Governo autoriza registro de 21 princípios ativos genéricos usados na formulação de agrotóxicos

O Ministério da Agricultura liberou nesta quinta-feira (9) o registro de mais 21 agrotóxicos para utilização industrial, ou seja, produtos que serão usados como matéria-prima na elaboração de pesticidas para os agricultores. Já são 197 registros neste ano. Todos os princípios ativos liberados são genéricos de pesticidas já autorizados no país. Entre os produtos listados, chama atenção a liberação de 6 registros para o dicamba, um herbicida que teve a comercialização suspensa nos Estados Unidos por matar lavouras vizinhas. Este produto está tentando substituir o glifosato (o agrotóxico mais vendido no mundo) na produção da soja transgênica americana. No Brasil, produtores reclamam do pesticida e pedem para que não se use essa tecnologia no país. Registros no ano Até o agora, foram 4 princípios ativos inéditos no ano: todos pesticidas biológicos. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Os outros 193 registros são de genéricos, sendo: 78 ingredientes químicos de agrotóxicos que são vendidos aos agricultores; 28 pesticidas biológicos vendidos aos agricultores; 87 princípios ativos para a indústria formular agrotóxicos. Em relação ao ritmo de liberação, as autorizações feitas em 2020 perdem apenas para 2018 e 2019, quando o governo registrou a maior quantidade de produtos desde o início da série histórica, em 2005. Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou a forma de divulgação do registro de agrotóxicos. Até 2019, o ministério anunciava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do “Diário Oficial da União”. A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, leva em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto. “Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas”, completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final “genérico”. Fonte: G1

Setor agrícola brasileiro prospera apesar de pandemia de covid-19

A maior parte do setor agrícola do Brasil vem prosperando, apesar dos efeitos negativos da pandemia de covid-19 na economia do País como um todo, disse o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. A agência observou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve encolher pelo menos 7% este ano, enquanto a agricultura pode crescer até 3%. “O setor agrícola está aproveitando as oportunidades no mercado internacional que surgiram por causa da pandemia de covid-19, fornecendo uma variedade de produtos a mercados estrangeiros num momento em que outros países enfrentam problemas de produção e alguns restringem a exportação para garantir o abastecimento interno”, disse o USDA. Segundo o adido, a rápida apreciação do dólar ante o real tornou as exportações agrícolas do Brasil atraentes no mercado internacional. Apesar de ter caído recentemente, a moeda norte-americana ainda acumula ganho de 31% em 2020. “O real fraco também desencorajou as importações denominadas em dólar e alimentou a demanda interna por produtos agrícolas produzidos no País.” O adido destacou que a agricultura brasileira, trabalhando em conjunto com os tomadores de decisão do governo, superou obstáculos logísticos iniciais e elevou as exportações de algumas commodities a níveis recorde em meio à pandemia. Além disso, “manteve a oferta no mercado interno, num momento em que brasileiros aumentavam suas compras de alimentos em supermercados”. O USDA disse que, embora o País não tenha enfrentado escassez de alimentos ou interrupções na cadeia de suprimentos, alguns segmentos da população estão sofrendo com maior insegurança alimentar, por causa do aumento de preços nos últimos meses. No geral, o adido acredita que o setor agrícola do Brasil esteja bem posicionado para enfrentar a propagação da covid-19 e o período pós-pandemia. Fonte: Isto É

Balanço do RAMA será divulgado no primeiro dia da Convenção ABRAS

No próximo dia 16 de março será divulgado o Balanço do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento da Associação Brasileira de Supermercados, o RAMA. A divulgação acontecerá no primeiro dia da 54ª edição da Convenção ABRAS, no Riocentro, Rio de Janeiro, e reunirá diversos especialistas e representantes da cadeia de abastecimento.O presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto, fará a abertura oficial do evento, que é coordenado pelo superintendente e responsável pelo programa RAMA, Márcio Milan. 9317 Na oportunidade será apresentada também a retrospectiva das atividades realizadas pelo programa, criado em 2012, e que já conta com a adesão voluntária de 57 redes supermercadistas, além de palestras sobre temas relacionados à importância das boas práticas na produção de alimentos. O evento receberá a palestrante internacional Catherine Burns, CEO da Produce Marketing Association (PMA), e também o jornalista, publicitário e mestre em educação, José Luiz Tejon, a coordenadora de Segurança de Alimentos da Coop, Débora Regina Colli Cosenza, a gerente de Segurança Alimentar e Qualidade do Carrefour, Julia Carlini, e a gerente Nacional de Segurança Alimentar da Cencosud, Maria Luisa Lado. A programação também inclui a 2ª edição do Prêmio RAMA, lançado em 2018 para homenagear empresas que adotam boas práticas na produção de alimentos. Convenção ABRAS A Convenção ABRAS, maior encontro de líderes supermercadistas do Brasil, é promovida pela Associação Brasileira de Supermercados. Em 2020 está chegando à sua 54ª edição, e trará como tema principal “Jornada 360º – Ecossistema e Inovação”. O evento acontecerá de 16 a 18 de março, no Pavilhão 5 do Riocentro. Serão três dias de muito aprendizado com renomados palestrantes que debaterão diferentes perfis de consumidores e novos modelos de negócios em um ambiente tecnológico cada vez mais desafiador. A Convenção contará ainda com a tradicional Exposição e Feira de Tecnologia, com grandes empresas e suas modernas soluções voltadas ao varejo. O evento será realizado em paralelo à SRE Trade Show, organizado pela ASSERJ. SRE Trade Show Pelo terceiro ano consecutivo, a Convenção ABRAS acontecerá em paralelo com a Super Rio Expofood, uma das maiores feiras supermercadistas do Brasil, que em 2020 estará completando 32 anos de existência, e virá com nova estrutura, e com o nome de SRE Trade Show. Promovida pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), a feira, que acontecerá de 16 a 18 de março nos pavilhões 3 e 4 do Riocentro, reunirá diversos expositores regionais, nacionais e internacionais de produtos, serviços e tecnologias, e contará ainda com inúmeras palestras sobre temas relacionados ao setor supermercadista. Clique e confira a programação. O evento é fechado, somente para convidados credenciados. Comunicação ABRAS 9315    

Governo libera o registro de 14 agrotóxicos químicos e 2 biológicos

O Ministério da Agricultura publicou nesta segunda-feira (2) a liberação de mais 16 agrotóxicos para o uso dos agricultores. São os primeiros registros deste tipo de produto em 2020. Na sexta-feira, o governo autorizou 32 pesticidas para uso industrial. No total, são 48 novas autorizações neste ano. Do total, 2 produtos liberados são biológicos (à base de Trichoderma harzianum) e 14 são defensivos químicos. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Pela checagem do G1 no sistema do ministério, 1 produto é inédito, que mistura dois princípios ativos já liberados no país (Abamectina com Ciantraniliprole) e 15 produtos genéricos de ingredientes que estão no mercado, os chamados “produtos formulados equivalentes”. Na lista de princípios ativos liberados, estão agrotóxicos muito vendidos, como os herbicidas Sulfentrazona e Mesotriona e o fungicida Mancozebe. Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou o método para anunciar a liberação de agrotóxicos. Até 2019, o Ministério da Agricultura divulgava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do “Diário Oficial da União”. A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, leva em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo “dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto”. “Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas”, completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final “genérico”. Fonte: G1

Supermercados educam para a saúde, nutrição e segurança do alimento

Por José Luiz Tejon* Na universidade de Harvard, o criador do conceito de agribusiness na década de 1950, o professor doutor Ray Goldberg, agora aos 93 anos de idade, redefine as funções e a missão do novo agronegócio: uma agrocidadania em cinco elos, assim descritas: 1 Os produtores rurais se transformam em gestores de tecnologia, dos recursos de seus microbiomas, do clima e da água para alimentos, fibras, rações, bioenergia e farmacêutica. Saúde e agriceutica estão, agora, fortemente presentes na redefinição dos produtores rurais. 2 As companhias de sementes, fertilizantes, mecanização, insumos agrícolas, veterinários e demais serviços voltados aos produtores rurais se transformaram em organizações de ciências da vida (life science company). Processadores e empresas de trading, os comerciantes de commodities, passam a executar uma função de solucionadores e fornecedores de matérias-primas e ingredientes cada vez mais específicos e segmentados, atendendo demandas de nichos. As marcas (brands) de alimentos e bebidas, a agroindústria agregadora de valor, viram as inovadoras de sabores e nutrição, genuínas companhias de bem-estar humano. A distribuição, o varejo e os serviços conectados diretamente aos consumidores finais serão agora chamados de “defensores dos consumidores“. Envolvem responsabilidade com segurança de alimentos (sua originação e sustentabilidade), saúde e nutrição dos clientes e cidadãos . O Programa de Rastreabilidade e Monitoramento  de Alimentos (Rama), da forma como está sendo hoje conduzido, é um exemplo perfeito da consciência dos supermercados brasileiros dentro da nova definição de agribusiness para a missão obrigatória do varejo de alimentos no planeta. O Programa Rama, além de significar um zelo monitorado da qualidade de alimentos colocados nas gôndolas dos supermercados, onde o ponto de venda significa cada vez mais um ponto de confiança e de segurança de alimentos e eficiência nutricional, representando o que em Harvard está sendo chamado de consumer advocate, se transformou também num projeto educacional. Com a rastreabilidade gerando métricas, os técnicos da PariPassu retornam aos produtores rurais e aos demais elos da cadeia produtiva da hortifruticultura, com impacto nos demais quatro elos acima mencionados, informações claras de melhoria da gestão no uso das tecnologias por parte dos agricultores, nas práticas dos intermediários e comerciantes, na agroindústria utilizadora dos vegetais, e indo além. Agora, os supermercados vão se transformando também em salas de aula. Pontos de educação alimentar para os consumidores, além de desenvolver consciência antidesperdício. A Abras, com o Programa Rama, está além de realizar somente um programa que rastreia e monitora. De verdade, os supermercados brasileiros já atuam em sintonia com a nova consciência do agribusiness evoluído, que hoje caracteriza o estado da arte deste megasegmento econômico do planeta — uma agrocidadania —, da ponta do consumidor até as mãos e a responsabilidade do novo agricultor. Abras, supermercados e pontos de educação, além de vendas. *O Prof. Dr. José Luiz Tejon é diretor acadêmico do Food & Agribusiness Management (FAM), na Universidade Audencia (Nantes – França). Também é membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e autor e coautor de 34 livros

Coop intensifica processos de segurança alimentar e ultrapassa média do mercado

Para que os alimentos cheguem à mesa do cliente com qualidade garantida e seguindo todos os critérios de conformidade determinados pela Vigilância Sanitária, a Coop – Cooperativa de Consumo vem desenvolvendo um vasto trabalho na área de segurança alimentar e os resultados não poderiam ser melhores. Acabou de ultrapassar a média do mercado. De acordo com Antonio Guilherme, gerente da área, a intensificação dos controles vem acontecendo desde 2014 e, no final do ano passado, em novembro, o Bureau Veritas foi contratado pela Cooperativa para dar continuidade das boas práticas da segurança alimentar. “Trata-se de uma empresa sólida e com mais de 90 anos, só no Brasil. Um parceiro certo para unir forças com a Coop que está em pleno crescimento”. Somente em 2019, foram realizadas 188 auditorias e 1.148 consultorias, envolvendo visitas técnicas, treinamentos de 100% das equipes que atuam nas áreas da padaria, cafeteria, hortifruti, restaurante, rotisseria e setor de perecíveis (frios e laticínios), além da utilização de modernas e avançadas metodologias de controle. “Por meio de aplicativo específico, controlamos periodicamente o check-list com mais de 240 itens avaliados e rastreados, que vão desde a área de resíduos, armazenamento, controle de água, de praga até chegar à bateria de caixas – check-outs. Todo esse trabalho fez com que a Coop obtivesse o índice de conformidade na casa de 92,48%, bem acima dos 86% – média do mercado nacional”, reforça a coordenadora da Segurança de Alimentos, Débora Cosenza. Desde 2016, a Coop também é parceira do RAMA, um programa de rastreabilidade e monitoramento de frutas, legumes e verduras desenvolvido pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) sob a operação técnica da PariPassu, com o objetivo de fomentar as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança. Fonte: ABC do ABC

Educar o consumidor

A consciência não só do que escolhe comer na hora das refeições como também o cuidado para evitar e combater o desperdício do alimento faz parte do compromisso que todo brasileiro deveria assumir em 2020. Acadêmicos, especialistas, GOVERNO, autoridades e a população têm de lutar e buscar mudanças que serão benéficas não só para as pessoas como para o meio ambiente e a ECONOMIA. É uma cadeia. Infelizmente, o Brasil descarta por ano quase 37 milhões de toneladas de lixo orgânico, basicamente restos de alimento, ainda que milhares não tenham o que comer ou não possam escolher. Por ano, cada brasileiro manda para o lixo mais de 41 quilos de comida. Em uma família com três moradores, esse volume chega perto dos 130 quilos. É o que aponta levantamento com quase 700 famílias feito pela Fundação Getulio Vargas em parceria com a Embrapa. Hábito terrível repetido em todas as classes sociais. Com tantas pessoas no mundo, e no país, passando fome, como lidar com o desperdício de ALIMENTOS? O professor Marcos David Ferreira, da Embrapa Instrumentação, explica que é importante deixar clara a definição do que é perda e desperdício. “Em definições internacionais, padronizadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), perda é aquele produto que sai do campo e não chega ao consumidor, perde ou estraga pelo caminho. Já desperdício é o alimento pronto para consumo que é jogado fora. Infelizmente, no Brasil os valores são altos em ambas as situações.” Marcos David Ferreira enfatiza que, no caso das perdas, de cada 10 caixas produzidas, dependendo do produto, quatro a cinco são jogadas no lixo. Aliados aos dados de desperdício, os valores são enormes. “O mundo passou de um pós-guerra com escassez de ALIMENTOS para uma oferta abundante de comida, e mesmo em países que sofreram diretamente com guerra as gerações posteriores não têm, muitas vezes, essa consciência. No Brasil, o agravante é que por sermos um país tropical/subtropical, praticamente tivemos que reinventar a agricultura, criando uma situação muito diferente, na qual somos autossuficientes nos principais itens da alimentação e grandes exportadores no agronegócio. Mas desperdiçamos muito, jogamos grandes quantidades de comida fora. E a pergunta principal é como alterar essa situação..” Para Marcos David Ferreira, um dos pontos principais é a conscientização – tanto na questão socioambiental, como no impacto no orçamento familiar. Menos desperdício significa lixões menores e mais dinheiro para as famílias. “Existem outras faces, como a ausência de políticas públicas claras para combater o desperdício, em especial no setor de alimentação, como restaurantes, hotéis etc., em que a legislação restringe a distribuição de ALIMENTOS.” No entanto, há aspectos positivos. Marcos David Ferreira destaca que ações louváveis são da Mesa Brasil Sesc, com uma rede nacional de bancos de ALIMENTOS e também de ONGs como banco de ALIMENTOS e de associações como a Associação Brasileira de Supermercado(ABRAS). “Assim, com ações conjuntas não somente no final da cadeia – em nível de consumidor, mas com o setor produtivo, aliadas a políticas públicas -, podemos alterar essa situação.” ENVELHECIMENTO Também relevante, há outra questão que diz respeito ao envelhecimento da população brasileira. Além de saber escolher e não desperdiçar, é preciso saber o que comer. O professor Franco Maria Lajolo, do Departamento de ALIMENTOS e Nutrição Experimental da USP e vencedor do prêmio Péter Murányi de 2016, alerta que a população está envelhecendo, mas sem cuidar do que está ingerindo. As pessoas comem muito e mal. Estamos lidando com variados problemas de obesidade e deficiências nutricionais. “Para enfrentar essa situação, um caminho que se vem desenhando é a nutrição personalizada. Já existe um bom número de pesquisas mostrando a relação entre genes e a necessidade de nutrientes. Essa tendência estará consolidada em cinco ou 10 anos.” Franco Maria Lajolo enfatiza que há uma aliada, que é a inteligência artificial: “O uso de tais tecnologias já permite, por exemplo, a composição da tabela de nutrientes. E, futuramente, serão aplicadas nos smartphones e outros dispositivos. A inteligência artificial empodera o indivíduo a construir sua própria dieta, de acordo com seus hábitos e sua genética”. Porém, Franco Maria Lajolo avisa que há um desafio a curto prazo: o combate às fake news e seus efeitos sobre a nutrição. “Reduzir a ingestão de gorduras saturadas, de açúcar e de sal são as maiores tendências na indústria dos ALIMENTOS. As notícias falsas passam informações que não estão associadas à ciência. É preciso ensinar o consumidor a buscar conhecimento.” Dicas para evitar o desperdício Nunca vá às comprar sem saber o que já tem em casa na geladeira, na despensa Cuidado com os ALIMENTOS perecíveis. Compre somente a quantidade pedida na receita ou se programe para ir mais vezes ao Supermercado, feira ou sacolão Saiba o que vai cozinhar na semana para só comprar o necessário Sempre dê preferência ao que é da época: verduras, legumes e frutas Tenha o hábito de levar às compras uma lista para não comprar mais do que deve e precisa Aprenda a condicionar de maneira adequada os ALIMENTOS para que, mesmo na geladeira, não estraguem antes do tempo Busque conhecimento e saiba como aproveitar integralmente os ALIMENTOS: folhas, talos e cascas. Sabia que as sementes de abóbora podem ser torradas no forno e servidas como petisco? Abandone o preconceito contra a comida requentada. O que sobrou e foi para a geladeira, dentro do prazo, mantém o sabor e pode ser consumido. Ou, se preferir, também pode ser transformado em outras receitas. O arroz, retemperado, pode virar um delicioso bolinho. Enquanto isso… Agrotóxicos liberados Ao mesmo tempo em que existe a preocupação com o que comer, o que é saudável, a qualidade do alimento, há o medo por parte da população com o uso exagerado dos agrotóxicos no Brasil. Medo dos hormÒnios nos animais e dos venenos nos vegetais. Muitas perguntas, inúmeras dúvidas e respostas pouco convincentes. A realidade é que o Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União, em 27 de novembro de 2019, autorização do registro de mais 57 agrotóxicos no Brasil (55 são produtos genéricos, ou seja, com base em ingredientes ativos que já estavam presentes em outros produtos existentes no mercado). Ao todo, somente em 2019, foram liberados 439 desses produtos pelo GOVERNO. De acordo com a pasta, o objetivo é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos, o que faz cair o custo de produção. Por outro lado, parte da sociedade se preocupa em demasia porque os agrotóxicos impactam a saúde pública, podendo causar intoxicações e doenças como o câncer. Dados de 2019, apresentados no livro A geography of agrotoxins use in Brazil and its relations to the European Union, da editora FFLCH/USP, revelam que diversos agrotóxicos não aprovados, por exemplo, em países da União Europeia são autorizados pelo GOVERNObrasileiro. Estima-se que 4.500 pessoas sejam intoxicadas por ano por esses produtos no Brasil. No país, maior consumidor de agrotóxicos do mundo, segundo dossiê de 2008 da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASco), esses produtos estão relacionados a uma morte a cada dois dias por doenças agudas, sendo um terço suicídio e os outros dois terços por inalação por pessoas que os manipulam, segundo dados disponibilizados no livro da editora FFLCH/USP. Mas isso ainda é subnotificado. Além disso, o livro detalha que os agrotóxicos têm ligação com mortes por efeitos diretos, por exemplo, devido ao consumo de ALIMENTOS contaminados. E efeitos indiretos, como na contaminação do lençol freático, o que tem relação com a incidência de tumores, mas que ainda não é quantificado, devido ao câncer ter múltiplas causas. Fonte: Estado de Minas

