboi. A empresa explica que, pelo celular ou pelo site, todos podem saber a origem da carne que consomem de forma simples, prática, rápida e transparente. Pelo celular, basta que tirar uma foto do QR Code presente nas embalagens de carne Friboi, Maturatta Friboi, Reserva Friboi, Do Chef Friboi e 1953 Friboi. Pelo site, basta digitar no campo ao lado a data de produção e o número do SIF (Serviço de Inspeção Federal) para saber na mesma hora o nome da fazenda de onde saem os mais variados cortes de carne bovina. Temos a impressão que a rastreabilidade é aplicada principalmente em segmentos que demandem mais controle produtivo, como por exemplo, o segmento de frigoríficos. Mas esse recurso já está em prática em outros mercados em produtos que fazem parte do nosso dia a dia, como os hortifrutis. Uma iniciativa que já consolida esse tipo de resultado é o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de alimentos (RAMA), idealizado pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Atendendo principalmente aos objetivos de garantia de origem e controle de resíduos tóxicos, desde 2011 esse programa já rastreou mais de 4 milhões de toneladas de frutas, legumes e verduras. Nesse cenário, a embalagem passa a ter um papel fundamental para o posicionamento de marcas que tenham certificação e garantia de origem. Como ferramenta de comunicação, a embalagem pode diferenciar um produto na gôndola, oferecer informações sobre o produtor, o local onde foi produzido e também apresentar selos de certificações que o produtor possua. Além disso, os códigos de barra como o QR Code, que podem ser escaneados por telefones, é um excelente recurso para apontar para o site da empresa produtora ou para seu perfil em redes sociais, como Facebook ou Instagram, tornando a experiência de consumo ainda mais completa, conforme exemplificado acima na carne da marca Friboi. Veja abaixo outro exemplo do seu uso: Exemplo do leite Languiru que utiliza o QR Code na embalagem e convida o consumidor a ler a embalagem e a conhecer ainda mais o leite da Cooperativa Languiru. Nessa equação de produzir e entregar com qualidade, atendendo a demanda de consumidores conectados e engajados em busca de origem, tecnologias como rastreabilidade podem ajudar a posicionar marcas, disseminar as boas práticas agrícolas e ser uma grande aliada para que o campo converse mais e melhor com o público das cidades. E você, o que acha da tecnologia no meio agrícola?   Fonte: MilkPoint

Safra deste ano deve ser 3,8% superior à de 2019, prevê IBGE

A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar o ano de 2020 em 250,5 milhões de toneladas. Caso a estimativa de safra feita em julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se confirme, a produção será 3,8% superior à registrada em 2019, ou seja, 9 milhões de toneladas a mais. A estimativa de julho é 1,3% superior ao levantamento do IBGE feito no mês anterior. A área a ser colhida neste ano, de acordo com a estimativa, é de 64,9 milhões de hectares, ou 2,6% acima da área de 2019. Entre as principais lavouras de grãos do país, são esperadas altas em 2020 nas safras de soja (5,9%), arroz (7,3%), trigo (41%) e sorgo (6,4%). O algodão herbáceo deve manter a produção de 2019. São esperadas quedas no milho (0,8%) e feijão (4%). Outros produtos São esperadas altas para a cana-de-açúcar (2,4%), assim como o café (18,2%) e a laranja (4,1%). Por outro lado, estima-se quedas nas safras de batata-inglesa (10,6%), banana (5,2%), tomate (5%), mandioca (0,3%) e uva (0,3%). Fonte: Agência Brasil

Pão de Açúcar comercializa hortaliças de projeto social

O Pão de Açúcar passou a comercializar os legumes e verduras orgânicas produzidas pela Horta Social Urbana, projeto apoiado pelo Instituto GPA e criado pela organização ARCAH (em 2018), com o objetivo de promover a formação profissional de pessoas em situação de rua, ensinando as técnicas de jardinagem. Hortaliças como alecrim, almeirão, alface, salsinha, cebolinha, couve, escarola e beterraba, cultivadas por meio do projeto, já podem ser encontradas na unidade do Pão de Açúcar da Av. Ricardo Jafet, em São Paulo. “Investir em um projeto como a Horta Social Urbana é uma forma do Pão de Açúcar colaborar ativamente não só para a reintegração social de pessoas em situação de vulnerabilidade, mas também no fomento de cadeias produtivas mais saudáveis e sustentáveis. Dessa forma, geramos impacto social positivo, oportunidades para quem precisa e ampliamos a oferta de alimentos mais saudáveis e sustentáveis para os nossos clientes”, afirma Susy Yoshimura, diretora do Instituto GPA. A Horta Social Urbana capacita profissionalmente pessoas em situação de rua, utilizando técnicas de agricultura urbana, com práticas agroecológicas, como forma de promover o fortalecimento e a reintegração social. Apoiado pelo Pão de Açúcar, por meio do Instituto GPA, desde o início, o trabalho atualmente é dividido em duas frentes: a social, que oferece os cursos profissionalizantes, e a comercial, onde os profissionais, alguns deles ex-alunos do curso, são contratados para o cultivo dos alimentos. O projeto conta também com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil, Eletropaulo e Aktuellmix. A seleção dos participantes do curso, com duração de três meses, é realizada em centros de acolhimento da cidade de São Paulo. Os alunos recebem auxílio transporte, alimentação, uniforme, atendimentos terapêuticos e psicológicos, além da formação em agroecologia. Mas atualmente, com a pandemia, os cursos estão suspensos, oferecendo somente atendimentos telepresenciais. Fonte: Super Varejo  

CMN publica resoluções de auxílio a produtores rurais

O Diário Oficial da União traz hoje (3) resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) com medidas para ajudar produtores rurais prejudicados pelo ciclone bomba que atingiu o Sul do país e pela pandemia de covid-19. Uma das resoluções do CMN, divulgadas na semana passada, é voltada a agricultores familiares prejudicados pelo ciclone que atingiu a Região Sul no fim de junho. Eles terão os juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) reduzidos. O conselho autorizou que esses produtores acessem as linhas de crédito com juros de 2,75% ao ano, as taxas mais baixas cobradas no programa. A taxa será aplicada a todas as atividades financiadas pelo Pronaf para os agricultores familiares que vivam na região afetada pelo Ciclone Bomba. Novos limites O CMN elevou os limites que agricultores familiares, empreendedores rurais familiares e cooperativas de agricultores familiares podem pegar emprestados no Pronaf para industrializarem a produção. Aplicada excepcionalmente para o ano safra 2020-2021, a elevação do limite de crédito do Pronaf valerá para todo o país, não apenas para as regiões afetadas pelo ciclone. O teto subiu de R$ 45 mil para R$ 60 mil para pessoas físicas, de R$ 210 mil para R$ 300 mil para os pequenos produtores rurais registrados como pessoa jurídica e de R$ 15 milhões para R$ 20 milhões para as cooperativas familiares. Prorrogação Para ajudar os produtores prejudicados pela pandemia do novo coronavírus, o CMN prorrogou as parcelas do crédito rural para as cooperativas. O vencimento das parcelas do crédito rural de custeio e de investimentos para produtores rurais, que havia sido estendido para 15 de agosto, foi transferido para 15 de dezembro. A medida beneficia todos os produtores rurais que comprovem terem sido afetados pelas medidas de distanciamento social, inclusive agricultores familiares. Segundo o Ministério da Economia, a nova prorrogação justifica-se porque, decorridos mais de três meses, a crise econômica provocada pela pandemia continua a impactar todos os setores da economia nacional, inclusive o agropecuário. O CMN ampliou o número de produtores que podem pedir a renegociação do crédito rural por terem sido afetados pela seca na Região Sul e pelas chuvas nas Regiões Sudeste e Nordeste no início do ano. Anteriormente, o município em que ficam as terras do produtor precisaria ter decretado situação de emergência ou de estado de calamidade pública de 1º de janeiro a 9 de abril. O intervalo foi estendido de 20 de dezembro de 2019 a 30 de junho deste ano. Fonte: Agência Brasil

Mundo Coop lança websérie Top Coopers Agro

A Mundo Coop, maior plataforma de comunicação do cooperativismo, promove, a partir desta quinta-feira (30), às 17 horas, a websérie Top Coopers Agro, com o objetivo de debater sobre os desafios do setor e as perspectivas pós-pandemia. O evento on-line será mediado por José Luiz Tejon e contará com a presença do presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, e do vice-presidente da Aurora Alimentos, Neivor Canton. Inscreva-se: topcoopers.mundocoop.com.br Fonte: Assessoria de Comunicação do Mundo Coop

Agricultores do Acre poderão vender produção para o estado

As famílias que vivem de agricultura no Acre encontraram uma forma de escoar a produção em meio à crise gerada pela pandemia de covid-19. Os pequenos agricultores poderão vender para o governo do estado, por meio do Programa de Subvenção de Compras de Alimentos. A estimativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que financia o programa, é atender a 2 mil famílias de agricultores do estado. Serão R$ 7,5 milhões reservados para o programa e cada produtor poderá vender até R$ 3 mil para o governo. Ele precisa estar inscrito no Programa de Desenvolvimento Sustentável no Acre (PDSA). Os produtos comprados serão dados a 6 mil famílias carentes e 300 lares indígenas, todos inscritos em programas de assistência social e segurança alimentar. O total de beneficiados, entre agricultores e famílias carentes, é estimado em 24 mil pessoas. Além desse programa, o Acre espera reduzir os impactos da crise com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal, que vai investir em todo o estado cerca de R$ 14,3 milhões no setor nos próximos meses. “O agricultor familiar no momento está proibido de participar de feiras livres devido à pandemia. Com isso, ele tem dificuldade de vender sua produção. Mas, com o programa, o governo fará essa aquisição e a doação simultânea, que chegará a quem está em vulnerabilidade social. É fortalecer a produção rural e amparar quem mais necessita”, disse o secretário de Produção e Agronegócio do Acre, Edivan Maciel. Fonte: Agência Brasil

Webinar do Fórum de Prevenção de Perdas da ABRAS debate iniciativas da área

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) realizou nesta quarta-feira (22), mais uma edição do seu tradicional Fórum de Prevenção de Perdas, que pela primeira vez, aconteceu por meio de webinar, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). O evento virtual reuniu representantes de redes supermercadistas e fornecedores para debater ações estratégicas da área, e trouxe ainda a 20ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados.

O presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto, abriu o Fórum, que este ano chegou a sua 8ª edição, falando da importância da área de prevenção de perdas para o setor. “Para quem é empresário, e precisa lidar diariamente com inúmeros desafios para empreender no Brasil, evitar qualquer prejuízo é muito significativo. Desde seu surgimento, a ABRAS se empenha na construção de um setor mais forte e produtivo, e diminuir as perdas das lojas está entre nossas prioridades.”

Sanzovo falou ainda do trabalho do Comitê ABRAS de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos. “Por meio do Comitê buscamos identificar problemas em comum entre as redes e estudar as melhores ações e soluções. Somente um trabalho em conjunto de todo o setor pode auxiliar na diminuição dos prejuízos que anualmente afetam nossas lojas e impactam diretamente nos nossos resultados. Prevenir perdas não é gasto, e sim, investimento”, finalizou.

Conduzida pelo superintendente da ABRAS, Marcio Milan, a webinar trouxe casos de investimentos de sucesso na área de prevenção de perdas como o da automatização de inventários da rede Veran, trazido pelo diretor de Controladoria, Marcelo Alves. E  a ferramenta Lean Seis Sigma em perecíveis da Cooperativa de Consumo (Coop), apresentada pelo coordenador de prevenção de perdas, Gernaldo Gomes, que tem o objetivo de diminuir a variabilidade nas lojas, e que gerou R$ 1,2 milhão em ganhos para a rede.

Homenagem

O presidente do Giassi Supermercados, Zefiro Giassi, foi homenageado pelos 60 anos da rede, 19ª do Ranking ABRAS. Em seu depoimento ele destacou a tradição da empresa. “Não foi fácil chegar até aqui, mas com amor nada é impossível. Iniciamos sem nenhum recurso, mas sempre com disposição e acreditando no nosso trabalho, e com um propósito de jamais faltarmos com a verdade e não darmos prejuízo a ninguém. Hoje, contamos com 18 lojas em Santa Catarina, e  cerca de 6 mil colaboradores”.

Giassi, falou ainda da preocupação da empresa com a área de Prevenção de Perdas e do trabalho da ABRAS. “O Comitê de Prevenção de Perdas da ABRAS nos ajudou a diminuir o desperdício em nossas lojas e a melhorar os resultados.” O gerente de prevenção de Perdas do Giassi, Ederson Fernandes, complementou destacando a área de prevenção de perdas como uma importante ferramenta nas lojas. “A prevenção de perdas precisa ser trabalhada em conjunto, envolver todos os departamentos da empresa, desde a parte comercial, logística, até o PDV.”

Coordenação Comitê de Perdas

Gernaldo Gomes é o novo coordenador do Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos da ABRAS. O anúncio foi feito na webinar pelo atual coordenador, Carlos Peruzzi, que por dois anos ocupou o cargo. Em sua despedida, Peruzzi agradeceu todos os membros do Comitê pela parceria e troca de conhecimentos. “Foi um período de aprendizado e desenvolvimento tanto pessoal quanto profissional. Com alegria eu passo o ‘bastão´ de coordenador ao Gomes, que eu conheci no Comitê e que hoje é um amigo. Tenho certeza de que ele irá nos representar muito bem.”

Gomes parabenizou a gestão do Comitê nos últimos anos e destacou a responsabilidade do cargo. “Parabenizo o Peruzzi pelo excelente trabalho à frente do Comitê de Prevenção de Perdas da ABRAS, é um desafio muito legal. Somos um time, com muitas pessoas competentes e é muito bom poder compartilhar experiências e trazer resultados, combatendo o desperdício e melhorando a lucratividade das empresas.”

Avaliação de Perdas

As perdas do autosserviço somaram R$ 6,9 bilhões no ano passado, o que corresponde a 1,82% do faturamento bruto do setor, de acordo com a 20ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, divulgada durante a webinar. Em 2019 os supermercados do país registraram faturamento de R$ 378,3 bilhões.

“Tivemos uma queda no índice de perdas de um ano para o outro. Resultado do aumento do investimento das empresas na prevenção de perdas e da conscientização dos empresários supermercadistas sobre a importância estratégica da área”, destaca Carlos Peruzzi.

A pesquisa foi realizada com 204 redes. Dentre as principais causas de perdas no setor citadas pelos participantes estão: quebra operacional, 39%, furto externo, 17%, erros de inventário, 12%, erros administrativos, 11%, e furto interno e fornecedores, com 7% cada.

A Avaliação mostrou ainda os produtos com maiores perdas em valores nos supermercados: refrigerante, cerveja, cortes bovinos (exceto picanha), pilhas e bateria, chocolate em barra ou tablete, queijo, desodorante, azeite e sabão em pó.

Clique aqui e confira a Pesquisa de Perdas na íntegra.

Empresas parceiras

O 8ª Fórum de Prevenção de Perdas da ABRAS contou com importantes empresas patrocinadoras, que deixaram o evento ainda mais especial: Bluesoft, Genetec, Glory, Gunnebo, Greenyellow, RGIS, Santiago, e TopSistemas. E convênio da Influence. A webinar recebeu 2.720 mil expectadores. Comunicação ABRAS

Câmara aprova auxílio com cinco parcelas de R$ 600 a agricultores familiares

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (20) um projeto de lei que estende o auxílio emergencial de R$ 600 a agricultores familiares que ainda não tenham recebido o benefício. O texto segue, agora, para o Senado. O benefício é uma tentativa de diminuir os impactos socioeconômicos causados pela pandemia do novo coronavírus. Os agricultores familiares chegaram a ser incluídos pelo Congresso no projeto original de criação do auxílio emergencial, mas o trecho foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. Se for sancionado, os agricultores devem receber as cinco parcelas de R$ 600, assim como os trabalhadores informais já contemplados. Como previsto no auxílio emergencial “geral”, a mulher agricultora familiar que cuidar, sozinha, de seus filhos receberá duas cotas do benefício. Segundo o relator da matéria, deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), a pandemia impôs restrições severas como a interrupção temporária das atividades de restaurantes, hotéis, escolas, indústrias e comércio em geral, o que prejudicou o mercado de alimentos. “A falta de apoio [à atividade rural] pode provocar uma onda de êxodo rural, piorando a situação no campo e também nas cidades, por falta de ocupações e renda, além de aumentar a pobreza e extrema pobreza no meio rural”, diz o deputado em seu parecer. Acesso ao benefício Para ter acesso ao recurso, o agricultor familiar deve se encaixar nos seguintes requisitos, semelhantes aos critérios para a concessão do auxílio emergencial: – cadastrar-se na entidade de assistência técnica e extensão rural credenciada à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater); – ter mais de 18 anos; – não ter emprego formal ativo; – ter renda familiar mensal per capita de até meio salário-mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos; – não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Programa Bolsa Família e do seguro-desemprego recebido durante o período de defeso; – não ter recebido, em 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70. O projeto prevê, ainda, a abertura automática de uma poupança social digital, por meio da qual pode ser feito o pagamento do benefício pelos bancos públicos federais.  Os beneficiários que não tiverem acesso à internet podem fazer o saque do auxílio apresentando documento de identidade e CPF. Em caso de acesso irregular ao benefício, como por exemplo por meio de fraude ou informação falsa, o responsável deve restituir os valores, podendo também ser punido com ações civis e criminais. O texto também garante que esse apoio não descaracteriza a condição do agricultor familiar de segurado especial da previdência. Fomento a agricultores O projeto cria o Fomento Emergencial de Inclusão Produtiva Rural para apoiar a atividade produtiva de agricultores familiares durante o estado de calamidade pública. Pelo texto, o benefício pode ser concedido aqueles que se encontram em situação de pobreza e extrema pobreza, excluídos os benefícios previdenciários rurais. A proposta autoriza a União a transferir ao beneficiário do fomento R$ 2.500, em parcela única, por unidade familiar. Para a mulher agricultora familiar, a transferência será de R$ 3 mil. A proposta também prevê a transferência, por parte do governo, de recursos financeiros não reembolsáveis aos agricultores que aderirem ao fomento e se comprometerem a implantar as etapas previstas em um projeto de estruturação da unidade produtiva familiar, que deve ser elaborado pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Se o projeto contemplar a implementação de cisternas ou tecnologias de acesso à água, a transferência poderá ser de até R$ 3.500 por unidade familiar. Outros pontos do projeto Além dos itens acima, o texto fala sobre: Garantia-Safra Aa proposta prevê concessão automática do benefício Garantia-Safra aos agricultores familiares aptos a receber o auxílio, após apresentação de laudo técnico de vistoria municipal comprovando a perda de safra; Linha de crédito O texto autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a criar linhas de crédito rural, com condições especiais, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Podem se beneficiar das medidas agricultores familiares com renda familiar mensal de até três salários mínimos. Entre as condições para a linha de crédito, estão a taxa de juros de 1% ao ano; prazo de vencimento mínimo de 10 anos, com cinco de carência; limite de financiamento de R$ 10 mil por beneficiário; e prazo para contratação até o fim de 2021. No caso da mulher agricultora familiar, a taxa de juros será menor, de 0,5% ao ano, e com bônus adicional de adimplência de 20% sobre os valores pagos até a data de vencimento. Abastecimento emergencial Criação do Programa de Atendimento Emergencial à Agricultura Familiar (PAE-AF), que deve operar enquanto durar os impactos econômicos causados pela pandemia, para atender os agricultores familiares que não efetuaram transações no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) nos últimos dois anos. O objetivo da medida é promover o abastecimento emergencial de pessoas em situação de insegurança alimentar. As aquisições anuais serão limitadas a R$ 4 mil por unidade familiar ou, no caso de mulher agricultora, de R$ 5 mil. Dívidas O projeto faz mudanças em várias legislações que tratam de programa de crédito e renegociação de dívidas. O texto autoriza, por exemplo, a prorrogação, para um ano após a última prestação, do vencimento das parcelas vencidas ou a vencer em 2020 relativas a operações de crédito rural contratadas por agricultores familiares ou no âmbito do Programa Nacional de Crédito Fundiário, conhecido como Terra Brasil, que financia a compra da terra para trabalhadores rurais e investimentos em infraestrutura. Também reabre prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR). Fonte: G1

Com estiagem, safra de milho no Paraná será menor

A estiagem tem prejudicado a produção de milho no Paraná. A previsão é de que a safra atual chegue a 11,4 milhões de toneladas, queda de 12% em relação ao que era esperado para o período, segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral). De acordo com uma cooperativa que acompanha a colheita em 200 mil hectares da região oeste do estado, a perda nas fazendas é grande e, em algumas propriedades, chega a 50%. O Paraná é o segundo maior produtor de milho do Brasil. Fonte: Globo Rural

Estudo projeta redução de áreas de produção de arroz e feijão

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que o arroz e o feijão devem perder importância na produção agrícola brasileira nos próximos anos. A projeção mostra que para as safras de 2028 e 2029, a área usada para plantar o feijão deve retroceder 10% em comparação com o período 2018/19, ficando em 2,6 milhões de hectares. Para o arroz, a previsão é semelhante, com a redução de 9% na área plantada em dez anos, que deverá ser de 1,5 milhão de hectares para a safra 2028/29. A estimativa mostra, entretanto, um ganho de produtividade de 23% no período que deve fazer com que, apesar da utilização de uma área menor, a produção cresça 12%. Para o feijão, é esperado ganho de produtividade de 19%, permitindo que a produção aumente 7% em dez anos. Nos próximos dez anos, a estimativa é que haja um crescimento de 6% no consumo de feijão e arroz no país. A título de comparação, a estimativa para o café é que o consumo doméstico cresça em 28% no mesmo período. Redução do consumo A retração da quantidade de terras destinadas ao plantio dos cereais está ligada, de acordo com o estudo, a uma redução do consumo desses alimentos. “As mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida dos brasileiros, ocorridas nos últimos anos, fizeram com que, apesar da combinação arroz e feijão continuar presente na dieta, exista uma tendência de incorporação de outros tipos de alimentos”, avalia a pesquisa sobre como a combinação tem sido substituída por carboidratos industrializados, como pães, bolachas e massas. O estudo destaca que entre as duas últimas safras é observada uma redução significativa na área destinada ao plantio de arroz. “Na safra passada houve queda de quase 300 mil hectares, mas, apesar do declínio da área, a produção não tem apresentado contração significativa, pois os ganhos de produtividade foram suficientes para manter a oferta alinhada com o consumo interno”. Entre os fatores que levam ao desinteresse pelos produtos que fazem parte da dieta básica brasileira, está, segundo o estudo, o tempo necessário para o preparo. “O elevado tempo de preparo do produto convencional dificulta seu uso pelas pessoas, que procuram por maior praticidade”. Fonte: Agência Brasil

Pandemia reduz renda de quase 70% dos produtores de hortaliças e frutas, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada USP (Cepea) afirma que 68% dos produtores de frutas e hortaliças consultados dizem que tiveram problemas de renda devido à pandemia do novo coronavírus. Segundo o Cepea, a situação mostra que, mesmo sendo uma atividade essencial, “o agronegócio teve suas vulnerabilidades expostas pela interrupção ou limitações das vias de comercialização (até então, sem precedentes)”. A pesquisa afirma que, no geral, parte do setor só não teve prejuízo mais intenso no primeiro semestre porque a oferta da maioria dos produtos foi controlada de março a maio. No caso das hortaliças, a safra de verão teve a produtividade reduzida e o volume ofertado esteve menor, especialmente para produtos como batata, cebola, cenoura e tomate. Quanto às frutas, o clima prejudicou a produção, ao passo que as exportações (incluindo de suco de laranja) registraram bom desempenho, limitando a disponibilidade doméstica e reduzindo a pressão sobre os preços. A partir de junho, com a retomada gradual das atividades econômicas, o consumo de frutas e hortaliças reagiu. “No entanto, é importante lembrar que a covid-19 segue ativa e que ainda não há medida eficaz no combate ao coronavírus”, diz o Cepea, em nota. Futuro Para os pesquisadores, os próximos meses devem ser marcados por desemprego, queda no poder de compra da população e por consequentes mudanças de hábito do consumidor. “Se as perspectivas de muitas consultorias se concretizarem, o “novo normal”, em termos econômicos, deve ocorrer apenas em 2022. Ou seja, a realidade do hortifruticultor deve seguir alterada por um longo período.” Por fim, os produtores ouvidos pelo Cepea dizem que o caminho para aliviar os prejuízos será pela eficiência e pelo aumento de produtividade. Cerca de 20% dos agricultores afirmam que não adotaram nenhum plano de ação para a pandemia. Fonte: G1

Agricultores brasileiros precisam de justa proteção

O sistema das cadeias de agronegócio, na sua somatória, apontam a parte da originação, os agricultores, responsáveis por cerca de 30% do movimento total (23,6% de participação total do sistema inteiro no PIB do país – Cepea). O dentro da porteira soma cerca de 30% desse valor. Muito bem. Os agricultores são o elo mais frágil. Atuam sob fatores incontroláveis intensos. Não colocam preços nas suas mercadorias, e nos insumos que adquirem. Não definem a política financeira do país. Não comandam o câmbio. Não mandam em São Pedro, no clima, secas. Da mesma forma precisam enfrentar inimigos poderosos como ervas daninhas, pragas e doenças. E além de tudo ainda não contam no Brasil com um regime avançado de seguro, de crédito, de logística, irrigação, de burocracia. Fora isso, dos 5 milhões de propriedades rurais, consta que 4 milhões delas vivem longe do acesso à tecnologia e a mecanização. Muito bem, a quem cabe a justa proteção dos agricultores? À sociedade inteira do país. Mas ok, quem mais proximamente? Os outros 70% do complexo do agribusiness, cabe exatamente ao mundo corporativo do antes da porteira, a indústria, o comércio e serviços de tecnologias, insumos, mecanização, bancos; ao lado do outro grande irmão do pós porteira das fazendas, agroindústrias, tradings, comércio e serviços, chegando até os consumidores finais, promoverem o valor e a qualidade da originação de alimentos, fibras, energia , madeira e o respeito humano pelos seus originadores. São eles agricultores, pecuaristas, homens e mulheres atuando em tudo o que é originado a partir dos campos, mares, represas, incluindo toda a piscicultura, o poder humano que mais pode comover os outros bilhões de humanos consumidores finais. Os países mais competitivos e avançados não hesitam em promover sua agroindústria, seu comércio e suas marcas elevando a importância de seres humanos que atuam com dignidade, amor e qualidade de si mesmos e suas famílias nas suas agriculturas. É inteligente uma torrefadora de café mostrar a originação. Brilhante a Colômbia mostrando ao mundo o Sr. Juan Valdez. Idem a holandesinha da Holanda, o American Farmers de todas as suas comissions americanas. E assim assistimos no mundo todo uma inteligência fenomenal de “vender” o melhor do agribusiness com ênfase na mão humana que cuida da terra, da água e que enfrenta como nenhum outro elo das cadeias produtivas o tanto de incerteza e de aspectos incontroláveis a céu aberto, do seu trabalho. Estaria na hora de uma reunião de lideranças sensatas e colocando seus egos nos cabides, elevando o agribusiness brasileiro ao ponto maior de todas as nossas motivações, compreendendo que só iremos crescer o PIB dobrando o agro de tamanho e que isso passa, sim, por uma união do antes, dentro e pós porteira das fazendas. E programas sensacionais que já temos no país, como Pecuária Sustentável da Amazônia, Eu sou algodão com certificações, a soja de Balsas, no Maranhão, programa Rama, rastreabilidade e monitoramento de alimentos da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e diversos outros selos, origem geográfica e modelos de produção de baixo carbono, por exemplo, precisam e devem ser corretamente comunicados para todos os stakeholders nacionais e internacionais. Os agricultores compram brigas que não lhes pertencem. Cabe aos irmãos grandes do antes e do pós porteira das fazendas blindarem os corretos e guerreiros produtores e produtoras do Brasil, e não se esconderem atrás dos mesmos. Meio ambiente, agrotóxicos, bem estar animal, rastreabilidade e saúde humana e em todos os sentidos, precisamos das corporações na correta explicação de todos esses aspectos, das cooperativas e que unidos tenham verbas para comunicação mediática planetária. Agricultores devem ser devidamente protegidos e defendidos e não expostos e agredidos ou vitimizados. Agricultores são ótimos e os melhores “símbolos de vendas” do complexo inteiro do agribusiness, apesar de representarem cerca de 20% ou 30% na contabilidade inteira da cadeia produtiva. Que líderes lúcidos, sensatos e conscientes iniciem o movimento do novo agro brasileiro. Que as proporções de 10%, 30% e 60% – antes, dentro e pós porteira, sejam justamente divididas e equilibradas na responsabilidade pela imagem do agro nacional. Ou nos unimos com inteligência ascensional sobre retalhos de egos iludidos, ou perderemos a hora de dobrar o PIB brasileiro de tamanho e isso exige obrigatoriamente dobrar o complexo agroempresarial, cooperativista, tecnológico comercial, industrial e de serviços juntos. José Luiz Tejon   Fonte: Jovem Pan

Agricultura familiar ganha impulso com nova campanha da ACATS e da Secretaria da Agricultura/Epagri

Uma iniciativa da Associação Catarinense de Supermercados (Acats) e da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Pesca através da Epagri pretende estimular a demanda de consumo por produtos oriundos da agricultura familiar catarinense. Uma pesquisa feita em dez regiões do Estado mapeou fornecedores qualificados por categorias para a aproximação com as redes supermercadistas a fim de facilitar a chegada destes produtos às famílias catarinenses.

A ACATS tem um histórico de ações em parceria com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pesca e a Epagri. Desde 2009, a Feira de Produtos, Serviços e Equipamentos para Supermercados – EXPOSUPER abre espaço para o projeto Pequenos Produtores da Agricultura Familiar de Santa Catarina, para que estes produtos possam ser apresentados e negociados diretamente aos supermercadistas catarinenses.

O projeto tem como objetivo fortalecer a participação de pequenas empresas sediadas no Estado, com a qualificação necessária (qualidade, preço e prazo) para oferecer produtos aos supermercados catarinenses, de forma regionalizada. Nessa primeira etapa foram mapeados 517 empreendimentos, em 13 categorias de produtos, que movimentará a economia nas 10 regiões de atuação da ACATS.

O Presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Paulo Cesar Lopes, ressalta que este apoio a produtores familiares já acontece de forma espontânea por parte de várias empresas supermercadistas, principalmente as que têm lojas em regiões de forte demanda agrícola. O que vai acontecer a partir de agora com essa parceria é que as possibilidades de conexões entre os produtores e os profissionais compradores das empresas será ampliada e poderá acontecer o ano inteiro. E a deflagração da campanha certamente vai atrair atenção de novos produtores que buscam mais varejos para as demandas de produção – afirma o dirigente.

Ainda segundo Lopes, o consumidor catarinense será beneficiado com oferta de produtos locais ou regionais com aproveitamento pleno das safras de hortifrutigranjeiros.

A Presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, chama a atenção para mais aspectos vantajosos, entre eles, a agregação de valores à atividade do campo, geração de empregos e a consequente fixação de famílias, disponibilização de produtos frescos e saudáveis aos consumidores.

– Acredito que a rede de trocas possa se organizar muito melhor em busca de eficiência diante desta campanha que busca ser facilitadora:  o produtor terá ganho de novos conhecimentos com a capacitação de sua atividade e os mercados terão soluções de agro muito mais próximas agilizando a questão logística tendo produtores mais perto de suas lojas. Enfim, é uma soma de razões para levar esta iniciativa ao sucesso – afirma.

O secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa, entende que esta parceria vai ao encontro a uma das finalidades da atuação de sua pasta, que é a de intervir para que o segmento produtor fixado no campo ganhe mais competitividade através de novas conexões de negócios dentro do próprio Estado.