Produção de ovos orgânicos é alternativa viável para agricultores camponeses

Entre os dias 18 e 19 de dezembro a Cooperbio – cooperativa camponesa localizada na Linha Tesoura, interior do município de Seberi – sediou curso e seminário voltados às Boas Práticas em Produção de Ovos Orgânicos. A realização contou com a parceria da Embrapa, Emater e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). O público participante foi formado essencialmente por camponeses e camponesas interessados na diversificação da produção e no fortalecimento da agroecologia. João Dionísio Henn, analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Suínos e Aves, que atuou na atividade ao lado do pesquisador Jorge Vitor Ludke, falou a respeito: “A avicultura de postura é uma atividade muito adequada para a diversificação de culturas na pequena propriedade, porque possibilita ser conduzida em uma área relativamente pequena, com aproveitamento da mão de obra existente, servindo tanto para o envolvimento de pessoas em idade mais avançada quanto para a inserção de jovens que estão iniciando sua participação na lógica de trabalho do espaço.” Seja como uma atividade agregadora ou mesmo como atividade principal na propriedade, “a iniciativa de produção de ovos caipiras ou ovos orgânicos oportuniza a agregação de valor superior” em relação ao produto convencional, explica Henn. “O nicho ainda é pequeno, mas é crescente, como já temos tido a oportunidade de identificar, há demanda e público interessado considerável”, explica o analista da Embrapa, dando como exemplo varejistas do oeste de SC que tem buscado produtos orgânicos e não tem encontrado oferta suficiente para suprir suas demandas. Pablo Fernandes, jovem camponês da comunidade de Barreiro Grande, município de Ametista do Sul, confirma a ideia: “É um projeto novo que se apresenta para nós, oportunizando uma renda extra para a família, sendo um trabalho mais leve para aqueles que já estão em idade avançada e uma ao iniciativa para fortalecer o processo de sucessão familiar, como no nosso caso, que está possibilitando a implantação de um segundo aviário na unidade produtiva da família”. Para os Fernandes, que já tem na avicultura a principal atividade, os ovos orgânicos abrem uma série de novas possibilidades, fortalecendo a certeza de que a agroecologia é o caminho certo para a produção de alimentos para a subsistência da família e também como alternativa econÒmica de produção com valor agregado. Débora Varoli, integrante da gestão da Cooperbio e dirigente do MPA, avaliou a importância do curso especialmente pela amplitude do público que foi atingido nos dois dias de atividades: “Com eventos como esse vamos construindo um know how de conhecimento técnico em cima de uma determinada área, que vai ajudando os agricultores camponeses nos diferentes municípios, conduzindo a um orquestramento territorial fortalecido e criando ambiente ondem muitas pessoas passam a conhecer e trabalhar sobre o tema”. A participação de jovens camponeses e camponesas, tanto que já estão à frente da gestão das unidades produtivas familiares, quanto daqueles que estão se preparando para dar o próximo passo na sucessão familiar foi saudada pelos organizadores. Também mereceu destaque na reflexão da dirigente o espaço que a avicultura de postura ocupa como oportunidade de diversificação às monoculturas que se impuseram nas últimas décadas na região e limitaram a autonomia da produção camponesa: “Quando falamos em produção de ovos e aves, estamos falando de uma tradição que sempre esteve presente na vida do camponês e da camponesa, que agora precisamos ressignificar e dar consequência, inserindo tecnologia e pesquisa”. Nesse sentido a construção de parcerias que vão tecnificando a cadeia de produção agroecológica é considerada decisiva e as alianças estretégicas construídas são valorizadas e incentivadas, a exemplo do que já se tem procurado fazer com instituições de renome como a Emater e a Embrapa (tanto com a unidade voltada à Suínos e Aves, quanto com a unidade Clima Temperado, que já tem um longo histórico de ações juntos com as cooperativas ligadas ao movimento). O curso de Produção de Ovos Orgânicos contempla uma demanda específica da região norte do RS, onde a Cooperbio está aprimorando um projeto de produção de ovos junto à base do MPA, e amplia para outras regiões o modelo desenvolvido pelo campesinato. O projeto prospectado pelo MPA prevê a implantação de unidades de produção onde são alojadas galinhas caipira, com espaços adequados de repouso e campo cercado para movimentação, contando com alimentação balanceada e utilização de itens disponíveis na própria unidade produtiva para sustento dos animais (como o milho crioulo, por exemplo), orientação técnica de manejo através das cooperativas e demais parceiros, e, por fim, o estabelecimento de uma cadeia produtiva regional centralizada em um centro de beneficiamento e distribuição cujas instalações e equipamentos já estão efetivados em Ametista do Sul. Fonte: Brasil de Fato

MAPA encontra resíduos de agrotóxicos acima do permitido em 7% dos alimentos

O Ministério da Agricultura (MAPA) encontrou resíduos de agrotóxicos acima do limite permitido ou proibidos em 7% dos alimentos avaliados entre 2015 e 2018. Foram analisados vegetais coletados em fazendas e centros de distribuição. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (16), uma semana depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicar um estudo semelhante, só que com alimentos vendidos em supermercados entre 2017 e 2018. No caso, 23% deles apresentaram alguma inconformidade. Segundo o governo, as duas pesquisas são consideradas complementares, mas têm parâmetros e metodologias diferentes, e não é possível compará-las. O estudo da Agricultura considerou 4.828 amostras de 42 alimentos. Além de buscar resíduos de agrotóxicos, ele também verificou a presença de contaminantes químicos (como arsênio e cádmio) e biológicos (microtoxinas e Salmonella), o que não aparece no estudo da Anvisa.   Veja os resultados: • Em 53% não foram encontrados resíduos de agrotóxicos ou contaminantes; • Em 1% deles, havia presença de contaminantes químicos ou biológicos; • Em 46% foram verificados resíduos de agrotóxicos, sendo 39% dentro do limite permitido e 7% acima do limite ou pesticidas proibidos para a cultura ou no país. • Em uma segunda etapa, o ministério considerou somente as amostras que apresentaram resíduos de agrotóxicos. Neste universo: • 89,2% respeitavam os limites; • 10.8%% estavam com alguma inconformidade, sendo: 6,6% com resíduos de agrotóxicos não permitidos para aquela cultura; 2,7% com agrotóxicos acima do limite permitido; e 1,5% com agrotóxicos proibidos no país.   Alimentos pesquisados Foram pesquisados mais de 200 tipos de agrotóxicos em 42 produtos de origem vegetal: batata, tomate, manga, citrus, cebola, beterraba, alho, abacaxi, pimentão, alface, cenoura, banana, amendoim, kiwi, milho pipoca, soja, morango, castanha do brasil, pimenta do reino, trigo, feijão, arroz, milho canjica, milho grão, pêra, café grão cru, goiaba, melão, farelo de soja, cevada malteada, café torrado, amêndoa de cacau, castanha de caju, amêndoa doce, pistache, aveia, milho verde, suco de uva, vinho, mamão, maçã e uva. As amostras foram encaminhadas e analisadas por laboratórios federais, que seguiram, segundo o ministério, metodologias validadas pelo Inmetro e com reconhecimento internacional. Do estudo mais recente (2018), beterraba, castanha do Brasil, pimentão, pistache, kiwi e pera apresentaram nível de inconformidade abaixo de 80%.   Europa e Estados Unidos Segundo o governo, os resultados se são parecidos com os apresentados pela Autoridade de Segurança Alimentar Europeia (EFSA – European Food Safety Authority, em inglês). O mais recente resultado de monitoramento divulgado pela EFSA (2017) revelou que 54,1% das amostras não continham resíduos, 41,8% continham resíduos dentro do permitido e 4,1% continham resíduos em concentração superiores àquelas permitidas. O governo afirma que, caso seguisse os parâmetros europeus de avaliação, os índices de conformidade do estudo seriam maiores “porque a legislação brasileira é mais restritiva que a internacional”. Já o relatório americano de 2017 elaborado pela Administração de alimentos e remédios dos Estados Unidos (FDA – Food and Drug Administration, em inglês) mostra que 52,5% das amostras analisadas não continham resíduos, sendo que, das amostras com presença de agrotóxicos, 96.2% foram avaliadas como conformes. Fonte: G1

Ministério fixa padrões visuais de qualidade para frutas, legumes e verduras

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fixou os padrões visuais de qualidade para 17 produtos hortícolas. Os padrões estabelecem os requisitos para que uma fruta, legume ou verdura seja considerada própria para o consumo. O objetivo é auxiliar o consumidor a identificar esses produtos, assim como os fiscais. Os padrões foram criados em conjunto com a Ceagesp de São Paulo e a Embrapa Hortaliças. Os padrões cumprem a Instrução Normativa MAPA nº 69/2018 e estabelecem que os produtos devem estar: inteiros, limpos, firmes, sem pragas visíveis a olho nu, fisiologicamente desenvolvidos ou com maturidade comercial. Não podem: ter odores estranhos, estar excessivamente maduros ou passados, apresentar danos profundos, ter podridões, estar desidratados, murchos ou congelados. Os primeiros hortícolas com padrão visual definido são: abacate, alface, banana, batata, caqui, laranja, mamão, manga, melão, melancia, maçã, uva, morango, nectarina, pêssego, tangerina e tomate. Frutas natalinas Os padrões já valem para as frutas natalinas importadas para as festas de final de ano, ou seja, não podem estar amassadas, podres, não desenvolvidos ou apresentar outros problemas. Os produtos que não obedeceram aos requisitos poderão ser rechaçados nos pontos de entrada do país. Os auditores fiscais federais agropecuários estão autorizados a abrir caixas, por amostragem, para verificar a qualidade. Os fiscais agropecuários passam por capacitação para identificar os produtos que estiverem fora dos padrões de qualidade estabelecidos pela IN 69. Referência para mercado internacional Nesta semana, uma equipe do Ministério e da Ceagesp está no Espírito Santo obtendo as imagens que serão referência para o padrão de qualidade do mamão. Posteriormente, este referencial da fruta será disponibilizado para a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que usará as imagens para o padrão visual de comercialização da fruta no mercado internacional. Frutas para exportação As frutas de exportação devem atender os padrões exigidos pela OCDE, dentro do chamado Programa de Frutas e Hortaliças. As normas facilitam o comércio internacional de frutas e hortaliças por meio da harmonização das normas internacionais de comercialização. Adicionalmente, o programa visa facilitar o reconhecimento mútuo das inspeções pelos países participantes, com aceitação internacional dos certificados de qualidade emitidos. No caso do Brasil, o padrão visual para a certificação de frutas destinadas à exportação se dará de forma voluntária, conforme interesse do exportador ou exigência do país importador. Segundo o Coordenador-Geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, os países importadores são bastante exigentes. “Eles têm pessoal treinado para não deixar ingressar produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade estabelecidos pelos padrões visuais”. O coordenador explica que o processo de importação de países-membros do programa da OCDE é mais ágil e envolve custos mais baixos de inspeção. O Brasil foi aceito no final de 2017 como país integrante do Programa de Frutas e Hortaliças da OCDE. Para isso, é necessário adotar padrões internacionais de classificação em um sistema desenvolvido de forma conjunta pelos países-membros para o controle da qualidade e certificação. Fonte: Ministério da Agricultura

Governo autoriza mais 57 agrotóxicos, sendo 2 inéditos; total de registros em 2019 chega a 439

O Ministério da Agricultura publicou nesta quarta-feira (27) a autorização do registro de mais 57 agrotóxicos. Já são 439 novos produtos liberados em 2019, permanecendo como o maior ritmo de liberação da história. Do total liberado nesta quarta, são 55 genéricos de princípios ativos já autorizados no Brasil e 2 produtos inéditos (um biológico e outro com baixa toxicidade). Com o anúncio desta quarta-feira, o número de registros chega próximo aos 450 novos agrotóxicos autorizados em 2018, até então o maior número da série histórica, iniciada em 2005. No mesmo período do ano passado, o governo havia registrado 374 agrotóxicos. O atual ritmo de liberação provocou reação de entidades ligadas a defesa do meio ambiente, que entraram na Justiça contra dessas algumas medidas. Na semana passada, um juiz federal do Ceará suspendeu provisoriamente o registro de 63 agrotóxicos autorizados no dia 17 de setembro. Produtos novos Entre as novidades anunciadas pelo Ministério da Agricultura, está um defensivo agrícola biológico à base da vespa Telenomus podisi, que poderá ser usado na agricultura brasileira para combater o percevejo marrom, uma importante praga da cultura de soja. “O percevejo marrom é uma praga de grande importância na cultura da soja, que só contava com opções químicas para o seu controle. Esta vespa parasita ovos do percevejo marrom favorecendo uma diminuição populacional da praga e aumentando o número de inimigos naturais no campo”, explicou, em nota, o coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio. Outro novo agrotóxico aprovado é um produto de baixa toxicidade formulado à base de óleo de casca de laranja, ele é um inseticida e fungicida que poderá ser usado para combater o pulgão em pequenas culturas como alface. O produto é autorizado nos Estados Unidos e não tem registro na União Europeia. Genéricos Segundo o ministério, entre os pesticidas genéricos que tiveram o registro publicado hoje, 12 são produtos biológicos ou orgânicos, que podem ser usados tanto na agricultura orgânica quanto na tradicional. Um dos genéricos autorizados tem como ingrediente ativo o glifosato, o agrotóxico mais vendido no mundo e que está sendo questionado ao redor em outros países por uma possível relação com o câncer. Na União Europeia, a Áustria e Alemanha, decidiram bani-lo. Nos Estados Unidos, ele é autorizado. Outro princípio ativo que teve um genérico registrado nesta leva foi o acefato, muito usado no Brasil para controlar o percevejo, um inseto sugador que diminui muito a produtividade nas culturas de grãos. O uso dele é restrito no país e só pode ser aplicado por máquinas. O ingrediente é autorizado nos EUA e banido na UE. Também houve o registro de genéricos de 2 princípios ativos que estão em reavaliação no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por possível relação com a morte de abelas: os inseticidas iImidacloprido e tiametoxam. De acordo com o governo, o objetivo da aprovação de produtos genéricos é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos, o que faz cair o custo de produção. Ritmo de liberação Segundo o governo, a maior velocidade na liberação de agrotóxicos vista nos últimos anos se deve a medidas de desburocratização que foram adotadas desde 2015 na fila de registros. O objetivo, de acordo com o ministério, é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente mais corretas para substituir produtos antigos. Isso porque as empresas que desenvolvem agrotóxicos só podem registrar itens de ação parecida se eles tiverem um risco à saúde menor ou igual do que os que já estão no mercado. A associação que representa as fabricantes de agrotóxicos (Andef) afirma que a fila do Brasil é mais lenta em comparação com a da União Europeia e dos Estados Unidos. Segundo as empresas, o desenvolvimento de 1 princípio ativo inédito para agrotóxico leva de 10 a 11 anos e custa em torno de US$ 286 milhões. Agrônomos dizem que é melhor ter mais produtos registrados do que correr o risco de que os produtores recorram a agrotóxicos “piratas”, mas alertam que, quanto maior o uso, mais resistência as pragas têm ao veneno. Para ambientalistas, no entanto, a aceleração do ritmo de aprovações é uma forma de o governo colocar em prática tópicos do polêmico projeto de lei 6.299/02, que ficou conhecido como “pacote do veneno”, que ainda está em discussão na Câmara dos Deputados. Para produtores rurais, o registro de novos produtos, especialmente os genéricos, é uma forma de baixar os custos de produção. Em Mato Grosso, maior estado produtor, os agrotóxicos equivalem a 21% dos gastos nas lavouras de soja. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: • Anvisa, que avalia os riscos à saúde; • Ibama, que analisa os perigos ambientais; • Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: • Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. • Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; • Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; • Produto formulado equivalente: produto final “genérico”. Fonte: G1 – Agro

Tecnologia da Indústria 4.0 chega às hortas urbanas

Indústria 4.0, manufatura avançada e software de gestão são termos técnicos que parecem estar bem distantes do dia a dia da maioria das pessoas, no entanto, estas tecnologias estão cada vez mais próximas embarcadas nas coisas mais simples, o cultivo de hortaliças, por exemplo. Intitulado de Fazenda Urbana, o projeto da startup BeGreen, em parceria com a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o Sebrae, prova que a inovação pode contribuir também para o incentivo à sustentabilidade e alimentação saudável. O sistema foi desenvolvido pela Unidade EMBRAPII, SENAI CIMATEC, um dos mais avançados centros de tecnologia e inovação do país, e instalado em uma estufa na fábrica da multinacional Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. As hortaliças livres de agrotóxicos irão abastecer os restaurantes da empresa e também poderão ser compradas pelos funcionários beneficiando uma população em torno de 10 mil pessoas. Diversos experimentos técnico-científicos foram conduzidos no laboratório de testes pela equipe técnica do projeto até chegar ao protótipo. Com a inovação, os produtores conseguem controlar temperatura, luminosidade, umidade e acidez da água da Fazenda Urbana, tudo em tempo real, por meio de um aplicativo. O resultado deste processo é o aumento em até quatro vezes a produção de alfaces e a redução do ciclo do cultivo em 40% na comparação ao método convencional. “O propósito final deste projeto está bastante alinhado com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas). O sistema foi conduzido por um modelo de financiamento ágil e desburocratizado integrado entre EMBRAPII e Sebrae. É um grande passo que permite a união entre grandes e pequenas empresas” afirma Daniel Motta, Gerente de Tecnologia e Inovação da Unidade EMBRAPII, SENAI CIMATEC. Segundo a startup Begreen, a inovação no ramo de aquaponia e aeroponia, ou seja, técnicas de cultivo sem necessidade de solo, traz como principais benefícios o aumento da produtividade, otimização de tempo de produção, redução de despesas com logística, uma vez que a produção pode ser realizada dentro de centros urbanos, e menor demanda por insumos como água e agrotóxicos, contribuindo assim para uma produção mais limpa. O protótipo de aeroponia vertical com a utilização de LED, agregados aos conceitos da Indústria 4.0, demonstrou potencial real de produção para o comércio em larga escala e em curto espaço de tempo. EMBRAPII e Sebrae Este e diversos outros projetos são resultados de uma parceria entre EMBRAPII e Sebrae que acabaram de firmar novo contrato que pode gerar até R$100 milhões em investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em projetos de startups, micro e pequenas empresas. O objetivo é financiar ideias inovadoras de pequenos empreendedores buscando potencializar a competitividade de suas empresas no mercado. No modelo convencional da EMBRAPII são financiados até 1/3 do valor dos projetos inovadores da indústria brasileira com recursos não reembolsáveis, além de colocar à disposição para seu desenvolvimento as Unidades EMBRAPII, renomados centros de pesquisa credenciados pela instituição. No modelo específico que inclui o Sebrae, os empreendedores recebem o complemento de suas contrapartidas financeiras nos projetos compartilhando os riscos e contribuindo para sua viabilização. Fonte: Assessoria de Comunicação da EMBRAPII

Frutas, legumes e verduras devem obedecer padrões visuais

Frutas, legumes e verduras deverão obedecer a uma padronização visual estabelecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em conjunto com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e a Embrapa Hortaliças. De acordo com o Mapa, por enquanto, 17 produtos já passam a cumprir o padrão: abacate, alface, banana, batata, caqui, laranja, mamão, manga, melão, melancia, maçã, uva, morango, nectarina, pêssego, tangerina e tomate A medida visa cumprir a Instrução Normativa (IN) nº 69, estabelecida pelo Mapa em novembro de 2018. De acordo com o Ministério, os produtos devem estar inteiros, limpos, firmes, sem pragas visíveis a olho nu, fisiologicamente desenvolvidos ou com maturidade comercial. As frutas, legumes e verduras também não podem ter odores estranhos, estar excessivamente maduros ou passados, apresentar danos profundos, ter podridões, estar desidratados, murchos ou congelados. Ao obedecer os critérios, os alimentos estarão dentro dos padrões para o consumo e, portanto, aptos para ser comercializados. De acordo com Anitta Gutierrez, chefe do Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp, o controle de qualidade deve ser feito já “na roça”, pelo detentor do produto, pois é ele o responsável por obedecer a esses padrões. “O objetivo é que isso melhore o cuidado com que os alimentos são comercializados, o que também contribui para a diminuição da concorrência desleal. Enquanto tem produtor que colhe o produto imaturo e comercializa mesmo sabendo que ainda não está bom para consumo, tem produtor que faz tudo certo e é prejudicado”, ela diz. Anita Gutierrez explica que, quando estes produtos chegarem à Ceagesp ou ao mercado, já estarão com aspectos que facilitarão a escolha de quem compra. “Vai deixar de existir aquela prática de misturar na gôndola o produto velho com o novo. Isso vai fazer com o que o supermercado faça uma seleção primária e o consumidor esteja mais seguro de estar levando para casa um produto que veio da roça com qualidade”, diz. Para ela, muito que se perde de alimento é devido ao dano mecânico, desde a colheita, passando pelo transporte até chegar ao mercado. “A padronização visual vai melhorar todo o sistema de produção e fazer com que os alimentos sejam melhor embalados”. Além disso, ela assegura que um produto que tenha deformações leves não será descartado. “Serão descartados somente aqueles produtos que qualquer produtor sabe que é defeito grave”, afirma Anita Gutierrez. Importação e exportação Os padrões também serão obedecidos no momento da importação. “Isso já vale para as frutas natalinas importadas todo final de ano. Aquelas que não cumprirem os critérios, podem não entrar no nosso país’, explica a chefe de qualidade da Ceagesp. De acordo com o Mapa, os auditores fiscais federais agropecuários passam por capacitação para identificar os produtos que estiverem fora dos padrões de qualidade estabelecidos pela IN 69. Já as frutas de exportação devem atender os padrões exigidos pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), dentro do chamado Programa de Frutas e Hortaliças. No caso do Brasil, a obediência à padronização para a exportação se dará de forma voluntária, conforme interesse do exportador ou exigência do país importador. Segundo o Coordenador-Geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, os países importadores são bastante exigentes. “Eles têm pessoal treinado para não deixar ingressar produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade estabelecidos pelos padrões visuais”. Fonte: Globo Rural

Justiça suspende registro de 63 agrotóxicos autorizados em setembro

A Justiça Federal do Ceará suspendeu o registro de 63 agrotóxicos feito pelo Ministério da Agricultura em setembro. A decisão é provisória e ainda cabe recurso e o governo disse que ainda não foi notificado. O pedido foi feito por meio de uma Ação Popular movida pelo deputado federal Célio Studart (PV-CE). A decisão foi publicada na segunda-feira (19) e o juiz responsável pela ação, Luís Praxedes Vieira da Silva, entendeu que a comercialização destes produtos pode trazer riscos à saúde e ao meio ambiente. os produtos registrados em setembro, os mais polêmicos são os que têm como base o sulfoxaflor, que é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em estudo no exterior (veja a lista completa abaixo). Outros produtos que tiveram o registro suspensos estão princípios ativos fluopiram, que é usado para matar fungos, e o dinotefuram, um inseticida. O registro dos 63 agrotóxicos suspensos pela Justiça ocorreu no dia 17 de setembro. Desse total, 2 são princípios ativos (que servirão de base para produtos inéditos) e 5 são novos produtos que estarão à venda. Os demais 56 são genéricos de pesticidas que já existem no mercado. “A permissão para livre comercialização dos agrotóxicos com alta taxa de toxibilidade (sic) é incompatível com os princípios que regem a atividade econômica […] De nada adiante um país economicamente rico com uma população gradativamente doente, o que será desencadeado dentro em breve se não combatermos hoje a prática inclusiva de tais agentes químicos e biológicos nocivos ao nosso meio ambiente”, disse o magistrado na decisão. Procurado pelo G1, o Ministério da Agricultura disse que ainda não foi notificado da decisão e que “oportunamente, irá analisar as medidas cabíveis”. O governo tem 15 dias para contestar a medida após sua publicação. No ano, o governo registrou 382 novos pesticidas. Agrotóxicos suspensos O dinotefuram é utilizado no controle de insetos sugadores, como percevejos. Ele poderá ser aplicado em 16 atividades: arroz, aveia, batata, café, cana-de-açúcar, centeio, cevada, citros, feijão, milheto, milho, pastagem, soja, tomate, trigo e triticale. Ele é considerado extremamente tóxico pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O pesticida não tem registro para uso agrícola na União Europeia (apenas doméstico) e está em reavaliação nos Estados Unidos, onde o primeiro registro consta de 1985. Para uso agrícola, o produto tem aval desde 2004. Já o fungicida fluopiram é um produto indicado para combater parasitas que atacam a raízes das plantas (nematoides) e terá autorização para 7 culturas: algodão, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, milho e soja. O Ministério da Agricultura afirmou que o produto estava na fila para registro no Brasil havia 10 anos. Ele possui registro na União Europeia e também está autorizado nos Estados Unidos desde 2012 (e em análise para uso residencial). Na época, o Ministério da Agricultura também autorizou 56 novos produtos genéricos, sendo 47 para quebra de patentes para a indústria (produto técnico equivalente) e 9 para utilização dos produtores rurais (produto formulado equivalente). Fonte: G1 – Agro

Empresa mapeia perfil do consumidor para evitar desperdício de alimentos

A inteligência artificial tem ajudado o setor de alimentação a evitar desperdício. Agora ela também começa a ser usada para traçar o perfil do consumidor e oferecer um cardápio quase personalizado. Arroz, feijão, sushi ou hambúrguer. O que você come ou deixa de comer já não é mais segredo para ninguém. “Esse é desafio das grandes empresas, conhecer consumidor, gerar engajamento. Gerar valor e gerar novas experiências para todos eles”, diz o gerente de TI Rafael Tobara. Rafael é gerente de tecnologia da empresa de alimentação que implantou em um coworking em São Paulo um projeto piloto: quiosques com alimentos escolhidos por inteligência artificial para o pessoal que trabalha ou visita o lugar. “Esse mapeamento é feito quando a pessoa baixa o aplicativo e ele segue a pessoa: vou entendendo o que você vai comprar em outros lugares de varejo. Quanto maior o número de compras que você faz, eu consigo entender melhor seu objetivo o que você gosta pra te oferecer esse produto”, explica Tobara. E tem mais inovação: a empresa trabalha com o conceito de honest market, mercado da honestidade na tradução literal. Não tem funcionário para atender. O cliente baixa o aplicativo no celular e paga com o QR Code. A inteligência artificial também é usada para traçar o perfil dos clientes de restaurantes corporativos – outra área de atuação da empresa de alimentação. “A gente impacta 1,3 milhão de pessoas diariamente, dando algum tipo de refeição. E a gente quer entender o perfil de consumo dessas pessoas, o melhor padrão de consumo pra fazer a melhor compra e disponibilizar os melhores produtos para cada pessoa”, diz Rafael. Com a tecnologia, a empresa quer levar uma nova experiência de consumo ao cliente e evitar desperdício. Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Analfabetismo atinge 15,6% dos agricultores que manipularam pesticidas, diz IBGE

Dados do Censo Agropecuário 2017 divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE mostraram que 15,6% dos agricultores que utilizaram pesticidas não sabem ler e escrever e, destes, 89% declararam não ter recebido qualquer tipo de orientação técnica, o que potencialmente eleva os riscos de contaminação. Dos produtores alfabetizados que utilizaram os chamados “agrotóxicos”, 69,6% possuíam no máximo o ensino fundamental e, entre eles, apenas 30,6% declararam ter recebido orientação técnica a respeito da aplicação do produto, de acordo com nota publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O problema do analfabetismo e da falta de orientação desafiam mudanças previstas em um novo marco regulatório sobre classificação de riscos de defensivos agrícolas, que incluem alterações nas rotulagens justamente para minimizar os perigos, com base em padrões internacionais. Os agricultores são considerados os mais vulneráveis às substâncias, por trabalharem e manipularem os produtos. “Uma pessoa que não sabe ler e escrever e que não recebeu orientação técnica, em quais condições aplicava esse agrotóxico?”, disse o gerente técnico do Censo Agropecuário, Antonio Carlos Florido, em comunicado nesta sexta-feira. Florido comentou ainda que o mais preocupante é o modo como o pesticida é utilizado. “O problema é o mau uso, a falta de instrução e a falta de fiscalização, não o produto em si”, concluiu. O Brasil —um potência agrícola em grande área tropical em que a incidência de pragas e doenças é mais agressiva— é importante consumidor de agroquímicos, e o governo tenta atualizar uma lei dos pesticidas com o objetivo de agilizar a oferta produtos mais modernos. O objetivo, que é criticado por parcela da sociedade que teme aprovações sem estudos completos de novos agroquímicos, é garantir maior competitividade para os agricultores brasileiros, que poderiam ter acesso a produtos mais eficazes para combater pragas e doenças no campo, já utilizados em outros países. Em relação aos estabelecimentos que declararam utilizar agrotóxicos, 73% tinham menos de 20 hectares de área de lavouras, ou pequenas propriedades. O número de estabelecimentos que admitiram usar agrotóxicos aumentou 20,4% nos últimos 11 anos, apontou também o Censo Agropecuário. MECANIZAÇÃO A mecanização alterou o perfil do trabalho no campo e influenciou a diminuição de mão de obra no setor nos últimos 11 anos, segundo o levantamento do IBGE. O número de estabelecimentos com tratores aumentou 50% em relação ao último censo, realizado em 2006.Durante esse mesmo período, o setor agropecuário perdeu cerca de 1,5 milhão de trabalhadores.O pessoal ocupado nos estabelecimentos agrícolas diminuiu 8,8%, para 15,1 milhões em 2017. Esse número inclui a perda de 2,2 milhões de trabalhadores na agricultura familiar e aumento de 703 mil na agricultura não familiar, disse o IBGE. Além de tratores, aumentou também o número de estabelecimentos com outras máquinas, como semeadeiras ou plantadeiras, colheitadeiras, adubadeiras ou distribuidoras de calcário, e também meios de transporte como caminhões, motocicletas e aviões. De acordo com o gerente técnico do Censo Agropecuário, o processo de mecanização é algo crescente e contínuo. “Quanto mais automação, menos gente na produção. Isso tem acontecido em todos os setores da economia, não é algo restrito ao setor agropecuário”, afirmou. O trabalho braçal vem sendo substituído pelas máquinas agrícolas, cenário que, de acordo com Florido, obriga os trabalhadores do campo a buscar qualificação para operar a maquinária. De acordo com o gerente técnico, uma colheitadeira de cana substitui em média 100 pessoas, por exemplo. Fonte: Reuters

Rastreabilidade: produção e consumo responsável de alimentos

O sistema de rastreabilidade de vegetais frescos (frutas, verduras, legumes, raízes, tubérculos e hortaliças vendidos in natura) entrou em vigor no Brasil em 8 de agosto deste ano, dando maior transparência aos processos de produção e logística dos produtos agropecuários. A Instrução Normativa Conjunta nº 2 (INC2) do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde), de 8 de fevereiro de 2018, será aplicada em todo o território nacional, de forma gradativa e por grupos de alimentos, até agosto de 2021. O objetivo a normativa é o monitoramento e controle dos resíduos de agrotóxicos. Assim, o consumidor terá o conhecimento da origem dos produtos consumidos. Em resumo, a rastreabilidade é saber: Quem produziu? O quê? Quando? Como? E para quem vendeu? Contribuindo para a identificação do produtor caso ocorra a identificação de produtos com resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima dos limites máximos permitidos pela legislação. É uma forma de aumentar a segurança alimentar no Brasil, garantindo alimentação saudável à população. Outros países da Ásia, Estados Unidos e Europa já possuem sistemas de rastreamento de vegetais in natura. Apesar da legislação nacional, há cinco anos o Paraná trabalha no desenvolvimento de processos de rastreamento da cadeia produtiva de vegetais frescos, desde a vigência da resolução 748/2014 sobre a rotulagem de alimentos. Ou seja, os agricultores já fazem a identificação dos seus produtos (informam o produto, nome, endereço, CPF, CNPJ e Inscrição Estadual ou CAD/PRO, peso ou quantidade, número do lote). Mas a INC2 exige também um Caderno de Campo com informações dos agrotóxicos utilizados para tratar as pragas das culturas, que deve ser implementado e desenvolvido. De acordo com a Engenheira Agrônoma Elisangeles Baptista de Souza, assessora técnica do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), a implementação da rastreabilidade representa um avanço para investigar causas e origens de irregularidades, como do uso de agrotóxicos, e contribui para transparência na comercialização de frutas e hortaliças com conhecimento da origem. A divulgação dos resultados dos programas de monitoramento de defensivos acaba criminalizando o produto e todos que o produzem. No caso dos grandes produtores paranaenses de vegetais frescos, muitos se adequaram às medidas de rastreabilidade por exigência de fornecedores como o Carrefour, Angeloni e Pão de Açúcar. A Frutas Tomita Itimura, indústria localizada em Cornélio Procópio-PR, implantou o sistema de rastreabilidade em 2011 por meio de um aplicativo criado pela PariPassu (startup de Florianópolis-SC que desenvolveu um software para produtores de frutas e hortaliças). Segundo o produtor rural Guilherme Itimura, quando entrou em vigência a legislação paranaense da rotulagem, a empresa já estava bem adiantada. “Era o nosso diferencial. Agora eu sinto que a exigência está cada vez maior. Na época, fizemos muitos investimentos. Hoje ainda temos a mensalidade do programa utilizado, mais o custo da equipe que acompanha os processos”, ressalta. O app Conecta da PariPassu foi criado em 2005, como ferramenta de rastreamento de frutas, legumes e verduras. Em 2018, 1,2 milhão de toneladas de alimentos foram rastreados pelo sistema, 20% a mais do que era realizado antes da normativa brasileira. Pelas legislações estadual e nacional, a identificação dos vegetais in natura deve ser feita no Brasil por etiquetas manuscritas ou impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code ou qualquer outro sistema de monitoramento dos alimentos. Porém, apesar de ser uma tecnologia considerada importante no mundo atual, o QR Code não é obrigatório e não substitui a rotulagem. A ferramenta é apenas um complemento no repasse das informações dos produtos alimentícios. Produção e consumo responsável A produção de alimentos passa por diversas transformações em todo o mundo porque o consumidor está cada vez mais exigente, diz o gerente da Regional Maringá do Crea-PR, Engenheiro Civil Hélio Xavier da Silva Filho. Ele destaca que atualmente são 15.561 engenheiros agrônomos habilitados no Conselho de Engenharia e Agronomia do Paraná que poderão atuar neste processo de rastreamento de alimentos. É que o Engenheiro Agrônomo desempenha um papel fundamental, pois assiste a cultura, monitora pragas e doenças e seus níveis de incidência, decide pelo momento correto do uso e prescreve na receita agronômica o defensivo agrícola correto para controle. A Engenheira Agrônoma, Rosane Scapin, complementa ainda que o profissional tem a responsabilidade não só de aplicar as práticas agrícolas de plantio, mas também de conhecer sobre o produto usado e inclusive sobre período de carência dos agroquímicos (período necessário entre a aplicação e a data de colheita). Assim, frutas e hortaliças podem ser consumidas in natura com segurança e livres de residuais de produtos químicos, prezando pela saúde da população. Valor agregado Frente às demandas atuais, a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares) acredita que a proposta de rastreabilidade agrega valor ao produto, contribui e aumenta a segurança e controle de qualidade dos alimentos produzidos. O diretor institucional da Abrafrutas (Associação Brasileira de Exportadores de Frutas e Derivados), Pierre Nicolas Peres, afirmou para a Agência Brasil que as novas medidas eram reivindicação antiga do setor: “Todos ganham com a rastreabilidade, com exceção ao produtor ou comerciante que não trabalha com seriedade”. Em 2012, a Abras (Associação Brasileira de Supermercado) e entidades parceiras apresentaram o RAMA (Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos) para incentivar as Boas Práticas Agrícolas. O programa propõe a adoção de padrões internacionais de qualidade dos alimentos comercializados. Até 2018, 745 fornecedores, atacadistas, distribuidores e varejistas de 264 municípios e 20 estados do país aderiram à iniciativa. No Paraná, as redes Assaí, Atacadão e Bom Dia são algumas delas. O consumo consciente é tendência mundial, que impulsiona a modernização dos produtores e fornecedores. Dados da Euromonitor International (consultoria de inteligência de mercado focada no consumo), a venda de alimentos e bebidas com apelo politicamente correto movimenta 800 bilhões de dólares ao ano. Para 2020, as receitas desses negócios devem ultrapassar 1 trilhão de dólares. Cases de rastreabilidade no Brasil Desde a década de 1990, o Grupo Carrefour trabalha com o Programa Garantia de Origem. Recentemente, a implantação foi da ferramenta blockchain (tecnologia segura para rastrear alimentos). Com a inovação, o consumidor tem acesso às informações detalhadas das etapas de produção e distribuição da linha de suínos Sabor & Qualidade por QR Code. Atualmente, o rastreamento é de 18 cortes, mas a expectativa é incluir mais quatro produtos na plataforma até o fim do ano. Já o Grupo Pão de Açúcar iniciou Programa Qualidade desde a Origem em 2009, mesmo período em que a Walmart lançou o Programa Qualidade Selecionada Origem Garantida. Como forma de ajudar a indústria alimentícia mundial, a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) criou em 2017 um guia de rastreabilidade para implementação do sistema de segurança dos alimentos produzidos. O documento, baseado em legislações dos EUA e Europa, está disponível no site. Rastreabilidade em outros setores Diversos produtos e indústrias aplicam o conceito da rastreabilidade há anos. Na indústria florestal, selos de sustentabilidade garantem a utilização de madeiras de florestas plantadas em combate ao desmatamento. No setor automobilístico brasileiro, 21 milhões de carros passaram por recalls em 2018 após a identificação de falhas mecânicas, graças ao rastreamento dos processos de produção e logística. Em alguns países da Europa e da Ásia, a rastreabilidade da produção de alguns segmentos é obrigatória. Nos Estados Unidos, o sistema é utilizado há mais de 80 anos. Citamos algumas vantagens em rastrear os produtos: · Dá transparência na cadeia produtiva · Auxilia a gestão e controle do estoque · Contribui para a segurança e qualidade do alimento · Aumenta o valor agregado ao produto · Atende às exigências do mercado e ao Código de Defesa do Consumidor · Facilita possíveis recalls · Otimiza o controle de qualidade · Protege contra falsificações e contrabandos Agro Tecnológico e Inovador Lançada neste mês, a “EXPOINGÁ 2020: Conecta você ao novo agro” terá como foco o emprego na tecnologia na melhora da qualidade e produção com sustentabilidade. Organizada pela SRM (Sociedade Rural de Maringá), a 48ª Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá irá ocorrer de 7 e 17 de maio do ano que vem. Para a presidente da entidade, Maria Iraclézia de Araújo, a Expoingá 2020 discutirá oportunidades para o agronegócio brasileiro, num país dinâmico e biodiversificado. “Um agro cooperativista, profissionalizado, moderno, que faz uso do desenvolvimento tecnológico, biotecnologia, pesquisas e inovações científicas para produzir mais e com qualidade, entendendo que a natureza é parte vital para que o Brasil possa cumprir a sua missão de garantir o alimento das futuras gerações”, destaca. Fonte: G1 – Paraná