“O setor supermercadista, assim como a produção agrícola, tem grande capilaridade regional e será muito positiva esta aproximação que ganha mais força neste momento. O Governo do Estado está entusiasmado com o projeto e temos certeza de que agregará muito mais famílias em relação a este grupo inicial”, afirmou o secretário. Para conhecer os empreendimentos envolvidos, acesse o site www.acats.com.br

Fonte: Assessoria de Comunicação da Acats

Governo autoriza registro de 21 princípios ativos genéricos usados na formulação de agrotóxicos

O Ministério da Agricultura liberou nesta quinta-feira (9) o registro de mais 21 agrotóxicos para utilização industrial, ou seja, produtos que serão usados como matéria-prima na elaboração de pesticidas para os agricultores. Já são 197 registros neste ano. Todos os princípios ativos liberados são genéricos de pesticidas já autorizados no país. Entre os produtos listados, chama atenção a liberação de 6 registros para o dicamba, um herbicida que teve a comercialização suspensa nos Estados Unidos por matar lavouras vizinhas. Este produto está tentando substituir o glifosato (o agrotóxico mais vendido no mundo) na produção da soja transgênica americana. No Brasil, produtores reclamam do pesticida e pedem para que não se use essa tecnologia no país. Registros no ano Até o agora, foram 4 princípios ativos inéditos no ano: todos pesticidas biológicos. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Os outros 193 registros são de genéricos, sendo: 78 ingredientes químicos de agrotóxicos que são vendidos aos agricultores; 28 pesticidas biológicos vendidos aos agricultores; 87 princípios ativos para a indústria formular agrotóxicos. Em relação ao ritmo de liberação, as autorizações feitas em 2020 perdem apenas para 2018 e 2019, quando o governo registrou a maior quantidade de produtos desde o início da série histórica, em 2005. Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou a forma de divulgação do registro de agrotóxicos. Até 2019, o ministério anunciava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do “Diário Oficial da União”. A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, leva em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto. “Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas”, completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final “genérico”. Fonte: G1

Setor agrícola brasileiro prospera apesar de pandemia de covid-19

A maior parte do setor agrícola do Brasil vem prosperando, apesar dos efeitos negativos da pandemia de covid-19 na economia do País como um todo, disse o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. A agência observou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve encolher pelo menos 7% este ano, enquanto a agricultura pode crescer até 3%. “O setor agrícola está aproveitando as oportunidades no mercado internacional que surgiram por causa da pandemia de covid-19, fornecendo uma variedade de produtos a mercados estrangeiros num momento em que outros países enfrentam problemas de produção e alguns restringem a exportação para garantir o abastecimento interno”, disse o USDA. Segundo o adido, a rápida apreciação do dólar ante o real tornou as exportações agrícolas do Brasil atraentes no mercado internacional. Apesar de ter caído recentemente, a moeda norte-americana ainda acumula ganho de 31% em 2020. “O real fraco também desencorajou as importações denominadas em dólar e alimentou a demanda interna por produtos agrícolas produzidos no País.” O adido destacou que a agricultura brasileira, trabalhando em conjunto com os tomadores de decisão do governo, superou obstáculos logísticos iniciais e elevou as exportações de algumas commodities a níveis recorde em meio à pandemia. Além disso, “manteve a oferta no mercado interno, num momento em que brasileiros aumentavam suas compras de alimentos em supermercados”. O USDA disse que, embora o País não tenha enfrentado escassez de alimentos ou interrupções na cadeia de suprimentos, alguns segmentos da população estão sofrendo com maior insegurança alimentar, por causa do aumento de preços nos últimos meses. No geral, o adido acredita que o setor agrícola do Brasil esteja bem posicionado para enfrentar a propagação da covid-19 e o período pós-pandemia. Fonte: Isto É

Balanço do RAMA será divulgado no primeiro dia da Convenção ABRAS

No próximo dia 16 de março será divulgado o Balanço do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento da Associação Brasileira de Supermercados, o RAMA. A divulgação acontecerá no primeiro dia da 54ª edição da Convenção ABRAS, no Riocentro, Rio de Janeiro, e reunirá diversos especialistas e representantes da cadeia de abastecimento.O presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto, fará a abertura oficial do evento, que é coordenado pelo superintendente e responsável pelo programa RAMA, Márcio Milan. 9317 Na oportunidade será apresentada também a retrospectiva das atividades realizadas pelo programa, criado em 2012, e que já conta com a adesão voluntária de 57 redes supermercadistas, além de palestras sobre temas relacionados à importância das boas práticas na produção de alimentos. O evento receberá a palestrante internacional Catherine Burns, CEO da Produce Marketing Association (PMA), e também o jornalista, publicitário e mestre em educação, José Luiz Tejon, a coordenadora de Segurança de Alimentos da Coop, Débora Regina Colli Cosenza, a gerente de Segurança Alimentar e Qualidade do Carrefour, Julia Carlini, e a gerente Nacional de Segurança Alimentar da Cencosud, Maria Luisa Lado. A programação também inclui a 2ª edição do Prêmio RAMA, lançado em 2018 para homenagear empresas que adotam boas práticas na produção de alimentos. Convenção ABRAS A Convenção ABRAS, maior encontro de líderes supermercadistas do Brasil, é promovida pela Associação Brasileira de Supermercados. Em 2020 está chegando à sua 54ª edição, e trará como tema principal “Jornada 360º – Ecossistema e Inovação”. O evento acontecerá de 16 a 18 de março, no Pavilhão 5 do Riocentro. Serão três dias de muito aprendizado com renomados palestrantes que debaterão diferentes perfis de consumidores e novos modelos de negócios em um ambiente tecnológico cada vez mais desafiador. A Convenção contará ainda com a tradicional Exposição e Feira de Tecnologia, com grandes empresas e suas modernas soluções voltadas ao varejo. O evento será realizado em paralelo à SRE Trade Show, organizado pela ASSERJ. SRE Trade Show Pelo terceiro ano consecutivo, a Convenção ABRAS acontecerá em paralelo com a Super Rio Expofood, uma das maiores feiras supermercadistas do Brasil, que em 2020 estará completando 32 anos de existência, e virá com nova estrutura, e com o nome de SRE Trade Show. Promovida pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), a feira, que acontecerá de 16 a 18 de março nos pavilhões 3 e 4 do Riocentro, reunirá diversos expositores regionais, nacionais e internacionais de produtos, serviços e tecnologias, e contará ainda com inúmeras palestras sobre temas relacionados ao setor supermercadista. Clique e confira a programação. O evento é fechado, somente para convidados credenciados. Comunicação ABRAS 9315    

Governo libera o registro de 14 agrotóxicos químicos e 2 biológicos

O Ministério da Agricultura publicou nesta segunda-feira (2) a liberação de mais 16 agrotóxicos para o uso dos agricultores. São os primeiros registros deste tipo de produto em 2020. Na sexta-feira, o governo autorizou 32 pesticidas para uso industrial. No total, são 48 novas autorizações neste ano. Do total, 2 produtos liberados são biológicos (à base de Trichoderma harzianum) e 14 são defensivos químicos. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Pela checagem do G1 no sistema do ministério, 1 produto é inédito, que mistura dois princípios ativos já liberados no país (Abamectina com Ciantraniliprole) e 15 produtos genéricos de ingredientes que estão no mercado, os chamados “produtos formulados equivalentes”. Na lista de princípios ativos liberados, estão agrotóxicos muito vendidos, como os herbicidas Sulfentrazona e Mesotriona e o fungicida Mancozebe. Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou o método para anunciar a liberação de agrotóxicos. Até 2019, o Ministério da Agricultura divulgava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do “Diário Oficial da União”. A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, leva em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo “dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto”. “Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas”, completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final “genérico”. Fonte: G1

Supermercados educam para a saúde, nutrição e segurança do alimento

Por José Luiz Tejon* Na universidade de Harvard, o criador do conceito de agribusiness na década de 1950, o professor doutor Ray Goldberg, agora aos 93 anos de idade, redefine as funções e a missão do novo agronegócio: uma agrocidadania em cinco elos, assim descritas: 1 Os produtores rurais se transformam em gestores de tecnologia, dos recursos de seus microbiomas, do clima e da água para alimentos, fibras, rações, bioenergia e farmacêutica. Saúde e agriceutica estão, agora, fortemente presentes na redefinição dos produtores rurais. 2 As companhias de sementes, fertilizantes, mecanização, insumos agrícolas, veterinários e demais serviços voltados aos produtores rurais se transformaram em organizações de ciências da vida (life science company). Processadores e empresas de trading, os comerciantes de commodities, passam a executar uma função de solucionadores e fornecedores de matérias-primas e ingredientes cada vez mais específicos e segmentados, atendendo demandas de nichos. As marcas (brands) de alimentos e bebidas, a agroindústria agregadora de valor, viram as inovadoras de sabores e nutrição, genuínas companhias de bem-estar humano. A distribuição, o varejo e os serviços conectados diretamente aos consumidores finais serão agora chamados de “defensores dos consumidores“. Envolvem responsabilidade com segurança de alimentos (sua originação e sustentabilidade), saúde e nutrição dos clientes e cidadãos . O Programa de Rastreabilidade e Monitoramento  de Alimentos (Rama), da forma como está sendo hoje conduzido, é um exemplo perfeito da consciência dos supermercados brasileiros dentro da nova definição de agribusiness para a missão obrigatória do varejo de alimentos no planeta. O Programa Rama, além de significar um zelo monitorado da qualidade de alimentos colocados nas gôndolas dos supermercados, onde o ponto de venda significa cada vez mais um ponto de confiança e de segurança de alimentos e eficiência nutricional, representando o que em Harvard está sendo chamado de consumer advocate, se transformou também num projeto educacional. Com a rastreabilidade gerando métricas, os técnicos da PariPassu retornam aos produtores rurais e aos demais elos da cadeia produtiva da hortifruticultura, com impacto nos demais quatro elos acima mencionados, informações claras de melhoria da gestão no uso das tecnologias por parte dos agricultores, nas práticas dos intermediários e comerciantes, na agroindústria utilizadora dos vegetais, e indo além. Agora, os supermercados vão se transformando também em salas de aula. Pontos de educação alimentar para os consumidores, além de desenvolver consciência antidesperdício. A Abras, com o Programa Rama, está além de realizar somente um programa que rastreia e monitora. De verdade, os supermercados brasileiros já atuam em sintonia com a nova consciência do agribusiness evoluído, que hoje caracteriza o estado da arte deste megasegmento econômico do planeta — uma agrocidadania —, da ponta do consumidor até as mãos e a responsabilidade do novo agricultor. Abras, supermercados e pontos de educação, além de vendas. *O Prof. Dr. José Luiz Tejon é diretor acadêmico do Food & Agribusiness Management (FAM), na Universidade Audencia (Nantes – França). Também é membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e autor e coautor de 34 livros

Coop intensifica processos de segurança alimentar e ultrapassa média do mercado

Para que os alimentos cheguem à mesa do cliente com qualidade garantida e seguindo todos os critérios de conformidade determinados pela Vigilância Sanitária, a Coop – Cooperativa de Consumo vem desenvolvendo um vasto trabalho na área de segurança alimentar e os resultados não poderiam ser melhores. Acabou de ultrapassar a média do mercado. De acordo com Antonio Guilherme, gerente da área, a intensificação dos controles vem acontecendo desde 2014 e, no final do ano passado, em novembro, o Bureau Veritas foi contratado pela Cooperativa para dar continuidade das boas práticas da segurança alimentar. “Trata-se de uma empresa sólida e com mais de 90 anos, só no Brasil. Um parceiro certo para unir forças com a Coop que está em pleno crescimento”. Somente em 2019, foram realizadas 188 auditorias e 1.148 consultorias, envolvendo visitas técnicas, treinamentos de 100% das equipes que atuam nas áreas da padaria, cafeteria, hortifruti, restaurante, rotisseria e setor de perecíveis (frios e laticínios), além da utilização de modernas e avançadas metodologias de controle. “Por meio de aplicativo específico, controlamos periodicamente o check-list com mais de 240 itens avaliados e rastreados, que vão desde a área de resíduos, armazenamento, controle de água, de praga até chegar à bateria de caixas – check-outs. Todo esse trabalho fez com que a Coop obtivesse o índice de conformidade na casa de 92,48%, bem acima dos 86% – média do mercado nacional”, reforça a coordenadora da Segurança de Alimentos, Débora Cosenza. Desde 2016, a Coop também é parceira do RAMA, um programa de rastreabilidade e monitoramento de frutas, legumes e verduras desenvolvido pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) sob a operação técnica da PariPassu, com o objetivo de fomentar as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança. Fonte: ABC do ABC

Educar o consumidor

A consciência não só do que escolhe comer na hora das refeições como também o cuidado para evitar e combater o desperdício do alimento faz parte do compromisso que todo brasileiro deveria assumir em 2020. Acadêmicos, especialistas, GOVERNO, autoridades e a população têm de lutar e buscar mudanças que serão benéficas não só para as pessoas como para o meio ambiente e a ECONOMIA. É uma cadeia. Infelizmente, o Brasil descarta por ano quase 37 milhões de toneladas de lixo orgânico, basicamente restos de alimento, ainda que milhares não tenham o que comer ou não possam escolher. Por ano, cada brasileiro manda para o lixo mais de 41 quilos de comida. Em uma família com três moradores, esse volume chega perto dos 130 quilos. É o que aponta levantamento com quase 700 famílias feito pela Fundação Getulio Vargas em parceria com a Embrapa. Hábito terrível repetido em todas as classes sociais. Com tantas pessoas no mundo, e no país, passando fome, como lidar com o desperdício de ALIMENTOS? O professor Marcos David Ferreira, da Embrapa Instrumentação, explica que é importante deixar clara a definição do que é perda e desperdício. “Em definições internacionais, padronizadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), perda é aquele produto que sai do campo e não chega ao consumidor, perde ou estraga pelo caminho. Já desperdício é o alimento pronto para consumo que é jogado fora. Infelizmente, no Brasil os valores são altos em ambas as situações.” Marcos David Ferreira enfatiza que, no caso das perdas, de cada 10 caixas produzidas, dependendo do produto, quatro a cinco são jogadas no lixo. Aliados aos dados de desperdício, os valores são enormes. “O mundo passou de um pós-guerra com escassez de ALIMENTOS para uma oferta abundante de comida, e mesmo em países que sofreram diretamente com guerra as gerações posteriores não têm, muitas vezes, essa consciência. No Brasil, o agravante é que por sermos um país tropical/subtropical, praticamente tivemos que reinventar a agricultura, criando uma situação muito diferente, na qual somos autossuficientes nos principais itens da alimentação e grandes exportadores no agronegócio. Mas desperdiçamos muito, jogamos grandes quantidades de comida fora. E a pergunta principal é como alterar essa situação..” Para Marcos David Ferreira, um dos pontos principais é a conscientização – tanto na questão socioambiental, como no impacto no orçamento familiar. Menos desperdício significa lixões menores e mais dinheiro para as famílias. “Existem outras faces, como a ausência de políticas públicas claras para combater o desperdício, em especial no setor de alimentação, como restaurantes, hotéis etc., em que a legislação restringe a distribuição de ALIMENTOS.” No entanto, há aspectos positivos. Marcos David Ferreira destaca que ações louváveis são da Mesa Brasil Sesc, com uma rede nacional de bancos de ALIMENTOS e também de ONGs como banco de ALIMENTOS e de associações como a Associação Brasileira de Supermercado(ABRAS). “Assim, com ações conjuntas não somente no final da cadeia – em nível de consumidor, mas com o setor produtivo, aliadas a políticas públicas -, podemos alterar essa situação.” ENVELHECIMENTO Também relevante, há outra questão que diz respeito ao envelhecimento da população brasileira. Além de saber escolher e não desperdiçar, é preciso saber o que comer. O professor Franco Maria Lajolo, do Departamento de ALIMENTOS e Nutrição Experimental da USP e vencedor do prêmio Péter Murányi de 2016, alerta que a população está envelhecendo, mas sem cuidar do que está ingerindo. As pessoas comem muito e mal. Estamos lidando com variados problemas de obesidade e deficiências nutricionais. “Para enfrentar essa situação, um caminho que se vem desenhando é a nutrição personalizada. Já existe um bom número de pesquisas mostrando a relação entre genes e a necessidade de nutrientes. Essa tendência estará consolidada em cinco ou 10 anos.” Franco Maria Lajolo enfatiza que há uma aliada, que é a inteligência artificial: “O uso de tais tecnologias já permite, por exemplo, a composição da tabela de nutrientes. E, futuramente, serão aplicadas nos smartphones e outros dispositivos. A inteligência artificial empodera o indivíduo a construir sua própria dieta, de acordo com seus hábitos e sua genética”. Porém, Franco Maria Lajolo avisa que há um desafio a curto prazo: o combate às fake news e seus efeitos sobre a nutrição. “Reduzir a ingestão de gorduras saturadas, de açúcar e de sal são as maiores tendências na indústria dos ALIMENTOS. As notícias falsas passam informações que não estão associadas à ciência. É preciso ensinar o consumidor a buscar conhecimento.” Dicas para evitar o desperdício Nunca vá às comprar sem saber o que já tem em casa na geladeira, na despensa Cuidado com os ALIMENTOS perecíveis. Compre somente a quantidade pedida na receita ou se programe para ir mais vezes ao Supermercado, feira ou sacolão Saiba o que vai cozinhar na semana para só comprar o necessário Sempre dê preferência ao que é da época: verduras, legumes e frutas Tenha o hábito de levar às compras uma lista para não comprar mais do que deve e precisa Aprenda a condicionar de maneira adequada os ALIMENTOS para que, mesmo na geladeira, não estraguem antes do tempo Busque conhecimento e saiba como aproveitar integralmente os ALIMENTOS: folhas, talos e cascas. Sabia que as sementes de abóbora podem ser torradas no forno e servidas como petisco? Abandone o preconceito contra a comida requentada. O que sobrou e foi para a geladeira, dentro do prazo, mantém o sabor e pode ser consumido. Ou, se preferir, também pode ser transformado em outras receitas. O arroz, retemperado, pode virar um delicioso bolinho. Enquanto isso… Agrotóxicos liberados Ao mesmo tempo em que existe a preocupação com o que comer, o que é saudável, a qualidade do alimento, há o medo por parte da população com o uso exagerado dos agrotóxicos no Brasil. Medo dos hormÒnios nos animais e dos venenos nos vegetais. Muitas perguntas, inúmeras dúvidas e respostas pouco convincentes. A realidade é que o Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União, em 27 de novembro de 2019, autorização do registro de mais 57 agrotóxicos no Brasil (55 são produtos genéricos, ou seja, com base em ingredientes ativos que já estavam presentes em outros produtos existentes no mercado). Ao todo, somente em 2019, foram liberados 439 desses produtos pelo GOVERNO. De acordo com a pasta, o objetivo é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos, o que faz cair o custo de produção. Por outro lado, parte da sociedade se preocupa em demasia porque os agrotóxicos impactam a saúde pública, podendo causar intoxicações e doenças como o câncer. Dados de 2019, apresentados no livro A geography of agrotoxins use in Brazil and its relations to the European Union, da editora FFLCH/USP, revelam que diversos agrotóxicos não aprovados, por exemplo, em países da União Europeia são autorizados pelo GOVERNObrasileiro. Estima-se que 4.500 pessoas sejam intoxicadas por ano por esses produtos no Brasil. No país, maior consumidor de agrotóxicos do mundo, segundo dossiê de 2008 da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASco), esses produtos estão relacionados a uma morte a cada dois dias por doenças agudas, sendo um terço suicídio e os outros dois terços por inalação por pessoas que os manipulam, segundo dados disponibilizados no livro da editora FFLCH/USP. Mas isso ainda é subnotificado. Além disso, o livro detalha que os agrotóxicos têm ligação com mortes por efeitos diretos, por exemplo, devido ao consumo de ALIMENTOS contaminados. E efeitos indiretos, como na contaminação do lençol freático, o que tem relação com a incidência de tumores, mas que ainda não é quantificado, devido ao câncer ter múltiplas causas. Fonte: Estado de Minas

Produção de ovos orgânicos é alternativa viável para agricultores camponeses

Entre os dias 18 e 19 de dezembro a Cooperbio – cooperativa camponesa localizada na Linha Tesoura, interior do município de Seberi – sediou curso e seminário voltados às Boas Práticas em Produção de Ovos Orgânicos. A realização contou com a parceria da Embrapa, Emater e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). O público participante foi formado essencialmente por camponeses e camponesas interessados na diversificação da produção e no fortalecimento da agroecologia. João Dionísio Henn, analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Suínos e Aves, que atuou na atividade ao lado do pesquisador Jorge Vitor Ludke, falou a respeito: “A avicultura de postura é uma atividade muito adequada para a diversificação de culturas na pequena propriedade, porque possibilita ser conduzida em uma área relativamente pequena, com aproveitamento da mão de obra existente, servindo tanto para o envolvimento de pessoas em idade mais avançada quanto para a inserção de jovens que estão iniciando sua participação na lógica de trabalho do espaço.” Seja como uma atividade agregadora ou mesmo como atividade principal na propriedade, “a iniciativa de produção de ovos caipiras ou ovos orgânicos oportuniza a agregação de valor superior” em relação ao produto convencional, explica Henn. “O nicho ainda é pequeno, mas é crescente, como já temos tido a oportunidade de identificar, há demanda e público interessado considerável”, explica o analista da Embrapa, dando como exemplo varejistas do oeste de SC que tem buscado produtos orgânicos e não tem encontrado oferta suficiente para suprir suas demandas. Pablo Fernandes, jovem camponês da comunidade de Barreiro Grande, município de Ametista do Sul, confirma a ideia: “É um projeto novo que se apresenta para nós, oportunizando uma renda extra para a família, sendo um trabalho mais leve para aqueles que já estão em idade avançada e uma ao iniciativa para fortalecer o processo de sucessão familiar, como no nosso caso, que está possibilitando a implantação de um segundo aviário na unidade produtiva da família”. Para os Fernandes, que já tem na avicultura a principal atividade, os ovos orgânicos abrem uma série de novas possibilidades, fortalecendo a certeza de que a agroecologia é o caminho certo para a produção de alimentos para a subsistência da família e também como alternativa econÒmica de produção com valor agregado. Débora Varoli, integrante da gestão da Cooperbio e dirigente do MPA, avaliou a importância do curso especialmente pela amplitude do público que foi atingido nos dois dias de atividades: “Com eventos como esse vamos construindo um know how de conhecimento técnico em cima de uma determinada área, que vai ajudando os agricultores camponeses nos diferentes municípios, conduzindo a um orquestramento territorial fortalecido e criando ambiente ondem muitas pessoas passam a conhecer e trabalhar sobre o tema”. A participação de jovens camponeses e camponesas, tanto que já estão à frente da gestão das unidades produtivas familiares, quanto daqueles que estão se preparando para dar o próximo passo na sucessão familiar foi saudada pelos organizadores. Também mereceu destaque na reflexão da dirigente o espaço que a avicultura de postura ocupa como oportunidade de diversificação às monoculturas que se impuseram nas últimas décadas na região e limitaram a autonomia da produção camponesa: “Quando falamos em produção de ovos e aves, estamos falando de uma tradição que sempre esteve presente na vida do camponês e da camponesa, que agora precisamos ressignificar e dar consequência, inserindo tecnologia e pesquisa”. Nesse sentido a construção de parcerias que vão tecnificando a cadeia de produção agroecológica é considerada decisiva e as alianças estretégicas construídas são valorizadas e incentivadas, a exemplo do que já se tem procurado fazer com instituições de renome como a Emater e a Embrapa (tanto com a unidade voltada à Suínos e Aves, quanto com a unidade Clima Temperado, que já tem um longo histórico de ações juntos com as cooperativas ligadas ao movimento). O curso de Produção de Ovos Orgânicos contempla uma demanda específica da região norte do RS, onde a Cooperbio está aprimorando um projeto de produção de ovos junto à base do MPA, e amplia para outras regiões o modelo desenvolvido pelo campesinato. O projeto prospectado pelo MPA prevê a implantação de unidades de produção onde são alojadas galinhas caipira, com espaços adequados de repouso e campo cercado para movimentação, contando com alimentação balanceada e utilização de itens disponíveis na própria unidade produtiva para sustento dos animais (como o milho crioulo, por exemplo), orientação técnica de manejo através das cooperativas e demais parceiros, e, por fim, o estabelecimento de uma cadeia produtiva regional centralizada em um centro de beneficiamento e distribuição cujas instalações e equipamentos já estão efetivados em Ametista do Sul. Fonte: Brasil de Fato

MAPA encontra resíduos de agrotóxicos acima do permitido em 7% dos alimentos

O Ministério da Agricultura (MAPA) encontrou resíduos de agrotóxicos acima do limite permitido ou proibidos em 7% dos alimentos avaliados entre 2015 e 2018. Foram analisados vegetais coletados em fazendas e centros de distribuição. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (16), uma semana depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicar um estudo semelhante, só que com alimentos vendidos em supermercados entre 2017 e 2018. No caso, 23% deles apresentaram alguma inconformidade. Segundo o governo, as duas pesquisas são consideradas complementares, mas têm parâmetros e metodologias diferentes, e não é possível compará-las. O estudo da Agricultura considerou 4.828 amostras de 42 alimentos. Além de buscar resíduos de agrotóxicos, ele também verificou a presença de contaminantes químicos (como arsênio e cádmio) e biológicos (microtoxinas e Salmonella), o que não aparece no estudo da Anvisa.   Veja os resultados: • Em 53% não foram encontrados resíduos de agrotóxicos ou contaminantes; • Em 1% deles, havia presença de contaminantes químicos ou biológicos; • Em 46% foram verificados resíduos de agrotóxicos, sendo 39% dentro do limite permitido e 7% acima do limite ou pesticidas proibidos para a cultura ou no país. • Em uma segunda etapa, o ministério considerou somente as amostras que apresentaram resíduos de agrotóxicos. Neste universo: • 89,2% respeitavam os limites; • 10.8%% estavam com alguma inconformidade, sendo: 6,6% com resíduos de agrotóxicos não permitidos para aquela cultura; 2,7% com agrotóxicos acima do limite permitido; e 1,5% com agrotóxicos proibidos no país.   Alimentos pesquisados Foram pesquisados mais de 200 tipos de agrotóxicos em 42 produtos de origem vegetal: batata, tomate, manga, citrus, cebola, beterraba, alho, abacaxi, pimentão, alface, cenoura, banana, amendoim, kiwi, milho pipoca, soja, morango, castanha do brasil, pimenta do reino, trigo, feijão, arroz, milho canjica, milho grão, pêra, café grão cru, goiaba, melão, farelo de soja, cevada malteada, café torrado, amêndoa de cacau, castanha de caju, amêndoa doce, pistache, aveia, milho verde, suco de uva, vinho, mamão, maçã e uva. As amostras foram encaminhadas e analisadas por laboratórios federais, que seguiram, segundo o ministério, metodologias validadas pelo Inmetro e com reconhecimento internacional. Do estudo mais recente (2018), beterraba, castanha do Brasil, pimentão, pistache, kiwi e pera apresentaram nível de inconformidade abaixo de 80%.   Europa e Estados Unidos Segundo o governo, os resultados se são parecidos com os apresentados pela Autoridade de Segurança Alimentar Europeia (EFSA – European Food Safety Authority, em inglês). O mais recente resultado de monitoramento divulgado pela EFSA (2017) revelou que 54,1% das amostras não continham resíduos, 41,8% continham resíduos dentro do permitido e 4,1% continham resíduos em concentração superiores àquelas permitidas. O governo afirma que, caso seguisse os parâmetros europeus de avaliação, os índices de conformidade do estudo seriam maiores “porque a legislação brasileira é mais restritiva que a internacional”. Já o relatório americano de 2017 elaborado pela Administração de alimentos e remédios dos Estados Unidos (FDA – Food and Drug Administration, em inglês) mostra que 52,5% das amostras analisadas não continham resíduos, sendo que, das amostras com presença de agrotóxicos, 96.2% foram avaliadas como conformes. Fonte: G1

Ministério fixa padrões visuais de qualidade para frutas, legumes e verduras

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fixou os padrões visuais de qualidade para 17 produtos hortícolas. Os padrões estabelecem os requisitos para que uma fruta, legume ou verdura seja considerada própria para o consumo. O objetivo é auxiliar o consumidor a identificar esses produtos, assim como os fiscais. Os padrões foram criados em conjunto com a Ceagesp de São Paulo e a Embrapa Hortaliças. Os padrões cumprem a Instrução Normativa MAPA nº 69/2018 e estabelecem que os produtos devem estar: inteiros, limpos, firmes, sem pragas visíveis a olho nu, fisiologicamente desenvolvidos ou com maturidade comercial. Não podem: ter odores estranhos, estar excessivamente maduros ou passados, apresentar danos profundos, ter podridões, estar desidratados, murchos ou congelados. Os primeiros hortícolas com padrão visual definido são: abacate, alface, banana, batata, caqui, laranja, mamão, manga, melão, melancia, maçã, uva, morango, nectarina, pêssego, tangerina e tomate. Frutas natalinas Os padrões já valem para as frutas natalinas importadas para as festas de final de ano, ou seja, não podem estar amassadas, podres, não desenvolvidos ou apresentar outros problemas. Os produtos que não obedeceram aos requisitos poderão ser rechaçados nos pontos de entrada do país. Os auditores fiscais federais agropecuários estão autorizados a abrir caixas, por amostragem, para verificar a qualidade. Os fiscais agropecuários passam por capacitação para identificar os produtos que estiverem fora dos padrões de qualidade estabelecidos pela IN 69. Referência para mercado internacional Nesta semana, uma equipe do Ministério e da Ceagesp está no Espírito Santo obtendo as imagens que serão referência para o padrão de qualidade do mamão. Posteriormente, este referencial da fruta será disponibilizado para a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que usará as imagens para o padrão visual de comercialização da fruta no mercado internacional. Frutas para exportação As frutas de exportação devem atender os padrões exigidos pela OCDE, dentro do chamado Programa de Frutas e Hortaliças. As normas facilitam o comércio internacional de frutas e hortaliças por meio da harmonização das normas internacionais de comercialização. Adicionalmente, o programa visa facilitar o reconhecimento mútuo das inspeções pelos países participantes, com aceitação internacional dos certificados de qualidade emitidos. No caso do Brasil, o padrão visual para a certificação de frutas destinadas à exportação se dará de forma voluntária, conforme interesse do exportador ou exigência do país importador. Segundo o Coordenador-Geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, os países importadores são bastante exigentes. “Eles têm pessoal treinado para não deixar ingressar produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade estabelecidos pelos padrões visuais”. O coordenador explica que o processo de importação de países-membros do programa da OCDE é mais ágil e envolve custos mais baixos de inspeção. O Brasil foi aceito no final de 2017 como país integrante do Programa de Frutas e Hortaliças da OCDE. Para isso, é necessário adotar padrões internacionais de classificação em um sistema desenvolvido de forma conjunta pelos países-membros para o controle da qualidade e certificação. Fonte: Ministério da Agricultura

Governo autoriza mais 57 agrotóxicos, sendo 2 inéditos; total de registros em 2019 chega a 439

O Ministério da Agricultura publicou nesta quarta-feira (27) a autorização do registro de mais 57 agrotóxicos. Já são 439 novos produtos liberados em 2019, permanecendo como o maior ritmo de liberação da história. Do total liberado nesta quarta, são 55 genéricos de princípios ativos já autorizados no Brasil e 2 produtos inéditos (um biológico e outro com baixa toxicidade). Com o anúncio desta quarta-feira, o número de registros chega próximo aos 450 novos agrotóxicos autorizados em 2018, até então o maior número da série histórica, iniciada em 2005. No mesmo período do ano passado, o governo havia registrado 374 agrotóxicos. O atual ritmo de liberação provocou reação de entidades ligadas a defesa do meio ambiente, que entraram na Justiça contra dessas algumas medidas. Na semana passada, um juiz federal do Ceará suspendeu provisoriamente o registro de 63 agrotóxicos autorizados no dia 17 de setembro. Produtos novos Entre as novidades anunciadas pelo Ministério da Agricultura, está um defensivo agrícola biológico à base da vespa Telenomus podisi, que poderá ser usado na agricultura brasileira para combater o percevejo marrom, uma importante praga da cultura de soja. “O percevejo marrom é uma praga de grande importância na cultura da soja, que só contava com opções químicas para o seu controle. Esta vespa parasita ovos do percevejo marrom favorecendo uma diminuição populacional da praga e aumentando o número de inimigos naturais no campo”, explicou, em nota, o coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio. Outro novo agrotóxico aprovado é um produto de baixa toxicidade formulado à base de óleo de casca de laranja, ele é um inseticida e fungicida que poderá ser usado para combater o pulgão em pequenas culturas como alface. O produto é autorizado nos Estados Unidos e não tem registro na União Europeia. Genéricos Segundo o ministério, entre os pesticidas genéricos que tiveram o registro publicado hoje, 12 são produtos biológicos ou orgânicos, que podem ser usados tanto na agricultura orgânica quanto na tradicional. Um dos genéricos autorizados tem como ingrediente ativo o glifosato, o agrotóxico mais vendido no mundo e que está sendo questionado ao redor em outros países por uma possível relação com o câncer. Na União Europeia, a Áustria e Alemanha, decidiram bani-lo. Nos Estados Unidos, ele é autorizado. Outro princípio ativo que teve um genérico registrado nesta leva foi o acefato, muito usado no Brasil para controlar o percevejo, um inseto sugador que diminui muito a produtividade nas culturas de grãos. O uso dele é restrito no país e só pode ser aplicado por máquinas. O ingrediente é autorizado nos EUA e banido na UE. Também houve o registro de genéricos de 2 princípios ativos que estão em reavaliação no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por possível relação com a morte de abelas: os inseticidas iImidacloprido e tiametoxam. De acordo com o governo, o objetivo da aprovação de produtos genéricos é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos, o que faz cair o custo de produção. Ritmo de liberação Segundo o governo, a maior velocidade na liberação de agrotóxicos vista nos últimos anos se deve a medidas de desburocratização que foram adotadas desde 2015 na fila de registros. O objetivo, de acordo com o ministério, é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente mais corretas para substituir produtos antigos. Isso porque as empresas que desenvolvem agrotóxicos só podem registrar itens de ação parecida se eles tiverem um risco à saúde menor ou igual do que os que já estão no mercado. A associação que representa as fabricantes de agrotóxicos (Andef) afirma que a fila do Brasil é mais lenta em comparação com a da União Europeia e dos Estados Unidos. Segundo as empresas, o desenvolvimento de 1 princípio ativo inédito para agrotóxico leva de 10 a 11 anos e custa em torno de US$ 286 milhões. Agrônomos dizem que é melhor ter mais produtos registrados do que correr o risco de que os produtores recorram a agrotóxicos “piratas”, mas alertam que, quanto maior o uso, mais resistência as pragas têm ao veneno. Para ambientalistas, no entanto, a aceleração do ritmo de aprovações é uma forma de o governo colocar em prática tópicos do polêmico projeto de lei 6.299/02, que ficou conhecido como “pacote do veneno”, que ainda está em discussão na Câmara dos Deputados. Para produtores rurais, o registro de novos produtos, especialmente os genéricos, é uma forma de baixar os custos de produção. Em Mato Grosso, maior estado produtor, os agrotóxicos equivalem a 21% dos gastos nas lavouras de soja. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: • Anvisa, que avalia os riscos à saúde; • Ibama, que analisa os perigos ambientais; • Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: • Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. • Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; • Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; • Produto formulado equivalente: produto final “genérico”. Fonte: G1 – Agro

Tecnologia da Indústria 4.0 chega às hortas urbanas

Indústria 4.0, manufatura avançada e software de gestão são termos técnicos que parecem estar bem distantes do dia a dia da maioria das pessoas, no entanto, estas tecnologias estão cada vez mais próximas embarcadas nas coisas mais simples, o cultivo de hortaliças, por exemplo. Intitulado de Fazenda Urbana, o projeto da startup BeGreen, em parceria com a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o Sebrae, prova que a inovação pode contribuir também para o incentivo à sustentabilidade e alimentação saudável. O sistema foi desenvolvido pela Unidade EMBRAPII, SENAI CIMATEC, um dos mais avançados centros de tecnologia e inovação do país, e instalado em uma estufa na fábrica da multinacional Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. As hortaliças livres de agrotóxicos irão abastecer os restaurantes da empresa e também poderão ser compradas pelos funcionários beneficiando uma população em torno de 10 mil pessoas. Diversos experimentos técnico-científicos foram conduzidos no laboratório de testes pela equipe técnica do projeto até chegar ao protótipo. Com a inovação, os produtores conseguem controlar temperatura, luminosidade, umidade e acidez da água da Fazenda Urbana, tudo em tempo real, por meio de um aplicativo. O resultado deste processo é o aumento em até quatro vezes a produção de alfaces e a redução do ciclo do cultivo em 40% na comparação ao método convencional. “O propósito final deste projeto está bastante alinhado com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas). O sistema foi conduzido por um modelo de financiamento ágil e desburocratizado integrado entre EMBRAPII e Sebrae. É um grande passo que permite a união entre grandes e pequenas empresas” afirma Daniel Motta, Gerente de Tecnologia e Inovação da Unidade EMBRAPII, SENAI CIMATEC. Segundo a startup Begreen, a inovação no ramo de aquaponia e aeroponia, ou seja, técnicas de cultivo sem necessidade de solo, traz como principais benefícios o aumento da produtividade, otimização de tempo de produção, redução de despesas com logística, uma vez que a produção pode ser realizada dentro de centros urbanos, e menor demanda por insumos como água e agrotóxicos, contribuindo assim para uma produção mais limpa. O protótipo de aeroponia vertical com a utilização de LED, agregados aos conceitos da Indústria 4.0, demonstrou potencial real de produção para o comércio em larga escala e em curto espaço de tempo. EMBRAPII e Sebrae Este e diversos outros projetos são resultados de uma parceria entre EMBRAPII e Sebrae que acabaram de firmar novo contrato que pode gerar até R$100 milhões em investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em projetos de startups, micro e pequenas empresas. O objetivo é financiar ideias inovadoras de pequenos empreendedores buscando potencializar a competitividade de suas empresas no mercado. No modelo convencional da EMBRAPII são financiados até 1/3 do valor dos projetos inovadores da indústria brasileira com recursos não reembolsáveis, além de colocar à disposição para seu desenvolvimento as Unidades EMBRAPII, renomados centros de pesquisa credenciados pela instituição. No modelo específico que inclui o Sebrae, os empreendedores recebem o complemento de suas contrapartidas financeiras nos projetos compartilhando os riscos e contribuindo para sua viabilização. Fonte: Assessoria de Comunicação da EMBRAPII

Frutas, legumes e verduras devem obedecer padrões visuais

Frutas, legumes e verduras deverão obedecer a uma padronização visual estabelecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em conjunto com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e a Embrapa Hortaliças. De acordo com o Mapa, por enquanto, 17 produtos já passam a cumprir o padrão: abacate, alface, banana, batata, caqui, laranja, mamão, manga, melão, melancia, maçã, uva, morango, nectarina, pêssego, tangerina e tomate A medida visa cumprir a Instrução Normativa (IN) nº 69, estabelecida pelo Mapa em novembro de 2018. De acordo com o Ministério, os produtos devem estar inteiros, limpos, firmes, sem pragas visíveis a olho nu, fisiologicamente desenvolvidos ou com maturidade comercial. As frutas, legumes e verduras também não podem ter odores estranhos, estar excessivamente maduros ou passados, apresentar danos profundos, ter podridões, estar desidratados, murchos ou congelados. Ao obedecer os critérios, os alimentos estarão dentro dos padrões para o consumo e, portanto, aptos para ser comercializados. De acordo com Anitta Gutierrez, chefe do Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp, o controle de qualidade deve ser feito já “na roça”, pelo detentor do produto, pois é ele o responsável por obedecer a esses padrões. “O objetivo é que isso melhore o cuidado com que os alimentos são comercializados, o que também contribui para a diminuição da concorrência desleal. Enquanto tem produtor que colhe o produto imaturo e comercializa mesmo sabendo que ainda não está bom para consumo, tem produtor que faz tudo certo e é prejudicado”, ela diz. Anita Gutierrez explica que, quando estes produtos chegarem à Ceagesp ou ao mercado, já estarão com aspectos que facilitarão a escolha de quem compra. “Vai deixar de existir aquela prática de misturar na gôndola o produto velho com o novo. Isso vai fazer com o que o supermercado faça uma seleção primária e o consumidor esteja mais seguro de estar levando para casa um produto que veio da roça com qualidade”, diz. Para ela, muito que se perde de alimento é devido ao dano mecânico, desde a colheita, passando pelo transporte até chegar ao mercado. “A padronização visual vai melhorar todo o sistema de produção e fazer com que os alimentos sejam melhor embalados”. Além disso, ela assegura que um produto que tenha deformações leves não será descartado. “Serão descartados somente aqueles produtos que qualquer produtor sabe que é defeito grave”, afirma Anita Gutierrez. Importação e exportação Os padrões também serão obedecidos no momento da importação. “Isso já vale para as frutas natalinas importadas todo final de ano. Aquelas que não cumprirem os critérios, podem não entrar no nosso país’, explica a chefe de qualidade da Ceagesp. De acordo com o Mapa, os auditores fiscais federais agropecuários passam por capacitação para identificar os produtos que estiverem fora dos padrões de qualidade estabelecidos pela IN 69. Já as frutas de exportação devem atender os padrões exigidos pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), dentro do chamado Programa de Frutas e Hortaliças. No caso do Brasil, a obediência à padronização para a exportação se dará de forma voluntária, conforme interesse do exportador ou exigência do país importador. Segundo o Coordenador-Geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, os países importadores são bastante exigentes. “Eles têm pessoal treinado para não deixar ingressar produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade estabelecidos pelos padrões visuais”. Fonte: Globo Rural

Justiça suspende registro de 63 agrotóxicos autorizados em setembro

A Justiça Federal do Ceará suspendeu o registro de 63 agrotóxicos feito pelo Ministério da Agricultura em setembro. A decisão é provisória e ainda cabe recurso e o governo disse que ainda não foi notificado. O pedido foi feito por meio de uma Ação Popular movida pelo deputado federal Célio Studart (PV-CE). A decisão foi publicada na segunda-feira (19) e o juiz responsável pela ação, Luís Praxedes Vieira da Silva, entendeu que a comercialização destes produtos pode trazer riscos à saúde e ao meio ambiente. os produtos registrados em setembro, os mais polêmicos são os que têm como base o sulfoxaflor, que é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em estudo no exterior (veja a lista completa abaixo). Outros produtos que tiveram o registro suspensos estão princípios ativos fluopiram, que é usado para matar fungos, e o dinotefuram, um inseticida. O registro dos 63 agrotóxicos suspensos pela Justiça ocorreu no dia 17 de setembro. Desse total, 2 são princípios ativos (que servirão de base para produtos inéditos) e 5 são novos produtos que estarão à venda. Os demais 56 são genéricos de pesticidas que já existem no mercado. “A permissão para livre comercialização dos agrotóxicos com alta taxa de toxibilidade (sic) é incompatível com os princípios que regem a atividade econômica […] De nada adiante um país economicamente rico com uma população gradativamente doente, o que será desencadeado dentro em breve se não combatermos hoje a prática inclusiva de tais agentes químicos e biológicos nocivos ao nosso meio ambiente”, disse o magistrado na decisão. Procurado pelo G1, o Ministério da Agricultura disse que ainda não foi notificado da decisão e que “oportunamente, irá analisar as medidas cabíveis”. O governo tem 15 dias para contestar a medida após sua publicação. No ano, o governo registrou 382 novos pesticidas. Agrotóxicos suspensos O dinotefuram é utilizado no controle de insetos sugadores, como percevejos. Ele poderá ser aplicado em 16 atividades: arroz, aveia, batata, café, cana-de-açúcar, centeio, cevada, citros, feijão, milheto, milho, pastagem, soja, tomate, trigo e triticale. Ele é considerado extremamente tóxico pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O pesticida não tem registro para uso agrícola na União Europeia (apenas doméstico) e está em reavaliação nos Estados Unidos, onde o primeiro registro consta de 1985. Para uso agrícola, o produto tem aval desde 2004. Já o fungicida fluopiram é um produto indicado para combater parasitas que atacam a raízes das plantas (nematoides) e terá autorização para 7 culturas: algodão, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, milho e soja. O Ministério da Agricultura afirmou que o produto estava na fila para registro no Brasil havia 10 anos. Ele possui registro na União Europeia e também está autorizado nos Estados Unidos desde 2012 (e em análise para uso residencial). Na época, o Ministério da Agricultura também autorizou 56 novos produtos genéricos, sendo 47 para quebra de patentes para a indústria (produto técnico equivalente) e 9 para utilização dos produtores rurais (produto formulado equivalente). Fonte: G1 – Agro

Empresa mapeia perfil do consumidor para evitar desperdício de alimentos

A inteligência artificial tem ajudado o setor de alimentação a evitar desperdício. Agora ela também começa a ser usada para traçar o perfil do consumidor e oferecer um cardápio quase personalizado. Arroz, feijão, sushi ou hambúrguer. O que você come ou deixa de comer já não é mais segredo para ninguém. “Esse é desafio das grandes empresas, conhecer consumidor, gerar engajamento. Gerar valor e gerar novas experiências para todos eles”, diz o gerente de TI Rafael Tobara. Rafael é gerente de tecnologia da empresa de alimentação que implantou em um coworking em São Paulo um projeto piloto: quiosques com alimentos escolhidos por inteligência artificial para o pessoal que trabalha ou visita o lugar. “Esse mapeamento é feito quando a pessoa baixa o aplicativo e ele segue a pessoa: vou entendendo o que você vai comprar em outros lugares de varejo. Quanto maior o número de compras que você faz, eu consigo entender melhor seu objetivo o que você gosta pra te oferecer esse produto”, explica Tobara. E tem mais inovação: a empresa trabalha com o conceito de honest market, mercado da honestidade na tradução literal. Não tem funcionário para atender. O cliente baixa o aplicativo no celular e paga com o QR Code. A inteligência artificial também é usada para traçar o perfil dos clientes de restaurantes corporativos – outra área de atuação da empresa de alimentação. “A gente impacta 1,3 milhão de pessoas diariamente, dando algum tipo de refeição. E a gente quer entender o perfil de consumo dessas pessoas, o melhor padrão de consumo pra fazer a melhor compra e disponibilizar os melhores produtos para cada pessoa”, diz Rafael. Com a tecnologia, a empresa quer levar uma nova experiência de consumo ao cliente e evitar desperdício. Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Analfabetismo atinge 15,6% dos agricultores que manipularam pesticidas, diz IBGE

Dados do Censo Agropecuário 2017 divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE mostraram que 15,6% dos agricultores que utilizaram pesticidas não sabem ler e escrever e, destes, 89% declararam não ter recebido qualquer tipo de orientação técnica, o que potencialmente eleva os riscos de contaminação. Dos produtores alfabetizados que utilizaram os chamados “agrotóxicos”, 69,6% possuíam no máximo o ensino fundamental e, entre eles, apenas 30,6% declararam ter recebido orientação técnica a respeito da aplicação do produto, de acordo com nota publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O problema do analfabetismo e da falta de orientação desafiam mudanças previstas em um novo marco regulatório sobre classificação de riscos de defensivos agrícolas, que incluem alterações nas rotulagens justamente para minimizar os perigos, com base em padrões internacionais. Os agricultores são considerados os mais vulneráveis às substâncias, por trabalharem e manipularem os produtos. “Uma pessoa que não sabe ler e escrever e que não recebeu orientação técnica, em quais condições aplicava esse agrotóxico?”, disse o gerente técnico do Censo Agropecuário, Antonio Carlos Florido, em comunicado nesta sexta-feira. Florido comentou ainda que o mais preocupante é o modo como o pesticida é utilizado. “O problema é o mau uso, a falta de instrução e a falta de fiscalização, não o produto em si”, concluiu. O Brasil —um potência agrícola em grande área tropical em que a incidência de pragas e doenças é mais agressiva— é importante consumidor de agroquímicos, e o governo tenta atualizar uma lei dos pesticidas com o objetivo de agilizar a oferta produtos mais modernos. O objetivo, que é criticado por parcela da sociedade que teme aprovações sem estudos completos de novos agroquímicos, é garantir maior competitividade para os agricultores brasileiros, que poderiam ter acesso a produtos mais eficazes para combater pragas e doenças no campo, já utilizados em outros países. Em relação aos estabelecimentos que declararam utilizar agrotóxicos, 73% tinham menos de 20 hectares de área de lavouras, ou pequenas propriedades. O número de estabelecimentos que admitiram usar agrotóxicos aumentou 20,4% nos últimos 11 anos, apontou também o Censo Agropecuário. MECANIZAÇÃO A mecanização alterou o perfil do trabalho no campo e influenciou a diminuição de mão de obra no setor nos últimos 11 anos, segundo o levantamento do IBGE. O número de estabelecimentos com tratores aumentou 50% em relação ao último censo, realizado em 2006.Durante esse mesmo período, o setor agropecuário perdeu cerca de 1,5 milhão de trabalhadores.O pessoal ocupado nos estabelecimentos agrícolas diminuiu 8,8%, para 15,1 milhões em 2017. Esse número inclui a perda de 2,2 milhões de trabalhadores na agricultura familiar e aumento de 703 mil na agricultura não familiar, disse o IBGE. Além de tratores, aumentou também o número de estabelecimentos com outras máquinas, como semeadeiras ou plantadeiras, colheitadeiras, adubadeiras ou distribuidoras de calcário, e também meios de transporte como caminhões, motocicletas e aviões. De acordo com o gerente técnico do Censo Agropecuário, o processo de mecanização é algo crescente e contínuo. “Quanto mais automação, menos gente na produção. Isso tem acontecido em todos os setores da economia, não é algo restrito ao setor agropecuário”, afirmou. O trabalho braçal vem sendo substituído pelas máquinas agrícolas, cenário que, de acordo com Florido, obriga os trabalhadores do campo a buscar qualificação para operar a maquinária. De acordo com o gerente técnico, uma colheitadeira de cana substitui em média 100 pessoas, por exemplo. Fonte: Reuters

Rastreabilidade: produção e consumo responsável de alimentos

O sistema de rastreabilidade de vegetais frescos (frutas, verduras, legumes, raízes, tubérculos e hortaliças vendidos in natura) entrou em vigor no Brasil em 8 de agosto deste ano, dando maior transparência aos processos de produção e logística dos produtos agropecuários. A Instrução Normativa Conjunta nº 2 (INC2) do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde), de 8 de fevereiro de 2018, será aplicada em todo o território nacional, de forma gradativa e por grupos de alimentos, até agosto de 2021. O objetivo a normativa é o monitoramento e controle dos resíduos de agrotóxicos. Assim, o consumidor terá o conhecimento da origem dos produtos consumidos. Em resumo, a rastreabilidade é saber: Quem produziu? O quê? Quando? Como? E para quem vendeu? Contribuindo para a identificação do produtor caso ocorra a identificação de produtos com resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima dos limites máximos permitidos pela legislação. É uma forma de aumentar a segurança alimentar no Brasil, garantindo alimentação saudável à população. Outros países da Ásia, Estados Unidos e Europa já possuem sistemas de rastreamento de vegetais in natura. Apesar da legislação nacional, há cinco anos o Paraná trabalha no desenvolvimento de processos de rastreamento da cadeia produtiva de vegetais frescos, desde a vigência da resolução 748/2014 sobre a rotulagem de alimentos. Ou seja, os agricultores já fazem a identificação dos seus produtos (informam o produto, nome, endereço, CPF, CNPJ e Inscrição Estadual ou CAD/PRO, peso ou quantidade, número do lote). Mas a INC2 exige também um Caderno de Campo com informações dos agrotóxicos utilizados para tratar as pragas das culturas, que deve ser implementado e desenvolvido. De acordo com a Engenheira Agrônoma Elisangeles Baptista de Souza, assessora técnica do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), a implementação da rastreabilidade representa um avanço para investigar causas e origens de irregularidades, como do uso de agrotóxicos, e contribui para transparência na comercialização de frutas e hortaliças com conhecimento da origem. A divulgação dos resultados dos programas de monitoramento de defensivos acaba criminalizando o produto e todos que o produzem. No caso dos grandes produtores paranaenses de vegetais frescos, muitos se adequaram às medidas de rastreabilidade por exigência de fornecedores como o Carrefour, Angeloni e Pão de Açúcar. A Frutas Tomita Itimura, indústria localizada em Cornélio Procópio-PR, implantou o sistema de rastreabilidade em 2011 por meio de um aplicativo criado pela PariPassu (startup de Florianópolis-SC que desenvolveu um software para produtores de frutas e hortaliças). Segundo o produtor rural Guilherme Itimura, quando entrou em vigência a legislação paranaense da rotulagem, a empresa já estava bem adiantada. “Era o nosso diferencial. Agora eu sinto que a exigência está cada vez maior. Na época, fizemos muitos investimentos. Hoje ainda temos a mensalidade do programa utilizado, mais o custo da equipe que acompanha os processos”, ressalta. O app Conecta da PariPassu foi criado em 2005, como ferramenta de rastreamento de frutas, legumes e verduras. Em 2018, 1,2 milhão de toneladas de alimentos foram rastreados pelo sistema, 20% a mais do que era realizado antes da normativa brasileira. Pelas legislações estadual e nacional, a identificação dos vegetais in natura deve ser feita no Brasil por etiquetas manuscritas ou impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code ou qualquer outro sistema de monitoramento dos alimentos. Porém, apesar de ser uma tecnologia considerada importante no mundo atual, o QR Code não é obrigatório e não substitui a rotulagem. A ferramenta é apenas um complemento no repasse das informações dos produtos alimentícios. Produção e consumo responsável A produção de alimentos passa por diversas transformações em todo o mundo porque o consumidor está cada vez mais exigente, diz o gerente da Regional Maringá do Crea-PR, Engenheiro Civil Hélio Xavier da Silva Filho. Ele destaca que atualmente são 15.561 engenheiros agrônomos habilitados no Conselho de Engenharia e Agronomia do Paraná que poderão atuar neste processo de rastreamento de alimentos. É que o Engenheiro Agrônomo desempenha um papel fundamental, pois assiste a cultura, monitora pragas e doenças e seus níveis de incidência, decide pelo momento correto do uso e prescreve na receita agronômica o defensivo agrícola correto para controle. A Engenheira Agrônoma, Rosane Scapin, complementa ainda que o profissional tem a responsabilidade não só de aplicar as práticas agrícolas de plantio, mas também de conhecer sobre o produto usado e inclusive sobre período de carência dos agroquímicos (período necessário entre a aplicação e a data de colheita). Assim, frutas e hortaliças podem ser consumidas in natura com segurança e livres de residuais de produtos químicos, prezando pela saúde da população. Valor agregado Frente às demandas atuais, a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares) acredita que a proposta de rastreabilidade agrega valor ao produto, contribui e aumenta a segurança e controle de qualidade dos alimentos produzidos. O diretor institucional da Abrafrutas (Associação Brasileira de Exportadores de Frutas e Derivados), Pierre Nicolas Peres, afirmou para a Agência Brasil que as novas medidas eram reivindicação antiga do setor: “Todos ganham com a rastreabilidade, com exceção ao produtor ou comerciante que não trabalha com seriedade”. Em 2012, a Abras (Associação Brasileira de Supermercado) e entidades parceiras apresentaram o RAMA (Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos) para incentivar as Boas Práticas Agrícolas. O programa propõe a adoção de padrões internacionais de qualidade dos alimentos comercializados. Até 2018, 745 fornecedores, atacadistas, distribuidores e varejistas de 264 municípios e 20 estados do país aderiram à iniciativa. No Paraná, as redes Assaí, Atacadão e Bom Dia são algumas delas. O consumo consciente é tendência mundial, que impulsiona a modernização dos produtores e fornecedores. Dados da Euromonitor International (consultoria de inteligência de mercado focada no consumo), a venda de alimentos e bebidas com apelo politicamente correto movimenta 800 bilhões de dólares ao ano. Para 2020, as receitas desses negócios devem ultrapassar 1 trilhão de dólares. Cases de rastreabilidade no Brasil Desde a década de 1990, o Grupo Carrefour trabalha com o Programa Garantia de Origem. Recentemente, a implantação foi da ferramenta blockchain (tecnologia segura para rastrear alimentos). Com a inovação, o consumidor tem acesso às informações detalhadas das etapas de produção e distribuição da linha de suínos Sabor & Qualidade por QR Code. Atualmente, o rastreamento é de 18 cortes, mas a expectativa é incluir mais quatro produtos na plataforma até o fim do ano. Já o Grupo Pão de Açúcar iniciou Programa Qualidade desde a Origem em 2009, mesmo período em que a Walmart lançou o Programa Qualidade Selecionada Origem Garantida. Como forma de ajudar a indústria alimentícia mundial, a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) criou em 2017 um guia de rastreabilidade para implementação do sistema de segurança dos alimentos produzidos. O documento, baseado em legislações dos EUA e Europa, está disponível no site. Rastreabilidade em outros setores Diversos produtos e indústrias aplicam o conceito da rastreabilidade há anos. Na indústria florestal, selos de sustentabilidade garantem a utilização de madeiras de florestas plantadas em combate ao desmatamento. No setor automobilístico brasileiro, 21 milhões de carros passaram por recalls em 2018 após a identificação de falhas mecânicas, graças ao rastreamento dos processos de produção e logística. Em alguns países da Europa e da Ásia, a rastreabilidade da produção de alguns segmentos é obrigatória. Nos Estados Unidos, o sistema é utilizado há mais de 80 anos. Citamos algumas vantagens em rastrear os produtos: · Dá transparência na cadeia produtiva · Auxilia a gestão e controle do estoque · Contribui para a segurança e qualidade do alimento · Aumenta o valor agregado ao produto · Atende às exigências do mercado e ao Código de Defesa do Consumidor · Facilita possíveis recalls · Otimiza o controle de qualidade · Protege contra falsificações e contrabandos Agro Tecnológico e Inovador Lançada neste mês, a “EXPOINGÁ 2020: Conecta você ao novo agro” terá como foco o emprego na tecnologia na melhora da qualidade e produção com sustentabilidade. Organizada pela SRM (Sociedade Rural de Maringá), a 48ª Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá irá ocorrer de 7 e 17 de maio do ano que vem. Para a presidente da entidade, Maria Iraclézia de Araújo, a Expoingá 2020 discutirá oportunidades para o agronegócio brasileiro, num país dinâmico e biodiversificado. “Um agro cooperativista, profissionalizado, moderno, que faz uso do desenvolvimento tecnológico, biotecnologia, pesquisas e inovações científicas para produzir mais e com qualidade, entendendo que a natureza é parte vital para que o Brasil possa cumprir a sua missão de garantir o alimento das futuras gerações”, destaca. Fonte: G1 – Paraná

Presidente da CNA participa de debate no congresso das mulheres do agro

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, participou na quarta (9) da mesa redonda “A voz da liderança das cadeias produtivas do Brasil”, no 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em São Paulo, junto com outras autoridades do setor produtivo. Ao participar do Congresso, Martins disse que é preciso que as mulheres conquistem cada vez mais espaço no setor, citou exemplos de profissionais que estão à frente dos maiores programas do Sistema CNA/Senar e afirmou que o evento é uma ótima oportunidade para a troca de experiências e conhecimento do trabalho realizado em várias regiões do país. “No Brasil, a mulher tem aumentado sua participação no setor agropecuário, mas infelizmente ainda está em desvantagem. Em cada 10 empregos no campo, apenas 20% são ocupados por mulheres. Temos que corrigir essa distorção no perfil do agro”. O Sistema CNA/Senar promove uma série de ações para as participantes do Congresso, como a Rodada Internacional de Negócios, a Vitrine de Negócios e o Prêmio Brasil Artesanal 2019, uma iniciativa do Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais para reconhecer os melhores chocolates artesanais do país produzidos por mulheres. Durante a mesa redonda, o presidente da CNA também apresentou dados dos projetos e programas do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) focados no público feminino. Desde 2017, o Programa Mulheres em Campo, criado para ampliar o protagonismo feminino na administração das empresas rurais, já capacitou 8 mil mulheres. João Martins também afirmou que o setor agropecuário passa por mudanças significativas e os produtores brasileiros têm se esforçado cada vez mais para produzir com qualidade e sustentabilidade. “Quando vejo um evento como esse, com esse público, me sinto satisfeito. As mulheres buscam o que há de mais moderno e eficiente no setor para aplicar no processo produtivo”, destacou. Por fim, o presidente da CNA, destacou a importância da organização da produção rural. “Precisamos ser cada vez mais eficientes e mais competitivos. E não existe produção organizada sem que o produtor esteja organizado”. Na mesa redonda também participaram João Dornellas, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA); Marcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras); e Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). A mediação foi feita por Cláudio Antonio Pinheiro Machado Filho, coordenador do Grupo de Pesquisas Pensa, da FEA/USP. Fonte: Notícias Agrícolas

Publique marca presença no seminário ABAG – CIEE

Única empresa de comunicação e marketing com foco 100% no agronegócio, o Grupo Publique participou da cobertura do Seminário sobre Agronegócio e Diplomacia Ambiental, promovido neste dia 2 de outubro, na capital paulista, pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e o Centro de Integração Escola-Empresa (CIEE). O evento teve a mediação do jornalista Gustavo Franco e a presença de Márcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), e Humberto Casagrande, superintendente geral do CIEE, dentre outros representantes do setor. Entre os temas debatidos por cerca de 400 pessoas, entre representantes do setor, pesquisadores e público em geral, estavam como melhorar a comunicação no Agro, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, os atuais desafios do segmento e a participação da iniciativa privada para melhorar a visibilidade do País no exterior. “Vivemos um momento delicado no âmbito das relações internacionais em que a percepção externa do Brasil está desgastada nos temas relativos ao meio ambiente e aos direitos humanos”, disse o ex-embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), um dos debatedores do evento. “A política ambiental passou a ser instrumento da política comercial, e isso faz parte do jogo”, afirmou, lembrando que o Brasil está assumindo vários compromissos no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, dentre os quais o do desenvolvimento sustentável. “O País vai ter que mostrar que está cumprindo o acordo, que é muito amplo, e aceitar a verificação”, ressaltou. Marcelo Brito, presidente da Abag, destacou os recentes fóruns realizados nos últimos dias, como a Assembleia Geral da ONU. E o Bloomberg Global Business Forum, que reuniu cerca de 60 Chefes de Estado em Nova York/EUA, mas que não teve a presença de representantes de empresas e do governo brasileiro. “Só a Abag estava lá. E vimos o primeiro-ministro da Índia, Narenda Modi, dar um show para angariar amigos e levar investimentos para o seu país”, informou. “Há muitos anos ouvimos falar que o Brasil é o celeiro do mundo, que vai alimentar a população mundial. Mas se o Brasil não produzir, outro fará. Enquanto a gente senta e se orgulha, outro país vai ocupar esse espaço”, alertou. “Marketing é muito mais do que fazer propaganda ou política. O País tem um problema claro de reputação de emissor”, declarou o jornalista e especialista em Marketing em Agronegócio, José Luiz Tejon, para exemplificar os problemas de comunicação enfrentados pela área. Para melhorar este cenário, segundo ele, é necessário trazer a iniciativa privada para esse tipo de debates. “Precisamos da orquestração de todas as cadeias do agro para a busca integrada de negócios”, salientou. Fonte: Publique