Presidente da CNA participa de debate no congresso das mulheres do agro

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, participou na quarta (9) da mesa redonda “A voz da liderança das cadeias produtivas do Brasil”, no 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em São Paulo, junto com outras autoridades do setor produtivo. Ao participar do Congresso, Martins disse que é preciso que as mulheres conquistem cada vez mais espaço no setor, citou exemplos de profissionais que estão à frente dos maiores programas do Sistema CNA/Senar e afirmou que o evento é uma ótima oportunidade para a troca de experiências e conhecimento do trabalho realizado em várias regiões do país. “No Brasil, a mulher tem aumentado sua participação no setor agropecuário, mas infelizmente ainda está em desvantagem. Em cada 10 empregos no campo, apenas 20% são ocupados por mulheres. Temos que corrigir essa distorção no perfil do agro”. O Sistema CNA/Senar promove uma série de ações para as participantes do Congresso, como a Rodada Internacional de Negócios, a Vitrine de Negócios e o Prêmio Brasil Artesanal 2019, uma iniciativa do Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais para reconhecer os melhores chocolates artesanais do país produzidos por mulheres. Durante a mesa redonda, o presidente da CNA também apresentou dados dos projetos e programas do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) focados no público feminino. Desde 2017, o Programa Mulheres em Campo, criado para ampliar o protagonismo feminino na administração das empresas rurais, já capacitou 8 mil mulheres. João Martins também afirmou que o setor agropecuário passa por mudanças significativas e os produtores brasileiros têm se esforçado cada vez mais para produzir com qualidade e sustentabilidade. “Quando vejo um evento como esse, com esse público, me sinto satisfeito. As mulheres buscam o que há de mais moderno e eficiente no setor para aplicar no processo produtivo”, destacou. Por fim, o presidente da CNA, destacou a importância da organização da produção rural. “Precisamos ser cada vez mais eficientes e mais competitivos. E não existe produção organizada sem que o produtor esteja organizado”. Na mesa redonda também participaram João Dornellas, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA); Marcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras); e Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). A mediação foi feita por Cláudio Antonio Pinheiro Machado Filho, coordenador do Grupo de Pesquisas Pensa, da FEA/USP. Fonte: Notícias Agrícolas

Publique marca presença no seminário ABAG – CIEE

Única empresa de comunicação e marketing com foco 100% no agronegócio, o Grupo Publique participou da cobertura do Seminário sobre Agronegócio e Diplomacia Ambiental, promovido neste dia 2 de outubro, na capital paulista, pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e o Centro de Integração Escola-Empresa (CIEE). O evento teve a mediação do jornalista Gustavo Franco e a presença de Márcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), e Humberto Casagrande, superintendente geral do CIEE, dentre outros representantes do setor. Entre os temas debatidos por cerca de 400 pessoas, entre representantes do setor, pesquisadores e público em geral, estavam como melhorar a comunicação no Agro, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, os atuais desafios do segmento e a participação da iniciativa privada para melhorar a visibilidade do País no exterior. “Vivemos um momento delicado no âmbito das relações internacionais em que a percepção externa do Brasil está desgastada nos temas relativos ao meio ambiente e aos direitos humanos”, disse o ex-embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), um dos debatedores do evento. “A política ambiental passou a ser instrumento da política comercial, e isso faz parte do jogo”, afirmou, lembrando que o Brasil está assumindo vários compromissos no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, dentre os quais o do desenvolvimento sustentável. “O País vai ter que mostrar que está cumprindo o acordo, que é muito amplo, e aceitar a verificação”, ressaltou. Marcelo Brito, presidente da Abag, destacou os recentes fóruns realizados nos últimos dias, como a Assembleia Geral da ONU. E o Bloomberg Global Business Forum, que reuniu cerca de 60 Chefes de Estado em Nova York/EUA, mas que não teve a presença de representantes de empresas e do governo brasileiro. “Só a Abag estava lá. E vimos o primeiro-ministro da Índia, Narenda Modi, dar um show para angariar amigos e levar investimentos para o seu país”, informou. “Há muitos anos ouvimos falar que o Brasil é o celeiro do mundo, que vai alimentar a população mundial. Mas se o Brasil não produzir, outro fará. Enquanto a gente senta e se orgulha, outro país vai ocupar esse espaço”, alertou. “Marketing é muito mais do que fazer propaganda ou política. O País tem um problema claro de reputação de emissor”, declarou o jornalista e especialista em Marketing em Agronegócio, José Luiz Tejon, para exemplificar os problemas de comunicação enfrentados pela área. Para melhorar este cenário, segundo ele, é necessário trazer a iniciativa privada para esse tipo de debates. “Precisamos da orquestração de todas as cadeias do agro para a busca integrada de negócios”, salientou. Fonte: Publique

CIEE promove seminário sobre agronegócio nesta quarta-feira

Na próxima quarta-feira (02/10), em São Paulo, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) promove o seminário Agronegócio e Diplomacia Ambiental, no Auditório do CIEE. O evento é gratuito. O objetivo é discutir as perspectivas do agronegócio brasileiro, bem como o mercado profissional neste segmento, por meio do novo projeto de aprendizagem que permite a inserção de jovens e rejuvenescimento da mão de obra no setor. Atualmente, 500 jovens já estão sendo capacitados em todo Brasil e o CIEE prevê abertura de 5 mil vagas para aprendizes no campo até o final de 2020. Com mediação do jornalista Gustavo Porto, o evento contará com a participação de lideranças do agronegócio brasileiro, entre elas: – Rubens Barbosa, embaixador e Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE). – Humberto Casagrande, superitendente Geral do CIEE. – Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). – Márcio Milan, superintendente executivo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). – José Luiz Tejon Megido, Tejon Communication & Action International Ltda. De acordo com Luiz Gustavo Coppola, superintendente de atendimento do CIEE, o programa dará início a um círculo virtuoso. “Ao menos 80% da mão-de-obra das empresas do segmento agrícola está no campo. Queremos capacitar os jovens para que eles assumam futuramente essas posições e pensem no setor como uma carreira profissional”, disse. Serviço Seminário Agronegócio e Diplomacia Ambiental Quando: 02/10 Horário: 8h30 Local: Auditório do CIEE – Rua Tabapuã, 445 – Itaim Bibi – São Paulo/SP (Estacionamento gratuito no local) Inscrições: através do www.ciee.org.br/portal/eventos Fonte: Café Point

Especialistas do Brasil e da Alemanha se reúnem para discutir bem-estar animal no agronegócio

Reunindo painelistas renomados, 1º Simpósio Brasil-Alemanha de Bem-Estar Animal discutirá meios para melhorar as condições de animais de todos os tipos O tema Bem-Estar Animal ganha cada vez mais importância para a cadeia produtiva brasileira de agronegócio. Por um lado, o tratamento sustentável de animais de produção aumenta sua produtividade, pelo outro exigências internacionais ficam mais rígidas para garantir a qualidade da exportação. Visando ampliar a plataforma de informação e conhecimento sobre o assunto e estimular a cooperação entre Brasil e Alemanha para encontrar novas soluções e meios de melhorar as condições de animais de todos os tipos, a Câmara Brasil-Alemanha irá realizar no dia 24 de setembro o 1º Simpósio Brasil-Alemanha de Bem-Estar Animal. Em sua 1ª edição, o evento busca tornar-se uma referência nacional e internacional junto aos profissionais atuantes na área do agronegócio. Eleito pela Revista IstoÉ Dinheiro Rural uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio, o doutor José Luiz Tejon será o responsável pela mediação do evento, que contará com painéis sobre ética, aspectos científicos e desafios para a legislação. Prof. Paulo César Maiorka, da USP, Márcio Milan, Superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e Marco Aurelio Torronteguy, da TozziniFreire Advogados, estão entre os painelistas confirmados. O evento ainda será palco do lançamento do livro “O Bem-Estar Animal no Brasil e na Alemanha: Responsabilidade e Sensibilidade”, uma obra da Câmara Brasil-Alemanha editada por Jörg Hartung, do Institute of Animal Hygiene, Animal Welfare and Farm Animal Behaviour (TiHO), Hannover, Mateus Paranhos da Costa, do Departamento de Zootecnia da FCAV-UNESP e a pecuarista Carmen Peres, da Fazenda Orvalho das Flores de Araguaiana (MT). SIMPÓSIO BRASIL-ALEMANHA DE BEM-ESTAR ANIMAL Serviço: Data: 24 de setembro de 2019 Horário: das 8 às 18h Local: Espaço Citron, Avenida Cecília Lottenberg, 12, Chácara Santo Antônio, São Paulo Inscrições: https://www.sympla.com.br/simposio-brasil-alemanha-de-bem-estar-animal__638926 Fonte: Cartão de Visita News

Capacitação é importante para apoiar os produtores de hortifrúti a cumprir as novas exigências da rastreabilidade

A Bayer é uma aliada dos agricultores, oferecendo um programa educacional inédito com 12 módulos de conteúdo online gratuito que ensina a rastrear a produção O setor de hortifrúti está passando por uma profunda transformação que vai mudar a rotina dos agricultores no campo, impactar nas negociações com os supermercados e elevar o padrão de qualidade e segurança dos alimentos para os consumidores brasileiros. Está em andamento o movimento de adequação à Instrução Normativa Conjunta INC nº 2, publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A legislação, que entrou em vigor no ano passado, exige que todos os produtores de frutas, legumes e vegetais frescos implementem a rastreabilidade na produção. Na prática, isso significa que os produtores deverão manter todos os dados de manejo das lavouras registrados, documentando as informações em cadernos de campo ou em sistemas informatizados. “Rastreabilidade é ter o conhecimento de todas as etapas da produção de um alimento desde o campo até o ponto de venda. É o registro das informações em todas as etapas de uma cadeia produtiva. Quando ocorre algum problema é possível, por meio dos registros, se identificar se houve algum erro”, explica Marcus Vinícius Martins, Coordenador-Geral de Produção Agrícola e Florestal do Ministério da Agricultura. Segundo Martins, o Ministério da Agricultura se preocupa com a sustentabilidade e a segurança na produção de alimentos. Mas, quando a fiscalização encontra vegetais fora do padrão, é um desafio encontrar a causa ou quem produziu esse alimento, pois esses produtos ainda são vendidos a granel sem identificação de origem. Com a rastreabilidade obrigatória, essa situação deixará de existir. Em toda a cadeia hortifrúti haverá informações registradas em prol da segurança do alimento e qualquer não conformidade poderá ser identificada com precisão e corrigida. “O produtor tem que ter os registros das informações e uma rotulagem no produto. O supermercado também tem que ter um controle da distribuição antes que o alimento chegue na gôndola do supermercado. Nada mais justo do que informar ao consumidor a origem do alimento”, diz Martins. Na ponta da cadeia, os supermercados recebem cerca de 28 milhões de consumidores brasileiros todos os dias no Brasil e essa proximidade com os clientes traz uma visão realista, segundo Marcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). “Nos últimos anos, há uma tendência de aumento do consumo de frutas, legumes e verduras. O consumidor está muito antenado e muito preocupado com a sua saudabilidade. Ele está muito preocupado com a origem desse produto, quer saber como ele é produzido e transportado até o supermercado. O supermercado vem acompanhando essa tendência”, afirma Milan. Segundo ele, o setor supermercadista reconhece a importância da nova legislação e o seu papel no desafio de implementar a rastreabilidade no Brasil. “O supermercado tem a responsabilidade de garantir para o consumidor que o alimento é seguro. Com a rastreabilidade, o supermercado consegue não só garantir isso, mas consegue voltar eventualmente até o setor produtivo para corrigir algum desvio e melhorar as práticas. O supermercado tem a informação de quem produziu e como foi produzido”, diz Milan. A rastreabilidade traz benefícios para todos os envolvidos na cadeia. E é por isso que os supermercados já vêm trabalhando de forma voluntaria há vários anos no tema com um programa desenvolvido pela ABRAS, o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). “Esse é um programa que exerce os 3 pilares: comunicação com os elos cadeia, educação porque ensina sobre o processo produtivo e transparência ao consumidor”, diz Milan. Leia mais: rastreabilidade visa garantir segurança de frutas e vegetais frescos. Outro exemplo de iniciativa de sucesso é o Sistema de Produção Integrada, que busca adequar os processos produtivos na implementação das boas práticas agrícolas. “Produção Integrada é um programa desenvolvido no Brasil pelo Ministério da Agricultura baseado nas boas práticas agrícolas. Ele permite que o produto passe por auditoria e receba um selo de certificação chamado ‘Brasil Certificado’. Qualquer programa que tente melhorar a qualidade do alimento é vantajoso para o Brasil”, afirma Martins. Capacitação online – BayG.A.P Os produtores que buscam informações para implementar as boas práticas de forma correta na fazenda podem contar com o apoio da Bayer. Foi lançado o treinamento BayG.A.P, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). “O BayG.A.P é uma ferramenta de treinamento potente para o produtor, para que ele possa se desenvolver e criar capacidades com relação às Boas Práticas Agrícolas”, diz Christian Fischer, Gestor de projetos de Cooperação Técnica do IICA. Segundo Fischer, o BayG.A.P está estruturado em 12 módulos com aulas online sobre Boas Práticas Agrícolas, englobando temas de grande importância como Produção Integrada e Certificação, Manejo Integrado de Pragas, Sistemas de Irrigação, rastreabilidade e Segurança do Alimento. O curso online é totalmente gratuito e está acessível para qualquer produtor de hortifrúti. Basta que o agricultor realize a inscrição online para iniciar as aulas na plataforma do IICA, no link aqui. De acordo com Cristiane Lourenço, Gerente global de relacionamento com a cadeia de alimentos da Bayer para América Latina, o BayG.A.P é uma iniciativa da Bayer que já capacitou centenas de produtores em 18 países. “O BayG.A.P é um programa de sucesso que a Bayer desenvolveu globalmente em parceria com a GlobalG.A.P. e vimos a necessidade de trazer para o Brasil para apoiar os produtores. O BayG.A.P. chega aos pequenos, médios e grandes produtores com as principais informações de boas práticas, principalmente com relação à aplicação correta de defensivos, para garantir a segurança do alimento e estar de acordo com a normativa de rastreabilidade”, afirma Cristiane. Além disso, com o treinamento, o agricultor pode ir além e buscar certificações internacionais como o GlobalG.A.P. para agregar mais valor à produção e buscar novas oportunidades comerciais. “O BayG.A.P é o primeiro passo de informação para ajudar a treinar equipe. É um treinamento que pode apoiar o produtor a implementar as boas práticas e posteriormente uma certificação como o GlobalG.A.P.”, diz Cristiane. Leia mais: BayG.A.P apoia produtores a cumprir legislação de rastreabilidade e boas práticas agrícolas em hortifrúti. Fonte: Rede AgroServices

Bayer e IICA lançam capacitação online sobre produção sustentável

Promover a agricultura sustentável é uma prioridade na agenda de quem trabalha com o campo. Para ajudar o produtor e as equipes que trabalham no dia a dia da fazenda, a Bayer acaba de lançar um treinamento on-line focado nas boas práticas agrícolas. Desenvolvido em colaboração com o GlobalG.A.P. e oferecido em colaboração com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o treinamento virtual do BayG.A.P. já está disponível para todos os produtores brasileiros. Os módulos de treinamento estão disponíveis on-line na forma de vídeo aulas com conteúdo prático, para que produtores e trabalhadores rurais possam se atualizar sem sair de casa. “Existe também a opção presencial, com três dias de treinamento para grupos de produtores, mas o formato on-line democratiza o acesso à informação, especialmente porque atinge pequenos e médios agricultores”, diz a gerente de relações com a cadeia alimentar da América Latina, Cristiane Lourenço. As sessões fornecem tópicos como manejo integrado de pragas, uso seguro de produtos de proteção de culturas, a importância da segurança dos polinizadores, rastreabilidade e muito mais. “O BayG.A.P é uma poderosa ferramenta de treinamento focada no desenvolvimento dos agricultores, relacionada às boas práticas agrícolas para a produção de alimentos seguros”, afirma o gestor de Projetos de Cooperação Técnica Internacional e Ponto Focal de Projetos para a Regional Sul do IICA Brasil, Christian Fischer. Além de todo o conhecimento a ser usado no dia-a-dia, outro grande benefício para o agricultor é o fato de o treinamento funcionar como uma preparação para os produtores que desejam obter importantes certificações internacionais, como o GlobalG.A.P, que é um pré-requisito para exportação para muitos mercados. Por outro lado, no Brasil, por exemplo, o treinamento também traz à tona a questão da rastreabilidade que, desde agosto, se tornou uma exigência para os produtores de frutas e vegetais frescos. Por esse motivo, o BayG.A.P no Brasil conta com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). “Através deste acordo, a ABRAS é responsável por promover o treinamento e incentivar a participação dos produtores. Nosso objetivo é que todas as frutas e verduras da natureza, destinadas ao consumidor final brasileiro, sejam rastreadas (da produção à logística e distribuição de estoque). Acreditamos que essas iniciativas são essenciais para garantir alimentos seguros e saudáveis à mesa dos brasileiros”, explica o superintendente da ABRAS, Márcio Milan. BayG.A.P. é um treinamento aliado do produtor e de toda a cadeia alimentar. Com boas práticas agrícolas, o agricultor atende aos requisitos de nível global, podendo expandir seus negócios para outros mercados. O treinamento está disponível desde 14 de agosto e o registro on-line para o BayG.A.P. pode ser acessado aqui. Fonte: Grupo Cultivar

Superintendente da ABRAS fala do consumidor atual no Siavs

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Marcio Milan, participou na manhã de hoje (28), do painel Demandas do Consumidor Atual, no Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (Siavs), maior evento dos setores no Brasil, que começou ontem, no Anhembi, em São Paulo. 9027 Moderado pelo pesquisador da Embrapa, Dirceu Talamini, o painel também contou com o diretor executivo, Philip Wilkinson, da 2 Sisters Food Group, da Inglaterra. Nas discussões estavam as transformações pelas quais o mercado consumidor tem passado nos últimos anos, com clientes cada vez mais exigentes e voltados às políticas que valorizem a saudabilidade e o bem-estar animal, e a necessidade dos produtores se adaptarem a esses novos comportamentos para se perpetuarem no mercado. “O consumidor nunca exerceu tanta influência na dinâmica do varejo alimentar como atualmente. A busca por produtos saudáveis tem conquistado novos adeptos a cada dia, e tem se tornado um dos principais pilares dos novos hábitos de consumo. Palavras como praticidade, sofisticação e sustentabilidade estão mais presentes no vocabulário do brasileiro. Este movimento está só no começo, e cabe ao varejo ficar atento a essa evolução”, ressaltou Márcio Milan, em sua apresentação. Também foram destacadas no painel as oportunidades de expansão dos setores de avicultura e suinocultura no Brasil, por serem considerados mercados ainda em crescimento, e, no caso dos suínos, pelo desafio de se estabelecerem no mercado como mais uma opção de produto saudável. O Siavs começou ontem, 27/8, e traz até amanhã, diversas palestras voltadas ao agronegócio, além de exposição de produtos e soluções de empresários e produtores brasileiros e estrangeiros. Redação Portal ABRAS