CIEE promove seminário sobre agronegócio nesta quarta-feira

Na próxima quarta-feira (02/10), em São Paulo, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) promove o seminário Agronegócio e Diplomacia Ambiental, no Auditório do CIEE. O evento é gratuito. O objetivo é discutir as perspectivas do agronegócio brasileiro, bem como o mercado profissional neste segmento, por meio do novo projeto de aprendizagem que permite a inserção de jovens e rejuvenescimento da mão de obra no setor. Atualmente, 500 jovens já estão sendo capacitados em todo Brasil e o CIEE prevê abertura de 5 mil vagas para aprendizes no campo até o final de 2020. Com mediação do jornalista Gustavo Porto, o evento contará com a participação de lideranças do agronegócio brasileiro, entre elas: – Rubens Barbosa, embaixador e Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE). – Humberto Casagrande, superitendente Geral do CIEE. – Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). – Márcio Milan, superintendente executivo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). – José Luiz Tejon Megido, Tejon Communication & Action International Ltda. De acordo com Luiz Gustavo Coppola, superintendente de atendimento do CIEE, o programa dará início a um círculo virtuoso. “Ao menos 80% da mão-de-obra das empresas do segmento agrícola está no campo. Queremos capacitar os jovens para que eles assumam futuramente essas posições e pensem no setor como uma carreira profissional”, disse. Serviço Seminário Agronegócio e Diplomacia Ambiental Quando: 02/10 Horário: 8h30 Local: Auditório do CIEE – Rua Tabapuã, 445 – Itaim Bibi – São Paulo/SP (Estacionamento gratuito no local) Inscrições: através do www.ciee.org.br/portal/eventos Fonte: Café Point

Especialistas do Brasil e da Alemanha se reúnem para discutir bem-estar animal no agronegócio

Reunindo painelistas renomados, 1º Simpósio Brasil-Alemanha de Bem-Estar Animal discutirá meios para melhorar as condições de animais de todos os tipos O tema Bem-Estar Animal ganha cada vez mais importância para a cadeia produtiva brasileira de agronegócio. Por um lado, o tratamento sustentável de animais de produção aumenta sua produtividade, pelo outro exigências internacionais ficam mais rígidas para garantir a qualidade da exportação. Visando ampliar a plataforma de informação e conhecimento sobre o assunto e estimular a cooperação entre Brasil e Alemanha para encontrar novas soluções e meios de melhorar as condições de animais de todos os tipos, a Câmara Brasil-Alemanha irá realizar no dia 24 de setembro o 1º Simpósio Brasil-Alemanha de Bem-Estar Animal. Em sua 1ª edição, o evento busca tornar-se uma referência nacional e internacional junto aos profissionais atuantes na área do agronegócio. Eleito pela Revista IstoÉ Dinheiro Rural uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio, o doutor José Luiz Tejon será o responsável pela mediação do evento, que contará com painéis sobre ética, aspectos científicos e desafios para a legislação. Prof. Paulo César Maiorka, da USP, Márcio Milan, Superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e Marco Aurelio Torronteguy, da TozziniFreire Advogados, estão entre os painelistas confirmados. O evento ainda será palco do lançamento do livro “O Bem-Estar Animal no Brasil e na Alemanha: Responsabilidade e Sensibilidade”, uma obra da Câmara Brasil-Alemanha editada por Jörg Hartung, do Institute of Animal Hygiene, Animal Welfare and Farm Animal Behaviour (TiHO), Hannover, Mateus Paranhos da Costa, do Departamento de Zootecnia da FCAV-UNESP e a pecuarista Carmen Peres, da Fazenda Orvalho das Flores de Araguaiana (MT). SIMPÓSIO BRASIL-ALEMANHA DE BEM-ESTAR ANIMAL Serviço: Data: 24 de setembro de 2019 Horário: das 8 às 18h Local: Espaço Citron, Avenida Cecília Lottenberg, 12, Chácara Santo Antônio, São Paulo Inscrições: https://www.sympla.com.br/simposio-brasil-alemanha-de-bem-estar-animal__638926 Fonte: Cartão de Visita News

Capacitação é importante para apoiar os produtores de hortifrúti a cumprir as novas exigências da rastreabilidade

A Bayer é uma aliada dos agricultores, oferecendo um programa educacional inédito com 12 módulos de conteúdo online gratuito que ensina a rastrear a produção O setor de hortifrúti está passando por uma profunda transformação que vai mudar a rotina dos agricultores no campo, impactar nas negociações com os supermercados e elevar o padrão de qualidade e segurança dos alimentos para os consumidores brasileiros. Está em andamento o movimento de adequação à Instrução Normativa Conjunta INC nº 2, publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A legislação, que entrou em vigor no ano passado, exige que todos os produtores de frutas, legumes e vegetais frescos implementem a rastreabilidade na produção. Na prática, isso significa que os produtores deverão manter todos os dados de manejo das lavouras registrados, documentando as informações em cadernos de campo ou em sistemas informatizados. “Rastreabilidade é ter o conhecimento de todas as etapas da produção de um alimento desde o campo até o ponto de venda. É o registro das informações em todas as etapas de uma cadeia produtiva. Quando ocorre algum problema é possível, por meio dos registros, se identificar se houve algum erro”, explica Marcus Vinícius Martins, Coordenador-Geral de Produção Agrícola e Florestal do Ministério da Agricultura. Segundo Martins, o Ministério da Agricultura se preocupa com a sustentabilidade e a segurança na produção de alimentos. Mas, quando a fiscalização encontra vegetais fora do padrão, é um desafio encontrar a causa ou quem produziu esse alimento, pois esses produtos ainda são vendidos a granel sem identificação de origem. Com a rastreabilidade obrigatória, essa situação deixará de existir. Em toda a cadeia hortifrúti haverá informações registradas em prol da segurança do alimento e qualquer não conformidade poderá ser identificada com precisão e corrigida. “O produtor tem que ter os registros das informações e uma rotulagem no produto. O supermercado também tem que ter um controle da distribuição antes que o alimento chegue na gôndola do supermercado. Nada mais justo do que informar ao consumidor a origem do alimento”, diz Martins. Na ponta da cadeia, os supermercados recebem cerca de 28 milhões de consumidores brasileiros todos os dias no Brasil e essa proximidade com os clientes traz uma visão realista, segundo Marcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). “Nos últimos anos, há uma tendência de aumento do consumo de frutas, legumes e verduras. O consumidor está muito antenado e muito preocupado com a sua saudabilidade. Ele está muito preocupado com a origem desse produto, quer saber como ele é produzido e transportado até o supermercado. O supermercado vem acompanhando essa tendência”, afirma Milan. Segundo ele, o setor supermercadista reconhece a importância da nova legislação e o seu papel no desafio de implementar a rastreabilidade no Brasil. “O supermercado tem a responsabilidade de garantir para o consumidor que o alimento é seguro. Com a rastreabilidade, o supermercado consegue não só garantir isso, mas consegue voltar eventualmente até o setor produtivo para corrigir algum desvio e melhorar as práticas. O supermercado tem a informação de quem produziu e como foi produzido”, diz Milan. A rastreabilidade traz benefícios para todos os envolvidos na cadeia. E é por isso que os supermercados já vêm trabalhando de forma voluntaria há vários anos no tema com um programa desenvolvido pela ABRAS, o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). “Esse é um programa que exerce os 3 pilares: comunicação com os elos cadeia, educação porque ensina sobre o processo produtivo e transparência ao consumidor”, diz Milan. Leia mais: rastreabilidade visa garantir segurança de frutas e vegetais frescos. Outro exemplo de iniciativa de sucesso é o Sistema de Produção Integrada, que busca adequar os processos produtivos na implementação das boas práticas agrícolas. “Produção Integrada é um programa desenvolvido no Brasil pelo Ministério da Agricultura baseado nas boas práticas agrícolas. Ele permite que o produto passe por auditoria e receba um selo de certificação chamado ‘Brasil Certificado’. Qualquer programa que tente melhorar a qualidade do alimento é vantajoso para o Brasil”, afirma Martins. Capacitação online – BayG.A.P Os produtores que buscam informações para implementar as boas práticas de forma correta na fazenda podem contar com o apoio da Bayer. Foi lançado o treinamento BayG.A.P, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). “O BayG.A.P é uma ferramenta de treinamento potente para o produtor, para que ele possa se desenvolver e criar capacidades com relação às Boas Práticas Agrícolas”, diz Christian Fischer, Gestor de projetos de Cooperação Técnica do IICA. Segundo Fischer, o BayG.A.P está estruturado em 12 módulos com aulas online sobre Boas Práticas Agrícolas, englobando temas de grande importância como Produção Integrada e Certificação, Manejo Integrado de Pragas, Sistemas de Irrigação, rastreabilidade e Segurança do Alimento. O curso online é totalmente gratuito e está acessível para qualquer produtor de hortifrúti. Basta que o agricultor realize a inscrição online para iniciar as aulas na plataforma do IICA, no link aqui. De acordo com Cristiane Lourenço, Gerente global de relacionamento com a cadeia de alimentos da Bayer para América Latina, o BayG.A.P é uma iniciativa da Bayer que já capacitou centenas de produtores em 18 países. “O BayG.A.P é um programa de sucesso que a Bayer desenvolveu globalmente em parceria com a GlobalG.A.P. e vimos a necessidade de trazer para o Brasil para apoiar os produtores. O BayG.A.P. chega aos pequenos, médios e grandes produtores com as principais informações de boas práticas, principalmente com relação à aplicação correta de defensivos, para garantir a segurança do alimento e estar de acordo com a normativa de rastreabilidade”, afirma Cristiane. Além disso, com o treinamento, o agricultor pode ir além e buscar certificações internacionais como o GlobalG.A.P. para agregar mais valor à produção e buscar novas oportunidades comerciais. “O BayG.A.P é o primeiro passo de informação para ajudar a treinar equipe. É um treinamento que pode apoiar o produtor a implementar as boas práticas e posteriormente uma certificação como o GlobalG.A.P.”, diz Cristiane. Leia mais: BayG.A.P apoia produtores a cumprir legislação de rastreabilidade e boas práticas agrícolas em hortifrúti. Fonte: Rede AgroServices

Bayer e IICA lançam capacitação online sobre produção sustentável

Promover a agricultura sustentável é uma prioridade na agenda de quem trabalha com o campo. Para ajudar o produtor e as equipes que trabalham no dia a dia da fazenda, a Bayer acaba de lançar um treinamento on-line focado nas boas práticas agrícolas. Desenvolvido em colaboração com o GlobalG.A.P. e oferecido em colaboração com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o treinamento virtual do BayG.A.P. já está disponível para todos os produtores brasileiros. Os módulos de treinamento estão disponíveis on-line na forma de vídeo aulas com conteúdo prático, para que produtores e trabalhadores rurais possam se atualizar sem sair de casa. “Existe também a opção presencial, com três dias de treinamento para grupos de produtores, mas o formato on-line democratiza o acesso à informação, especialmente porque atinge pequenos e médios agricultores”, diz a gerente de relações com a cadeia alimentar da América Latina, Cristiane Lourenço. As sessões fornecem tópicos como manejo integrado de pragas, uso seguro de produtos de proteção de culturas, a importância da segurança dos polinizadores, rastreabilidade e muito mais. “O BayG.A.P é uma poderosa ferramenta de treinamento focada no desenvolvimento dos agricultores, relacionada às boas práticas agrícolas para a produção de alimentos seguros”, afirma o gestor de Projetos de Cooperação Técnica Internacional e Ponto Focal de Projetos para a Regional Sul do IICA Brasil, Christian Fischer. Além de todo o conhecimento a ser usado no dia-a-dia, outro grande benefício para o agricultor é o fato de o treinamento funcionar como uma preparação para os produtores que desejam obter importantes certificações internacionais, como o GlobalG.A.P, que é um pré-requisito para exportação para muitos mercados. Por outro lado, no Brasil, por exemplo, o treinamento também traz à tona a questão da rastreabilidade que, desde agosto, se tornou uma exigência para os produtores de frutas e vegetais frescos. Por esse motivo, o BayG.A.P no Brasil conta com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). “Através deste acordo, a ABRAS é responsável por promover o treinamento e incentivar a participação dos produtores. Nosso objetivo é que todas as frutas e verduras da natureza, destinadas ao consumidor final brasileiro, sejam rastreadas (da produção à logística e distribuição de estoque). Acreditamos que essas iniciativas são essenciais para garantir alimentos seguros e saudáveis à mesa dos brasileiros”, explica o superintendente da ABRAS, Márcio Milan. BayG.A.P. é um treinamento aliado do produtor e de toda a cadeia alimentar. Com boas práticas agrícolas, o agricultor atende aos requisitos de nível global, podendo expandir seus negócios para outros mercados. O treinamento está disponível desde 14 de agosto e o registro on-line para o BayG.A.P. pode ser acessado aqui. Fonte: Grupo Cultivar

Superintendente da ABRAS fala do consumidor atual no Siavs

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Marcio Milan, participou na manhã de hoje (28), do painel Demandas do Consumidor Atual, no Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (Siavs), maior evento dos setores no Brasil, que começou ontem, no Anhembi, em São Paulo. 9027 Moderado pelo pesquisador da Embrapa, Dirceu Talamini, o painel também contou com o diretor executivo, Philip Wilkinson, da 2 Sisters Food Group, da Inglaterra. Nas discussões estavam as transformações pelas quais o mercado consumidor tem passado nos últimos anos, com clientes cada vez mais exigentes e voltados às políticas que valorizem a saudabilidade e o bem-estar animal, e a necessidade dos produtores se adaptarem a esses novos comportamentos para se perpetuarem no mercado. “O consumidor nunca exerceu tanta influência na dinâmica do varejo alimentar como atualmente. A busca por produtos saudáveis tem conquistado novos adeptos a cada dia, e tem se tornado um dos principais pilares dos novos hábitos de consumo. Palavras como praticidade, sofisticação e sustentabilidade estão mais presentes no vocabulário do brasileiro. Este movimento está só no começo, e cabe ao varejo ficar atento a essa evolução”, ressaltou Márcio Milan, em sua apresentação. Também foram destacadas no painel as oportunidades de expansão dos setores de avicultura e suinocultura no Brasil, por serem considerados mercados ainda em crescimento, e, no caso dos suínos, pelo desafio de se estabelecerem no mercado como mais uma opção de produto saudável. O Siavs começou ontem, 27/8, e traz até amanhã, diversas palestras voltadas ao agronegócio, além de exposição de produtos e soluções de empresários e produtores brasileiros e estrangeiros. Redação Portal ABRAS

ABRAS debate boas práticas na produção de alimentos em curso da Embrapa

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Márcio Milan, participou, nesta segunda-feira (26), de mesa-redonda que abriu a 6ª edição do Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças, promovida pela Embrapa Instrumentação, na cidade de São Carlos (SP). Também fez parte da mesa a pesquisadora da Fundação Getulio Vargas (FGV), Luciana Marques Vieira. 9021 Sob a mediação do analista da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa, Gustavo Porpino de Araújo, Milan, que é também coordenador do programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA) da ABRAS, falou da importância das boas práticas na produção e manuseio, principalmente, de frutas, legumes e verduras, para evitar o desperdício e as perdas no autosserviço, que somaram R$ 6,7 bilhões em 2018, o que representa 1,89% do faturamento total do setor supermercadista. E ressaltou ainda a importância da educação, da comunicação e da transparência para um processo de produção e comercialização de alimentos de qualidade. Durante o curso, foram distribuídos aos participantes os folhetos “Pega Leve” e “Fique Frio”, produzidos pela Embrapa Instrumentação com o apoio da ABRAS, que trazem ilustrações e informações que podem contribuir para mudar o panorama atual de perdas no Brasil. De iniciativa do pesquisador Marcos David Ferreira, o folheto Pega Leve é direcionado ao manuseio, enquanto o Fica Frio é voltado ao gerenciamento da temperatura. O lançamento oficial dos folhetos aconteceu no dia último dia 14, no 7º Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos da ABRAS, que reuniu mais de 400 profissionais do varejo, em São Paulo. Curso Até o dia 30 de agosto, o Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças reúne representantes da cadeia produtiva para discutir sustentabilidade, boas práticas agrícolas, segurança alimentar de produtores e consumidores, entre outros temas. A programação inclui 33 apresentações, com quatro mesas-redondas e 11 oficinas práticas, e também, visita técnica a uma unidade de beneficiamento de laranja, em Araraquara, e a uma de processamento mínimo de hortaliças, em Sumaré, ambas no interior de São Paulo. O curso surgiu em 2011, com o objetivo de transferir tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros para aumentar a eficiência do setor com reduções de perdas. A edição deste ano conta com 104 participantes, de quatro regiões do País, além do Chile. Redação Portal ABRAS Com informações da Embrapa Instrumentação

Sanidade, alternativas na alimentação, bem-estar são temas da Embrapa no Siavs

As enfermidades emergentes de suínos, as alternativas para alimentação de aves e suínos e a modernização no programa de inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) são os temas com participação da Embrapa Suínos e Aves a serem debatidos no Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (Siavs 2019), promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que acontece entre terça (27) e quinta-feira (29), no Anhembi Parque, em São Paulo-SP. As interações dos pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves começam na quarta-feira, dia 28. Às 9 horas, o pesquisador Dirceu Talamini faz a moderação do painel Demandas do consumidor atual, com a participação de Philip Wilkinson, da 2 Sisters Food Group da Inglaterra, e de Marcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermerdos (Abras). Também a partir das 9 horas, a pesquisadora e chefe-geral do centro de pesquisa em Concórdia-SC, Janice Zanella, fala sobre Senecavírus durante o painel Enfermidades emergentes de suínos, com a moderação de David Barcellos (UFRGS) e a participação de Marcelo Nunes de Almeida, da Iowa State University-EUA e Luis Barcos, da OIE da Argentina. Na quinta-feira, dia 29, às 9 horas, o pesquisador Dirceu Talamini modera o painel Cereais de inverno, com a participação da também pesquisadora Teresinha Marisa Bertol, que aborda os desafios da pesquisa brasileira sobre o valor nutricional dos cereais de inverno para aves e suínos. O painel ainda terá a presença de Henk Enting, da Cargill da Holanda, Sandra Gehrke, da Seara, e de Paulo Pires, da Fecoagro. No mesmo dia, a partir das 9 horas, o pesquisador Luizinho Caron estará no painel sobre o programa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de inspeção de ante e post mortem com base de risco, com moderação de Andréa de Moura, da SFA-SP, e presença de Maria Carolina Hortêncio, do Dipoa/Mapa, e de Márcia Franke, do Mapa. Estande móvel – Além da participação nos painéis do congresso do Siavs, pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves também apresentarão trabalhos na programação científica do evento. A Unidade estará ainda na área dos expositores da feira com uma novidade. Em vez de um espaço montado em um estande, o atendimento ao público será feito na van da Embrapa. O veículo foi repassado para a Embrapa em um convênio com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e é utilizada em eventos e ações de transferência de tecnologia e de capacitação de públicos específicos. Na van, serão repassadas informações sobre as áreas de meio ambiente (rotas tecnológicas para tratamento de efluentes da suinocultura, com foco no Sistrates e compostagem de dejetos); bem-estar em suinocultura e sanidade na suinocultura e na avicultura de postura comercial, com informações específicas sobre o controle de salmonela em ambas as atividades. Os visitantes ainda poderão conhecer o Projeto TEC-DAM, com as tecnologias já avaliadas pela Embrapa Suínos e Aves para o destino correto de carcaças de animais mortos na granja. InovaAvi 2020 – Além disso, estarão disponíveis as primeiras informações sobre o InovaAvi, o primeiro desafio de ideias na avicultura, que acontece em maio de 2020 na Embrapa Suínos e Aves. A proposta é fomentar a inovação de impacto na avicultura e atrair pessoas inovadoras com ideias em qualquer estágio de maturidade, colaborando para que se tornem negócios e soluções para a cadeia produtiva. O InovaAvi é voltado para estudantes universitários ou profissionais independentes de diversas áreas de conhecimento, organizados em equipes e startups. O evento – O Siavs é considerado o maior evento da avicultura e da suinocultura do Brasil. Durante os três dias da feira, são esperados mais de 15 mil visitantes, entre compradores, técnicos, pesquisadores, consultores, estudantes, lideranças políticas e setoriais de vários países. Fonte: Ambiente Brasil

Rastreabilidade permitirá monitorar vegetais secos

Entre os projetos a serem trabalhados pelo Comitê Agro da Associação gaúcha de Supermercados (Agas) está a rastreabilidade dos produtos. Segundo André Bordignon, gestor de projetos do Juntos para Competir, no Projeto Horticultura, é tratada a rastreabilidade, através de consultorias de adequação à legislação vigente (Instrução Normativa nº 02/2018). Caso o produtor precise de um sistema rastreável com código de barras ou QR Code, deve procurar empresas terceirizadas parceiras do Programa de Rastreamento e Monitoramento de Alimentos (Rama), da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e da Agas. Rastreabilidade define uma série de procedimentos que permite detectar a origem e acompanhar a movimentação de um item ao longo de toda a cadeia produtiva, com informações e documentos registrados. Ou seja, é uma forma de conhecer a história completa e o caminho percorrido pelo produto, desde o plantio até a chegada ao consumidor. Os procedimentos foram criados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 7 de fevereiro de 2018, sendo obrigatórios em todo o País. Como principal objetivo da medida está o auxílio ao monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos. Dessa forma, desde o plantio até chegarem ao consumidor, os vegetais secos serão monitorados, e todas as etapas de produção, comercialização, exportação e importação deverão ser rastreadas. ATENÇÃO AOS PROCEDIMENTOS O que o produtor precisa fazer para atender à legislação da rastreabilidade: • Identificar o produto com rótulo/etiqueta (nome ou razão social; CPF, IE ou CNPJ, ou CGC/Mapa; endereço completo ou, quando localizado em zona rural, coordenada geográfica, ou CCIR; nome do produto; variedade ou cultivar; peso líquido ou unidade; data de embalagem; lote; não contém glúten); • Ter as informações básicas sobre a história do produto, desde o plantio até a colheita. Ex.: caderno de campo (registros dos insumos utilizados com a data da aplicação etc.); • Guardar a nota fiscal de venda do produto com informações de lote e variedade; • Apresentar receituário agronômico emitido por profissional competente. Fonte: Jornal do Comércio

Setor supermercadista registra R$ 6,7 bilhões em perdas

As perdas dos supermercados brasileiros somaram R$ 6,7 bilhões em 2018, o que corresponde a 1,89% do faturamento bruto do setor*, de acordo com a 19ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS. Dentre as principais causas de perdas citadas pelos entrevistados estão: quebra operacional, 40%, furto externo, 20%, erro de inventário, 13%, e furto interno, 7%. As seções que lideram os índices de perdas (por faturamento bruto) são: FLV (frutas, legumes e verduras), 5,54%, Rotisserie/Comidas Prontas, 5,52%, Padaria e Confeitaria, 4,12%, e Peixaria, 4,04%. Os itens que mais sofreram perdas em valor e quantidade no ano passado foram: refrigerantes, cervejas, cortes bovinos (exceto picanha), pilhas e baterias, chocolates em barra e tabletes, queijos, desodorantes, azeites e sabão em pó. “As perdas e o desperdício estão entre os maiores desafios do setor supermercadista e, somente com o trabalho em conjunto com as redes é que poderemos buscar soluções mais eficazes para mudar esse quadro. A ABRAS atua com afinco, por meio do nosso Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdícios de Alimentos para identificar os problemas em comum e desenvolver as melhores estratégias para evitar prejuízos. É muito importante entender que a prevenção não é gasto, e sim, investimento”, destaca o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto. Perecíveis e não perecíveis Dentre os principais motivos citados pelos entrevistados sobre as perdas identificadas nos perecíveis estão: validade vencida, 36,92%, e impróprio para venda, 30,03%; e nos não perecíveis: validade vencida, 39,87%, e produtos avariados, 25,68%. Prevenção Do total de respondentes da pesquisa, 66% possui área de prevenção de perdas na empresa, ante 68% no ano anterior, um decréscimo de 0,2 ponto percentual em relação a 2017. Dentre os principais motivos citados pelos supermercadistas que não possuem a área de prevenção de perdas nas lojas estão o alto custo e a falta de retorno do investimento. Na avaliação também foram identificados os recursos tecnológicos mais utilizados atualmente pelos empresários para prevenir as perdas nas lojas: CFTV (monitoramento por câmeras), coletor de dados para a realização de inventário e alarmes de acesso. Em relação às principais atividades adotadas para a prevenção de perdas, citadas pelos supermercadistas, estão: definição das metas de perdas e controle de planos de ações, treinamento para colaboradores, e processos mais cuidadosos no recrutamento e seleção. Respondentes A 19ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados foi realizada com base nas informações de 236 redes supermercadistas participantes, que somam 3.532 lojas no país. Essas redes faturaram R$ 46,3 bilhões em 2018, o que representa 13% do faturamento total do setor supermercadista. *Setor O setor de supermercados registrou faturamento de R$ 355,7 bilhões em 2018, chegando a 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O setor encerrou o ano passado com 89,6 mil lojas e 1,853 milhão de funcionários diretos ante 1,822 milhão registrado em 2017, criando 30,7 mil novas vagas de empregos no País. Fórum Desde às 9h está acontecendo no Espaço Infínitto, em São Paulo, o 7° Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos da ABRAS. Já passaram pelo evento diversos especialistas do varejo para discutir o tema e apresentar cases e soluções para evitar prejuízos nos negócios. O Fórum acontece até às 17h, com discussão final sobre a 19ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados. A cobertura completa do Fórum estará na próxima edição de setembro da revista SuperHiper, publicação oficial do setor. Clique aqui e veja a apresentação na íntegra Redação Portal ABRAS

Grupo conecta produtores de orgânicos a consumidores e garante preços mais acessíveis

Um projeto recém-lançado em Santos vem mudando a forma como muitas pessoas encaram o consumo de orgânicos. Elas não vão mais a feiras e nem a supermercados à procura de verduras, legumes e frutas sem agrotóxicos e ainda conseguem preços mais acessíveis. A possibilidade começou em março deste ano, quando o Grupo Livres passou a fazer a intermediação entre produtores de orgânicos e consumidores para criar uma rede de consumo consciente. “Há alguns motivos por que essa iniciativa é necessária. Primeiro que o Brasil é um país que utiliza muito agrotóxico e as pessoas estão se alimentando de veneno. Depois vem a exploração do trabalho dos agricultores, que por falta de condições logísticas vendem os produtos para atravessadores, que revendem para as grandes redes, que acabam vendendo três, quatro vezes mais caro para o consumidor final”, explica Guilherme Prado, um dos responsáveis pelo Livres Baixada Santista. O projeto funciona assim: a cada semana e quinzena os produtores enviam listas diferentes com os produtos disponíveis para venda. Os membros da comunidade, que hoje reúne 35 famílias, escolhem quais desejam consumir, com um valor mínimo de R$ 20. Como a maioria dos agricultores participa da Feira de Orgânicos do Orquidário, que ocorre todos os sábados, a equipe do Livres vai até lá e retira os produtos escolhidos. Na sede, a equipe do projeto monta a cesta de cada consumidor, que pode optar por retirá-la no local ou recebê-la pelo delivery, com os ecobikers. As listas, que somam quase 70 itens, também possuem produtos como arroz, feijão, geleia, mel, sucos, vinhos e café, todos orgânicos. O valor médio das compras semanais costuma ser de R$ 50 e a diferença de preços em comparação aos orgânicos das grandes redes de supermercados pode chegar a 30%. “Os produtores conseguem uma política de preço diferenciada porque a comunidade garante a eles uma renda fixa, o que é muito importante. Na feira eles nunca sabem se vão vender muito ou pouco”, relaciona Lucas Mattos, outro responsável pelo Livres, que tem uma equipe de quase 15 pessoas. O projeto trabalha com a Associação dos Produtores Orgânicos do Vale do Ribeira (Aovale); a Associação dos Produtores Orgânicos do Alto Tietê (Aproate); com o Movimento dos Sem Terra (MST), maior produtor de arroz orgânico da América Latina; e pequenos agricultores de café do sul de Minas. Breno Almeida, associado da Aovale e produtor orgânico desde 2010, lamenta que as pessoas achem que produtos hortifruti devem ser baratos e não saibam quanto custa produzir alimentos. “O maior problema do produtor é plantar toda uma safra, investir dinheiro e não conseguir vender. Os grandes, que trabalham em escala de produção, têm um custo unitário barato e ainda conseguem vender se perderem parte da safra. Já o pequeno, se plantar cem pés de alface e perder 25 por causa do clima, já são 25% de prejuízo. Com o Livres, sabemos que vamos plantar uma quantidade que está vendida, então não há prejuízo”, afirma. Antes de se tornarem membros efetivos do projeto, os interessados ingressam numa pré-comunidade para testar essa forma de consumo programado. Neste mês será lançada a segunda comunidade fixa, que espera atender mais 35 famílias. “Pedimos um compromisso moral de seis meses de permanência para que os produtores tenham uma segurança. É importante ter essa consciência”, antecipa Lucas. A jornalista Beth Soares conheceu o Livres por uma amiga. Para ela, essa forma de consumo envolve muito mais do que não se alimentar de veneno. “Há o respeito à sazonalidade dos alimentos. Não tem exploração da terra porque o plantio é programado e nem produtor e consumidor são desrespeitados. O sabor é sempre mais acentuado, dando uma a sensação de que estamos comendo algo vivo”, conta. Para aumentar cada vez mais a variedade de produtos oferecidos, o grupo mapeia a preferência dos membros da comunidade a fim de descobrir o que consumiriam no mercado orgânico. Com as respostas, os produtores ganham motivação para variar a base produtiva e as pessoas ampliam os alimentos que consomem, sabendo que o que colocam em suas mesas envolve um processo muito mais complexo do que ir ao supermercado e escolher o que se quer comer. Fonte: Diário do Litoral

Carrefour foi a rede varejista que melhor rastreou alimentos no Brasil em 2018

Pelo quarto ano consecutivo, o Carrefour recebeu da Associação Brasileira de Supermercados o Prêmio Rama na categoria Varejo, durante a apresentação do balanço anual do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). Signatário desde outubro de 2014, o Carrefour recebeu o reconhecimento pelo amplo monitoramento de fornecedores e pela transparência adotada na comunicação da iniciativa aos seus clientes. Em 2018, o Carrefour rastreou 100% dos itens da sua marca própria, que inclui também os produtos que recebem o selo Sabor & Qualidade. Em relação aos demais produtos comercializados pela rede, que não incluem a marca Carrefour, a adesão dos fornecedores chegou a 84%. Porém, ao considerar todo o quadro de fornecedores da rede, 95% aderiram ao programa. Desenvolvido pela Abras em 2011, em parceria com a empresa Paripassu, o programa Rama promove o rastreamento e monitoramento de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras, garantindo que a aplicação dos mesmos não esteja acima do nível permitido por lei. Com 56 redes varejistas participantes e 745 fornecedores, o programa possui dois pilares de atuação: rastreabilidade de todos os fornecedores cadastrados pelas empresas participantes e o monitoramento do nível de agrotóxico nos produtos. No ano passado, de acordo com a Abras, foram analisadas 612 amostras de 92 produtos e o índice geral de conformidade do programa atingiu 82% Os resultados são obtidos por meio de análises técnicas da quantidade de resíduos em amostras coletadas e os dados são disponibilizados por meio de um portal para que produtores/fornecedores e supermercadistas monitorem os produtos continuamente. Além disso, o consumidor pode rastrear os alimentos por meio do QR Code presente nas embalagens ou mesmo do portal do Rama. Desde que passou a integrar o programa, a área de Segurança Alimentar do Carrefour coletou amostras de diversos fornecedores pelo país. Atualmente, todos aqueles que integram a marca própria da rede ou que recebem o selo Sabor & Qualidade já seguem as diretrizes do Rama. A adesão ao programa e demais práticas da companhia estão alinhadas ao plano Carrefour 2022, divulgado em janeiro de 2018 pelo Grupo Carrefour, que tem como uma de suas principais ambições para os próximos cinco anos ampliar a oferta de alimentos de qualidade, confiáveis, acessíveis e a um preço justo. “Cada vez mais as pessoas desejam consumir de forma mais saudável e mais sustentável, tanto para o bem de sua saúde, como para a preservação do planeta. Para atender essa crescente demanda por informações e padrões de qualidade impecáveis sobre os produtos, o Grupo Carrefour vai liderar esse movimento global, permitindo que os nossos clientes consumam melhor todos os dias”, destaca Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil. “Diante desse objetivo, a adesão ao Rama possibilitou, há alguns anos, fortalecer ainda mais os processos de controle e rastreabilidade no Carrefour, a partir do estímulo e capacitação dos nossos fornecedores sobre as melhores práticas de produção”, destaca o executivo. Além do Rama, o Carrefour conta com outras ações de controle de qualidade dos alimentos que comercializa. O programa Sabor & Qualidade, implantado no Brasil há 16 anos, atesta o compromisso da companhia em acompanhar e oferecer a possibilidade do cliente saber a trajetória do alimento desde a sua produção. Além disso, todos os itens da marca Carrefour passam por rígidos padrões de segurança alimentar, testes laboratoriais e auditoria social, o que garante a alta qualidade e procedência dos produtos. Fonte: Falando de Varejo

Anvisa aprova novo marco regulatório para agrotóxicos

Medida torna mais clara a classificação toxicológica, com o estabelecimento de categorias e faixas de cores que vão facilitar a comunicação do perigo dos produtos. A Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa aprovou, nesta terça-feira (23/7), o novo marco regulatório para agrotóxicos, medida que atualiza e torna mais claros os critérios de avaliação e de classificação toxicológica dos produtos no Brasil. Também estabelece mudanças importantes na rotulagem, com a adoção do uso de informações, palavras de alerta e imagens (pictogramas) que facilitam a identificação de perigos à vida e à saúde humana. As mudanças foram propostas com base nos padrões do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals – GHS), consolidando a convergência regulatória internacional nessa área. Com isso, o Brasil passará a ter regras harmonizadas com as de países da União Europeia e da Ásia, entre outros, fortalecendo a comercialização de produtos nacionais no exterior. O novo marco regulatório é composto por três Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs) e uma Instrução Normativa (IN). Antes da avaliação na Dicol, as propostas foram submetidas à Consultas Públicas (CPs) em 2018. As regras passarão a valer a partir da data de publicação no Diário Oficial da União (D.O.U) e as empresas terão um ano para se adaptar às normas. O diretor Renato Porto destaca que a revisão do marco regulatório dos agrotóxicos envolveu a realização de várias consultas públicas e que o tema é uma antiga prioridade para a Anvisa. Para ele, um dos pontos importantes a ser ressaltado é a necessidade da clareza das informações colocadas nos rótulos. “A rotulagem é o que publiciza a avaliação do risco dos produtos. Por isso, a sociedade precisa conhecer o rótulo”, afirma o diretor. Para Porto, dessa forma será possível comunicar melhor os perigos ao agricultor, que é um público vulnerável às substâncias, pois é quem trabalha com os produtos e os manipula. “A partir do momento que a Anvisa permite que um agrotóxico vá para o mercado, eu preciso que o agricultor utilize esse produto conforme as instruções e que ele observe os níveis de risco. Por isso, um dos avanços grandes que temos é trazer o agricultor para o controle e fiscalização desses produtos”, disse o diretor. A relatora da proposta, a diretora Alessandra Bastos, também valorizou o fato de as novas regras trazerem benefícios para quem manipula os agrotóxicos. “É importante tornar mais clara essa comunicação para que a utilização desses produtos seja feita de mais criteriosa e mais cuidadosa”, disse a diretora. Confira aqui apresentação da área técnica sobre o tema. Mudanças nos alertas As novas regras trarão mais segurança para o mercado consumidor porque facilitam a identificação do perigo de uso. Para isso, foram ampliadas de quatro para cinco as categorias da classificação toxicológica, além da inclusão do item “não classificado”, válido para produtos de baixíssimo potencial de dano, por exemplo, os produtos de origem biológica. Uma cartela de cores ajudará ainda mais na identificação dos riscos. Por isso, a classificação em função da toxicidade aguda deverá ser determinada e identificada com os respectivos nomes das categorias e cores no rótulo dos produtos, de acordo com o estabelecido abaixo: Categoria 1: Produto Extremamente Tóxico – faixa vermelha. Categoria 2: Produto Altamente Tóxico – faixa vermelha. Categoria 3: Produto Moderadamente Tóxico – faixa amarela. Categoria 4: Produto Pouco Tóxico – faixa azul. Categoria 5: Produto Improvável de Causar Dano Agudo – faixa azul. Não Classificado – Produto Não Classificado – faixa verde A classificação toxicológica de um produto poderá ser determinada com base nos seus componentes, nas suas impurezas ou em outros produtos similares. Para cada categoria, haverá a indicação de danos em caso de contato com a boca (oral), pele (dérmico) e nariz (inalatória). Confira no exemplo abaixo: Classes Toxicológicas do GHS 8955 Além do quadro com as classes toxicológicas, está previsto o uso de outras imagens (pictogramas) do GHS para utilização em rótulos e bulas de agrotóxicos. Ampla discussão As propostas aprovadas pela Dicol foram amplamente discutidas e passaram por consultas públicas em 2018 – CPs 483, 484, 485 e 486. Antes disso, diversas iniciativas da Anvisa trataram desse tema, com a realização de consultas em 2011, 2015 e 2016, além de uma audiência pública. O resultado desse trabalho foi consolidado, entre 2018 e 2019, em três propostas de RDCs e uma Instrução Normativa. A primeira RDC trata das informações toxicológicas para rótulos e bulas de agrotóxicos, afins e preservativos de madeira. A segunda é focada nos critérios para avaliação, classificação, priorização da análise e comparação da ação toxicológica. A terceira RDC dispõe sobre os critérios para avaliação do risco dietético decorrente da exposição humana a resíduos de agrotóxicos. Por último, há uma IN que estabelece e dá publicidade à lista de componentes não autorizados para uso em agrotóxicos. As regras também preveem o uso de métodos alternativos à experimentação animal, com a remoção de exigências redundantes de testes em animais consideradas cientificamente desnecessárias para a tomada de decisão regulatória, entre outras medidas. GHS A Anvisa esclarece que o GHS define a classificação para fins de rotulagem do produto de acordo com o desfecho de morte, analisado nos estudos toxicológicos agudos. A proposta é seguir esse sistema de classificação harmonizado globalmente e estabelecer critérios científicos para comparar a toxicidade (ação tóxica) entre os produtos com base na mortalidade. O GHS foi lançado em 1992, durante a Eco-92, realizada no Brasil, e a harmonização da classificação e rotulagem de produtos químicos é uma das seis áreas programáticas endossadas pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para fortalecer os esforços internacionais relativos à gestão ambientalmente segura de produtos químicos. De acordo com dados de 2017 do Instituto do Meio Ambiente de Estocolmo (Stockholm Environment Institute – SEI), atualmente 53 países adotam os padrões do GHS e 12 têm sua implementação parcial, como é o caso do Brasil, Austrália e México. No caso brasileiro, regras do GHS já são aplicadas ao uso de produtos químicos e a normas de segurança do Ministério do Trabalho. Registro e reclassificação É importante ressaltar que os processos que envolvem o registro e o monitoramento de agrotóxicos no Brasil são realizados de forma tripartite. A Anvisa avalia questões relacionadas à saúde humana; o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) cuida das questões agronômicas e é responsável pelo registro dos produtos de uso agrícola; e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é responsável pelas questões ambientais. Com a publicação do novo marco regulatório, a Anvisa fará a reclassificação dos agrotóxicos que já estão no mercado. Para isso, o órgão já publicou um edital de requerimento de informações, que deve ser respondido pelos detentores de registro. Dos 2.300 agrotóxicos registrados no Brasil, a Anvisa já recebeu dados para reclassificação de 1.981 produtos. Por: Ascom/Anvisa Fonte: Portal ANVISA – 24/07/2019

Começa em agosto monitoramento de resíduos em vegetais e frutas

Objetivo de monitoramento e controle é dar segurança à sociedade quanto ao consumo de vegetais frescos e responsabilizar quem fizer uso incorreto de defensivos O Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vão monitorar e controlar resíduos de defensivos agrícolas em vegetais frescos e frutas a partir de 1º de agosto, procedimento denominado rastreabilidade. O objetivo é identificar os produtores e saber como foram cultivados os alimentos. Com isso, será possível dar segurança à sociedade quanto ao consumo de vegetais frescos e responsabilizar quem fizer uso incorreto de defensivos. O controle está previsto em Instrução Normativa e vai valer para os citrus (laranja, limão, lima-da-pérsia, entre outros), maçã, uva, batata, alface, repolho, tomate e pepino, cenoura, batata doce, beterraba, cebola, alho, couve, agrião, almeirão, brócolis, chicória, couve-flor, pimentão, abóbora e abobrinha, melão, morango, coco, goiaba, caqui, mamão, banana e manga. De acordo com a IN, os produtos verificados devem estar identificados com: nome; variedade ou cultivar; quantidade do produto recebido; identificação do lote e data de recebimento do produto. O fornecedor terá que informar seu nome ou a razão social (CPF, Inscrição Estadual ou CNPJ ou CGC/Mapa); endereço completo, ou quando localizado em zona rural a coordenada geográfica ou Certificado de Cadastro de Imóvel Rural Regularização de Territórios (CCIR). Eles ainda deverão manter arquivados os registros dos insumos agrícolas utilizados na produção e no tratamento fitossanitário (eliminação de pragas), além da data de sua utilização, recomendação técnica ou receituário agronômico e a identificação do lote do insumo. Dessa forma, por meio das fiscalizações, será possível identificar, inclusive, os defensivos agrícolas usados na produção. Estratégias Para mostrar a importância deste monitoramento a Coordenação Geral de Qualidade Vegetal do Mapa (CGQV) promove reuniões com os permissionários das centrais de abastecimento (Ceagesp) e com os serviços de vigilâncias sanitárias da região metropolitana de São Paulo, para discutir as estratégias de fiscalização no comércio varejista, pois houve acordo para que no varejo as fiscalizações fossem realizadas pela vigilância sanitária. Segundo o coordenador da CGQV, Hugo Caruso, é importante que todos os que trabalham com estes alimentos cumpram a norma, pois ela trará muitos benefícios, não apenas ao consumidor, mas também aos agricultores, pois estimulará a produção com uso mais racional de defensivos agrícolas. Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Superintendente da ABRAS participa de painel da Embrapa, em Holambra

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Márcio Milan, falou da importância da produção de alimentos com segurança em palestra, nesta quinta-feira (27), no Painel Embrapa de Inovação & Negócios 2019 – Hortaliças & Sustentabilidade, realizado no auditório da Hortitec, em Holambra, interior paulista. Milan, que também é coordenador do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), lançado pela ABRAS em 2012, destacou os principais pilares de trabalho da entidade nacional na conscientização da cadeia sobre a necessidade das boas práticas na produção de alimentos: educação, comunicação, e transparência. O Painel Embrapa de Inovação & Negócios 2019 – Hortaliças & Sustentabilidade reuniu representantes de diversas entidades de classe, instituições e empresas para debater a situação atual e as tendências de mercado, e também as novas tecnologias geradas pela Embrapa. Redação Portal ABRAS

Balanço Rama discute o protagonismo do setor no abastecimento dos lares

Por Giseli Cabrini e Adriana Silvestrini, do Rio de Janeiro kjkjçk Alinhar os novos anseios dos brasileiros ao dia a dia da atividade varejista é a grande inspiração da 53ª edição da Convenção Abras que tem como tema “O consumidor transformando o varejo”. Trata-se de uma mudança que prevê o envolvimento de todos os agentes da cadeia de abastecimento a fim de produzir e ofertar alimentos de qualidade e seguros, além de reduzir o desperdício e as perdas de todo o processo do campo à mesa. Essa, a propósito, foi a tônica do Balanço Rama, que abriu a programação da Convenção. “O objetivo desse painel de abertura é debater temas essenciais para o setor supermercadista voltados à rastreabilidade, segurança do alimento e boas práticas agrícolas com foco nos 28 milhões de consumidores que entram em nossas lojas todos os dias. É uma oportunidade única para compartilhar experiências e colaborar para a evolução contínua do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama)”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto. Alinhado aos três pilares da Abras – comunicação, educação e transparência -, o Rama envolve todos os elos da cadeia de abastecimento: fabricantes de insumos químicos, fornecedores de FLVs, distribuidores, supermercados e órgãos reguladores. “A produção e a oferta de alimentos seguros são de nossa responsabilidade. Daí a importância de dialogar, educar e compartilhar dificuldades e soluções com transparência”, afirmou o superintendente da Abras e coordenador do Rama, Marcio Milan. O diretor comercial da Paripassu, gestora técnica do programa, Giampaolo Buso, falou sobre a evolução do programa. “Em 2018, fizemos 768 visitas, 948 treinamentos, 4 mil atendimentos e rastreamos mais de 1,4 milhão de tonelada de alimentos, o que representa crescimento de 6%. No total, alcançamos 56 varejistas localizados nas cinco regiões do País. Pensando na dimensão do agronegócio, esses números podem parecer tímidos, mas são muito expressivos quando observados os quatro pilares do Rama: monitoramento dos resíduos, rastreabilidade, cobertura coletiva e política de correção.” Para o especialista em agronegócio, José Luiz Tejon, o varejo, em particular o setor supermercadista, tem sido protagonista nesse processo de transformação da cadeia de abastecimento para oferecer um produto com mais qualidade e mais seguro para o consumidor, além de atuar também para reduzir o desperdício. A Anvisa também esteve presente nos debates. O especialista em Regulação e Vigilância Sanitária e gerente geral de Toxicologia da Anvisa, Carlos Alexandre Oliveira Gomes, destacou o papel da agência no sentido de atuar em conjunto com os agentes da cadeia de abastecimento e não para criar entraves. “O varejo e o atacado são dois elos da cadeia essenciais para a transformação do segmento de FLVs no sentido de estabelecer padrões mínimos a serem adotados pelos seus fornecedores. E nós, da Anvisa, queremos atuar no sentido de auxiliar esse processo.” Oportunidades para desenvolver o setor FLV Boas práticas endossam boas teorias. É o que tem feito muitos empresários em busca da melhoria contínua para a cadeia de abastecimento e que foi compartilhado durante o Balanço Rama. Sob a mediação de José Luiz Tejon, diversos profissionais dividiram suas experiências desenvolvidas no setor de FLV, a começar por Carlos Fava, da Frutas Fava, cujo negócio foi premiado em fevereiro deste ano, em evento na Alemanha. Fava contou que, em função da perda alta de banana, foi em busca de uma nova tecnologia para melhorar o processo de maturação da fruta. Ele foi a Holanda e Alemanha para achar um sistema sustentável para evitar as perdas da fruta. “Não encontrei o sistema pronto, mas achei os equipamentos que podiam agregar ao meu sistema. Junto com engenheiros e técnicos no Brasil, desenvolvemos uma câmara de atmosfera controlada para amadurecimento da banana. Com esse sistema, o processo melhorou bem”, comenta Fava. De acordo com Fava, o equipamento sustentável permitiu a economia de 20% a 25% de energia, além de controlar todos os gases da fruta. Com isso, o empresário pode constatar que a fruta dura mais tempo na gôndola e as perdas diminuem. Fava lançou o sistema há três anos e já está tendo retorno do investimento. Hoje, a Frutas Fava exporta a “tecnologia da banana” para os alemães, que querem criar um equipamento semelhante. Na sequência, a palavra foi dada para Lucas Rona, gerente de marketing da Arysta, que abordou sobre o novo conceito OpenAg, adotado pela empresa e que tem a proposta de criar uma rede aberta de agricultura sem limites e sem fronteiras. “Neste tema de saúde vegetal, a gente quer agregar valor ao sistema de produção, trazendo um alimento mais seguro, respeitando todos os quesitos sociais, ambientais e que seja um alimento saudável e acessível ao consumidor”, explica Rona. As discussões nesta etapa não pararam por aí. Lideranças de empresas expressivas no mercado de FLV, como Benafrutti, Trebeschi Tomates, Vegetais Saudáveis, Rio Bonito, Bayer e Abanorte, também compartilharam importante referências com os supermercadistas. Em resumo, muitas foram as pautas debatidas no Balanço Rama e a cobertura completa deste painel será publicada na edição de maio da Revista SuperHiper. Redação Portal ABRAS

ABRAS participa da Fruit Logistica 2019 na Alemanha

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Marcio Milan, palestrou ontem (7/2) na Fruit Logistica 2019, em Berlim, na Alemanha, um dos maiores eventos de vegetais frescos do mundo. Na oportunidade, o superintendente falou do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA) da ABRAS, destacando a importância das boas práticas agrícolas no setor produtivo e na segurança da comercialização de frutas, legumes e verduras (FLV) para o consumidor. 8597 Na palestra, promovida pela Bayer, Milan falou também das experiências, dos desafios e das oportunidades do Brasil, produtor de 44 milhões de toneladas de frutas por ano e do setor supermercadista, responsável pela comercialização de 60% de FLV no país. “É muito importante essa oportunidade de falar do RAMA no exterior, um programa de adesão voluntária adotado pelos supermercados, que hoje conta com 57 redes de varejo, 32 mil produtores agrícolas participantes, e que conseguiu rastrear 6,5 milhões de toneladas de FLV desde a implantação em 2012. Um trabalho que nos orgulha bastante, e que é resultado de muita persistência, diálogo e parcerias”, declara Milan. O superintendente ressalta ainda o reconhecimento do governo federal e dos órgãos reguladores ao RAMA. “Foi preciso muita dedicação e empenho de todos para atingir a maturidade que temos hoje de ser reconhecido por atender aos requisitos da legislação brasileira (Instrução Normativa Conjunta Anvisa /MAPA nº 2 que entrou em vigor em agosto de 2018) para monitorar os índices de defensivos agrícolas presentes nos FLVs comercializados nos supermercados”, finaliza. A Fruit Logistica, uma das principais feiras do setor, reúne os principais produtores e empresários de vegetais frescos do mundo, e é realizada até esta sexta-feira (8), na capital alemã. Redação Portal ABRAS

O supermercado é a caixa registradora do agronegócio

Marcio Milan, 69 anos, trabalhou por 44 anos no grupo Pão de Açúcar. Há dois anos, ele deixou a empresa e hoje é o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Milan é o responsável por alinhar e coordenar as políticas de um setor que movimentou R$ 358 bilhões no ano passado, em 89 mil pontos de vendas. No Brasil, 27 milhões de consumidores entram nos supermercados todos os dias. “O supermercado é a caixa registradora do agronegócio”, diz. Nos próximos 12 anos, diz ele, o setor passará por uma transformação em busca de transparência. “Todos os elos da cadeia de alimentos precisarão dar um passo pra frente e outro pra trás.” Na entrevista a seguir, Milan fala de certificação, rastreabilidade e rotulagem de produtos, etapas necessárias para que o setor de alimentos se aproxime de seu principal alvo: o consumidor que busca por um estilo de vida cada vez mais saudável. DINHEIRO RURAL – Por que a rastreabilidade de produtos perecíveis no varejo, como são as frutas verduras e legumes, é difícil de ser implantada, como mostra a história da Instrução Normativa Conjunta nº 2 (INC 2) do Mapa, Anvisa e Abras? MARCIO MILAN – Os supermercados começaram a discutir esse tema em 2006. Por não ter uma legislação específica, a gente acreditava que a criação de normas poderia fazer um grande diferencial para o produtor, para mostrar as suas boas práticas, e para o consumidor interessado em produtos de qualidade. Então, depois de 12 anos temos essa instrução normativa idealizada pelo Mapa e Anvisa. E se é coincidência, ou não, estamos discutindo 2030, que é daqui a 12 anos também. RURAL – A Abras tem o Programa de Rastreamento e Monitoramento de Alimentos, o Rama. Não é mais do mesmo? MILAN – É bom partir do fato de que o supermercado é a caixa registradora do agronegócio. O Brasil vende 1,6 bilhão de toneladas de frutas, verduras e legumes nos supermercados, por ano. Hoje, 25% desse comércio é rastreado pelo Rama. Mas o programa, que começou a funcionar em 2008, é voluntário e colaborativo, onde todas as análises de resíduos são realizadas em laboratórios oficiais e colocadas em uma plataforma online. A certificadora Paripassu monitora as informações, recolhe produtos nos mercados e, caso haja alguma inconformidade na análises, é possível chegar ao produtor. Nesse caso, em 30 dias, é realizada outra análise em um ponto diferente de venda. O foco do programa é do mercado para o produtor. Mas o consumidor sabe o que ocorre através de um QR Code na embalagem. Basta ele aproximar o alimento de um leitor para saber quem produziu, como produziu e qual canal de distribuição foi utilizado. RURAL – Qual o princípio que rege a INC 2? MILAN – O programa reúne o governo com a iniciativa privada para monitorar a cadeia de frutas, verduras e legumes. Na cadeia produtiva, a INC 2 exige sempre uma posição do elo anterior. O produtor precisa mostrar como ele está produzindo. Na gôndola do supermercado, o varejo precisará mostrar para a fiscalização e os órgãos regulatórios qual a origem dos produtos. RURAL – O que mais distancia o produtor do consumidor? MILAN – No caso das frutas, verduras e legumes, a maior parte dos produtos sempre foi vendida a granel, em vascas. Quem é o dono do tomate, da laranja e assim por diante? Isso, aliado ao processo mais antigo que são as feiras. O consumidor não está habituado a conhecer a origem dos produtos. Indo para outro tipo, como as carnes bovina ou suína, por exemplo, elas eram vendidas sem marca e apenas nos açougues. Com a entrada do autosserviço ficou até um pouco mais difícil para o consumidor, porque ele perdeu o contato com o açougueiro, embora o processo tenha ganhado em produtividade. RURAL – Vale também para os produtos processados e ultraprocessados? MILAN – No caso de um produto industrializado, por exemplo biscoito, massa, feijão, óleo de soja, o consumidor consegue identificar seus atributos e diferenciais através da comunicação da empresa. É muito mais eficiente. Porque isso está na propaganda, na própria embalagem do produto industrializado. Teoricamente, nesse caso, o produtor deixou de ser relevante. RURAL – A INC 2 atende a segurança necessária aos processos de rastreabilidade? MILAN – A INC 2 trouxe todos para o jogo e ficou igual para todo mundo. Ela também está provocando uma discussão no setor produtivo, entre os elos da cadeia. Toda vez que se debruça sobre um tema, a discussão traz evolução. Hoje, com certeza, estamos subindo a régua. Mas há dois momentos. No atual, a instrução não exige tanta tecnologia e acho que o sistema pode ficar um pouco vulnerável. Mas, ao longo do tempo, a tecnologia vai oferecer essa segurança para o consumidor. Agora, de imediato, podemos afirmar que os processos estão muito claros. O produtor tem de usar o caderno de campo, onde deve anotar quando fez o plantio de um alimento, quais os defensivos utilizados em uma cultura, o processo de colheita, de embalamento e a expedição do produto para o elo seguinte, que pode ser um supermercado, um distribuidor ou uma Ceasa, que são as centrais de distribuição. E essa documentação deve ficar à disposição da fiscalização por seis meses, que é o tempo normal do ciclo desse tipo de cultura. RURAL – O conjunto dos produtores está preparado para entrar nesse jogo? MILAN – Nós sentamos com a Anvisa, o Mapa, a indústria de defensivos, o Ceagesp, que é o maior distribuidor de alimentos do País, e os produtores. Chamamos 100 produtores de folhagens, legumes e frutas, e suas associações. Foi uma grande discussão, onde todos puderam colocar as suas dificuldades, tirar dúvidas e procurar um alinhamento de como cumprir a INC 2. É um avanço histórico. O setor nunca sentou à mesa porque sempre existiu o receio do regulatório. Também passamos a listar os defensivos utilizados nos cultivos, por exemplo, para cenoura, beterraba. A pergunta era: será que um defensivo usado para cenoura pode ser usado também para beterraba? Em setembro foi criado um grupo de estudo para uniformizar a lista de quais defensivos estão sendo utilizados para determinadas cultura e aí pedir a sua extensão. Estamos trabalhando em três pilares: comunicação, educação e transparência. O supermercado tem de garantir um alimento seguro para o seu consumidor. RURAL – Para as grandes empresas e grande produtores parece fácil, mas como ficam os pequenos e os médios? MILAN – Pequenos, médios e grandes produtores e supermercados estão nessa mesa para acertar o passo. O que manda é o poder de negociação. Os grandes podem exigir mais, porque têm o domínio do negócio, mas também há dificuldades. Como comprar, por exemplo, 800 carretas de batata? O pequeno, no caso do supermercado, já não tem essa força, mas há outras oportunidades, como comprar quantidades menores de produtores que estão muito mais próximos. O fato é que o processo está fazendo o seguinte: não importa ser grande ou pequeno, os dois elos terão que andar juntos para atender ao consumidor. RURAL – Mas o pequeno produtor sempre reclamou de ser refém do varejo, sem poder de negociação. MILAN – A saída é o fortalecimento das cooperativas. Esse é o tom do futuro. O produtor precisa estar ligado a uma associação, ou a uma entidade, e ter alguém para defendê-lo. Isso vale para o supermercado menor também. Grandes grupos, como Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart têm estruturas para comprar diretamente do produtor, além de seus entrepostos. Já nas pequenas redes e nas médias é diferente. Hoje, o que ocorre é a junção dos menores em centrais de negócios. E as médias estão se estruturando para chegar próximo do modelo dos grandes grupos. Eles começaram, também, a ter centrais de distribuição e agora passaram a estruturar um setor específico para frutas, verduras e legumes. RURAL – O que vai acontecer nos próximos 12 anos, até 2030? MILAN – Haverá uma aproximação no setor. Todos os elos da cadeia terão que dar um passo à frente e outro para trás. Do consumidor, o passo para trás é saber o que está consumindo. O passo à frente é a busca por uma vida mais saudável e longeva. No comércio, o passo para trás é saber a origem do produto. O passo à frente é informar o consumidor. E para o produtor, o passo atrás é revisitar os processos de cultivo e garantir alimentos saudáveis. O passo à frente é monitorar o que o ponto de venda ou distribuidor faz com a sua produção. Outra grande mudança será no e-commerce, o comércio virtual de frutas, verduras e legumes, porque está vindo uma geração que não gosta de frequentar supermercado. Há lojas de periferia de grandes cidades que estão entrando no e-commerce e os produtos mais vendidos são os perecíveis, justamente atendendo a esse público. RURAL – O Brasil está muito distante do que faz o grande varejo americano? MILAN – Os Estados Unidos têm uma maneira de apresentação diferente da brasileira. Eles tratam melhor o produto. Por exemplo, nascem cenouras de tudo quanto é jeito, não há uma fôrma. Mas, com segregação, elas se tornam uniformes e isso agrega valor. Nós não temos a mesma estrutura e logística para esse processo. RURAL – Qual a posição da Abras sobre a rotulagem de alimentos? MILAN – Defendemos que a informação nos rótulos seja por cores. É a forma mais correta de comunicar ao consumidor, sem os extremismos dos triângulos pretos. No farol de cores a informação é clara e direta, mesmo porque a maior preocupação da sociedade está no nível de sódio, gordura e açúcar. RURAL – Os produtos processados tendem a perder espaço? MILAN – Há radicalismos em dizer que os produtos processados não são bons. A nova rotulagem de alimentos, que está sendo discutida no País, pode ajudar. Existe uma preocupação com a saúde e ela está aí. Mas nem tudo que é natural é saudável, porque isso também depende do processo produtivo. A preocupação deve vir da origem, do tomate que foi para dentro de uma lata, como ele foi cultivado e quais defensivos usados, por exemplo. A informação deve fluir na cadeia de alimentos e a comunicação é o único jeito de resolver isso.   Fonte: Dinheiro Rural

Proposta susta novas regras de rastreabilidade de vegetais frescos

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1104/18 susta novas regras de rastreabilidade de vegetais frescos destinados ao consumo humano. A proposta quer suspender a instrução normativa publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A proposta, do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), prevê que até fevereiro de 2020, todas as frutas, hortaliças e ervas aromáticas destinadas ao consumo humano deverão estar aptos a serem rastreados ao longo de toda a cadeia produtiva – ou seja, da produção à venda ao consumidor final, passando pela distribuição e estocagem.

Segundo o ministério, a norma busca monitorar e controlar resíduos de agrotóxicos nos vegetais.

Para Goergen, a norma deixou de considerar aspectos importantíssimos da agricultura brasileira. “As obrigatoriedades instituídas trazem deveres para produtores que, em muitos casos, sequer sabem ler, quanto menos organizar um sistema que atenda as diretrizes impostas.”

Entre as exigências da norma, Goergen criticou a necessidade de se possuir computadores, impressora de etiquetas, software, smartphones para leitura de QR Code. “Uma atividade que já encontra as habituais dificuldades, onde o produtor mais sobrevive do que vive, terá que somar aos seus custos operacionais mais estas despesas”, criticou o deputado.

Goergen também reclamou que a norma considera que todos os produtores estão perto de grandes centros consumidores e tenham internet e telefone.

Tramitação

A proposta será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, o texto segue para o Plenário.

Íntegra da proposta:

PDC-1104/2018

Reportagem – Tiago Miranda

Edição – Marcia Becker

Fonte: Agência Câmara Notícias – 23/01/2019.