ABRAS debate boas práticas na produção de alimentos em curso da Embrapa

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Márcio Milan, participou, nesta segunda-feira (26), de mesa-redonda que abriu a 6ª edição do Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças, promovida pela Embrapa Instrumentação, na cidade de São Carlos (SP). Também fez parte da mesa a pesquisadora da Fundação Getulio Vargas (FGV), Luciana Marques Vieira. 9021 Sob a mediação do analista da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa, Gustavo Porpino de Araújo, Milan, que é também coordenador do programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA) da ABRAS, falou da importância das boas práticas na produção e manuseio, principalmente, de frutas, legumes e verduras, para evitar o desperdício e as perdas no autosserviço, que somaram R$ 6,7 bilhões em 2018, o que representa 1,89% do faturamento total do setor supermercadista. E ressaltou ainda a importância da educação, da comunicação e da transparência para um processo de produção e comercialização de alimentos de qualidade. Durante o curso, foram distribuídos aos participantes os folhetos “Pega Leve” e “Fique Frio”, produzidos pela Embrapa Instrumentação com o apoio da ABRAS, que trazem ilustrações e informações que podem contribuir para mudar o panorama atual de perdas no Brasil. De iniciativa do pesquisador Marcos David Ferreira, o folheto Pega Leve é direcionado ao manuseio, enquanto o Fica Frio é voltado ao gerenciamento da temperatura. O lançamento oficial dos folhetos aconteceu no dia último dia 14, no 7º Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos da ABRAS, que reuniu mais de 400 profissionais do varejo, em São Paulo. Curso Até o dia 30 de agosto, o Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças reúne representantes da cadeia produtiva para discutir sustentabilidade, boas práticas agrícolas, segurança alimentar de produtores e consumidores, entre outros temas. A programação inclui 33 apresentações, com quatro mesas-redondas e 11 oficinas práticas, e também, visita técnica a uma unidade de beneficiamento de laranja, em Araraquara, e a uma de processamento mínimo de hortaliças, em Sumaré, ambas no interior de São Paulo. O curso surgiu em 2011, com o objetivo de transferir tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros para aumentar a eficiência do setor com reduções de perdas. A edição deste ano conta com 104 participantes, de quatro regiões do País, além do Chile. Redação Portal ABRAS Com informações da Embrapa Instrumentação

Sanidade, alternativas na alimentação, bem-estar são temas da Embrapa no Siavs

As enfermidades emergentes de suínos, as alternativas para alimentação de aves e suínos e a modernização no programa de inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) são os temas com participação da Embrapa Suínos e Aves a serem debatidos no Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (Siavs 2019), promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que acontece entre terça (27) e quinta-feira (29), no Anhembi Parque, em São Paulo-SP. As interações dos pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves começam na quarta-feira, dia 28. Às 9 horas, o pesquisador Dirceu Talamini faz a moderação do painel Demandas do consumidor atual, com a participação de Philip Wilkinson, da 2 Sisters Food Group da Inglaterra, e de Marcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermerdos (Abras). Também a partir das 9 horas, a pesquisadora e chefe-geral do centro de pesquisa em Concórdia-SC, Janice Zanella, fala sobre Senecavírus durante o painel Enfermidades emergentes de suínos, com a moderação de David Barcellos (UFRGS) e a participação de Marcelo Nunes de Almeida, da Iowa State University-EUA e Luis Barcos, da OIE da Argentina. Na quinta-feira, dia 29, às 9 horas, o pesquisador Dirceu Talamini modera o painel Cereais de inverno, com a participação da também pesquisadora Teresinha Marisa Bertol, que aborda os desafios da pesquisa brasileira sobre o valor nutricional dos cereais de inverno para aves e suínos. O painel ainda terá a presença de Henk Enting, da Cargill da Holanda, Sandra Gehrke, da Seara, e de Paulo Pires, da Fecoagro. No mesmo dia, a partir das 9 horas, o pesquisador Luizinho Caron estará no painel sobre o programa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de inspeção de ante e post mortem com base de risco, com moderação de Andréa de Moura, da SFA-SP, e presença de Maria Carolina Hortêncio, do Dipoa/Mapa, e de Márcia Franke, do Mapa. Estande móvel – Além da participação nos painéis do congresso do Siavs, pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves também apresentarão trabalhos na programação científica do evento. A Unidade estará ainda na área dos expositores da feira com uma novidade. Em vez de um espaço montado em um estande, o atendimento ao público será feito na van da Embrapa. O veículo foi repassado para a Embrapa em um convênio com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e é utilizada em eventos e ações de transferência de tecnologia e de capacitação de públicos específicos. Na van, serão repassadas informações sobre as áreas de meio ambiente (rotas tecnológicas para tratamento de efluentes da suinocultura, com foco no Sistrates e compostagem de dejetos); bem-estar em suinocultura e sanidade na suinocultura e na avicultura de postura comercial, com informações específicas sobre o controle de salmonela em ambas as atividades. Os visitantes ainda poderão conhecer o Projeto TEC-DAM, com as tecnologias já avaliadas pela Embrapa Suínos e Aves para o destino correto de carcaças de animais mortos na granja. InovaAvi 2020 – Além disso, estarão disponíveis as primeiras informações sobre o InovaAvi, o primeiro desafio de ideias na avicultura, que acontece em maio de 2020 na Embrapa Suínos e Aves. A proposta é fomentar a inovação de impacto na avicultura e atrair pessoas inovadoras com ideias em qualquer estágio de maturidade, colaborando para que se tornem negócios e soluções para a cadeia produtiva. O InovaAvi é voltado para estudantes universitários ou profissionais independentes de diversas áreas de conhecimento, organizados em equipes e startups. O evento – O Siavs é considerado o maior evento da avicultura e da suinocultura do Brasil. Durante os três dias da feira, são esperados mais de 15 mil visitantes, entre compradores, técnicos, pesquisadores, consultores, estudantes, lideranças políticas e setoriais de vários países. Fonte: Ambiente Brasil

Rastreabilidade permitirá monitorar vegetais secos

Entre os projetos a serem trabalhados pelo Comitê Agro da Associação gaúcha de Supermercados (Agas) está a rastreabilidade dos produtos. Segundo André Bordignon, gestor de projetos do Juntos para Competir, no Projeto Horticultura, é tratada a rastreabilidade, através de consultorias de adequação à legislação vigente (Instrução Normativa nº 02/2018). Caso o produtor precise de um sistema rastreável com código de barras ou QR Code, deve procurar empresas terceirizadas parceiras do Programa de Rastreamento e Monitoramento de Alimentos (Rama), da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e da Agas. Rastreabilidade define uma série de procedimentos que permite detectar a origem e acompanhar a movimentação de um item ao longo de toda a cadeia produtiva, com informações e documentos registrados. Ou seja, é uma forma de conhecer a história completa e o caminho percorrido pelo produto, desde o plantio até a chegada ao consumidor. Os procedimentos foram criados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 7 de fevereiro de 2018, sendo obrigatórios em todo o País. Como principal objetivo da medida está o auxílio ao monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos. Dessa forma, desde o plantio até chegarem ao consumidor, os vegetais secos serão monitorados, e todas as etapas de produção, comercialização, exportação e importação deverão ser rastreadas. ATENÇÃO AOS PROCEDIMENTOS O que o produtor precisa fazer para atender à legislação da rastreabilidade: • Identificar o produto com rótulo/etiqueta (nome ou razão social; CPF, IE ou CNPJ, ou CGC/Mapa; endereço completo ou, quando localizado em zona rural, coordenada geográfica, ou CCIR; nome do produto; variedade ou cultivar; peso líquido ou unidade; data de embalagem; lote; não contém glúten); • Ter as informações básicas sobre a história do produto, desde o plantio até a colheita. Ex.: caderno de campo (registros dos insumos utilizados com a data da aplicação etc.); • Guardar a nota fiscal de venda do produto com informações de lote e variedade; • Apresentar receituário agronômico emitido por profissional competente. Fonte: Jornal do Comércio

Setor supermercadista registra R$ 6,7 bilhões em perdas

As perdas dos supermercados brasileiros somaram R$ 6,7 bilhões em 2018, o que corresponde a 1,89% do faturamento bruto do setor*, de acordo com a 19ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS. Dentre as principais causas de perdas citadas pelos entrevistados estão: quebra operacional, 40%, furto externo, 20%, erro de inventário, 13%, e furto interno, 7%. As seções que lideram os índices de perdas (por faturamento bruto) são: FLV (frutas, legumes e verduras), 5,54%, Rotisserie/Comidas Prontas, 5,52%, Padaria e Confeitaria, 4,12%, e Peixaria, 4,04%. Os itens que mais sofreram perdas em valor e quantidade no ano passado foram: refrigerantes, cervejas, cortes bovinos (exceto picanha), pilhas e baterias, chocolates em barra e tabletes, queijos, desodorantes, azeites e sabão em pó. “As perdas e o desperdício estão entre os maiores desafios do setor supermercadista e, somente com o trabalho em conjunto com as redes é que poderemos buscar soluções mais eficazes para mudar esse quadro. A ABRAS atua com afinco, por meio do nosso Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdícios de Alimentos para identificar os problemas em comum e desenvolver as melhores estratégias para evitar prejuízos. É muito importante entender que a prevenção não é gasto, e sim, investimento”, destaca o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto. Perecíveis e não perecíveis Dentre os principais motivos citados pelos entrevistados sobre as perdas identificadas nos perecíveis estão: validade vencida, 36,92%, e impróprio para venda, 30,03%; e nos não perecíveis: validade vencida, 39,87%, e produtos avariados, 25,68%. Prevenção Do total de respondentes da pesquisa, 66% possui área de prevenção de perdas na empresa, ante 68% no ano anterior, um decréscimo de 0,2 ponto percentual em relação a 2017. Dentre os principais motivos citados pelos supermercadistas que não possuem a área de prevenção de perdas nas lojas estão o alto custo e a falta de retorno do investimento. Na avaliação também foram identificados os recursos tecnológicos mais utilizados atualmente pelos empresários para prevenir as perdas nas lojas: CFTV (monitoramento por câmeras), coletor de dados para a realização de inventário e alarmes de acesso. Em relação às principais atividades adotadas para a prevenção de perdas, citadas pelos supermercadistas, estão: definição das metas de perdas e controle de planos de ações, treinamento para colaboradores, e processos mais cuidadosos no recrutamento e seleção. Respondentes A 19ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados foi realizada com base nas informações de 236 redes supermercadistas participantes, que somam 3.532 lojas no país. Essas redes faturaram R$ 46,3 bilhões em 2018, o que representa 13% do faturamento total do setor supermercadista. *Setor O setor de supermercados registrou faturamento de R$ 355,7 bilhões em 2018, chegando a 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O setor encerrou o ano passado com 89,6 mil lojas e 1,853 milhão de funcionários diretos ante 1,822 milhão registrado em 2017, criando 30,7 mil novas vagas de empregos no País. Fórum Desde às 9h está acontecendo no Espaço Infínitto, em São Paulo, o 7° Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos da ABRAS. Já passaram pelo evento diversos especialistas do varejo para discutir o tema e apresentar cases e soluções para evitar prejuízos nos negócios. O Fórum acontece até às 17h, com discussão final sobre a 19ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados. A cobertura completa do Fórum estará na próxima edição de setembro da revista SuperHiper, publicação oficial do setor. Clique aqui e veja a apresentação na íntegra Redação Portal ABRAS

Grupo conecta produtores de orgânicos a consumidores e garante preços mais acessíveis

Um projeto recém-lançado em Santos vem mudando a forma como muitas pessoas encaram o consumo de orgânicos. Elas não vão mais a feiras e nem a supermercados à procura de verduras, legumes e frutas sem agrotóxicos e ainda conseguem preços mais acessíveis. A possibilidade começou em março deste ano, quando o Grupo Livres passou a fazer a intermediação entre produtores de orgânicos e consumidores para criar uma rede de consumo consciente. “Há alguns motivos por que essa iniciativa é necessária. Primeiro que o Brasil é um país que utiliza muito agrotóxico e as pessoas estão se alimentando de veneno. Depois vem a exploração do trabalho dos agricultores, que por falta de condições logísticas vendem os produtos para atravessadores, que revendem para as grandes redes, que acabam vendendo três, quatro vezes mais caro para o consumidor final”, explica Guilherme Prado, um dos responsáveis pelo Livres Baixada Santista. O projeto funciona assim: a cada semana e quinzena os produtores enviam listas diferentes com os produtos disponíveis para venda. Os membros da comunidade, que hoje reúne 35 famílias, escolhem quais desejam consumir, com um valor mínimo de R$ 20. Como a maioria dos agricultores participa da Feira de Orgânicos do Orquidário, que ocorre todos os sábados, a equipe do Livres vai até lá e retira os produtos escolhidos. Na sede, a equipe do projeto monta a cesta de cada consumidor, que pode optar por retirá-la no local ou recebê-la pelo delivery, com os ecobikers. As listas, que somam quase 70 itens, também possuem produtos como arroz, feijão, geleia, mel, sucos, vinhos e café, todos orgânicos. O valor médio das compras semanais costuma ser de R$ 50 e a diferença de preços em comparação aos orgânicos das grandes redes de supermercados pode chegar a 30%. “Os produtores conseguem uma política de preço diferenciada porque a comunidade garante a eles uma renda fixa, o que é muito importante. Na feira eles nunca sabem se vão vender muito ou pouco”, relaciona Lucas Mattos, outro responsável pelo Livres, que tem uma equipe de quase 15 pessoas. O projeto trabalha com a Associação dos Produtores Orgânicos do Vale do Ribeira (Aovale); a Associação dos Produtores Orgânicos do Alto Tietê (Aproate); com o Movimento dos Sem Terra (MST), maior produtor de arroz orgânico da América Latina; e pequenos agricultores de café do sul de Minas. Breno Almeida, associado da Aovale e produtor orgânico desde 2010, lamenta que as pessoas achem que produtos hortifruti devem ser baratos e não saibam quanto custa produzir alimentos. “O maior problema do produtor é plantar toda uma safra, investir dinheiro e não conseguir vender. Os grandes, que trabalham em escala de produção, têm um custo unitário barato e ainda conseguem vender se perderem parte da safra. Já o pequeno, se plantar cem pés de alface e perder 25 por causa do clima, já são 25% de prejuízo. Com o Livres, sabemos que vamos plantar uma quantidade que está vendida, então não há prejuízo”, afirma. Antes de se tornarem membros efetivos do projeto, os interessados ingressam numa pré-comunidade para testar essa forma de consumo programado. Neste mês será lançada a segunda comunidade fixa, que espera atender mais 35 famílias. “Pedimos um compromisso moral de seis meses de permanência para que os produtores tenham uma segurança. É importante ter essa consciência”, antecipa Lucas. A jornalista Beth Soares conheceu o Livres por uma amiga. Para ela, essa forma de consumo envolve muito mais do que não se alimentar de veneno. “Há o respeito à sazonalidade dos alimentos. Não tem exploração da terra porque o plantio é programado e nem produtor e consumidor são desrespeitados. O sabor é sempre mais acentuado, dando uma a sensação de que estamos comendo algo vivo”, conta. Para aumentar cada vez mais a variedade de produtos oferecidos, o grupo mapeia a preferência dos membros da comunidade a fim de descobrir o que consumiriam no mercado orgânico. Com as respostas, os produtores ganham motivação para variar a base produtiva e as pessoas ampliam os alimentos que consomem, sabendo que o que colocam em suas mesas envolve um processo muito mais complexo do que ir ao supermercado e escolher o que se quer comer. Fonte: Diário do Litoral

Carrefour foi a rede varejista que melhor rastreou alimentos no Brasil em 2018

Pelo quarto ano consecutivo, o Carrefour recebeu da Associação Brasileira de Supermercados o Prêmio Rama na categoria Varejo, durante a apresentação do balanço anual do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). Signatário desde outubro de 2014, o Carrefour recebeu o reconhecimento pelo amplo monitoramento de fornecedores e pela transparência adotada na comunicação da iniciativa aos seus clientes. Em 2018, o Carrefour rastreou 100% dos itens da sua marca própria, que inclui também os produtos que recebem o selo Sabor & Qualidade. Em relação aos demais produtos comercializados pela rede, que não incluem a marca Carrefour, a adesão dos fornecedores chegou a 84%. Porém, ao considerar todo o quadro de fornecedores da rede, 95% aderiram ao programa. Desenvolvido pela Abras em 2011, em parceria com a empresa Paripassu, o programa Rama promove o rastreamento e monitoramento de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras, garantindo que a aplicação dos mesmos não esteja acima do nível permitido por lei. Com 56 redes varejistas participantes e 745 fornecedores, o programa possui dois pilares de atuação: rastreabilidade de todos os fornecedores cadastrados pelas empresas participantes e o monitoramento do nível de agrotóxico nos produtos. No ano passado, de acordo com a Abras, foram analisadas 612 amostras de 92 produtos e o índice geral de conformidade do programa atingiu 82% Os resultados são obtidos por meio de análises técnicas da quantidade de resíduos em amostras coletadas e os dados são disponibilizados por meio de um portal para que produtores/fornecedores e supermercadistas monitorem os produtos continuamente. Além disso, o consumidor pode rastrear os alimentos por meio do QR Code presente nas embalagens ou mesmo do portal do Rama. Desde que passou a integrar o programa, a área de Segurança Alimentar do Carrefour coletou amostras de diversos fornecedores pelo país. Atualmente, todos aqueles que integram a marca própria da rede ou que recebem o selo Sabor & Qualidade já seguem as diretrizes do Rama. A adesão ao programa e demais práticas da companhia estão alinhadas ao plano Carrefour 2022, divulgado em janeiro de 2018 pelo Grupo Carrefour, que tem como uma de suas principais ambições para os próximos cinco anos ampliar a oferta de alimentos de qualidade, confiáveis, acessíveis e a um preço justo. “Cada vez mais as pessoas desejam consumir de forma mais saudável e mais sustentável, tanto para o bem de sua saúde, como para a preservação do planeta. Para atender essa crescente demanda por informações e padrões de qualidade impecáveis sobre os produtos, o Grupo Carrefour vai liderar esse movimento global, permitindo que os nossos clientes consumam melhor todos os dias”, destaca Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil. “Diante desse objetivo, a adesão ao Rama possibilitou, há alguns anos, fortalecer ainda mais os processos de controle e rastreabilidade no Carrefour, a partir do estímulo e capacitação dos nossos fornecedores sobre as melhores práticas de produção”, destaca o executivo. Além do Rama, o Carrefour conta com outras ações de controle de qualidade dos alimentos que comercializa. O programa Sabor & Qualidade, implantado no Brasil há 16 anos, atesta o compromisso da companhia em acompanhar e oferecer a possibilidade do cliente saber a trajetória do alimento desde a sua produção. Além disso, todos os itens da marca Carrefour passam por rígidos padrões de segurança alimentar, testes laboratoriais e auditoria social, o que garante a alta qualidade e procedência dos produtos. Fonte: Falando de Varejo