Projeto obriga supermercados a terem espaço exclusivo para produtos da agricultura familiar em Minas

Se virar lei, um projeto aprovado nesta quarta-feira (12) pode obrigar supermercados, atacadistas e estabelecimentos varejistas a dedicarem um espaço exclusivo para a exposição de produtos provenientes da agricultura familiar em Minas Gerais. Trata-se do Projeto de Lei (PL) 3.854/16, de autoria do deputado Gil Pereira (PP), que foi aprovado em segundo turno no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), restando, agora, ser encaminhado para a sanção ou veto do governador. A proposição, no entanto, foi aprovada com um substitutivo que estabelece que a futura lei somente terá efeito se o Estado implementar um programa de certificação de produtos agropecuários provenientes da agricultura familiar. Segundo o texto aprovado, os estabelecimentos comerciais terão o prazo de 90 dias para se adaptarem à norma. Se a regra for descumprida, os comércios sofrerão sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. Outro projeto Ainda nesta quarta, outro PL que visa incentivar a agricultura familiar no Estado também foi aprovado na ALMG. De autoria do deputado André Quintão (PT), o projeto 918/15 altera a Lei 15.075, de 2004, que dispõe sobre a política estadual de apoio ao cooperativismo. A proposição acrescenta um inciso para garantir que o Poder Público deve “criar mecanismos específicos para estimular o cooperativismo na agricultura familiar”. A mesma proposição prevê também alterações na forma como as indicações na Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg) acontecem e na composição do Conselho Estadual do Cooperativismo (Cecoop). Fonte: Hoje em Dia

Nova tangerina do IAC poderá ser produzida sem defensivos agrícolas

Nova tangerina híbrida, a IAC 2019Maria está passando por processos legislativos. Com a previsão de que suas mudas sejam comercializadas até o fim deste ano. O fruto irá gerar mais renda ao produtor, pois ele não necessitará de defensivos agrícolas para proteger sua plantação do ataque de fungo que causa a mancha marrom de alternária (MMA). A colheita deverá ser mais precoce do que a variedade Murcott e se adapta a todos os tipos de solos paulistas. Maria foi criada no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, pertencente ao Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. “Ela está em processo de registro, sendo que alguns já foram conseguidos junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entretanto, ainda faltam os cadastros junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), necessário para a comercialização do material para a formação das mudas. Até o fim de 2018, terminaremos os processos e então as borbulhas da tangerina IAC 2019Maria poderão ser comercializadas”, afirmou Mariângela Cristofani-Yaly, responsável pelo estudo. A pesquisadora, ao longo do tempo, fez diversos experimentos até chegar à criação da cultivar IAC 2019Maria. “Venho trabalhando com isto há mais de 20 anos, não só na obtenção da tangerina Maria, mas em diversos outros cruzamentos, com o objetivo de criar novas opções de cultivares para o citricultor”, contou Mariângela. Segundo ela, o híbrido é resistente à MMA, causada por um fungo que atinge as principais variedades de tangerina. “A Maria é resistente à MMA, não precisa de defensivos agrícolas, o que faz com que o produtor economize em sua produção e beneficie o meio ambiente.” O fruto pode ficar maior caso o produtor faça o raleio no processo de desenvolvimento da tangerina. Se retirar os frutos pequenos, os que sobram ficam maiores. Ela é uma variedade mais precoce, com frutos mais fáceis de descascar e, de forma geral, se adapta a todas as regiões do Estado de São Paulo. “A Maria tem condições de ser exportada desde que haja interesse dos produtores. Entretanto, o mercado europeu, entre outros, prefere os frutos sem sementes e, apesar de a Maria ter menos sementes do que a Murcott, estamos trabalhando no melhoramento do fruto para que não tenha sementes”, explicou a pesquisadora sobre a possibilidade de fomentar a exportação da nova tangerina. Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

ES: Frutas e legumes poderão ser rastreados nos supermercados do estado

A partir desta terça-feira (27), frutas e legumes comercializadas nos supermercados do Espírito Santo poderão ser rastreadas pelos consumidores. A portaria que determina essa medida foi assinada em novembro de 2017 entre a Secretaria da Agricultura (Seag) e Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). A rastreabilidade permite acompanhar a movimentação dos produtos ao longo da cadeia produtiva, ou seja, identificar o caminho percorrido pelas frutas e hortaliças desde a propriedade rural em que foram produzidas até sua chegada ao destino final. A rastreamento será feito por meio de etiquetas com caracteres alfanuméricos (letras e números), código de barras, QR Code ou qualquer outro sistema que permita identificar a origem dos produtos. O objetivo do rastreamento é monitorar e controlar os resíduos de agrotóxicos nessas hortaliças frescas, produzidas e/ou comercializadas no estado. A portaria Nº 001-R/2017 determinou dois prazos para que os produtores se adaptassem ao rastreio. Em 27 de maio houve a implementação para produtos como mamão, banana, tomate, repolho, chuchu, pepino, beterraba e inhame. A partir de 27 de novembro, a determinação vale para demais produtos. Fonte: Folha Vitória

ABRAS participa de Simpósio Internacional de Agricultura Familiar

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Márcio Milan, participou na manhã desta sexta-feira (23) de Roda de Conversa do 1º Simpósio Internacional de Agricultura Familiar, na Estação Ciência Cabo Branco, em João Pessoa (PB). Na oportunidade foram debatidos os mercados institucionais e privados, associativismo e cooperativismo. 8442 Realizado pela Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) em parceria com o Instituto Federal da Paraíba (IFPB/Funetec), o Simpósio começou na quinta-feira (22) e acontece até sábado amanhã. O evento traz diversos debates e palestras sobre a importância da agricultura familiar para a população rural brasileira. O superintendente da Associação de Supermercados da Paraiba (ASPB), Damião Evangelista, também participou do Simpósio nesta sexta-feira. Redação Portal ABRAS

Entrevista: superintendente da ABRAS fala dos desafios da cadeia de alimentos

Confira no link abaixo, a entrevista do superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, na edição especial da revista Dinheiro Rural. Na oportunidade, Milan destaca os desafios da cadeia de alimentos dentre eles: certificação, rastreabilidade e rotulagem de produtos. O superintendente fala ainda das perspectivas do setor para o futuro em relação à produção de alimentos. “O supermercado é a caixa registradora do agronegócio. Nos próximos 12 anos o setor supermercadista passará por uma transformação em busca de transparência.” Clique aqui e veja a entrevista na íntegra.

Rastreabilidade visa garantir segurança de frutas e vegetais frescos

Os consumidores querem descobrir a origem dos alimentos e estão buscando produtos mais saudáveis e seguros. Para satisfazer essa demanda, os mercados estão se adaptando e a produção de frutas, verduras e legumes está passando por uma profunda transformação. Entre os reflexos dessa tendência está a Instrução Normativa Conjunta INC nº 2, elaborada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que criou uma nova norma para a rastreabilidade de frutas e vegetais frescos. A nova norma já está em vigor para os cultivos de citros, maçã, uva, batata, alface, repolho, tomate e pepino desde agosto de 2018. “Como, até então, não tinha nenhuma obrigação legal de rastreabilidade, os produtores precisam se organizar com relação às exigências. Tanto os produtores quanto os supermercados vão precisar adotar a rastreabilidade, a norma obriga a adequação de forma cronológica”, diz Marcio Milan, Superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Cronograma A INC nº 2 alerta para os prazos de cumprimento das exigências. Até 31 de dezembro de 2018, o Ministério da Agricultura fará fiscalização orientativa do primeiro grupo de produtos em vigor, com o objetivo de educar os produtores e varejistas, portanto, não haverá autuações. Após essa data, quem permanecer em situação irregular sofrerá com multas e pode perder mercados. “O maior risco para o agricultor será não conseguir vender a produção”, diz Milan. Em fevereiro de 2019, o segundo grupo de culturas começa a ser fiscalizado. A norma passará a vigorar para o terceiro e último grupo de produtos em fevereiro de 2020 (confira o cronograma completo para a implementação da rastreabilidade no fim desta matéria). Setor preocupado De acordo com o Superintendente da Abras, os supermercados e produtores estão cautelosos, buscando soluções para implementar a rastreabilidade. “A notícia da nova norma foi recebida com bastante preocupação porque o setor é muito pulverizado e envolve muitos produtores. Mas, essa preocupação trouxe algo muito positivo porque está colocando todos os setores para debater e se unir em busca da rastreabilidade”, diz ele. Regularização O produtor que está em desconformidade com a nova norma precisará organizar a rotina de produção o quanto antes. É fundamental identificar o produto com uma etiqueta que informe a origem do alimento (identificação do produtor e propriedade produtiva), a data da colheita e o lote do produto. “Essa informação tem que ir na caixa do produto ou grampeada na sacaria e o produtor precisa manter esses registros sob sua responsabilidade”, explica Milan. O controle da produção pode ser feito manualmente. No entanto, a tendência é utilizar tecnologias modernas de rastreabilidade que utilizam selos com códigos de barras e QR Codes. O produtor de Hortifruti deve adotar boas práticas agrícolas como, por exemplo, utilizar apenas defensivos registrados para a cultura, na dosagem correta e respeitando os prazos de carência e de validade conforme bula. Informações rotineiras de manejo no campo precisam ser registradas. Fiscalizações Segundo Milan, a responsabilidade do supermercado é garantir um alimento seguro para o consumidor. Para tanto, as negociações comerciais se tornarão mais exigentes e transparentes e o supermercado exigirá um alimento de qualidade, cobrando do fornecedor toda a documentação que a norma determina. “Qualquer problema identificado pelos órgãos regulatórios vai exigir a checagem no primeiro elo da cadeia, que são os dados do produtor. Acreditamos que haverá um aprimoramento das informações no preenchimento do caderno de campo”, diz Milan. Tradição em rastreabilidade De acordo com Milan, a Abras defende a questão da rastreabilidade desde 2006, quando teve início as preocupações do Ministério da Justiça sobre a questão dos resíduos de defensivos nos alimentos. “O debate foi evoluindo e a Abras foi pioneira ao procurar desenvolver um programa de rastreabilidade, que chamamos de Rama”, diz Milan. O Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama) é um projeto voluntário e os participantes trabalham de forma colaborativa. “O produtor fica responsável pela implantação da rastreabilidade, adotando boas práticas, com controle e inclusão das informações do caderno eletrônico de campo na plataforma do programa. A responsabilidade do varejo, dos supermercados, é fazer as análises laboratoriais. A empresa PariPassu faz a coleta das frutas, legumes e verduras e encaminha para análise em laboratório credenciado pela Anvisa”, explica o Superintendente. De acordo com Milan, assim que a análise é concluída, o resultado é inserido no sistema Rama. Se tiver alguma inconformidade, após 30 dias, é realizada uma nova coleta para análise e o produtor recebe orientações caso seja necessária alguma adequação na produção. “O programa tem um diferencial que é o plano de correção”, diz Milan. Atualmente, a base de produtores conta com 6 mil produtores e 52 empresas de supermercados de todo o Brasil participam voluntariamente do Rama. Esses participantes não serão impactados pela nova legislação porque já atendem as exigências de rastreabilidade. Organização da cadeia produtiva De acordo com Giampaolo Buso, Diretor da PariPassu, a nova norma formaliza a necessidade de manter registros do processo produtivo e as conexões ao longo do caminho percorrido pelo alimento. Na prática, essa formalização cria uma referência de controle importante para a cadeia primária que trará benefícios para o produtor. “É importante o produtor compreender que, para rastrear, precisa se organizar. Ao se organizar, tem melhor e mais controle sobre os seus processos. Consequentemente, aumenta sua eficiência, gerando impacto positivo no retorno financeiro da atividade”, afirma Giampaolo. A Paripassu oferece o caderno eletrônico de campo, solução necessária para cumprir a nova norma da rastreabilidade que pode ser resgatado por pontos na Rede AgroServices, confira aqui. De acordo com Giampaolo, a produção de alimentos está se tornando mais complexa por causa de variáveis diversas como as mudanças climáticas, genéticas diferenciadas e segurança do alimento. “A adoção de tecnologia é a melhor alternativa para acompanharmos as demandas de um mercado exigente e preocupado com saúde e bem estar, do indivíduo e do ambiente”, afirma o diretor da Paripassu. Segundo ele, o desafio para o setor é evoluir na qualidade dos registros que garantem a informação da rastreabilidade. “E o consumidor precisa ser estimulado a valorizar as empresas que fazem de forma correta e justa o seu trabalho. Não precisa ter um preço melhor, mas ser a preferência de compra”, diz Giampaolo. Como iniciar a rastreabilidade? Para conseguir implantar a rastreabilidade, o primeiro passo é avaliar qual a solução mais aderente para o registro das operações de produção (confira ofertas Paripassu na Rede AgroServices). No dia a dia, o produtor deve registrar as atividades associadas ao processo produtivo (plantio, manejos e colheita) na solução eleita. O Caderno de Campo é o passo número um para os registros de todas as atividades realizadas na produção. “O Caderno de Campo é a base da gestão de produção para a cadeia primária e garante ao produtor controles essenciais para a saúde, neste caso, do seu negócio”, diz Giampaolo. Para o Packing House ou casa de embalamento, o Sistema Rastreador é a solução indicada. Com ele, é possível identificar e controlar o fluxo de entrada e saída de produtos (estoque) além da integração com o sistema contábeis, obrigatório para aspectos fiscais. E, como controle de qualidade de produto e processos, o CLICQ é a solução aderente ao dia a dia de controles dos padrões, principalmente no Packing House. O código de rastreabilidade (lote) é gerado no momento da colheita e as embalagens de comercialização devem ser identificadas com uma etiqueta que traga a referência do lote. Funciona como o CPF da mercadoria. “Também é muito importante capacitar a equipe para que os controles façam parte da cultura da organização”, diz Giampaolo. Giampaolo alerta que é muito importante o agricultor nunca identificar produtos adquiridos de terceiros como se fosse de sua propriedade (origem). “Neste cenário, é importante identificar como produto de terceiro, e caso ocorra uma mistura, criar um lote consolidado. O conceito de lote consolidado (origens misturadas) é uma prática correta e aceita nos controles de rastreabilidade, desde que informada adequadamente”, explica Giampaolo. Prazos para a implementação da rastreabilidade 180 dias Citros, maçã, uva, batata, alface, repolho, tomate, pepino. 360 dias Melão, morango, coco, goiaba, caqui, mamão, banana, manga, cenoura, batata doce, beterraba, cebola, alho, couve, agrião, almeirão, brócolis, chicórea, couve-flor, pimentão, abóbora, abobrinha. 720 dias Abacate, abacaxi, anonáceas, cacau, cupuaçu, kiwi, maracujá, melancia, romã, açaí, acerola, amora, ameixa, caju, carambola, figo, framboesa, marmelo, nectarina, nêspera, pêssego, pitanga, pêra, mirtilo, cará, gengibre, inhame, mandioca, mandioquinha-salsa, nabo, rabanete, batata yacon, couve chinesa, couve-de-bruxelas, espinafre, rúcula, alho porro, cebolinha, coentro, manjericão, salsa, erva-doce, alecrim, estragão, manjerona, salvia, hortelã, orégano, mostarda, acelga, repolho, couve; aipo; aspargos, berinjela, chuchu, jiló, maxixe, pimenta, quiabo. Fonte: Rede Agro Services

Desperdício de alimentos traz prejuízos também ao meio ambiente

As perdas na produção e o desperdício de alimentos aumentam a tragédia social da fome no mundo, mas também têm impacto nocivo no meio ambiente e graves consequências econômicas. A degradação dos alimentos emite tantos gases de efeito estufa quanto todo o parque automotivo do planeta e consome um terço de insumos, com custos que jamais retornarão à cadeia produtiva. Além de nutrientes essenciais à vida, acabam no lixo recursos naturais e bilhões de reais por ano. Para evitar tais sequelas, cabe à sociedade o combate ao desperdício em todos os elos da cadeia agroalimentar. A série do Correio mostra hoje a extensão dos problemas e algumas iniciativas existentes no campo, no transporte e distribuição e nos supermercados. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calcula que um terço da produção de alimentos é perdido todos os anos. A emissão de gases com essa perda é igual à poluição por dióxido de carbono de todo o parque automotivo do mundo, explica o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, porque o óxido nitroso e o metano, resultantes da degradação, são muito mais nocivos à camada de ozônio do que o CO2, nas razões de 300 por 1 e 20 por 1, respectivamente. “Além do forte impacto na saúde pública, com transmissão de enfermidades, o apodrecimento de alimentos tem alto custo. São consumidos recursos e energia na produção e um terço disso se perde”, diz. O professor Pedro Henrique Zuchi da Conceição, do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), que orienta o trabalho Quanto vale um terço, destaca que existe um custo financeiro. “O gasto é relativamente alto, porque é preciso incluir as perdas de recursos naturais, um terço a mais de terra, de solo, de água, da biodiversidade, que é desmatada para a produção”, afirma. Grande parte é cobrada da população, embutido nos preços, mas outra parte, não. “Gargalos são associados às condições de transporte pela falta de conservação das estradas. Essa perda nem chega ao consumidor final”, ressalta. Juliana Esperanza, especialista no programa de clima da ONG ambientalista World Resources Institute (WRI) ressalta que, ao se considerar tudo que se perde e se desperdiça, globalmente, o impacto equivaleria ao terceiro país maior emissor de gases efeito estufa do planeta. “Só recentemente a agenda passou a receber atenção do setor público, mas é preciso mobilizar também o setor privado”, diz. Uma saída para driblar o problema na logística de transportes, por exemplo, seria incentivar circuitos curtos de produção. “Para evitar o deslocamento, temos que produzir mais perto da mesa”, defende. No caso das hortaliças, só os cinturões verdes em torno das grandes metrópoles do país não resolvem os problemas de perda, porque eles começam antes do transporte, ainda na colheita. O pesquisador da Emater, Carlos Balci, diz que é necessário um processo de educação “complicado junto aos agricultores”. “Arrancar manualmente o alimento provoca dano. O acondicionamento precisa ser correto, em uma caixa limpa, na quantidade adequada, porque a mecânica pode resultar em machucados que vão reduzir a vida do alimento”, explica. Técnica Depois disso, é necessário que o produto vá para a sombra, destaca a pesquisadora da Embrapa Hortaliças, Milza Moreira Lana, responsável pelo programa Estação de Trabalho junto à Cooperativa Taquara (Cootaquara), que reúne 302 produtores das zonas rurais do Distrito Federal. A instalação de barracas próximas à área de plantio reduz a perda. “Depois de colhidas, as hortaliças aumentam a respiração e começam a perder água, dois processos que aceleram a vida do alimento”, assinala. Balci, da Emater, afirma que o resfriamento minimizaria o processo de respiração, mas a tecnologia ainda é pouco utilizada no Brasil, onde 70% da produção de alimentos é proveniente da agricultura familiar. O transporte adequado também deve ser feito em caminhões fechados para evitar vento e poeira, que tiram a umidade dos alimentos. “Infelizmente, a maioria dos caminhões são de carroceria aberta. No setor, impera a informalidade”, lamenta. Quando o trabalho é feito de forma adequada, os produtores ganham mercado, observa o gerente da Cootaquara, Cairo da Rocha Rezende. “Com controle e treinamento no manejo, a melhoria é significativa. Como é um mercado muito seletivo, isso faz toda a diferença na preferência e no preço”, conta. A cooperativa movimenta entre 400 a 500 toneladas por mês no auge das safras, com uma receita anual de R$ 14 milhões. Rezende revela outra iniciativa que garante a sobrevivência dos produtores familiares que fazem parte da Cootaquara: a possibilidade de comercializar as hortaliças imperfeitas. Com um volume de lixo orgânico que passa das 290 toneladas por mês, a Ceasa-DF desenvolve vários projetos para tentar reduzir as perdas, conta o engenheiro de alimentos Marcos Aurélio Rigueira Sampaio. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que compra hortaliças imperfeitas de pequenos produtores é apenas um deles. O Banco de Alimentos, que recolhe 30 toneladas de alimentos que iriam para o lixo e os destina a 135 instituições para atender mais de 32 mil pessoas, é outro. “Nossa meta é o desperdício zero, queremos aumentar o aproveitamento para 90 toneladas”, afirma. Sampaio explica que a Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão de 400 gramas por dia de hortifrutigranjeiros e, com as doações feitas pelo banco de alimentos, a Ceasa-DF consegue prover 180 gramas por dias às pessoas atendidas. “Queremos ultrapassar de 200 gramas”, diz. Outro projeto em implementação pelo engenheiro é o centro de processamento, com desidratadores e embaladores a vácuo, que aumentarão ainda mais a vida dos alimentos para doação, e uma cozinha industrial para treinar os cozinheiros das entidades assistidas. Enquanto a iniciativa ainda não consegue recolher tudo o que pode ir para o lixo na Ceasa-DF, outras entidades entram em ação. A ONG Casulo do Saber envia voluntários ao local em dias de feira para conseguir frutas e verduras e alimentar mais de 100 crianças da Cidade Estrutural. Paulo Marques, auxiliar administrativo, e Rejane Valença, voluntária, separam maracujás podres doados por um feirante. “Dá para aproveitar mais da metade e fazer suco”, conta Paulo. Informação estratégica Para um país que produz 68 milhões de toneladas por ano de hortifrutigranjeiros e 228 milhões de toneladas de grãos, a redução das perdas é fundamental e uma meta perseguida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O superintendente de Abastecimento Social, Newton Araújo Junior, diz que é preciso agregar mecanismos e tecnologias que mitiguem as perdas. “Investimento em cadeias de frio, armazenamento adequado, transporte, galpões”, enumera. Segundo ele, a Conab pode contribuir com informações estratégicas e de inteligência ao mapear todos os perímetros do país com produção de 117 tipos de frutas e 123 de hortaliças, que, somadas às variedades, representam mais de 1,5 mil culturas. Conscientização aumenta Elos fundamentais da cadeia de alimentos, as indústrias e os supermercados desenvolvem iniciativas para evitar o desperdício, contribuem com doações e fazem campanhas de conscientização. Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta que as medidas começam a surtir efeito. Em 2017, o setor perdeu R$ 3,927 bilhões nas seções de açougue, frutas, legumes e verduras (FLV), padaria e peixaria. O montante, em 2016, foi de R$ 3,981 bilhões, R$ 54 milhões a menos. Em 2015, o desperdício representava R$ 4,8 bilhões. O superintendente da Abras, Márcio Milan, explica que a seção FLV lidera as perdas; portanto, é nela que se concentra o maior esforço. Ele afirma que, entre as medidas adotadas a conscientização da equipe é uma das iniciativas mais eficientes. Segundo Milan, a tendência para o futuro será de frutas e hortaliças com embalagens inteligentes, saindo direto do produtor para a mesa, evitando o manuseio. “Hoje já há uma consciência tanto de empresários, fornecedores como também de consumidores em aceitar comercializar e comprar produtos próximos à data de validade com preços reduzidos”, ressalta o superintendente da Abras. Práticas O Grupo Carrefour Brasil, de origem francesa, país mais desenvolvido na resolução dos problemas de desperdício, adota várias práticas. Além de doar mais de 2,5 mil toneladas de alimentos para programas de combate à fome, desenvolve programas de oferta de frutas e legumes de qualidade, porém fora do padrão de comercialização, com descontos de até 40% ao consumidor, e o Rebaixa, no qual comercializa com 50% de desconto alimentos com data de validade próxima ao vencimento. Desde que começou a doar alimentos fora do padrão, no ano passado, a rede de Supermercados Veneza conseguiu reduzir 70% do lixo orgânico das cinco lojas de Brasília. A meta é chegar a 95%, explica o gerente Givanildo de Aguiar. Por semana, a rede junta 400 quilos de frutas e verduras, que antes iam para o lixo, e doa para o programa Mesa Brasil do Sesc. “As bananas, por exemplo, caem do cacho, por maturação ou manuseio, mas estão em perfeitas condições”, diz o gerente. A indústria de alimentos também contribui com doações. A Mondelez Brasil, dona de marcas de biscoitos, refrescos e chocolates equivalem a R$ 3,7 milhões neste ano. “Cerca de 1,2 milhão de pessoas são impactadas anualmente pela iniciativa de doações, que acontece desde 2003”, informa. A Unilever investe ações de conscientização. “Hoje, o consumidor é mais consciente sobre sua responsabilidade na cadeia de desperdício e está disposto a mudar, mas precisa de estímulos e ferramentas para isso”, afirma Marina Fernie, vice-presidente da área de alimentos da Unilever no Brasil. (SK) Fonte: Correio Braziliense

ABRAS participa de debate sobre redução de perdas e desperdício da FGV EAGESP

8313 O superintendente da ABRAS, Márcio Milan, participou do evento que divulgou a pesquisa “Perspectivas para Redução de Perdas e Desperdícios em Cadeias Agroalimentares”, realizado pela FGV EAGESP, na tarde de ontem (17), na capital paulista. Apresentado pela Profa. Dra. Luciana M. Vieira, da FGV EAESP, o evento, teve o objetivo de divulgar resultados da pesquisa e provocar discussões sobre a temática propondo uma agenda de atuação comum entre os elos da cadeia. Os debates foram divididos em blocos. Celso Moretti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa e Carolina Bajarunas, da Foodtech Movement, debateram o tema Inovação, que contou com moderação de Susana Pereira, da FGV EAESP. Para debater Consumo Sustentável, participaram Carolina Siqueira do WWF e Márcio Milan, da ABRAS, com moderação de Gustavo Porpino, da Embrapa. Neste mesmo bloco, Carlos Eduardo Lourenço, da FGV EAESP, apresentou resultados do projeto Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil sobre desperdício de alimentos: Consumo familiar e desperdício. A convite de Ícaro Célio, assistente de pesquisa e Phd Candidate – EAESP/FGV foi apresentado no evento o documentário Cultura do Desperdício cujo conteúdo tem total aderência ao projeto. Clique aqui e assista o documentário. Redação Portal ABRAS

ABRAS sedia 1º Seminário de Rastreabilidade de Vegetais Frescos no dia 14/9

8289

Workshop discute a produção qualificada de alimentos agrícolas em SC (28.08)

Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Catarinense de Supermercados (Acats) e a PariPassu promovem o II Worshop da Cadeia Produtiva de SC. Será nesta terça-feira, dia 28 de agosto de 2018, às 08h30 no auditório da Fecomércio/SC (Rua Felipe Schmidt 785 – Centro – Florianópolis/SC). Esta atividade tem participação gratuita e objetiva disseminar e fortalecer boas práticas agrícolas na cadeia produtiva de alimentos. O evento dá continuidade à parceria entre as entidades para melhorar a qualificação de produtos hortifrútis colocados à disposição dos consumidores. O projeto tem a inserção do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Agrotóxicos (RAMA) da Abras com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, e conduzido pela ACATS de forma pioneira em Santa Catarina, e que já está sendo implementado em outros estados. Esse processo acontece através da cooperação técnica entre as entidades objetivando a disseminação de boas práticas agrícolas nas cadeias produtivas de alimentos. O diretor executivo Antônio Carlos Poletini alertou para o aspecto mais positivo desta mobilização e que é considerado um grande avanço em todo o ciclo da cadeia produtiva de alimentos. “A prioridade é o consumidor final, mas a grande vantagem é que todos os integrantes desta cadeia são beneficiados direta ou indiretamente com novas tecnologias e ganhos de produtividade e de qualidade do produto final que vai para a mesa dos consumidores.” Uma iniciativa da ACATS foi a de firmar um convênio com o Governo do Estado por meio da sua estrutura para o setor agrícola (Secretaria de Estado da Agricultura, Cidasc – Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, e Epagri – Epagri – Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca) para impulsionar o alcance do programa Alimento Sustentável, de rastreabilidade de alimentos, que já integra centenas de produtores rurais e redes supermercadistas de todo o Estado, e que está em franco desenvolvimento. Sem título Fonte: Assessoria de comunicação da ACATS

Perdas do setor supermercadista somaram R$ 6,4 bilhões em 2017

fórum O setor supermercadista registrou um índice de 1,82% de perdas em 2017, uma queda de 0,28 ponto percentual, na comparação com o ano anterior, de acordo com a 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, divulgada hoje (15), durante *Fórum promovido pela ABRAS, em São Paulo. Em números absolutos, as perdas somaram R$ 6,4 bilhões do faturamento bruto do setor no ano passado ante R$ 7,11 bilhões registrados na última edição da pesquisa. A avaliação, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar), contou com a participação de 218 redes supermercadistas. Dentre as principais causas de perdas registradas em 2017 pelos empresários estão: quebra operacional (36%), furto externo (15%) e erro de inventário (15%), e furto interno (10%), entre outros. Os produtos que mais sofreram perdas em quantidade, no ano passado, de acordo com a pesquisa, foram: energético, cerveja, corte bovino (exceto picanha), pilhas e baterias, chocolate em barra/tablete, queijo, sabonete, azeite e odorizador de ambiente. “A prevenção de perdas é preocupação constante da ABRAS, que por meio do seu Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos procura disseminar a cultura da área nas empresas, que precisa ser vista como um investimento e não como gasto operacional. A Avaliação de Perdas é a principal fonte de informação do setor. Somente com a identificação do que está dando errado é que podemos elaborar ações bem sucedidas, para prevenir as perdas”, destaca o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto. Prevenção Do total de respondentes da pesquisa, 68,0% possuem área de prevenção de perdas na empresa, ante 59,7% no ano anterior, um crescimento de 8% em relação a 2016. No estudo foram destacados, também, os recursos tecnológicos mais utilizados atualmente pelos supermercadistas para prevenir as perdas nas lojas: CFTV (monitoramento por câmeras), alarmes de acesso, coletor de dados para a realização de inventário, e radiocomunicador, entre outros. Em relação às principais atividades adotadas para a prevenção de perdas, citadas pelos supermercadistas, estão: treinamento para colaboradores, definições das metas de perdas e controles e planos de ações, e introdução de processos mais cuidadosos no recrutamento e seleção. Desperdício Em 2017, o setor supermercadista perdeu R$ 3,927 bilhões nas seções de açougue, FLV (frutas, legumes e verduras), padaria e peixaria. O montante em 2016 chegou a R$ 3,981 bilhões, o que resultou em uma redução de R$ 54,2 milhões de um ano para o outro. Respondentes A 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados foi realizada com base nas informações de 218 redes participantes, que somam 2.335 lojas no País, sendo que 20% das empresas respondentes têm faturamento de R$ 101 a R$ 300 milhões. *Fórum ABRAS O Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos da ABRAS, acontece até às 17h30 de hoje, na sede da entidade, na capital paulista. O evento reúne especialistas da cadeia de abastecimento para debater ações e avanços para prevenir as perdas e os desperdícios no setor. Na abertura, que contou com cerca de 300 pessoas, o superintendente da ABRAS, Márcio Milan, destacou os principais pilares defendidos pela entidade nesse processo: comunicação, educação e transparência. “Precisamos discutir isso com todos os elos da cadeia de abastecimento, que engloba desde os produtos até o consumidor final. Somente com todos juntos, é que seremos capazes de resolver o problema das perdas e desperdícios de alimentos no setor”. O superintendente também ressaltou a Escola Nacional de Supermercados (ENS) como um dos processos de capacitação do setor, por oferecer cursos que auxiliam no desenvolvimento das operações supermercadistas. A primeira parte do Fórum contou com a apresentação da Secretária do Meio Ambiente, Rejane Pieratti, da diretora da Chapman Consulting, Sônia Karin, da chefe do Centro de Pesquisa, Qualidade e Desenvolvimento da Ceagesp, Anita Gutierrez, da diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem, Luciana Pellegrino, do diretor da PariPassu, Giampaolo Buso, e do diretor executivo da Associação Brasileira de Agronegócio, Luiz Cornacchioni. A segunda parte do evento foi comandada pelo professor José Luiz Tejon, que mediou painel que contou com a presença da coordenadora técnica da Chemours, Joana Canozzi, da executiva de Negócios da GS1 Brasil, Alessandra Parisi, do consultor de Negócios da CPFL, Leonardo Camargo, do presidente da Diversey, Marco Godoy, do diretor presidente da R-Dias, Alexandre Ribeiro, e do CEO e diretor Comercial da Top Sistemas, Juliano Camargo. Além da apresentação de cases de redes supermercadistas, realizada pelo gerente de Prevenção de Perdas do GF Supermercados, Nilson Júnior, e pela coordenadora de Prevenção de Perdas do Carrefour, Marie Tarrise. A apresentação da 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados foi realizada no evento pela coordenadora do Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos da ABRAS, Mônica Reimberg, e pelo gerente de prevenção de perdas do supermercado Lopes. Clique aqui e acesse a apresentação na íntegra. Redação Portal ABRAS logotipos-forum

ABRAS promove Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos no dia 15/8

logoperdas

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) realiza no dia 15 de agosto, a partir das 8h30, mais uma edição do Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos, que este ano acontece na sede da entidade nacional, em São Paulo.

O evento reunirá diversos especialistas da cadeia de abastecimento para debater as perdas no varejo, responsáveis por 2,10% do faturamento bruto do setor supermercadista, que em valores absolutos somaram R$ 7,11 bilhões em 2016. Além disso, durante o Fórum serão discutidas também, ações para diminuir o desperdício de alimentos no País.

Na oportunidade será divulgada a 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS em parceria com o Instituto Provar.

O Fórum abrirá oficialmente a Semana Nacional de Prevenção de Perdas e Desperdício nos Supermercados, que terá início no dia 16 de agosto.

Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos

Dia: 15 de agosto

Horário: 8h30 às 17h

Local: Sede da ABRAS – Avenida Diógenes Ribeiro de Lima, 2872, 3º andar – Alto da Lapa – São Paulo

Mais informações:

(11) 3838-4544 ou cadastro1@abras.com.br

Redação Portal ABRAS

ABRAS, Mapa e Anvisa discutem prorrogação do prazo da Instrução Normativa nº2

width= Representantes dos principais elos da cadeia de abastecimento participaram de reunião ontem (26), na sede da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), para discutir a implantação da Instrução Normativa Conjunta nº 2 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos (Mapa) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), referente à aplicação da rastreabilidade na cadeia produtiva de frutas e vegetais frescos. Durante a reunião, a ABRAS solicitou a prorrogação do prazo para a vigência da norma, prevista inicialmente para o dia 8 de agosto, e aguarda retorno oficial do Mapa e da Anvisa. “Um alimento mais saudável e seguro para a população brasileira é uma preocupação da ABRAS que, desde 2012, possui o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), e sabemos da importância do envolvimento de todos os elos da cadeia produtiva no controle de defensivos agrícolas e da necessidade de capacitação do setor. Precisamos de mais tempo para trabalhar melhor a orientação nas 89 mil lojas de supermercados do Brasil, e também a comunicação aos produtores/fornecedores”, destaca o superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan. Adriana de Souza, da Anvisa, e Rosana Vasconcellos, do Mapa, ressaltaram a importância da informação no processo de pré-implantação da norma. “Sabemos que não é uma ação fácil, principalmente, por ser em nível nacional, e reconhecemos que a extensão do início da vigência da Instrução Normativa Conjunta nº 2 poderá ser benéfica para todos os elos cadeia”, pontuou Adriana. Na reunião foi acordado a elaboração de uma cartilha em parceria com a entidade nacional de supermercados para auxiliar a cadeia de abastecimento na adequação ao cumprimento da Instrução Normativa, que deverá acontecer nas próximas semanas. O material trará informações sobre o objetivo da Instrução Normativa nº 2, que é o monitoramento de resíduos de agrotóxicos, em todo o território nacional, por meio do fluxo entre a origem e o consumo de frutas e vegetais frescos, abrangendo as etapas de produção primária, armazenagem, consolidação de lotes, embalagem, transporte, distribuição, fornecimento, comercialização, exportação e importação. Também participaram da reunião representantes de associações estaduais de supermercados, de redes supermercadistas, da PariPassu, gestora técnica do RAMA, e de órgãos reguladores. Clique aqui e confira a Instrução normativa conjunta ANVISA/MAPA nº 2. Redação Portal ABRAS

Seminário GranBatata debate manejo ideal e mercado global da cultura

Com o objetivo de promover conhecimento, fomentar o debate e unir todos os elos da cadeia da batata, a Yara, líder mundial em nutrição de plantas, realizou na última semana, em Campinas, o seminário GranBatata. O encontro debateu tendências do mercado global da cultura, constituição genética, as melhores soluções para nutrição, os aspectos desejados pela indústria, além de pesquisas internacionais sobre a batata. A demanda global da cultura está crescendo; a batata é o terceiro produto mais consumido no mundo, atrás apenas do trigo e do arroz. A Ásia é responsável por 50% da produção mundial, sendo que os cinco maiores países produtores da cultura são: China, Índia, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. Atualmente, mesmo com toda a tendência por alimentos naturais, o consumo de batatas fritas e chips ainda representa 25% da demanda total do tubérculo no mundo. O Brasil possui 102 mil hectares destinados à cultura, concentrados em São Paulo, Minas Gerais e os estados da região Sul, e conta com uma produção média de 27 toneladas/hectare. Porém, há um grande potencial de incremento à produtividade, podendo chegar a 60 toneladas. Para isso, é primordial adequar a época de plantio à região, fazer análise do solo e investir em alta qualidade de sementes, nutrição equilibrada e agricultura digital. “Na Europa há muitas variedades de batatas, com diferentes cores, formatos, texturas e sabores. A oferta desses diversos tipos no Brasil pode aumentar a demanda e o valor agregado e permitir ao produtor nacional uma rentabilidade muito maior”, afirma Maarten de Voogd, gerente global da Yara International para a batata. Micro e macronutrientes impulsionam produtividade A importância de uma nutrição adequada com macro e micronutrientes foi um dos principais pontos do debate. O professor da Unesp, Rogério Soratto, reforçou que, atualmente, as cultivares estão mais produtivas e exigentes e que é fundamental considerar as necessidades de cada solo, época e sistema de cultivo. “Uma nutrição equilibrada é fundamental para melhorar a qualidade da planta e a tolerância à seca, diminuir a suscetibilidade às doenças, e aumentar o número de tubérculos e a produtividade”, disse Soratto. Nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio, magnésio, enxofre, boro e zinco são importantes para a cultura. “O programa GranBatata, desenvolvido pela Yara, ajuda a garantir a melhor qualidade do tubérculo, sanidade e valor agregado, maximizando a produtividade e aumentando a rentabilidade do agricultor”, afirma Raika Borges, especialista agronômica da Yara Brasil. O seminário GranBatata contou com palestra do engenheiro agrônomo Stenio Zanin, gerente de Sustentabilidade da PepsiCo, sobre o Programa de Agricultura Sustentável. O executivo destacou a importância da agricultura sustentável e das boas práticas como catalisadores para um melhor desempenho da atividade agrícola, a exemplo da otimização de recursos naturais como a água e o solo, bem como as emissões de gás de efeito estufa (GEE) que, caso não seja bem conduzida, poderá impactar ainda mais as mudanças climáticas, aumentando o risco potencial para os cultivos agrícolas. Marcio Milan, superintendente da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) falou sobre a importância da comunicação entre o campo e a população urbana. De acordo com ele, a transparência e a educação são fundamentais para unir toda a cadeia em prol da segurança do alimento. Durante o encontro, também foi apresentada a pesquisa realizada pela Yara, em parceria com o Ipacer – Instituto de Pesquisa Agrícola do Cerrado, sobre a influência de fontes e doses de nitrogênio na produtividade da cultura da batata. O estudo foi realizado com a variedade Asterix no Rio Paranaíba (MG) e o resultado mostrou que o nitrato de cálcio aumentou o tamanho dos tubérculos, a eficiência do uso de nitrogênio e a produtividade. Sobre Yara Em colaboração com clientes e parceiros, a Yara cultiva conhecimento para alimentar o mundo e proteger o planeta de forma responsável, para cumprir sua visão de uma sociedade colaborativa, um mundo sem fome e um planeta respeitado. Nossas soluções para nutrição de plantas e agricultura de precisão permitem aos produtores aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do produto, enquanto reduzem o impacto ambiental. Nossas soluções ambientais e industriais melhoram a qualidade do ar e reduzem as emissões, além de serem ingredientes-chave na produção de uma ampla linha de produtos. Adotamos uma cultura aberta de diversidade e inclusão que promove a segurança e a integridade de nossos colaboradores, contratados, parceiros de negócios e da sociedade em geral. Fundada em 1905 para resolver a emergente crise de fome na Europa, a Yara está presente no mundo todo, com mais de 16.000 colaboradores e operações em mais de 60 países. Em 2017, a Yara registrou uma receita de US$ 11,4 bilhões. Fonte: Jornal Dia Dia

Fiscalização: Novo sistema para alimentos frescos

Um novo sistema de rastreabilidade de alimentos frescos vai entrar em vigor no País a partir do próximo dia 8 de agosto, informou ontem o Ministério da Agricultura (Mapa) em comunicado. De acordo com a Pasta, o novo sistema de rastreabilidade estabelece no Brasil a obrigatoriedade de que todas as frutas e hortaliças deverão conter informações padronizadas capazes de identificar o produtor ou responsável no próprio produto ou nos envoltórios, caixas, sacarias e outras embalagens. O produtor deve informar o endereço completo, nome, variedade ou cultivar, quantidade, lote, data de produção, fornecedor e identificação (CPF, CNPJ ou Inscrição Estadual). Inicialmente, a medida valerá para o grupo de citros, maçã, uva, batata, alface, repolho, tomate e pepino, informou o Mapa, em comunicado. A norma pretende auxiliar o monitoramento e o controle de resíduos de agrotóxicos na cadeia produtiva de vegetais frescos destinados à alimentação humana. A identificação pode ser realizada por meio de etiquetas impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code, ou qualquer outro sistema que permita identificar os produtos vegetais frescos de forma única e inequívoca, destaca o Mapa. Conforme o ministério, o sistema foi instituído em 8 de fevereiro de 2018, a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU) da Instrução Normativa (IN) Conjunta nº 2 do Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivsa), do Ministério da Saúde. Os procedimentos serão aplicados em diferentes grupos de alimentos nos prazos de 180, 360 e 720 dias, a partir da data da publicação da IN. As atividades de fiscalização do novo sistema são complementares entre o Mapa e a Vigilância Sanitária. Do produtor até o entreposto, a responsabilidade será da Pasta da Agricultura por meio do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal. Do entreposto ao consumidor, a fiscalização será feita pelos Serviços de Vigilância Sanitária Estadual e Municipal no âmbito do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). Segundo a coordenadora de Qualidade Vegetal do Mapa, Fátima Parizzi, três situações são as mais comuns na investigação das causas e origens de irregularidades com agrotóxicos e contaminantes em produtos vegetais, sendo alimentos com resíduos acima do limite permitido; uso de produtos proibidos no País; e defensivos permitidos para uma cultura específica sendo utilizados em outra similar. Fonte: DCI

Regularização na oferta influencia queda nos preços das hortaliças

As principais hortaliças comercializadas no atacado ficaram mais baratas no último mês. O bom resultado ao consumidor é reflexo do restabelecimento da oferta dos produtos nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, como aponta o 7º Boletim Prohort, divulgado nesta terça-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Além do fim da greve dos caminhoneiros, que liberou o escoamento da produção, o segundo semestre é marcado pela entrada da safra de várias culturas, como no caso da cebola, que chegou a registrar diminuição de 40,85% no preço na Ceasa em Recife. A partir do segundo semestre, a produção da hortaliça é pulverizada pelo país com produtores do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste abastecendo os principais mercados atacadistas. Com mais produto no mercado nacional, a possibilidade de importação também caiu, o que ajuda na redução dos preços.

Também seguiram as tendências de baixa o tomate, que teve maior queda registrada em Fortaleza (42,2%), a alface, tendo como destaque a redução de 54,5% em Recife, a cenoura, com redução de 41,4% em Goiânia, e a batata com queda de 30,6% no Rio de Janeiro. Já os preços das frutas devem pesar na conta do mês. Ao analisar o comportamento da comercialização no atacado, foi verificada alta em três dos produtos analisados. A maior demanda pela maçã influencia na alta de até 16,9% registrada no Rio de Janeiro. Já a baixa oferta do mamão impulsionou o aumento nas cotações. No caso da banana, a entrada da fruta da Colômbia e do Paraguai refletiram na elevação dos preços no atacado. A melancia e a laranja chegaram a registrar queda em, pelo menos, quatro centrais analisadas. Mas, enquanto a melancia deve seguir com queda nos próximos meses, a laranja tende a registrar menor oferta do produto no mercado, já que a indústria deve intensificar a demanda da fruta para moagem. Para aliviar o bolso e economizar na feira, foram registradas algumas quedas importantes de preços para o pêssego (14%), jabuticaba e graviola (11%), maracujá (9%), agrião (26%), rúcula (18%), beterraba (16%), rabanete e jiló (12%), couve-flor e berinjela (11%). Confira aqui o estudo.   Fonte: Assessoria de Comunicação da  Conab

Bayer realiza treinamento BayG.A.P. em parceria com a ABRAS

A Bayer em parceria com a Global G.A.P., Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e PariPassu, realiza até o dia 5 de julho, na sede da ABRAS, em São Paulo, o BayG.A.P., um programa de treinamento para dar suporte aos produtores agrícolas na preparação e adequações de padrões de certificação de produção exigidos no mercado nacional e internacional. O BayG.A.P, que começou hoje (3), trabalha junto aos participantes informações sobre boas práticas agrícolas, como: gestão integrada de pragas, uso seguro de defensivos, produtos para proteção de cultivos, tecnologia de aplicação, segurança do alimento, entre outros.

O superintendente da ABRAS e coordenador do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos da entidade (RAMA), Marcio Milan, fez a abertura do evento, e falou da necessidade das boas práticas agrícolas para a cadeia produtiva. Da ABRAS também participa do treinamento Fabiana Alves, da área de sustentabilidade.

O programa é gratuito, e acontece nos dias 3, 4 e 5 das 9 horas às 17 horas. É exclusivo para consultores, que serão certificados no final do curso para replicar o conteúdo junto a equipes e produtores. No último dia, 5/7, o treinamento será realizado em uma fazenda, no interior paulista.

Redação Portal ABRAS

Congresso Brasileiro de Olericultura começa no dia 6 de agosto no MS

 

O 55º Congresso Brasileiro de Olericultura acontece de 6 a 10 de agosto de 2018, no Centro de Convenções de Bonito (MS). O evento é promovido pela Associação Brasileira de Horticultura (ABH) e, nesta edição, realizado em parceria com a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (AGRAER), Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO), Sistema Famasul e Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS). O Congresso, realizado pela terceira vez no Estado do Mato Grosso do Sul, terá como eixo de discussão a produção sustentável, qualidade de vida e o estímulo ao consumo, que serão debatidos por meio de palestras, mesas redondas, apresentação de trabalhos de pesquisa, minicursos e reuniões, além de uma assembleia geral dos associados. Os trabalhos apresentados no evento serão publicados na revista Horticultura Brasileira, em edição suplementar, indexada pela CAB. Aproveitando a proximidade com países sul-americanos, em paralelo ao evento, e no mesmo local, será realizado também, de 6 a 10 de agosto, o Encontro Latino-Americano de Horticultura, que reunirá especialistas nacionais e internacionais.   Clique aqui e confira a programação completa do evento.     Redação Portal ABRAS 
com informações da Associação Brasileira de Horticultura    

Campanha do Ministério do Meio Ambiente alerta para desperdício de alimentos

O Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, lançou, na terça-feira (3/7), a Semana Nacional de Conscientização da Perda e Desperdício de Alimentos, ao lado dos parceiros ONU Meio Ambiente, WWF-Brasil, Embrapa, Ministério do Desenvolvimento Social e Fundição Progresso. A iniciativa será realizada anualmente, na última semana de outubro, com o objetivo de reduzir as perdas e os desperdícios de alimentos em toda a cadeia produtiva e de consumo. Durante essa semana, os parceiros realizarão ações para despertar, na população, o interesse pelo assunto. Segundo Edson Duarte, o tema diz respeito às nossas vidas e ao futuro que queremos ter. “Essa campanha traz uma reflexão sobre até onde o planeta sustenta a vaidade humana. O consumo precisa ser consciente”, afirmou. A secretária de Articulação Institucional do MMA, Rejane Pieratti, convidou os parceiros a unir forças e planejar as ações para outubro, em todo o Brasil.  MMA e WWF-Brasil assinarão um Acordo de Cooperação Técnica para integrar a campanha Sem Desperdício da WWF e o Plano de Produção e Consumo Sustentáveis do MMA em ações comuns. Para o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, mudar as atitudes dos consumidores é fundamental. “Ao combater o desperdício e a perda de alimentos, combate-se também a produção de gases de efeito estufa”, disse. Ele destacou que a campanha estará em sintonia com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 12 (assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis). “Dialoga também com quase todos os outros 17 ODS, sobretudo com a redução da pobreza, o combate à fome, a agricultura sustentável e redução de emissões”, disse. O diretor executivo da WWF, Maurício Voivodic, definiu o tema como uma agenda da sociedade. “Um terço da superfície terrestre é usada para produzir alimentos. E um terço desses alimentos é perdido em algumas das etapas da cadeia”, frisou. Concluindo a conta, ele citou dados da FAO: “1,4 bilhão de hectares é a área destinada à produção de alimentos que se transformam em desperdício”. AGRICULTURA URBANA Na ocasião, foi lançado o Pequeno Guia Prático para a Agricultura Urbana. Trata-se de uma cartilha que reúne técnicas, indicações de leitura, mapeamento de iniciativas e outras informações sobre hortas urbanas. O objetivo do guia é estimular novas ações e valorizar as existentes, inclusive por meio de um mapa interativo que apresenta iniciativas inspiradoras de preservação, recuperação e produção de alimentos nas cidades. Perfeito Fortuna, administrador da Fundição Progresso desde 1999, contou como aconteceu a horta urbana no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. “Fomos invadidos por uma juventude querendo plantar. O mais necessário é isso: água e comida. O resto é o resto. Então, começamos a plantar flores e descobrimos que podíamos fazer um jardim com plantas comestíveis. Conseguimos um terreno para plantar e começamos a trazer pessoas para dar cursos, como o Ernst Gotsch, que nos ensinou a usar a matéria orgânica das podas das árvores da cidade para recuperar o terreno. Hoje, temos um mutirão para cuidar da horta e uma feira orgânica todas as terças-feiras”. O guia é uma realização da Fundição Progresso e do Ministério do Meio Ambiente com o apoio da ONU Meio Ambiente, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CBDES) e do coletivo Organicidade. Acesse aqui o Pequeno Guia Prático para a Agricultura Urbana   Fonte: Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Comissão aprova PL que reduz a venda direta de orgânicos

  A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou ontem (2/7) projeto de lei sobre novas regras que restringem a venda direta de produtos orgânicos. O texto prevê que a venda de produtos orgânicos diretamente ao consumidor seja feita apenas por agricultor familiar “integrante de organização de controle social cadastrada nos órgãos fiscalizadores”, informou a Agência Câmara. Além disso, a venda poderá ser feita sem a certificação para garantir a procedência do produto, “se o consumidor e o órgão fiscalizador puderem rastrear o processo de produção e ter acesso ao local de produção ou processamento”. Pelo projeto, os agricultores familiares poderão comercializar a produção própria, de outros produtores certificados ou de produtos com a certificação prevista na Lei da Agricultura Orgânica. A comercialização deverá ocorrer em feiras livres ou em propriedade particular. Atualmente, a venda de produtos orgânicos pode ser feita em estabelecimentos como supermercados desde que a mercadoria tenha o selo SisOrg, obtido por auditoria ou fiscalização. Organização – Pela Lei da Agricultura Orgânica, os agricultores familiares são os únicos autorizados a realizar vendas diretas ao consumidor sem certificação, desde que participem de organização de controle social. O relator do projeto, deputado Luiz Nishimori (PR-PR), afirmou que “um regramento mais rígido para a venda direta de produtos orgânicos trará benefícios aos produtores que verdadeiramente investem e observam os preceitos da agricultura orgânica, assim como para os consumidores”. A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário da Câmara. Fonte: Reuters  

Painel Embrapa Inovações & Negócios começa dia 21 em Holambra

8089 A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e seus parceiros promovem nos dias 21 e 22 de junho, a partir das 13h30, o Painel Embrapa de Inovação & Negócios: novas tecnologias para a produção de hortaliças, no auditório da Hortitec, em Holambra (SP). O evento visa proporcionar a articulação e discussão entre os participantes, identificar as oportunidades de negócios relacionados às cadeias produtivas de hortaliças, além de promover a cooperação com a Embrapa. O Painel irá apresentar a situação atual e as tendências de mercado de hortaliças, de acordo com o olhar de diferentes empresas, instituições e associações representativas do setor, e mostrar as novas tecnologias (ou recentemente disponibilizadas) geradas pela Embrapa aos participantes. Dentre os temas das palestras que serão apresentadas no evento estão: O supermercado e o mercado de hortaliças, Tecnologias de cultivares: oportunidades para parceria, A indústria de equipamentos e o mercado de hortaliças, entre outros. Durante o evento, também serão compartilhadas com o público experiências de licenciados e parceiros da Embrapa. Clique aqui para mais conhecer a programação completa do evento. Redação Portal ABRAS/Embrapa

Agricultura familiar do Brasil é 8ª maior produtora de alimentos do mundo

Levantamento feito pelo portal Governo do Brasil mostra que a agricultura familiar tem um peso importante para a economia brasileira. Com um faturamento anual de US$ 55,2 bilhões, caso o País tivesse só a produção familiar, ainda assim estaria no top 10 do agronegócio mundial, entre os maiores produtores de alimentos. Os dados fazem parte de uma comparação entre dados do Banco Mundial e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Quando se soma a agricultura familiar com toda a produção, o Brasil passa de oitavo maior para a quinta posição, com faturamento de US$ 84,6 bi por ano. “O crescimento do Brasil passa pela agricultura familiar. O agricultor familiar tem grande importância para o crescimento do Brasil”, afirma o secretário da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Jefferson Coriteac. De acordo com o último Censo Agropecuário, a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Além disso, é responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do País e por mais de 70% dos brasileiros ocupados no campo. Peso da agricultura familiar na produção A agricultura familiar ainda produz 70% do feijão nacional, 34% do arroz, 87% da mandioca, 46% do milho, 38% do café e 21% do trigo. O setor também é responsável por 60% da produção de leite e por 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos. Coriteac explica que 84% dos estabelecimentos rurais são de agricultores familiares. “E pelo novo censo agropecuário que está sendo feito, a tendência é esse número crescer cada vez mais, principalmente com a procura por produtos agroecológicos”, afirma. O secretário ainda relata que o governo trabalha com uma série de políticas públicas para reduzir o êxodo rural e tornar a produção dessas famílias mais eficiente. Entre elas, uma das mais importantes é da titulação da terra. Com esse título, esses trabalhadores ganham acesso a crédito rural e a programas como os de assistência técnica. O que é um agricultor familiar A Lei 11.326/2006 diz que agricultores familiares são aqueles que praticam atividades no meio rural, possuem área de até quatro módulos fiscais, mão de obra da própria família e renda vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento por parentes. Também entram nessa classificação silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. Fonte: Suíno Cultura Industrial

Workshop SuperHiper discute perdas e desperdícios no setor supermercadista na Paraíba

8047 O Workshop SuperHiper – Perdas e Desperdícios, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e Associação de Supermercados da Paraíba (ASPB), reuniu cerca de 150 pessoas entre empresários e executivos do setor supermercadista e atacadista, ontem (24), no Shopping Sebrae, em João Pessoa. O evento tem o objetivo de fornecer as ferramentas necessárias para que os empresários e gestores possam entender o impacto direto dos desperdícios tanto no aspecto econômico quanto social. “O principal é o conhecimento para ajudar na gestão de loja, que é a base de tudo para gerenciar melhor o negócio. Por isso faremos também outros dois workshops, sendo um em julho sobre ‘Operação de Lojas’ e outro em setembro com foco em ‘Gestão de Rupturas'”, explica o superintendente da ASPB, Damião Evangelista. De acordo com o superintendente da ABRAS, Márcio Milan, além do conhecimento adquirido pelos participantes, o momento é importante para o comércio como um todo. “Durante muitos anos existiu uma preocupação com as perdas que ocorriam nos supermercados, e muitas vezes, se deixava de lado o desperdício que essa perda gerava na cadeia. Essa visão geral de que toda perda gera desperdício traz uma relevância social e acreditamos que com isso o supermercado e o comércio, de modo geral, vão conseguir dar uma atenção maior para diminuir esse desperdício. Em todo o país, por exemplo, são 89 mil lojas e elas perdem por ano cerca de R$ 1,22 bilhões só com o desperdício de frutas, legumes e verduras”, esclarece. Palestrantes Essas perdas podem ser evitadas com a reorganização dos processos internos das empresas atrelada a uma gestão específica de controle dos desperdícios. Para tornar a explicação mais dinâmica, os palestrantes Monica Reimberg (Sonda), Ivan Moreira (Walmart), Temístocles Galdino (Ayumi) e Felipe Araújo (Rede Compras) apresentaram cases de sucesso desse tipo de gerenciamento, mostrando como a redução de perdas de produtos influencia no aumento dos ganhos. A superintendente de Prevenção e Perdas da Rede Sonda de Supermercados, Monica Reimberg, ressalta que o momento é para entender a importância de prevenir o desperdício em todas as áreas do estabelecimento. “Quanto mais você controla é possível enxergar o que acontece na empresa, a importância e o ganho que isso traz. Para isso, é preciso cautela, observar bem o contexto e conseguir aliados dentro da empresa, sobretudo os proprietários. Sem eles não é possível fazer prevenção de perdas”, avalia. Para o gerente Regional de Prevenção de Perdas do Walmart, Ivan Moreira, atuar contra o desperdício nos supermercados é um suporte para a entrega de lucratividade. “Nesse ambiente de vendas o que for possível fazer para que sobre algum dinheiro no lucro operacional, ou seja, que é a conta até onde a empresa pode ir, temos um papel fundamental. Quanto menos perdas mais lucratividade. Se tivermos processos bem definidos, além da parte tecnológica e a atitude das pessoas nas áreas de operações, temos um diferencial para a prevenção”, analisa. Além desses aspectos, outro destaque do evento foi a relação entre supermercadistas e os produtores da agricultura familiar. De acordo com dados da Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP), na Paraíba há 148 mil agricultores familiares e também 181 empreendimentos formais desse tipo (associações ou cooperativas). “A agricultura familiar no Brasil representa 70% da produção dos alimentos que vão às mesas. Então, fazer um diálogo com os supermercadistas (quase 90% do que se consome de alimentos são adquiridos nos mercados) é fazer uma aliança entre a produção e o comércio, reduzindo os atravessadores e os preços”, enfatiza o consultor da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário do Governo Federal, Vitor Corrêa. Para o gerente comercial da Rede Menor Preço, Anderson Melo, o Workshop é uma iniciativa que traz benefícios diretos para os supermercadistas. “Nós precisamos de mais capacitação, conhecimento direcionado para o nosso negócio e a área de prevenção de perdas sem dúvida é uma das principais do supermercado. Não adianta só ganhar margem nos produtos por meio das promoções, mas também evitar que o lucro vá embora com as perdas. Então todo conhecimento que vem e pode nos ajudar a diminuir perdas é muito válido”, analisa. Além disso, a gestão adequada pode refletir diretamente no que é repassado para o consumidor, como avalia o diretor comercial da São Braz, Valber Santos. “Esse momento é de tamanha importância para o nosso negócio, tanto para o fornecedor como o supermercadista e inclusive beneficia o comprador. É imensurável a quantidade da perca a cada operação e quando isso estiver sob controle certamente vai se conquistar um percentual de economia no negócio, consequentemente transferido ao consumidor.” O Workshop SuperHiper – Perdas e ganhos está inserido no calendário de eventos que antecede a Convenção Paraibana de Supermercados (Consuper), que acontecerá em outubro, com o tema ‘Otimização: Gestão por Resultados’. Melissa Paulino – Assessoria de Comunicação ASPB/Redação Portal ABRAS

AGAS promove seminário sobre rastreabilidade de alimentos

A Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) realizou hoje (15) o seminário Rastreabilidade – Qual a minha responsabilidade no controle de agrotóxicos em FLV. Durante o evento, que aconteceu no Hotel Ritter, em Porto Alegre, foi abordada a importância do monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos em vegetais frescos pela rastreabilidade, com base na Instrução Normativa Conjunta entre a Anvisa e o Ministério da Agricultura, INC nº 02. Os participantes também receberam informações sobre o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), existente desde 2012, e lançado no RS, em outubro de 2017 em parceria com a AGAS. 8024 O diretor da associação gaúcha, José Eduardo, falou no evento da necessidade das empresas adotarem um programa de rastreabilidade e monitoramento de alimentos. “Hoje, a seção de hortifrúti é a segunda com maior índice de perdas sobre o faturamento no setor supermercadista gaúcho, com 7%, atrás apenas da Rotisseria. Isso é um sinal de que toda a cadeia pode se profissionalizar e melhorar sua operação.” O superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan, participou do seminário e destacou a eficiência do programa no controle do uso de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras vendidos nos supermercados brasileiros por intermédio da rastreabilidade, e a segurança que oferece aos consumidores. Mediado pela jornalista Gisele Loeblein, colunista da editoria de agricultura do jornal Zero Hora, o painel contou também com as presenças: da promotora de justiça do RS, Caroline Vaz, do diretor técnico operacional da Ceasa/RS, Ailton Machado, do coordenador de horticultura e vitivinicultura do Sebrae/RS, André Luis Bordignon, do diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Lino Moura, e do superintendente federal de agricultura no RS, Leandro Luis Kroth. RAMA O RAMA é um programa de rastreabilidade e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela ABRAS, de adesão voluntária, que fomenta as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores. No ano passado, o total de FLV rastreado pelo RAMA chegou a 1,4 milhão de toneladas. Redação Portal ABRAS

Grandes grupos investem em rastreabilidade

Com o aumento do nível de exigência dos consumidores e da demanda por alimentos saudáveis, grandes grupos como Walmart Brasil, Carrefour e Pão de Açúcar estão investindo em projetos de rastreabilidade de produtos. Pesquisa realizada este ano pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), em parceria com o Ibope, sinaliza que o acesso a frutas, legumes, verduras e carnes frescas é a principal prioridade do consumidor nas lojas, atrás apenas do preço baixo. As ações de rastreabilidade pretendem disponibilizar para os clientes mais informações sobre as mercadorias, incluindo origem, composição e manuseio. Também funcionam para controlar o “caminho” dos alimentos, desde o produtor até as gôndolas. Envolver os pequenos produtores, mais carentes de recursos tecnológicos, é um dos principais desafios do setor. Para Márcia Rossi, gerente nacional de qualidade e segurança dos alimentos do Walmart Brasil, com 450 lojas, iniciativas que visam identificar a origem dos produtos podem ajudar as marcas a conquistar maior confiança do consumidor. “Ele precisa ter segurança para comprar de olhos fechados”, diz. Se o cliente leva para casa um melão fatiado, deve saber de onde veio a fruta e quando foi manuseada, afirma. Entre as iniciativas de rastreabilidade do grupo está o programa “Pecuária + Sustentável”, criado para garantir que toda carne bovina comprada pela marca no Brasil não tenha contribuído para o desmatamento da Amazônia. As mercadorias ganham o selo “Carne 100% Monitorada”. “Há quatro anos, também lançamos um programa de qualificação de fornecedores de hortifruti e monitoramento de resíduos de agrotóxicos”, diz. A iniciativa inclui auditorias nos fornecedores, análises de amostras de frutas e verduras, além da identificação de produtos por códigos que permitam rastreá-lo desde a origem. No ano passado, o Clube dos Produtores do Walmart Brasil completou 15 anos. Lançado em 2002, apoia a agricultura familiar, com o objetivo de oferecer a pequenos e médios produtores rurais mais oportunidades no grande varejo. No final de 2016, 14% das hortaliças da marca foram compradas diretamente de agricultores ligados ao programa, segundo a empresa. Júlia Carlini, gerente de qualidade e segurança alimentar do Carrefour, afirma que a rede aderiu ao Programa de Rastreamento e Monitoramento de Alimentos (Rama) em 2014. O movimento, que engloba frutas, legumes e verduras foi idealizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e suas filiadas estaduais. Tem como meta supervisionar, por meio de análises técnicas, o limite legal da aplicação de defensivos agrícolas nos produtos. Começou com um projeto piloto em 2011 e hoje reúne 47 varejistas. O número de fornecedores acompanhados passou de 150, em 2013, para 984, em 2017. Dos itens rastreados, a maior parte, ou 44,6%, vêm da região Sul, seguida do Sudeste (34,7%). No ano passado, o Carrefour foi eleito pelo Ramas a rede que melhor rastreou alimentos no Brasil. A companhia usa QR Codes (série de códigos em uma imagem quadrada) para identificar a origem e o destino das mercadorias. Desde 2014 mantém um mapeamento de risco que identifica resíduos não autorizados nas ofertas. “Oitenta e dois por cento dos nossos fornecedores já aderiram”, diz. Fonte: Valor Econômico