Anvisa aprova novo marco regulatório para agrotóxicos

Medida torna mais clara a classificação toxicológica, com o estabelecimento de categorias e faixas de cores que vão facilitar a comunicação do perigo dos produtos. A Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa aprovou, nesta terça-feira (23/7), o novo marco regulatório para agrotóxicos, medida que atualiza e torna mais claros os critérios de avaliação e de classificação toxicológica dos produtos no Brasil. Também estabelece mudanças importantes na rotulagem, com a adoção do uso de informações, palavras de alerta e imagens (pictogramas) que facilitam a identificação de perigos à vida e à saúde humana. As mudanças foram propostas com base nos padrões do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals – GHS), consolidando a convergência regulatória internacional nessa área. Com isso, o Brasil passará a ter regras harmonizadas com as de países da União Europeia e da Ásia, entre outros, fortalecendo a comercialização de produtos nacionais no exterior. O novo marco regulatório é composto por três Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs) e uma Instrução Normativa (IN). Antes da avaliação na Dicol, as propostas foram submetidas à Consultas Públicas (CPs) em 2018. As regras passarão a valer a partir da data de publicação no Diário Oficial da União (D.O.U) e as empresas terão um ano para se adaptar às normas. O diretor Renato Porto destaca que a revisão do marco regulatório dos agrotóxicos envolveu a realização de várias consultas públicas e que o tema é uma antiga prioridade para a Anvisa. Para ele, um dos pontos importantes a ser ressaltado é a necessidade da clareza das informações colocadas nos rótulos. “A rotulagem é o que publiciza a avaliação do risco dos produtos. Por isso, a sociedade precisa conhecer o rótulo”, afirma o diretor. Para Porto, dessa forma será possível comunicar melhor os perigos ao agricultor, que é um público vulnerável às substâncias, pois é quem trabalha com os produtos e os manipula. “A partir do momento que a Anvisa permite que um agrotóxico vá para o mercado, eu preciso que o agricultor utilize esse produto conforme as instruções e que ele observe os níveis de risco. Por isso, um dos avanços grandes que temos é trazer o agricultor para o controle e fiscalização desses produtos”, disse o diretor. A relatora da proposta, a diretora Alessandra Bastos, também valorizou o fato de as novas regras trazerem benefícios para quem manipula os agrotóxicos. “É importante tornar mais clara essa comunicação para que a utilização desses produtos seja feita de mais criteriosa e mais cuidadosa”, disse a diretora. Confira aqui apresentação da área técnica sobre o tema. Mudanças nos alertas As novas regras trarão mais segurança para o mercado consumidor porque facilitam a identificação do perigo de uso. Para isso, foram ampliadas de quatro para cinco as categorias da classificação toxicológica, além da inclusão do item “não classificado”, válido para produtos de baixíssimo potencial de dano, por exemplo, os produtos de origem biológica. Uma cartela de cores ajudará ainda mais na identificação dos riscos. Por isso, a classificação em função da toxicidade aguda deverá ser determinada e identificada com os respectivos nomes das categorias e cores no rótulo dos produtos, de acordo com o estabelecido abaixo: Categoria 1: Produto Extremamente Tóxico – faixa vermelha. Categoria 2: Produto Altamente Tóxico – faixa vermelha. Categoria 3: Produto Moderadamente Tóxico – faixa amarela. Categoria 4: Produto Pouco Tóxico – faixa azul. Categoria 5: Produto Improvável de Causar Dano Agudo – faixa azul. Não Classificado – Produto Não Classificado – faixa verde A classificação toxicológica de um produto poderá ser determinada com base nos seus componentes, nas suas impurezas ou em outros produtos similares. Para cada categoria, haverá a indicação de danos em caso de contato com a boca (oral), pele (dérmico) e nariz (inalatória). Confira no exemplo abaixo: Classes Toxicológicas do GHS 8955 Além do quadro com as classes toxicológicas, está previsto o uso de outras imagens (pictogramas) do GHS para utilização em rótulos e bulas de agrotóxicos. Ampla discussão As propostas aprovadas pela Dicol foram amplamente discutidas e passaram por consultas públicas em 2018 – CPs 483, 484, 485 e 486. Antes disso, diversas iniciativas da Anvisa trataram desse tema, com a realização de consultas em 2011, 2015 e 2016, além de uma audiência pública. O resultado desse trabalho foi consolidado, entre 2018 e 2019, em três propostas de RDCs e uma Instrução Normativa. A primeira RDC trata das informações toxicológicas para rótulos e bulas de agrotóxicos, afins e preservativos de madeira. A segunda é focada nos critérios para avaliação, classificação, priorização da análise e comparação da ação toxicológica. A terceira RDC dispõe sobre os critérios para avaliação do risco dietético decorrente da exposição humana a resíduos de agrotóxicos. Por último, há uma IN que estabelece e dá publicidade à lista de componentes não autorizados para uso em agrotóxicos. As regras também preveem o uso de métodos alternativos à experimentação animal, com a remoção de exigências redundantes de testes em animais consideradas cientificamente desnecessárias para a tomada de decisão regulatória, entre outras medidas. GHS A Anvisa esclarece que o GHS define a classificação para fins de rotulagem do produto de acordo com o desfecho de morte, analisado nos estudos toxicológicos agudos. A proposta é seguir esse sistema de classificação harmonizado globalmente e estabelecer critérios científicos para comparar a toxicidade (ação tóxica) entre os produtos com base na mortalidade. O GHS foi lançado em 1992, durante a Eco-92, realizada no Brasil, e a harmonização da classificação e rotulagem de produtos químicos é uma das seis áreas programáticas endossadas pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para fortalecer os esforços internacionais relativos à gestão ambientalmente segura de produtos químicos. De acordo com dados de 2017 do Instituto do Meio Ambiente de Estocolmo (Stockholm Environment Institute – SEI), atualmente 53 países adotam os padrões do GHS e 12 têm sua implementação parcial, como é o caso do Brasil, Austrália e México. No caso brasileiro, regras do GHS já são aplicadas ao uso de produtos químicos e a normas de segurança do Ministério do Trabalho. Registro e reclassificação É importante ressaltar que os processos que envolvem o registro e o monitoramento de agrotóxicos no Brasil são realizados de forma tripartite. A Anvisa avalia questões relacionadas à saúde humana; o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) cuida das questões agronômicas e é responsável pelo registro dos produtos de uso agrícola; e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é responsável pelas questões ambientais. Com a publicação do novo marco regulatório, a Anvisa fará a reclassificação dos agrotóxicos que já estão no mercado. Para isso, o órgão já publicou um edital de requerimento de informações, que deve ser respondido pelos detentores de registro. Dos 2.300 agrotóxicos registrados no Brasil, a Anvisa já recebeu dados para reclassificação de 1.981 produtos. Por: Ascom/Anvisa Fonte: Portal ANVISA – 24/07/2019

Começa em agosto monitoramento de resíduos em vegetais e frutas

Objetivo de monitoramento e controle é dar segurança à sociedade quanto ao consumo de vegetais frescos e responsabilizar quem fizer uso incorreto de defensivos O Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vão monitorar e controlar resíduos de defensivos agrícolas em vegetais frescos e frutas a partir de 1º de agosto, procedimento denominado rastreabilidade. O objetivo é identificar os produtores e saber como foram cultivados os alimentos. Com isso, será possível dar segurança à sociedade quanto ao consumo de vegetais frescos e responsabilizar quem fizer uso incorreto de defensivos. O controle está previsto em Instrução Normativa e vai valer para os citrus (laranja, limão, lima-da-pérsia, entre outros), maçã, uva, batata, alface, repolho, tomate e pepino, cenoura, batata doce, beterraba, cebola, alho, couve, agrião, almeirão, brócolis, chicória, couve-flor, pimentão, abóbora e abobrinha, melão, morango, coco, goiaba, caqui, mamão, banana e manga. De acordo com a IN, os produtos verificados devem estar identificados com: nome; variedade ou cultivar; quantidade do produto recebido; identificação do lote e data de recebimento do produto. O fornecedor terá que informar seu nome ou a razão social (CPF, Inscrição Estadual ou CNPJ ou CGC/Mapa); endereço completo, ou quando localizado em zona rural a coordenada geográfica ou Certificado de Cadastro de Imóvel Rural Regularização de Territórios (CCIR). Eles ainda deverão manter arquivados os registros dos insumos agrícolas utilizados na produção e no tratamento fitossanitário (eliminação de pragas), além da data de sua utilização, recomendação técnica ou receituário agronômico e a identificação do lote do insumo. Dessa forma, por meio das fiscalizações, será possível identificar, inclusive, os defensivos agrícolas usados na produção. Estratégias Para mostrar a importância deste monitoramento a Coordenação Geral de Qualidade Vegetal do Mapa (CGQV) promove reuniões com os permissionários das centrais de abastecimento (Ceagesp) e com os serviços de vigilâncias sanitárias da região metropolitana de São Paulo, para discutir as estratégias de fiscalização no comércio varejista, pois houve acordo para que no varejo as fiscalizações fossem realizadas pela vigilância sanitária. Segundo o coordenador da CGQV, Hugo Caruso, é importante que todos os que trabalham com estes alimentos cumpram a norma, pois ela trará muitos benefícios, não apenas ao consumidor, mas também aos agricultores, pois estimulará a produção com uso mais racional de defensivos agrícolas. Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Superintendente da ABRAS participa de painel da Embrapa, em Holambra

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Márcio Milan, falou da importância da produção de alimentos com segurança em palestra, nesta quinta-feira (27), no Painel Embrapa de Inovação & Negócios 2019 – Hortaliças & Sustentabilidade, realizado no auditório da Hortitec, em Holambra, interior paulista. Milan, que também é coordenador do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), lançado pela ABRAS em 2012, destacou os principais pilares de trabalho da entidade nacional na conscientização da cadeia sobre a necessidade das boas práticas na produção de alimentos: educação, comunicação, e transparência. O Painel Embrapa de Inovação & Negócios 2019 – Hortaliças & Sustentabilidade reuniu representantes de diversas entidades de classe, instituições e empresas para debater a situação atual e as tendências de mercado, e também as novas tecnologias geradas pela Embrapa. Redação Portal ABRAS

Balanço Rama discute o protagonismo do setor no abastecimento dos lares

Por Giseli Cabrini e Adriana Silvestrini, do Rio de Janeiro kjkjçk Alinhar os novos anseios dos brasileiros ao dia a dia da atividade varejista é a grande inspiração da 53ª edição da Convenção Abras que tem como tema “O consumidor transformando o varejo”. Trata-se de uma mudança que prevê o envolvimento de todos os agentes da cadeia de abastecimento a fim de produzir e ofertar alimentos de qualidade e seguros, além de reduzir o desperdício e as perdas de todo o processo do campo à mesa. Essa, a propósito, foi a tônica do Balanço Rama, que abriu a programação da Convenção. “O objetivo desse painel de abertura é debater temas essenciais para o setor supermercadista voltados à rastreabilidade, segurança do alimento e boas práticas agrícolas com foco nos 28 milhões de consumidores que entram em nossas lojas todos os dias. É uma oportunidade única para compartilhar experiências e colaborar para a evolução contínua do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama)”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto. Alinhado aos três pilares da Abras – comunicação, educação e transparência -, o Rama envolve todos os elos da cadeia de abastecimento: fabricantes de insumos químicos, fornecedores de FLVs, distribuidores, supermercados e órgãos reguladores. “A produção e a oferta de alimentos seguros são de nossa responsabilidade. Daí a importância de dialogar, educar e compartilhar dificuldades e soluções com transparência”, afirmou o superintendente da Abras e coordenador do Rama, Marcio Milan. O diretor comercial da Paripassu, gestora técnica do programa, Giampaolo Buso, falou sobre a evolução do programa. “Em 2018, fizemos 768 visitas, 948 treinamentos, 4 mil atendimentos e rastreamos mais de 1,4 milhão de tonelada de alimentos, o que representa crescimento de 6%. No total, alcançamos 56 varejistas localizados nas cinco regiões do País. Pensando na dimensão do agronegócio, esses números podem parecer tímidos, mas são muito expressivos quando observados os quatro pilares do Rama: monitoramento dos resíduos, rastreabilidade, cobertura coletiva e política de correção.” Para o especialista em agronegócio, José Luiz Tejon, o varejo, em particular o setor supermercadista, tem sido protagonista nesse processo de transformação da cadeia de abastecimento para oferecer um produto com mais qualidade e mais seguro para o consumidor, além de atuar também para reduzir o desperdício. A Anvisa também esteve presente nos debates. O especialista em Regulação e Vigilância Sanitária e gerente geral de Toxicologia da Anvisa, Carlos Alexandre Oliveira Gomes, destacou o papel da agência no sentido de atuar em conjunto com os agentes da cadeia de abastecimento e não para criar entraves. “O varejo e o atacado são dois elos da cadeia essenciais para a transformação do segmento de FLVs no sentido de estabelecer padrões mínimos a serem adotados pelos seus fornecedores. E nós, da Anvisa, queremos atuar no sentido de auxiliar esse processo.” Oportunidades para desenvolver o setor FLV Boas práticas endossam boas teorias. É o que tem feito muitos empresários em busca da melhoria contínua para a cadeia de abastecimento e que foi compartilhado durante o Balanço Rama. Sob a mediação de José Luiz Tejon, diversos profissionais dividiram suas experiências desenvolvidas no setor de FLV, a começar por Carlos Fava, da Frutas Fava, cujo negócio foi premiado em fevereiro deste ano, em evento na Alemanha. Fava contou que, em função da perda alta de banana, foi em busca de uma nova tecnologia para melhorar o processo de maturação da fruta. Ele foi a Holanda e Alemanha para achar um sistema sustentável para evitar as perdas da fruta. “Não encontrei o sistema pronto, mas achei os equipamentos que podiam agregar ao meu sistema. Junto com engenheiros e técnicos no Brasil, desenvolvemos uma câmara de atmosfera controlada para amadurecimento da banana. Com esse sistema, o processo melhorou bem”, comenta Fava. De acordo com Fava, o equipamento sustentável permitiu a economia de 20% a 25% de energia, além de controlar todos os gases da fruta. Com isso, o empresário pode constatar que a fruta dura mais tempo na gôndola e as perdas diminuem. Fava lançou o sistema há três anos e já está tendo retorno do investimento. Hoje, a Frutas Fava exporta a “tecnologia da banana” para os alemães, que querem criar um equipamento semelhante. Na sequência, a palavra foi dada para Lucas Rona, gerente de marketing da Arysta, que abordou sobre o novo conceito OpenAg, adotado pela empresa e que tem a proposta de criar uma rede aberta de agricultura sem limites e sem fronteiras. “Neste tema de saúde vegetal, a gente quer agregar valor ao sistema de produção, trazendo um alimento mais seguro, respeitando todos os quesitos sociais, ambientais e que seja um alimento saudável e acessível ao consumidor”, explica Rona. As discussões nesta etapa não pararam por aí. Lideranças de empresas expressivas no mercado de FLV, como Benafrutti, Trebeschi Tomates, Vegetais Saudáveis, Rio Bonito, Bayer e Abanorte, também compartilharam importante referências com os supermercadistas. Em resumo, muitas foram as pautas debatidas no Balanço Rama e a cobertura completa deste painel será publicada na edição de maio da Revista SuperHiper. Redação Portal ABRAS

ABRAS participa da Fruit Logistica 2019 na Alemanha

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Marcio Milan, palestrou ontem (7/2) na Fruit Logistica 2019, em Berlim, na Alemanha, um dos maiores eventos de vegetais frescos do mundo. Na oportunidade, o superintendente falou do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA) da ABRAS, destacando a importância das boas práticas agrícolas no setor produtivo e na segurança da comercialização de frutas, legumes e verduras (FLV) para o consumidor. 8597 Na palestra, promovida pela Bayer, Milan falou também das experiências, dos desafios e das oportunidades do Brasil, produtor de 44 milhões de toneladas de frutas por ano e do setor supermercadista, responsável pela comercialização de 60% de FLV no país. “É muito importante essa oportunidade de falar do RAMA no exterior, um programa de adesão voluntária adotado pelos supermercados, que hoje conta com 57 redes de varejo, 32 mil produtores agrícolas participantes, e que conseguiu rastrear 6,5 milhões de toneladas de FLV desde a implantação em 2012. Um trabalho que nos orgulha bastante, e que é resultado de muita persistência, diálogo e parcerias”, declara Milan. O superintendente ressalta ainda o reconhecimento do governo federal e dos órgãos reguladores ao RAMA. “Foi preciso muita dedicação e empenho de todos para atingir a maturidade que temos hoje de ser reconhecido por atender aos requisitos da legislação brasileira (Instrução Normativa Conjunta Anvisa /MAPA nº 2 que entrou em vigor em agosto de 2018) para monitorar os índices de defensivos agrícolas presentes nos FLVs comercializados nos supermercados”, finaliza. A Fruit Logistica, uma das principais feiras do setor, reúne os principais produtores e empresários de vegetais frescos do mundo, e é realizada até esta sexta-feira (8), na capital alemã. Redação Portal ABRAS

O supermercado é a caixa registradora do agronegócio

Marcio Milan, 69 anos, trabalhou por 44 anos no grupo Pão de Açúcar. Há dois anos, ele deixou a empresa e hoje é o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Milan é o responsável por alinhar e coordenar as políticas de um setor que movimentou R$ 358 bilhões no ano passado, em 89 mil pontos de vendas. No Brasil, 27 milhões de consumidores entram nos supermercados todos os dias. “O supermercado é a caixa registradora do agronegócio”, diz. Nos próximos 12 anos, diz ele, o setor passará por uma transformação em busca de transparência. “Todos os elos da cadeia de alimentos precisarão dar um passo pra frente e outro pra trás.” Na entrevista a seguir, Milan fala de certificação, rastreabilidade e rotulagem de produtos, etapas necessárias para que o setor de alimentos se aproxime de seu principal alvo: o consumidor que busca por um estilo de vida cada vez mais saudável. DINHEIRO RURAL – Por que a rastreabilidade de produtos perecíveis no varejo, como são as frutas verduras e legumes, é difícil de ser implantada, como mostra a história da Instrução Normativa Conjunta nº 2 (INC 2) do Mapa, Anvisa e Abras? MARCIO MILAN – Os supermercados começaram a discutir esse tema em 2006. Por não ter uma legislação específica, a gente acreditava que a criação de normas poderia fazer um grande diferencial para o produtor, para mostrar as suas boas práticas, e para o consumidor interessado em produtos de qualidade. Então, depois de 12 anos temos essa instrução normativa idealizada pelo Mapa e Anvisa. E se é coincidência, ou não, estamos discutindo 2030, que é daqui a 12 anos também. RURAL – A Abras tem o Programa de Rastreamento e Monitoramento de Alimentos, o Rama. Não é mais do mesmo? MILAN – É bom partir do fato de que o supermercado é a caixa registradora do agronegócio. O Brasil vende 1,6 bilhão de toneladas de frutas, verduras e legumes nos supermercados, por ano. Hoje, 25% desse comércio é rastreado pelo Rama. Mas o programa, que começou a funcionar em 2008, é voluntário e colaborativo, onde todas as análises de resíduos são realizadas em laboratórios oficiais e colocadas em uma plataforma online. A certificadora Paripassu monitora as informações, recolhe produtos nos mercados e, caso haja alguma inconformidade na análises, é possível chegar ao produtor. Nesse caso, em 30 dias, é realizada outra análise em um ponto diferente de venda. O foco do programa é do mercado para o produtor. Mas o consumidor sabe o que ocorre através de um QR Code na embalagem. Basta ele aproximar o alimento de um leitor para saber quem produziu, como produziu e qual canal de distribuição foi utilizado. RURAL – Qual o princípio que rege a INC 2? MILAN – O programa reúne o governo com a iniciativa privada para monitorar a cadeia de frutas, verduras e legumes. Na cadeia produtiva, a INC 2 exige sempre uma posição do elo anterior. O produtor precisa mostrar como ele está produzindo. Na gôndola do supermercado, o varejo precisará mostrar para a fiscalização e os órgãos regulatórios qual a origem dos produtos. RURAL – O que mais distancia o produtor do consumidor? MILAN – No caso das frutas, verduras e legumes, a maior parte dos produtos sempre foi vendida a granel, em vascas. Quem é o dono do tomate, da laranja e assim por diante? Isso, aliado ao processo mais antigo que são as feiras. O consumidor não está habituado a conhecer a origem dos produtos. Indo para outro tipo, como as carnes bovina ou suína, por exemplo, elas eram vendidas sem marca e apenas nos açougues. Com a entrada do autosserviço ficou até um pouco mais difícil para o consumidor, porque ele perdeu o contato com o açougueiro, embora o processo tenha ganhado em produtividade. RURAL – Vale também para os produtos processados e ultraprocessados? MILAN – No caso de um produto industrializado, por exemplo biscoito, massa, feijão, óleo de soja, o consumidor consegue identificar seus atributos e diferenciais através da comunicação da empresa. É muito mais eficiente. Porque isso está na propaganda, na própria embalagem do produto industrializado. Teoricamente, nesse caso, o produtor deixou de ser relevante. RURAL – A INC 2 atende a segurança necessária aos processos de rastreabilidade? MILAN – A INC 2 trouxe todos para o jogo e ficou igual para todo mundo. Ela também está provocando uma discussão no setor produtivo, entre os elos da cadeia. Toda vez que se debruça sobre um tema, a discussão traz evolução. Hoje, com certeza, estamos subindo a régua. Mas há dois momentos. No atual, a instrução não exige tanta tecnologia e acho que o sistema pode ficar um pouco vulnerável. Mas, ao longo do tempo, a tecnologia vai oferecer essa segurança para o consumidor. Agora, de imediato, podemos afirmar que os processos estão muito claros. O produtor tem de usar o caderno de campo, onde deve anotar quando fez o plantio de um alimento, quais os defensivos utilizados em uma cultura, o processo de colheita, de embalamento e a expedição do produto para o elo seguinte, que pode ser um supermercado, um distribuidor ou uma Ceasa, que são as centrais de distribuição. E essa documentação deve ficar à disposição da fiscalização por seis meses, que é o tempo normal do ciclo desse tipo de cultura. RURAL – O conjunto dos produtores está preparado para entrar nesse jogo? MILAN – Nós sentamos com a Anvisa, o Mapa, a indústria de defensivos, o Ceagesp, que é o maior distribuidor de alimentos do País, e os produtores. Chamamos 100 produtores de folhagens, legumes e frutas, e suas associações. Foi uma grande discussão, onde todos puderam colocar as suas dificuldades, tirar dúvidas e procurar um alinhamento de como cumprir a INC 2. É um avanço histórico. O setor nunca sentou à mesa porque sempre existiu o receio do regulatório. Também passamos a listar os defensivos utilizados nos cultivos, por exemplo, para cenoura, beterraba. A pergunta era: será que um defensivo usado para cenoura pode ser usado também para beterraba? Em setembro foi criado um grupo de estudo para uniformizar a lista de quais defensivos estão sendo utilizados para determinadas cultura e aí pedir a sua extensão. Estamos trabalhando em três pilares: comunicação, educação e transparência. O supermercado tem de garantir um alimento seguro para o seu consumidor. RURAL – Para as grandes empresas e grande produtores parece fácil, mas como ficam os pequenos e os médios? MILAN – Pequenos, médios e grandes produtores e supermercados estão nessa mesa para acertar o passo. O que manda é o poder de negociação. Os grandes podem exigir mais, porque têm o domínio do negócio, mas também há dificuldades. Como comprar, por exemplo, 800 carretas de batata? O pequeno, no caso do supermercado, já não tem essa força, mas há outras oportunidades, como comprar quantidades menores de produtores que estão muito mais próximos. O fato é que o processo está fazendo o seguinte: não importa ser grande ou pequeno, os dois elos terão que andar juntos para atender ao consumidor. RURAL – Mas o pequeno produtor sempre reclamou de ser refém do varejo, sem poder de negociação. MILAN – A saída é o fortalecimento das cooperativas. Esse é o tom do futuro. O produtor precisa estar ligado a uma associação, ou a uma entidade, e ter alguém para defendê-lo. Isso vale para o supermercado menor também. Grandes grupos, como Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart têm estruturas para comprar diretamente do produtor, além de seus entrepostos. Já nas pequenas redes e nas médias é diferente. Hoje, o que ocorre é a junção dos menores em centrais de negócios. E as médias estão se estruturando para chegar próximo do modelo dos grandes grupos. Eles começaram, também, a ter centrais de distribuição e agora passaram a estruturar um setor específico para frutas, verduras e legumes. RURAL – O que vai acontecer nos próximos 12 anos, até 2030? MILAN – Haverá uma aproximação no setor. Todos os elos da cadeia terão que dar um passo à frente e outro para trás. Do consumidor, o passo para trás é saber o que está consumindo. O passo à frente é a busca por uma vida mais saudável e longeva. No comércio, o passo para trás é saber a origem do produto. O passo à frente é informar o consumidor. E para o produtor, o passo atrás é revisitar os processos de cultivo e garantir alimentos saudáveis. O passo à frente é monitorar o que o ponto de venda ou distribuidor faz com a sua produção. Outra grande mudança será no e-commerce, o comércio virtual de frutas, verduras e legumes, porque está vindo uma geração que não gosta de frequentar supermercado. Há lojas de periferia de grandes cidades que estão entrando no e-commerce e os produtos mais vendidos são os perecíveis, justamente atendendo a esse público. RURAL – O Brasil está muito distante do que faz o grande varejo americano? MILAN – Os Estados Unidos têm uma maneira de apresentação diferente da brasileira. Eles tratam melhor o produto. Por exemplo, nascem cenouras de tudo quanto é jeito, não há uma fôrma. Mas, com segregação, elas se tornam uniformes e isso agrega valor. Nós não temos a mesma estrutura e logística para esse processo. RURAL – Qual a posição da Abras sobre a rotulagem de alimentos? MILAN – Defendemos que a informação nos rótulos seja por cores. É a forma mais correta de comunicar ao consumidor, sem os extremismos dos triângulos pretos. No farol de cores a informação é clara e direta, mesmo porque a maior preocupação da sociedade está no nível de sódio, gordura e açúcar. RURAL – Os produtos processados tendem a perder espaço? MILAN – Há radicalismos em dizer que os produtos processados não são bons. A nova rotulagem de alimentos, que está sendo discutida no País, pode ajudar. Existe uma preocupação com a saúde e ela está aí. Mas nem tudo que é natural é saudável, porque isso também depende do processo produtivo. A preocupação deve vir da origem, do tomate que foi para dentro de uma lata, como ele foi cultivado e quais defensivos usados, por exemplo. A informação deve fluir na cadeia de alimentos e a comunicação é o único jeito de resolver isso.   Fonte: Dinheiro Rural

Proposta susta novas regras de rastreabilidade de vegetais frescos

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1104/18 susta novas regras de rastreabilidade de vegetais frescos destinados ao consumo humano. A proposta quer suspender a instrução normativa publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A proposta, do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), prevê que até fevereiro de 2020, todas as frutas, hortaliças e ervas aromáticas destinadas ao consumo humano deverão estar aptos a serem rastreados ao longo de toda a cadeia produtiva – ou seja, da produção à venda ao consumidor final, passando pela distribuição e estocagem.

Segundo o ministério, a norma busca monitorar e controlar resíduos de agrotóxicos nos vegetais.

Para Goergen, a norma deixou de considerar aspectos importantíssimos da agricultura brasileira. “As obrigatoriedades instituídas trazem deveres para produtores que, em muitos casos, sequer sabem ler, quanto menos organizar um sistema que atenda as diretrizes impostas.”

Entre as exigências da norma, Goergen criticou a necessidade de se possuir computadores, impressora de etiquetas, software, smartphones para leitura de QR Code. “Uma atividade que já encontra as habituais dificuldades, onde o produtor mais sobrevive do que vive, terá que somar aos seus custos operacionais mais estas despesas”, criticou o deputado.

Goergen também reclamou que a norma considera que todos os produtores estão perto de grandes centros consumidores e tenham internet e telefone.

Tramitação

A proposta será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, o texto segue para o Plenário.

Íntegra da proposta:

PDC-1104/2018

Reportagem – Tiago Miranda

Edição – Marcia Becker

Fonte: Agência Câmara Notícias – 23/01/2019.

Projeto obriga supermercados a terem espaço exclusivo para produtos da agricultura familiar em Minas

Se virar lei, um projeto aprovado nesta quarta-feira (12) pode obrigar supermercados, atacadistas e estabelecimentos varejistas a dedicarem um espaço exclusivo para a exposição de produtos provenientes da agricultura familiar em Minas Gerais. Trata-se do Projeto de Lei (PL) 3.854/16, de autoria do deputado Gil Pereira (PP), que foi aprovado em segundo turno no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), restando, agora, ser encaminhado para a sanção ou veto do governador. A proposição, no entanto, foi aprovada com um substitutivo que estabelece que a futura lei somente terá efeito se o Estado implementar um programa de certificação de produtos agropecuários provenientes da agricultura familiar. Segundo o texto aprovado, os estabelecimentos comerciais terão o prazo de 90 dias para se adaptarem à norma. Se a regra for descumprida, os comércios sofrerão sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. Outro projeto Ainda nesta quarta, outro PL que visa incentivar a agricultura familiar no Estado também foi aprovado na ALMG. De autoria do deputado André Quintão (PT), o projeto 918/15 altera a Lei 15.075, de 2004, que dispõe sobre a política estadual de apoio ao cooperativismo. A proposição acrescenta um inciso para garantir que o Poder Público deve “criar mecanismos específicos para estimular o cooperativismo na agricultura familiar”. A mesma proposição prevê também alterações na forma como as indicações na Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg) acontecem e na composição do Conselho Estadual do Cooperativismo (Cecoop). Fonte: Hoje em Dia

Nova tangerina do IAC poderá ser produzida sem defensivos agrícolas

Nova tangerina híbrida, a IAC 2019Maria está passando por processos legislativos. Com a previsão de que suas mudas sejam comercializadas até o fim deste ano. O fruto irá gerar mais renda ao produtor, pois ele não necessitará de defensivos agrícolas para proteger sua plantação do ataque de fungo que causa a mancha marrom de alternária (MMA). A colheita deverá ser mais precoce do que a variedade Murcott e se adapta a todos os tipos de solos paulistas. Maria foi criada no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, pertencente ao Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. “Ela está em processo de registro, sendo que alguns já foram conseguidos junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entretanto, ainda faltam os cadastros junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), necessário para a comercialização do material para a formação das mudas. Até o fim de 2018, terminaremos os processos e então as borbulhas da tangerina IAC 2019Maria poderão ser comercializadas”, afirmou Mariângela Cristofani-Yaly, responsável pelo estudo. A pesquisadora, ao longo do tempo, fez diversos experimentos até chegar à criação da cultivar IAC 2019Maria. “Venho trabalhando com isto há mais de 20 anos, não só na obtenção da tangerina Maria, mas em diversos outros cruzamentos, com o objetivo de criar novas opções de cultivares para o citricultor”, contou Mariângela. Segundo ela, o híbrido é resistente à MMA, causada por um fungo que atinge as principais variedades de tangerina. “A Maria é resistente à MMA, não precisa de defensivos agrícolas, o que faz com que o produtor economize em sua produção e beneficie o meio ambiente.” O fruto pode ficar maior caso o produtor faça o raleio no processo de desenvolvimento da tangerina. Se retirar os frutos pequenos, os que sobram ficam maiores. Ela é uma variedade mais precoce, com frutos mais fáceis de descascar e, de forma geral, se adapta a todas as regiões do Estado de São Paulo. “A Maria tem condições de ser exportada desde que haja interesse dos produtores. Entretanto, o mercado europeu, entre outros, prefere os frutos sem sementes e, apesar de a Maria ter menos sementes do que a Murcott, estamos trabalhando no melhoramento do fruto para que não tenha sementes”, explicou a pesquisadora sobre a possibilidade de fomentar a exportação da nova tangerina. Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

ES: Frutas e legumes poderão ser rastreados nos supermercados do estado

A partir desta terça-feira (27), frutas e legumes comercializadas nos supermercados do Espírito Santo poderão ser rastreadas pelos consumidores. A portaria que determina essa medida foi assinada em novembro de 2017 entre a Secretaria da Agricultura (Seag) e Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). A rastreabilidade permite acompanhar a movimentação dos produtos ao longo da cadeia produtiva, ou seja, identificar o caminho percorrido pelas frutas e hortaliças desde a propriedade rural em que foram produzidas até sua chegada ao destino final. A rastreamento será feito por meio de etiquetas com caracteres alfanuméricos (letras e números), código de barras, QR Code ou qualquer outro sistema que permita identificar a origem dos produtos. O objetivo do rastreamento é monitorar e controlar os resíduos de agrotóxicos nessas hortaliças frescas, produzidas e/ou comercializadas no estado. A portaria Nº 001-R/2017 determinou dois prazos para que os produtores se adaptassem ao rastreio. Em 27 de maio houve a implementação para produtos como mamão, banana, tomate, repolho, chuchu, pepino, beterraba e inhame. A partir de 27 de novembro, a determinação vale para demais produtos. Fonte: Folha Vitória

ABRAS participa de Simpósio Internacional de Agricultura Familiar

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Márcio Milan, participou na manhã desta sexta-feira (23) de Roda de Conversa do 1º Simpósio Internacional de Agricultura Familiar, na Estação Ciência Cabo Branco, em João Pessoa (PB). Na oportunidade foram debatidos os mercados institucionais e privados, associativismo e cooperativismo. 8442 Realizado pela Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) em parceria com o Instituto Federal da Paraíba (IFPB/Funetec), o Simpósio começou na quinta-feira (22) e acontece até sábado amanhã. O evento traz diversos debates e palestras sobre a importância da agricultura familiar para a população rural brasileira. O superintendente da Associação de Supermercados da Paraiba (ASPB), Damião Evangelista, também participou do Simpósio nesta sexta-feira. Redação Portal ABRAS

Entrevista: superintendente da ABRAS fala dos desafios da cadeia de alimentos

Confira no link abaixo, a entrevista do superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, na edição especial da revista Dinheiro Rural. Na oportunidade, Milan destaca os desafios da cadeia de alimentos dentre eles: certificação, rastreabilidade e rotulagem de produtos. O superintendente fala ainda das perspectivas do setor para o futuro em relação à produção de alimentos. “O supermercado é a caixa registradora do agronegócio. Nos próximos 12 anos o setor supermercadista passará por uma transformação em busca de transparência.” Clique aqui e veja a entrevista na íntegra.

Rastreabilidade visa garantir segurança de frutas e vegetais frescos

Os consumidores querem descobrir a origem dos alimentos e estão buscando produtos mais saudáveis e seguros. Para satisfazer essa demanda, os mercados estão se adaptando e a produção de frutas, verduras e legumes está passando por uma profunda transformação. Entre os reflexos dessa tendência está a Instrução Normativa Conjunta INC nº 2, elaborada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que criou uma nova norma para a rastreabilidade de frutas e vegetais frescos. A nova norma já está em vigor para os cultivos de citros, maçã, uva, batata, alface, repolho, tomate e pepino desde agosto de 2018. “Como, até então, não tinha nenhuma obrigação legal de rastreabilidade, os produtores precisam se organizar com relação às exigências. Tanto os produtores quanto os supermercados vão precisar adotar a rastreabilidade, a norma obriga a adequação de forma cronológica”, diz Marcio Milan, Superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Cronograma A INC nº 2 alerta para os prazos de cumprimento das exigências. Até 31 de dezembro de 2018, o Ministério da Agricultura fará fiscalização orientativa do primeiro grupo de produtos em vigor, com o objetivo de educar os produtores e varejistas, portanto, não haverá autuações. Após essa data, quem permanecer em situação irregular sofrerá com multas e pode perder mercados. “O maior risco para o agricultor será não conseguir vender a produção”, diz Milan. Em fevereiro de 2019, o segundo grupo de culturas começa a ser fiscalizado. A norma passará a vigorar para o terceiro e último grupo de produtos em fevereiro de 2020 (confira o cronograma completo para a implementação da rastreabilidade no fim desta matéria). Setor preocupado De acordo com o Superintendente da Abras, os supermercados e produtores estão cautelosos, buscando soluções para implementar a rastreabilidade. “A notícia da nova norma foi recebida com bastante preocupação porque o setor é muito pulverizado e envolve muitos produtores. Mas, essa preocupação trouxe algo muito positivo porque está colocando todos os setores para debater e se unir em busca da rastreabilidade”, diz ele. Regularização O produtor que está em desconformidade com a nova norma precisará organizar a rotina de produção o quanto antes. É fundamental identificar o produto com uma etiqueta que informe a origem do alimento (identificação do produtor e propriedade produtiva), a data da colheita e o lote do produto. “Essa informação tem que ir na caixa do produto ou grampeada na sacaria e o produtor precisa manter esses registros sob sua responsabilidade”, explica Milan. O controle da produção pode ser feito manualmente. No entanto, a tendência é utilizar tecnologias modernas de rastreabilidade que utilizam selos com códigos de barras e QR Codes. O produtor de Hortifruti deve adotar boas práticas agrícolas como, por exemplo, utilizar apenas defensivos registrados para a cultura, na dosagem correta e respeitando os prazos de carência e de validade conforme bula. Informações rotineiras de manejo no campo precisam ser registradas. Fiscalizações Segundo Milan, a responsabilidade do supermercado é garantir um alimento seguro para o consumidor. Para tanto, as negociações comerciais se tornarão mais exigentes e transparentes e o supermercado exigirá um alimento de qualidade, cobrando do fornecedor toda a documentação que a norma determina. “Qualquer problema identificado pelos órgãos regulatórios vai exigir a checagem no primeiro elo da cadeia, que são os dados do produtor. Acreditamos que haverá um aprimoramento das informações no preenchimento do caderno de campo”, diz Milan. Tradição em rastreabilidade De acordo com Milan, a Abras defende a questão da rastreabilidade desde 2006, quando teve início as preocupações do Ministério da Justiça sobre a questão dos resíduos de defensivos nos alimentos. “O debate foi evoluindo e a Abras foi pioneira ao procurar desenvolver um programa de rastreabilidade, que chamamos de Rama”, diz Milan. O Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama) é um projeto voluntário e os participantes trabalham de forma colaborativa. “O produtor fica responsável pela implantação da rastreabilidade, adotando boas práticas, com controle e inclusão das informações do caderno eletrônico de campo na plataforma do programa. A responsabilidade do varejo, dos supermercados, é fazer as análises laboratoriais. A empresa PariPassu faz a coleta das frutas, legumes e verduras e encaminha para análise em laboratório credenciado pela Anvisa”, explica o Superintendente. De acordo com Milan, assim que a análise é concluída, o resultado é inserido no sistema Rama. Se tiver alguma inconformidade, após 30 dias, é realizada uma nova coleta para análise e o produtor recebe orientações caso seja necessária alguma adequação na produção. “O programa tem um diferencial que é o plano de correção”, diz Milan. Atualmente, a base de produtores conta com 6 mil produtores e 52 empresas de supermercados de todo o Brasil participam voluntariamente do Rama. Esses participantes não serão impactados pela nova legislação porque já atendem as exigências de rastreabilidade. Organização da cadeia produtiva De acordo com Giampaolo Buso, Diretor da PariPassu, a nova norma formaliza a necessidade de manter registros do processo produtivo e as conexões ao longo do caminho percorrido pelo alimento. Na prática, essa formalização cria uma referência de controle importante para a cadeia primária que trará benefícios para o produtor. “É importante o produtor compreender que, para rastrear, precisa se organizar. Ao se organizar, tem melhor e mais controle sobre os seus processos. Consequentemente, aumenta sua eficiência, gerando impacto positivo no retorno financeiro da atividade”, afirma Giampaolo. A Paripassu oferece o caderno eletrônico de campo, solução necessária para cumprir a nova norma da rastreabilidade que pode ser resgatado por pontos na Rede AgroServices, confira aqui. De acordo com Giampaolo, a produção de alimentos está se tornando mais complexa por causa de variáveis diversas como as mudanças climáticas, genéticas diferenciadas e segurança do alimento. “A adoção de tecnologia é a melhor alternativa para acompanharmos as demandas de um mercado exigente e preocupado com saúde e bem estar, do indivíduo e do ambiente”, afirma o diretor da Paripassu. Segundo ele, o desafio para o setor é evoluir na qualidade dos registros que garantem a informação da rastreabilidade. “E o consumidor precisa ser estimulado a valorizar as empresas que fazem de forma correta e justa o seu trabalho. Não precisa ter um preço melhor, mas ser a preferência de compra”, diz Giampaolo. Como iniciar a rastreabilidade? Para conseguir implantar a rastreabilidade, o primeiro passo é avaliar qual a solução mais aderente para o registro das operações de produção (confira ofertas Paripassu na Rede AgroServices). No dia a dia, o produtor deve registrar as atividades associadas ao processo produtivo (plantio, manejos e colheita) na solução eleita. O Caderno de Campo é o passo número um para os registros de todas as atividades realizadas na produção. “O Caderno de Campo é a base da gestão de produção para a cadeia primária e garante ao produtor controles essenciais para a saúde, neste caso, do seu negócio”, diz Giampaolo. Para o Packing House ou casa de embalamento, o Sistema Rastreador é a solução indicada. Com ele, é possível identificar e controlar o fluxo de entrada e saída de produtos (estoque) além da integração com o sistema contábeis, obrigatório para aspectos fiscais. E, como controle de qualidade de produto e processos, o CLICQ é a solução aderente ao dia a dia de controles dos padrões, principalmente no Packing House. O código de rastreabilidade (lote) é gerado no momento da colheita e as embalagens de comercialização devem ser identificadas com uma etiqueta que traga a referência do lote. Funciona como o CPF da mercadoria. “Também é muito importante capacitar a equipe para que os controles façam parte da cultura da organização”, diz Giampaolo. Giampaolo alerta que é muito importante o agricultor nunca identificar produtos adquiridos de terceiros como se fosse de sua propriedade (origem). “Neste cenário, é importante identificar como produto de terceiro, e caso ocorra uma mistura, criar um lote consolidado. O conceito de lote consolidado (origens misturadas) é uma prática correta e aceita nos controles de rastreabilidade, desde que informada adequadamente”, explica Giampaolo. Prazos para a implementação da rastreabilidade 180 dias Citros, maçã, uva, batata, alface, repolho, tomate, pepino. 360 dias Melão, morango, coco, goiaba, caqui, mamão, banana, manga, cenoura, batata doce, beterraba, cebola, alho, couve, agrião, almeirão, brócolis, chicórea, couve-flor, pimentão, abóbora, abobrinha. 720 dias Abacate, abacaxi, anonáceas, cacau, cupuaçu, kiwi, maracujá, melancia, romã, açaí, acerola, amora, ameixa, caju, carambola, figo, framboesa, marmelo, nectarina, nêspera, pêssego, pitanga, pêra, mirtilo, cará, gengibre, inhame, mandioca, mandioquinha-salsa, nabo, rabanete, batata yacon, couve chinesa, couve-de-bruxelas, espinafre, rúcula, alho porro, cebolinha, coentro, manjericão, salsa, erva-doce, alecrim, estragão, manjerona, salvia, hortelã, orégano, mostarda, acelga, repolho, couve; aipo; aspargos, berinjela, chuchu, jiló, maxixe, pimenta, quiabo. Fonte: Rede Agro Services