AGAS promove seminário sobre rastreabilidade de alimentos

A Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) realizou hoje (15) o seminário Rastreabilidade – Qual a minha responsabilidade no controle de agrotóxicos em FLV. Durante o evento, que aconteceu no Hotel Ritter, em Porto Alegre, foi abordada a importância do monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos em vegetais frescos pela rastreabilidade, com base na Instrução Normativa Conjunta entre a Anvisa e o Ministério da Agricultura, INC nº 02. 8024 Os participantes também receberam informações sobre o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), existente desde 2012, e lançado no RS, em outubro de 2017 em parceria com a AGAS. O diretor da associação gaúcha, José Eduardo, falou no evento da necessidade das empresas adotarem um programa de rastreabilidade e monitoramento de alimentos. “Hoje, a seção de hortifrúti é a segunda com maior índice de perdas sobre o faturamento no setor supermercadista gaúcho, com 7%, atrás apenas da Rotisseria. Isso é um sinal de que toda a cadeia pode se profissionalizar e melhorar sua operação.” O superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan, participou do seminário e destacou a eficiência do programa no controle do uso de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras vendidos nos supermercados brasileiros por intermédio da rastreabilidade, e a segurança que oferece aos consumidores. Mediado pela jornalista Gisele Loeblein, colunista da editoria de agricultura do jornal Zero Hora, o painel contou também com as presenças: da promotora de justiça do RS, Caroline Vaz, do diretor técnico operacional da Ceasa/RS, Ailton Machado, do coordenador de horticultura e vitivinicultura do Sebrae/RS, André Luis Bordignon, do diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Lino Moura, e do superintendente federal de agricultura no RS, Leandro Luis Kroth. RAMA O RAMA é um programa de rastreabilidade e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela ABRAS, de adesão voluntária, que fomenta as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores. No ano passado, o total de FLV rastreado pelo RAMA chegou a 1,4 milhão de toneladas. Redação Portal ABRAS

Supermercados optam por agricultor local para rastrear melhor orgânicos

A fim de garantir a devida origem e pureza de alimentos classificados como orgânicos, redes varejistas de diversos tamanhos têm elevado o esforço no monitoramento do trajeto que o produto percorre até as gôndolas e, para isso, priorizam mais negócios com produtores locais. Redes como Carrefour, Pão de Açúcar e – de menor porte – Savegnago apostam no discurso em favor da saudabilidade alimentícia e gama de produtos orgânicos dentro de suas marcas próprias e descentralizam seus fornecedores do eixo Rio-São Paulo. Para o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, os orgânicos estão mais disseminados e a tendência é que apresentem incremento nos próximos anos, por motivos que vão além da saudabilidade. “A preocupação com a saúde ainda é a que mais impulsiona o consumo [destes produtos] no Brasil. Porém, para um determinado grupo de consumidores, a principal motivação para o consumo destes produtos são questões ligada ao meio ambiente”, destaca Milan. “Acredito que o mercado de orgânicos nacional vá crescer substancialmente dentro de cinco anos e, em torno de dez anos, chegaremos ao patamar de produção de países como Inglaterra e regiões da França”, afirma o diretor de sustentabilidade do Carrefour, Paulo Pianez. Segundo a empresa, a descentralização de fornecedores, com o surgimento de produtores locais próximos às unidades da rede, já pode ser vista nas regiões Centro-Oeste e Sul. De acordo com ele, no Brasil, a rede varejista francesa está investindo em um movimento para converter seus distribuidores tradicionais em produtores mais engajados na produção “agroecológica” – conhecida também como uma prática agrícola ligada à sustentabilidade. “Não basta fazer essa conversão, isso também tem que ser visto em valores mais acessíveis e competitivos dos nossos produtos orgânicos”, afirma Pianez, destacando que a popularização dessa categoria de alimentos acarretaria em uma diminuição dos preços. O diretor afirma que a variação do preço dos alimentos orgânicos é de 20% a 50% em relação aos itens tradicionais. O Carrefour começou há dez anos a trabalhar por meio de sua marca própria nessa categoria de produtos sem agrotóxico. Atualmente, o sortimento de hortifruti “natural” da rede varejista corresponde a mais de 12% de toda a variedade de frutas, legumes e verduras do negócio. Em 2017, a empresa foi eleita – pelo Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama) – como a rede que melhor rastreou seus alimentos no Brasil. Com 46 varejistas participantes, a iniciativa tem como objetivo supervisionar, por meio de análises técnicas, que o limite legal da aplicação de defensivos agrícolas nos produtos seja respeitado. Também com marca própria de orgânicos – batizada há dez anos como Taeq –, a rede de supermercados Pão de Açúcar vislumbra um aumento no número de produtores cadastrados caso haja um incremento na demanda por essa categoria de alimento. Hoje, o negócio conta com mais de 1,6 mil itens deste tipo. “Inicialmente contávamos com uma variedade menor de produtos – bastante concentrada em frutas, verduras e legumes. Porém, nos últimos anos, o mercado cresceu e hoje já é possível encontrar alternativas orgânicas em quase todas as categorias como palmito, azeite, sucos, biscoitos, massas, energéticos e vinhos”, disse o Grupo GPA por meio de comunicado. Portes menores A disseminação dos produtos orgânicos também se dá em redes menores. É o caso da Savegnago, que tem como principais fornecedores pequenos agricultores e cooperativas locais. Para o gerente comercial, Belchior Martins, porém, um dos principais desafios a ser enfrentados está relacionado a acessibilidade. “Os valores variam muito, mas geralmente está em torno de 30% a 50% mais caro. Com maior produtividade e tecnologia os valores tendem a ficar mais acessíveis”, comenta. Fonte: DCI

AGAS realiza seminário sobre rastreabilidade no dia 15 de maio

No dia 15 de maio, a Associação Gaúcha de Supermercados – AGAS realizará o seminário Rastreabilidade – Qual a minha responsabilidade no controle de agrotóxicos em FLV? em Porto Alegre, a partir das 14h, o Hotel Ritter (Largo Vespasiano Júlio Veppo, 55 – Centro Histórico). Durante o evento será abordada a importância do monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos em vegetais frescos por intermédio da rastreabilidade, com base na Instrução Normativa Conjunta entre a Anvisa e o Ministério da Agricultura, INC nº 02. O encontro organizado pela AGAS buscará destacar a relevância de as empresas adotarem um programa de rastreabilidade e monitoramento de alimentos que atenda a legislação vigente. Gratuito, o painel destina-se a varejistas, fornecedores, produtores e público geral. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail eventos@agas.com.br. Fonte: Assessoria de Comunicação da AGAS

Carrefour foi a rede varejista que melhor rastreou alimentos no Brasil em 2017

Pelo terceiro ano consecutivo, o Carrefour recebeu da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) o Prêmio RAMA na categoria Varejo, durante a apresentação do balanço anual do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA). Signatário desde outubro de 2014, o Carrefour recebeu o reconhecimento pelo amplo monitoramento de fornecedores e pela transparência adotada na comunicação da iniciativa aos seus clientes. Em 2017, o Carrefour rastreou 100% dos itens da sua marca própria, que inclui também os produtos que recebem o selo de qualidade Garantia de Origem. Em relação aos demais produtos comercializados pela rede, que não inclui a marca Carrefour, a adesão dos fornecedores chegou a 82%. Porém, ao considerar todo o quadro de fornecedores da rede, 95% aderiram ao programa. Desenvolvido pela ABRAS em 2012, em parceria com a empresa Paripassu, o programa RAMA promove o rastreamento e monitoramento de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras, garantindo que a aplicação dos mesmos não esteja acima do nível permitido por lei. Com 46 redes varejistas participantes e 984 fornecedores, o programa possui dois pilares de atuação: rastreabilidade de todos os fornecedores cadastrados pelas empresas participantes e o monitoramento do nível de agrotóxico nos produtos. No ano passado, de acordo com a ABRAS, foram analisadas 944 amostras de 95 produtos e o índice geral de conformidade do programa atingiu 69%. Os resultados são obtidos por meio de análises técnicas da quantidade de resíduos em amostras coletadas e os dados são disponibilizados por meio de um portal para que produtores/fornecedores e supermercadistas monitorem os produtos continuamente. Além disso, o consumidor pode rastrear os alimentos por meio do QR Code presente nas embalagens ou mesmo do portal do RAMA. Desde que passou a integrar o programa, a área de Segurança Alimentar do Carrefour coletou amostras de diversos fornecedores pelo país. Atualmente, todos aqueles que integram a marca própria da rede ou que recebem o selo Garantia de Origem já seguem as diretrizes do RAMA. A adesão ao programa e demais práticas da companhia estão alinhadas ao plano Carrefour 2022, divulgado em janeiro deste ano pelo Grupo Carrefour, que tem como uma de suas principais ambições para os próximos cinco anos ampliar a oferta de alimentos de qualidade, confiáveis, acessíveis e a um preço justo. “Cada vez mais as pessoas desejam consumir de forma mais saudável e mais sustentável, tanto para o bem de sua saúde, como para a preservação do planeta. Para atender essa crescente demanda por informações e padrões de qualidade impecáveis sobre os produtos, o Grupo Carrefour vai liderar esse movimento global, permitindo que os nossos clientes consumam melhor todos os dias”, destaca Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil. “Diante desse objetivo, a adesão ao RAMA possibilitou, há alguns anos, fortalecer ainda mais os processos de controle e rastreabilidade no Carrefour, a partir do estímulo e capacitação dos nossos fornecedores sobre as melhores práticas de produção”, destaca o executivo. Além do RAMA, o Carrefour conta com outras ações de controle de qualidade dos alimentos que comercializa. O programa Garantia de Origem, implantado no Brasil há 16 anos, atesta o compromisso da companhia em acompanhar e oferecer a possibilidade do cliente saber a trajetória do alimento desde a sua produção. Além disso, todos os itens da marca Carrefour passam por rígidos padrões de segurança alimentar, testes laboratoriais e auditoria social, o que garante a alta qualidade e procedência dos produtos. Grupo Carrefour Brasil Há mais de 40 anos no país, o Grupo Carrefour Brasil é reconhecidamente pioneiro no mercado varejista. A partir de uma plataforma omnicanal e multiformato, está presente em todos os estados, além do Distrito Federal. Atualmente, conta com os formatos Carrefour (hipermercado), Carrefour Bairro (supermercado), Carrefour Express (varejo de proximidade), Carrefour.com (e-commerce), Atacadão (atacado e atacado de autosserviço) e Supeco (atacado de autosserviço de proximidade), além de oferecer serviços diversos para a conveniência dos clientes, como postos de combustíveis, drogarias e serviços financeiros. Segunda maior operação dentre todos os países nos quais o Grupo Carrefour atua, a empresa registra a cada mês cerca de 26 milhões de compras em seus mais de 590 pontos de vendas. Com faturamento de R$ 49,1 bilhões em 2016 e uma equipe de mais de 80 mil colaboradores no Brasil, a companhia é a maior distribuidora de alimentos do país, o maior varejista de capital aberto e umas das 15 maiores empresas listadas na bolsa brasileira. No mundo, o Grupo Carrefour está presente em mais de 30 países, sendo 10 com operações próprias, e emprega mais de 384 mil colaboradores. Com mais de 12 mil lojas espalhadas pela Europa, Ásia e América Latina, está presente na vida de 105 milhões de clientes. Atualmente, mais de 13 milhões de compras são realizadas a cada dia em seus diversos formatos distribuídos pelo mundo. Em 2016, o volume de negócios da companhia totalizou € 103,7 bilhões. Fonte: Assessoria de Comunicação do Carrefour

Evento RAMA debate rastreabilidade e segurança do alimento na Convenção ABRAS

Garantir a ampla produtividade de FLV e, ao mesmo tempo, o bem-estar dos consumidores são desafios bastante complexos que o País precisa enfrentar e que necessitam do envolvimento de todos os atores da cadeia de abastecimento. Essa, a propósito, é uma das principais bandeiras levantadas pela Abras, que aproveitou a abertura da sua 52ª Convenção, iniciada na segunda-feira (19), para promover um amplo debate sobre o tema. A programação foi iniciada pelo balanço 2017 do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama), criado pela Abras, que analisou, no ano passado, 944 amostras de 95 produtos. Os cinco melhores índices de conformidade foram encontrados em: banana, mamão, batata, laranja e cebola. O índice geral de conformidade do Rama foi de 69%. No total, a iniciativa já abrange 984 fornecedores e 46 redes supermercadistas e está presente em todas as regiões do País. No ano passado, o programa efetuou 877 auditorias voltadas a verificar a conformidade de dados. Durante esse processo, 656 fornecedores receberam orientações. Foram realizadas, também, 1.922 avaliações em lojas de redes participantes, sendo que 126 estabelecimentos foram auditados.

Presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto

Presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto

“Precisamos trabalhar sempre para que o sistema alimentar brasileiro tenha cada vez mais qualidade, menos desperdício e maior segurança, a fim de gerar benefícios para todos os agentes da cadeia de abastecimento: fornecedores, supermercadistas e consumidores”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto. Em complemento, o superintendente da entidade e coordenador do Rama, Marcio Milan, enfatizou “que toda a metodologia e execução do Rama está alinhada aos três pilares da Abras, que são comunicação, educação e transparência.” Criado em 2012 pela Abras, o Rama tem o objetivo de verificar se os alimentos comercializados pelos supermercados apresentam resíduo de defensivos agrícolas (autorizados para a cultura analisada), dentro dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O programa envolve todos os elos da cadeia de abastecimento e ajuda a fomentar no campo ações corretivas em caso de não conformidades identificadas. “Rastrear a origem dos alimentos que fazem parte do Rama é fundamental para que possamos encontrar soluções que beneficiem todos os agentes da cadeia de abastecimento”, destacou diretor comercial da Paripassu, Giampaolo Buso, empresa responsável pelas análises técnicas do programa. Tendências Na sequência, o gestor de Abastecimento e Varejo da Rijk Zwaan, Jan Dondersum, e o professor José Luiz Tejon falaram sobre tendências mundiais na área de FLVs, além de estratégias para realizar uma comunicação cada vez mais eficiente na cadeia produtiva de alimentos. Dondersum destacou que o primeiro passo para construir uma operação eficiente em FLV é definir o posicionamento do negócio, de modo a tornar a operação rentável e atrair mais clientes para o ponto de venda. “Em mercados mais maduros para FLVs, como Europa, Estados Unidos e Austrália, nos quais 95% de produtos frescos são vendidos em estabelecimentos varejistas, vemos que os formatos de super e hipermercados têm sido os mais pressionados pelo hard discount e pelas “lojas boutique”, voltadas ao segmento premium”, acrescentou o especialista. Entre as tendências globais, o executivo destacou ainda a valorização cada vez maior dos produtos locais por parte dos consumidores e observou que é crescente o número de iniciativas voltadas à redução de perdas e desperdícios no varejo, como, por exemplo, a comercialização de FLVs aparentemente imperfeitos, mas aptos para o consumo, iniciativa que já vem sendo realizada no Brasil.
Coordenador do Rama, Marcio Milan

Coordenador do Rama, Marcio Milan

O professor Tejon, por sua vez, que acaba de voltar do Salão de Agricultura de Paris, destacou a importância que o Rama tem como ferramenta educativa e de comunicação dentro da cadeia de abastecimento. “O programa gera incômodo positivo naqueles que ainda não aderiram a ele. E cumpre seu papel educativo, além de colaborar para a transparência no sentido de promover a segurança alimentar.” Segundo o professor, a cada dia no planeta surge um selo novo em termos de alimentação, a exemplo dos produtos livres de glúten, lactose, gordura, açúcar, etc. “O agronegócio se tornou agrosociedade. Quem trabalha com alimentação precisa pensar no conceito de montadora agrotecnológica de sustentabilidade intensiva, que envolve diferentes segmentos e percepções de sentido sobre o que é comida. As pessoas, cada vez mais, querem produtos com atributos que vão muito além do apelo orgânico. Desejam mercadorias sustentáveis, que tenham apelo sensorial, que promovam saúde e bem-estar de todos: ser humano, animais e meio ambiente. ” Boas práticas no campo A programação dedicada ao balanço do programa Rama também contou com a realização do painel “A Cadeia Produtiva no Campo”, dedicado às apresentações de cenários e soluções importantes para o mercado FLV, bem como dos principais desafios e oportunidades relacionados a este mercado. O primeiro a subir ao palco foi o presidente da Trebeschi, Edson Trebeschi, empresa produtora de tomates, de Minas Gerais, que começou comentando sobre a importância do Rama como um elo entre o produtor e a cadeia, além de ter um papel importante como ferramenta de gestão, que permite à empresa evoluir na oferta de produtos com boa apresentação e sabor. “Mais do que isso, o programa tem contribuído para a beleza invisível do produto, que é a sua qualidade e segurança. Por isso, se comunicar bem com o cliente é fundamental para mostrar a diferenciação do produto. Ligar o consumidor com a origem do produto é um passo importante, principalmente quando é feito com amor e profissionalismo, como fazemos”, disse Trebeschi. Ele também compartilhou a visão e iniciativas da empresa em benefício do planeta, como a utilização de drones para monitoramento das plantações e uso de palha para cobertura de solo. Um dado muito importante foi a redução de 40% no uso de água na produção. Entre as iniciativas que contribuíram para o alcance dessa diminuição de consumo de água, estão o uso de gotejamento para hidratação das plantações, monitoramento da umidade do solo e estufas de alta tecnologia para captar água da chuva, que, posteriormente, é armazenada em enormes tanques para utilização no processo produtivo. Em seguida, foi a vez da gerente de Food Chain e Sustentabilidade da Bayer, Cristiane Lourenço. Conforme relatou, a empresa criou o chamado Food Chain Relation, que é a área de parcerias com produtores para a busca de tendências de consumo. Esse trabalho começou em 2016, quando foi iniciada a capacitação com o time da Bayer junto aos produtores e distribuidores, uma vez que esse público se mostrava essencial para o sucesso do trabalho. Foram mais de 220 pessoas treinadas neste primeiro ano. Em 2017, o foco era diretamente os produtores. A empresa ofereceu o serviço de degustação do serviço, permitindo falar de rastreabilidade e mostrando todos detalhes do produto e as vantagens de o mesmo ser rastreado. “Isso vem se mostrando fundamental para oferecer um produto de qualidade ao consumidor, exposto em lugares melhores e com valor agregado maior. Isso vale tanto para produtos in natura como os industrializados.” Neste ano, segundo Cristiane, o foco continua sendo as parcerias, especialmente com supermercados. Em junho, haverá um treinamento On Farm, buscando apoiar e orientar os processos de certificação, como o Global G.A.P. “As pessoas querem saber a história do que estão comendo, consumindo. A rastreabilidade permite isso”, reforça Cristiane. Marcio Jampani, engenheiro agrônomo da Sakata, subiu ao palco, na sequênia, para falar de hortaliças. Ele apresentou um sistema integrado de produção e comercialização de FLV que tem como objetivo tratar esses produtos como marcas, usando embalagens mais eficientes para chegar ao consumidor final com boa apresentação e a qualidade necessária. Produzir produtos seguros ao longo de todo processo se mostra essencial. Reduzir a ruptura é outro foco para diminuir as perdas na cadeia. Dessa forma, o trabalho da empresa é focado na cadeia de valor do FLV. Começa pelo melhoramento genético das sementes, o que garante produtos com mais qualidade. A venda desse serviço é feita somente via distribuidor e inclui assistência técnica, com as mais avançadas tecnologias e manejos, sempre com as melhores práticas agrícolas. Na prática, o foco é na produção, sendo que todos produtos têm manual técnico de produção, manuais para trabalhar medidas preventivas para evitar pragas e doenças, garantindo um sabor ainda melhor, com valor agregado na embalagem, que permite maior tempo de vida na gôndola do supermercado e na geladeira do consumidor. Todos os produtos têm um QR Code que oferece todos dados do produto, disponibilizando maior segurança ao comprador. Padronização e rastreabilidade Ao final, Nilson Gasconi, executivo de negócios da GS1 Brasil, falou sobre a importância da identificação padronizada para a rastreabilidade e para a criação de uma identidade para o produto, permitindo que o consumidor saiba qual é o fornecedor e a origem do produto. “A padronização torna o processo mais automatizado e seguro para facilitar o dia a dia da cadeia.”, afirmou Gasconi. Pesquisas da GS1 Brasil indicam que o consumidor de FLV quer interagir com o produto, pegá-lo, vê-lo melhor e ter todas as informações dele antes de levá-lo para casa. Por isso, se torna fundamental ter todas essas informações disponíveis de forma ágil e fácil. Para o varejista, as vantagens passam pelo controle eficiente de estoque, redução de ruptura de gôndolas, agilidade e automação dos processos logísticos, recebimento de exposição, redução de erros, rastreabilidade (identificação e autenticidade do produto), automação na frente de caixa e cadastro correto de produtos. A padronização tem se mostrado tão necessária e importante que, em fevereiro deste ano, órgãos reguladores (Anvisa e Ministério da Agricultura) publicaram procedimentos para aplicação de rastreabilidade dos FLV “de forma única e inequívoca”. A padronização tem papel fundamental nesse processo por meio do código de barras, que dá uma identidade ao produto, permitindo obter todas informações sobre ele, mesmo que seja um produto fabricado no Brasil e vendido no outro lado do mundo. Premiação O evento também contou com a terceira edição do Prêmio Rama, que contemplou empresas e profissionais por suas contribuições em prol da prática e disseminação da rastreabilidade de alimentos. Os premiados foram: – Categoria Varejo: Carrefour, Coop e Angeloni – Categoria Produtor: Mallmann, Hasegawa e Grupo MNS – Destaque Parceria: Valesca Oliveira, do PMA – Destaque Personalidade: Leonardo Miyao, da Hortifruit Giseli Cabrini e Marcelo Xavier são repórteres especiais da revista SuperHiper.

Anvisa define novas regras para rastreabilidade

Brasília – A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana a Instrução Normativa Conjunta (INC), elaborada pela agência e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que define os procedimentos para aplicação da rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva de produtos vegetais frescos (in natura) destinados à alimentação humana. O objetivo da proposta é estabelecer um mecanismo para fins de monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos em produtos vegetais frescos em todo o território nacional. A rastreabilidade deve ser assegurada por cada ente da cadeia produtiva destes produtos em todas as etapas sob sua responsabilidade. A instrução estava prevista desde o ano passado e passou por 60 dias de consulta pública. Foram recebidas e avaliadas 74 sugestões pela Anvisa e pelo ministério para aprimoramento da proposta. A partir de agora, respeitando os prazos estabelecidos nos anexos, os produtos vegetais frescos, ou seus envoltórios, suas caixas, sacarias e demais embalagens devem estar devidamente identificados, de forma a possibilitar o acesso, pelas autoridades competentes, aos registros com as informações obrigatórias. A identificação pode ser realizada por meio de etiquetas impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code, ou qualquer outro sistema que permita identificar os produtos vegetais frescos de forma única e inequívoca. A rastreabilidade de que trata a INC será fiscalizada pelos serviços de vigilância sanitária e pelo Ministério da Agricultura. A instrução será encaminhada para aprovação da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa) para posterior publicação no Diário Oficial da União. Fonte: Diário do Comércio de Minas Clique aqui e veja mais notícias

Balanço do Programa RAMA será divulgado no dia 19/3

O balanço do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos da Associação Brasileira de Supermercados (RAMA), será divulgado no próximo dia 19/3, em evento especial, no hotel Grand Mercure, Rio de Janeiro, que discutirá a cadeia produtiva de alimentos e os impactos do FLV no setor supermercadista. 7871 O presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto, fará a abertura do evento, marcada para as 8h30. Na sequência, o superintendente da entidade nacional, Marcio Milan, apresentará o balanço do Programa RAMA, com dados apurados durante todo o ano de 2017. A programação, que faz parte da 52ª Convenção ABRAS, também inclui palestras de especialistas de empresas do setor (GS1 Brasil, Bayer, Trebeschi, Sakata), que falarão sobre temas voltados à rastreabilidade de alimentos como: educação e comunicação na cadeia produtiva, campo, padronização dos códigos de barras, entre outros. Balanço RAMA Dia: 19 de março de 2018 Horário: 8h30 – 10h50 Local: Hotel Grand Mercure, sala Rio de Janeiro – Riocentro (Av. Salvador Allende, 6.555 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ). Redação Portal ABRAS

Desperdício de alimentos no mercado chega a R$ 2 bi

O desperdício de alimentos nos supermercados chegou a quase 30%, um valor próximo a R$ 2 bilhões por ano. Para diminuir o problema, têm surgido alternativas que até beneficiam o consumidor, como o preço mais barato de alguns produtos. Clique aqui e veja a matéria na íntegra Fonte: Jornal da Band Clique aqui e veja mais notícias

R$ 7 bilhões em comida jogados no lixo

Um faturamento inteiro das lojas Pão de Açúcar. Ou mais do que o Mc Donald’s registrou em receita líquida no Brasil em todo 2016. Esse é o montante – R$ 7,1 bilhões – que os supermercados brasileiros perderam com alimentos aptos ao consumo mas que foram jogados fora por danos, aparência ou validade. Quase tudo foi para o lixo. A “quebra operacional”, jargão do varejo para o desperdício, abocanha, ano após ano, uma fatia de 2% do faturamento bruto do setor, que em 2016 atingiu R$ 338,7 bilhões, segundo dados compilados pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras). No ranking por segmento, o FLV (frutas, legumes e verduras) lidera, mas a perda é alta também em itens de padaria, comida pronta e carnes em geral. O indicador dá a dimensão do tamanho do problema, mas é só uma parte dele. O desperdício ainda permeia todos os elos da cadeia produtiva e faz com que até 30% do que é plantado jamais chegue à boca do consumidor brasileiro, segundo a FAO Brasil, braço da ONU para Agricultura e Alimentação. Do ponto de vista financeiro, o varejo tem motivos de sobra para se preocupar: o desperdício representou 28,6% das perdas totais em 2016, superando os furtos externos e internos (18,2% e 8,3%, respectivamente), os erros de inventário (14,8%) e administrativos (8,9%) e a devolução de produtos ao fornecedor (7,9%). “É algo que os supermercados olham com muita atenção”, afirma Marcio Milan, superintendente da Abras. O contra-ataque do setor teve início há cerca de três anos, mas com resultados ainda tímidos diante da urgência que o tema exige. Em geral, as ações baseiam-se na promoção de itens com prazo de validade próximo de expirar. Mais recentemente, alimentos que fogem do padrão comercial – tamanho, cor e consistência – começaram a ser testados em algumas lojas de grandes centros urbanos. Lançado em novembro pelo Carrefour, a maior varejista alimentar do país, o programa “Únicos” oferece cerca de 10 legumes e frutas que não atendem a ficha técnica com descontos a partir de 30%. Implementado em caráter experimental em três lojas da capital paulista, o programa, por ora, só é exequível uma vez por semana. Segundo Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Carrefour no Brasil, a expansão do programa está condicionada não só à aceitação do consumidor mas, principalmente, à disponibilidade desses produtos. Isso porque durante anos, o produtor rural foi orientado a não entregar alimentos sem as características determinadas pelo varejo. A imposição rígida dessa cartilha faz com que parte representativa das verduras e legumes nem saia no campo. “O produtor sabe que não tem valor para o varejo e já descarta o alimento, apesar de ser perfeito sob o aspecto nutricional. Isso acabou contribuindo para o desperdício. Agora temos de (re)orientá-lo”, admite. Muitas vezes, o próprio mercado se encarrega da solução para problemas que, se não diretamente ligados ao desperdício, servem de inspiração para ações nesse sentido. Milan, da Abras, cita as maçãs da Turma da Mônica como um caso clássico de rearranjo comercial que driblou o consumidor, criou um novo hábito de consumo e ajudou a elevar a renda do produtor. Impedida de ser servida à mesa (os brasileiros, acreditava-se, gostavam somente de frutos vermelhos e grandes), a maçã pequena era destinada à produção de suco. A diferença de preço pago – três vezes menos – mobilizou produtores a criar uma alternativa: vincular a fruta que cresceu pouco ao consumo infantil, estampando os personagens de Maurício de Sousa na embalagem. A estratégia deu certo. Hoje, as maçãs pequenas representam de 10% a 20% da fruta consumida no país, diz Leandro Bortoluz, da Agapomi, a associação de produtores do Rio Grande do Sul, maior produtor nacional. “É uma saída que pode ser aplicada a outros alimentos com baixa aceitação no mercado e que, portanto, são descartados”, diz Milan. O varejo tem avançado em medidas sobretudo para prolongar o tempo de prateleira de perecíveis. Melhorias na refrigeração, reorganização do layout de lojas, embalagens mais resistentes e a simples forma de dispor as frutas na gôndola surtem efeitos significativos. Na rede Hortifruti, as entregas de FLV, que responde por metade do negócio, são feitos diariamente para evitar perdas e garantir produtos frescos (no caso das verduras, a entrega é feita duas vezes por dia). Sempre que possível, a mercadoria viaja à noite. Quando de dia, segue em caminhão refrigerado – raro para os produtores e que explica por que o transporte responde por quase metade das perdas na cadeia. O grupo também oferece as embalagens ao produtor para evitar “tombos” – repasse de uma caixa a outra, podendo danificar o alimento. Com isso, diz ter reduzido a 4% sua quebra operacional, contra a média de 6% do setor. No Grupo Pão de Açúcar, as ações adotadas – descontos para validade próxima, venda de legumes fora de padrão – permitiram a redução de 15% no desperdício de alimentos em 2016 nas lojas Extra Hiper, e de 25% nos perecíveis, afirma Susy Yoshimura, diretora de sustentabilidade. Ela não revela os números de redução referentes às demais bandeiras da empresa. Transformar laranjas manchadas em suco e legumes batidos em sopa, vender bananas por unidade, reembalar dentes de alho soltos pelo manuseio e outras coisas do gênero são medidas também em curso, mas um grande desafio contra o desperdício continua sendo convencer o consumidor a se encantar pelo alimento “feio”. “Esses produtos enfrentam uma barreira cultural grande”, diz Daniela Leite, advogada que se tornou ativista contra o desperdício e lançou em dezembro um aplicativo para doação de alimentos (ver “Tinder dos alimentos” incentiva doação por parte de pequenos estabelecimentos). “A mudança de cultura não é rápida como a tecnológica”. Daniela diz que o brasileiro ainda encara esses alimentos com receio e preconceito (ninguém quer uma cenoura de “três pernas”). Pesquisa realizada a pedido de sua ONG, o Comida Invisível, mostra que pouco mais de 40% dos entrevistados associa o feio a algo estragado ou impróprio para venda. Ao mesmo tempo, 78% mostram disposição a mudar hábitos e curiosidade em entender para onde vai o encalhe do supermercado. A desconexão com o percurso da comida até o lixo chocou uma cliente que corria para as compras finais de Natal na loja do Pão de Açúcar no Pacaembu, bairro de classe alta em São Paulo. “Jogam tudo fora?”, espantou-se, ao ouvir o depoimento de um funcionário. João (nome fictício para preservar sua identidade) diz que no fechamento do dia anterior, 10 pacotes de pão integral com grãos haviam sido descartados por estarem a um dia de vencer. Foram para o lixo também pães de queijo, sanduíches e uma variedade de bolos feitos na padaria – uma das 186 lojas da rede Pão de Açúcar. Ele explica que essa rotina repete-se todas as noites, mas que a loja tem tentado minimizar a quebra. Assar conforme a demanda, por exemplo. Ou triturar pães, como o francês, para vender como farinha. Jogar fora itens da padaria e comida pronta da rotisseria impacta fortemente na rentabilidade: são nessas gôndolas onde estão algumas das maiores margens brutas do varejo e, não à toa, é para onde as grandes redes têm expandido. O encalhe da padaria vai para o lixo devido ao temor em relação à responsabilidade pela doação, diz Daniela Leite, do Comida Invisível. A punição por um sanduíche que faça mal a alguém recai sobre quem doou, não quem comeu. “Existem em tramitação no Congresso 30 projetos de lei que visam alterar a responsabilidade civil na doação de alimentos, de objetiva para subjetiva, o que amenizaria a responsabilidade do doador”, diz. Sérgio Kuczynski, vice-presidente da Associação Nacional de Restaurantes, admite que muita comida é jogada fora. “Isso precisa mudar. Não faz qualquer sentido”. Fonte: Valor Econômico Clique aqui e veja mais notícias