Desperdício de alimentos traz prejuízos também ao meio ambiente

As perdas na produção e o desperdício de alimentos aumentam a tragédia social da fome no mundo, mas também têm impacto nocivo no meio ambiente e graves consequências econômicas. A degradação dos alimentos emite tantos gases de efeito estufa quanto todo o parque automotivo do planeta e consome um terço de insumos, com custos que jamais retornarão à cadeia produtiva. Além de nutrientes essenciais à vida, acabam no lixo recursos naturais e bilhões de reais por ano. Para evitar tais sequelas, cabe à sociedade o combate ao desperdício em todos os elos da cadeia agroalimentar. A série do Correio mostra hoje a extensão dos problemas e algumas iniciativas existentes no campo, no transporte e distribuição e nos supermercados. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calcula que um terço da produção de alimentos é perdido todos os anos. A emissão de gases com essa perda é igual à poluição por dióxido de carbono de todo o parque automotivo do mundo, explica o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, porque o óxido nitroso e o metano, resultantes da degradação, são muito mais nocivos à camada de ozônio do que o CO2, nas razões de 300 por 1 e 20 por 1, respectivamente. “Além do forte impacto na saúde pública, com transmissão de enfermidades, o apodrecimento de alimentos tem alto custo. São consumidos recursos e energia na produção e um terço disso se perde”, diz. O professor Pedro Henrique Zuchi da Conceição, do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), que orienta o trabalho Quanto vale um terço, destaca que existe um custo financeiro. “O gasto é relativamente alto, porque é preciso incluir as perdas de recursos naturais, um terço a mais de terra, de solo, de água, da biodiversidade, que é desmatada para a produção”, afirma. Grande parte é cobrada da população, embutido nos preços, mas outra parte, não. “Gargalos são associados às condições de transporte pela falta de conservação das estradas. Essa perda nem chega ao consumidor final”, ressalta. Juliana Esperanza, especialista no programa de clima da ONG ambientalista World Resources Institute (WRI) ressalta que, ao se considerar tudo que se perde e se desperdiça, globalmente, o impacto equivaleria ao terceiro país maior emissor de gases efeito estufa do planeta. “Só recentemente a agenda passou a receber atenção do setor público, mas é preciso mobilizar também o setor privado”, diz. Uma saída para driblar o problema na logística de transportes, por exemplo, seria incentivar circuitos curtos de produção. “Para evitar o deslocamento, temos que produzir mais perto da mesa”, defende. No caso das hortaliças, só os cinturões verdes em torno das grandes metrópoles do país não resolvem os problemas de perda, porque eles começam antes do transporte, ainda na colheita. O pesquisador da Emater, Carlos Balci, diz que é necessário um processo de educação “complicado junto aos agricultores”. “Arrancar manualmente o alimento provoca dano. O acondicionamento precisa ser correto, em uma caixa limpa, na quantidade adequada, porque a mecânica pode resultar em machucados que vão reduzir a vida do alimento”, explica. Técnica Depois disso, é necessário que o produto vá para a sombra, destaca a pesquisadora da Embrapa Hortaliças, Milza Moreira Lana, responsável pelo programa Estação de Trabalho junto à Cooperativa Taquara (Cootaquara), que reúne 302 produtores das zonas rurais do Distrito Federal. A instalação de barracas próximas à área de plantio reduz a perda. “Depois de colhidas, as hortaliças aumentam a respiração e começam a perder água, dois processos que aceleram a vida do alimento”, assinala. Balci, da Emater, afirma que o resfriamento minimizaria o processo de respiração, mas a tecnologia ainda é pouco utilizada no Brasil, onde 70% da produção de alimentos é proveniente da agricultura familiar. O transporte adequado também deve ser feito em caminhões fechados para evitar vento e poeira, que tiram a umidade dos alimentos. “Infelizmente, a maioria dos caminhões são de carroceria aberta. No setor, impera a informalidade”, lamenta. Quando o trabalho é feito de forma adequada, os produtores ganham mercado, observa o gerente da Cootaquara, Cairo da Rocha Rezende. “Com controle e treinamento no manejo, a melhoria é significativa. Como é um mercado muito seletivo, isso faz toda a diferença na preferência e no preço”, conta. A cooperativa movimenta entre 400 a 500 toneladas por mês no auge das safras, com uma receita anual de R$ 14 milhões. Rezende revela outra iniciativa que garante a sobrevivência dos produtores familiares que fazem parte da Cootaquara: a possibilidade de comercializar as hortaliças imperfeitas. Com um volume de lixo orgânico que passa das 290 toneladas por mês, a Ceasa-DF desenvolve vários projetos para tentar reduzir as perdas, conta o engenheiro de alimentos Marcos Aurélio Rigueira Sampaio. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que compra hortaliças imperfeitas de pequenos produtores é apenas um deles. O Banco de Alimentos, que recolhe 30 toneladas de alimentos que iriam para o lixo e os destina a 135 instituições para atender mais de 32 mil pessoas, é outro. “Nossa meta é o desperdício zero, queremos aumentar o aproveitamento para 90 toneladas”, afirma. Sampaio explica que a Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão de 400 gramas por dia de hortifrutigranjeiros e, com as doações feitas pelo banco de alimentos, a Ceasa-DF consegue prover 180 gramas por dias às pessoas atendidas. “Queremos ultrapassar de 200 gramas”, diz. Outro projeto em implementação pelo engenheiro é o centro de processamento, com desidratadores e embaladores a vácuo, que aumentarão ainda mais a vida dos alimentos para doação, e uma cozinha industrial para treinar os cozinheiros das entidades assistidas. Enquanto a iniciativa ainda não consegue recolher tudo o que pode ir para o lixo na Ceasa-DF, outras entidades entram em ação. A ONG Casulo do Saber envia voluntários ao local em dias de feira para conseguir frutas e verduras e alimentar mais de 100 crianças da Cidade Estrutural. Paulo Marques, auxiliar administrativo, e Rejane Valença, voluntária, separam maracujás podres doados por um feirante. “Dá para aproveitar mais da metade e fazer suco”, conta Paulo. Informação estratégica Para um país que produz 68 milhões de toneladas por ano de hortifrutigranjeiros e 228 milhões de toneladas de grãos, a redução das perdas é fundamental e uma meta perseguida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O superintendente de Abastecimento Social, Newton Araújo Junior, diz que é preciso agregar mecanismos e tecnologias que mitiguem as perdas. “Investimento em cadeias de frio, armazenamento adequado, transporte, galpões”, enumera. Segundo ele, a Conab pode contribuir com informações estratégicas e de inteligência ao mapear todos os perímetros do país com produção de 117 tipos de frutas e 123 de hortaliças, que, somadas às variedades, representam mais de 1,5 mil culturas. Conscientização aumenta Elos fundamentais da cadeia de alimentos, as indústrias e os supermercados desenvolvem iniciativas para evitar o desperdício, contribuem com doações e fazem campanhas de conscientização. Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta que as medidas começam a surtir efeito. Em 2017, o setor perdeu R$ 3,927 bilhões nas seções de açougue, frutas, legumes e verduras (FLV), padaria e peixaria. O montante, em 2016, foi de R$ 3,981 bilhões, R$ 54 milhões a menos. Em 2015, o desperdício representava R$ 4,8 bilhões. O superintendente da Abras, Márcio Milan, explica que a seção FLV lidera as perdas; portanto, é nela que se concentra o maior esforço. Ele afirma que, entre as medidas adotadas a conscientização da equipe é uma das iniciativas mais eficientes. Segundo Milan, a tendência para o futuro será de frutas e hortaliças com embalagens inteligentes, saindo direto do produtor para a mesa, evitando o manuseio. “Hoje já há uma consciência tanto de empresários, fornecedores como também de consumidores em aceitar comercializar e comprar produtos próximos à data de validade com preços reduzidos”, ressalta o superintendente da Abras. Práticas O Grupo Carrefour Brasil, de origem francesa, país mais desenvolvido na resolução dos problemas de desperdício, adota várias práticas. Além de doar mais de 2,5 mil toneladas de alimentos para programas de combate à fome, desenvolve programas de oferta de frutas e legumes de qualidade, porém fora do padrão de comercialização, com descontos de até 40% ao consumidor, e o Rebaixa, no qual comercializa com 50% de desconto alimentos com data de validade próxima ao vencimento. Desde que começou a doar alimentos fora do padrão, no ano passado, a rede de Supermercados Veneza conseguiu reduzir 70% do lixo orgânico das cinco lojas de Brasília. A meta é chegar a 95%, explica o gerente Givanildo de Aguiar. Por semana, a rede junta 400 quilos de frutas e verduras, que antes iam para o lixo, e doa para o programa Mesa Brasil do Sesc. “As bananas, por exemplo, caem do cacho, por maturação ou manuseio, mas estão em perfeitas condições”, diz o gerente. A indústria de alimentos também contribui com doações. A Mondelez Brasil, dona de marcas de biscoitos, refrescos e chocolates equivalem a R$ 3,7 milhões neste ano. “Cerca de 1,2 milhão de pessoas são impactadas anualmente pela iniciativa de doações, que acontece desde 2003”, informa. A Unilever investe ações de conscientização. “Hoje, o consumidor é mais consciente sobre sua responsabilidade na cadeia de desperdício e está disposto a mudar, mas precisa de estímulos e ferramentas para isso”, afirma Marina Fernie, vice-presidente da área de alimentos da Unilever no Brasil. (SK) Fonte: Correio Braziliense

ABRAS participa de debate sobre redução de perdas e desperdício da FGV EAGESP

8313 O superintendente da ABRAS, Márcio Milan, participou do evento que divulgou a pesquisa “Perspectivas para Redução de Perdas e Desperdícios em Cadeias Agroalimentares”, realizado pela FGV EAGESP, na tarde de ontem (17), na capital paulista. Apresentado pela Profa. Dra. Luciana M. Vieira, da FGV EAESP, o evento, teve o objetivo de divulgar resultados da pesquisa e provocar discussões sobre a temática propondo uma agenda de atuação comum entre os elos da cadeia. Os debates foram divididos em blocos. Celso Moretti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa e Carolina Bajarunas, da Foodtech Movement, debateram o tema Inovação, que contou com moderação de Susana Pereira, da FGV EAESP. Para debater Consumo Sustentável, participaram Carolina Siqueira do WWF e Márcio Milan, da ABRAS, com moderação de Gustavo Porpino, da Embrapa. Neste mesmo bloco, Carlos Eduardo Lourenço, da FGV EAESP, apresentou resultados do projeto Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil sobre desperdício de alimentos: Consumo familiar e desperdício. A convite de Ícaro Célio, assistente de pesquisa e Phd Candidate – EAESP/FGV foi apresentado no evento o documentário Cultura do Desperdício cujo conteúdo tem total aderência ao projeto. Clique aqui e assista o documentário. Redação Portal ABRAS

ABRAS sedia 1º Seminário de Rastreabilidade de Vegetais Frescos no dia 14/9

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Workshop discute a produção qualificada de alimentos agrícolas em SC (28.08)

Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Catarinense de Supermercados (Acats) e a PariPassu promovem o II Worshop da Cadeia Produtiva de SC. Será nesta terça-feira, dia 28 de agosto de 2018, às 08h30 no auditório da Fecomércio/SC (Rua Felipe Schmidt 785 – Centro – Florianópolis/SC). Esta atividade tem participação gratuita e objetiva disseminar e fortalecer boas práticas agrícolas na cadeia produtiva de alimentos. O evento dá continuidade à parceria entre as entidades para melhorar a qualificação de produtos hortifrútis colocados à disposição dos consumidores. O projeto tem a inserção do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Agrotóxicos (RAMA) da Abras com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, e conduzido pela ACATS de forma pioneira em Santa Catarina, e que já está sendo implementado em outros estados. Esse processo acontece através da cooperação técnica entre as entidades objetivando a disseminação de boas práticas agrícolas nas cadeias produtivas de alimentos. O diretor executivo Antônio Carlos Poletini alertou para o aspecto mais positivo desta mobilização e que é considerado um grande avanço em todo o ciclo da cadeia produtiva de alimentos. “A prioridade é o consumidor final, mas a grande vantagem é que todos os integrantes desta cadeia são beneficiados direta ou indiretamente com novas tecnologias e ganhos de produtividade e de qualidade do produto final que vai para a mesa dos consumidores.” Uma iniciativa da ACATS foi a de firmar um convênio com o Governo do Estado por meio da sua estrutura para o setor agrícola (Secretaria de Estado da Agricultura, Cidasc – Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, e Epagri – Epagri – Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca) para impulsionar o alcance do programa Alimento Sustentável, de rastreabilidade de alimentos, que já integra centenas de produtores rurais e redes supermercadistas de todo o Estado, e que está em franco desenvolvimento. Sem título Fonte: Assessoria de comunicação da ACATS

Perdas do setor supermercadista somaram R$ 6,4 bilhões em 2017

fórum O setor supermercadista registrou um índice de 1,82% de perdas em 2017, uma queda de 0,28 ponto percentual, na comparação com o ano anterior, de acordo com a 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, divulgada hoje (15), durante *Fórum promovido pela ABRAS, em São Paulo. Em números absolutos, as perdas somaram R$ 6,4 bilhões do faturamento bruto do setor no ano passado ante R$ 7,11 bilhões registrados na última edição da pesquisa. A avaliação, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar), contou com a participação de 218 redes supermercadistas. Dentre as principais causas de perdas registradas em 2017 pelos empresários estão: quebra operacional (36%), furto externo (15%) e erro de inventário (15%), e furto interno (10%), entre outros. Os produtos que mais sofreram perdas em quantidade, no ano passado, de acordo com a pesquisa, foram: energético, cerveja, corte bovino (exceto picanha), pilhas e baterias, chocolate em barra/tablete, queijo, sabonete, azeite e odorizador de ambiente. “A prevenção de perdas é preocupação constante da ABRAS, que por meio do seu Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos procura disseminar a cultura da área nas empresas, que precisa ser vista como um investimento e não como gasto operacional. A Avaliação de Perdas é a principal fonte de informação do setor. Somente com a identificação do que está dando errado é que podemos elaborar ações bem sucedidas, para prevenir as perdas”, destaca o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto. Prevenção Do total de respondentes da pesquisa, 68,0% possuem área de prevenção de perdas na empresa, ante 59,7% no ano anterior, um crescimento de 8% em relação a 2016. No estudo foram destacados, também, os recursos tecnológicos mais utilizados atualmente pelos supermercadistas para prevenir as perdas nas lojas: CFTV (monitoramento por câmeras), alarmes de acesso, coletor de dados para a realização de inventário, e radiocomunicador, entre outros. Em relação às principais atividades adotadas para a prevenção de perdas, citadas pelos supermercadistas, estão: treinamento para colaboradores, definições das metas de perdas e controles e planos de ações, e introdução de processos mais cuidadosos no recrutamento e seleção. Desperdício Em 2017, o setor supermercadista perdeu R$ 3,927 bilhões nas seções de açougue, FLV (frutas, legumes e verduras), padaria e peixaria. O montante em 2016 chegou a R$ 3,981 bilhões, o que resultou em uma redução de R$ 54,2 milhões de um ano para o outro. Respondentes A 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados foi realizada com base nas informações de 218 redes participantes, que somam 2.335 lojas no País, sendo que 20% das empresas respondentes têm faturamento de R$ 101 a R$ 300 milhões. *Fórum ABRAS O Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos da ABRAS, acontece até às 17h30 de hoje, na sede da entidade, na capital paulista. O evento reúne especialistas da cadeia de abastecimento para debater ações e avanços para prevenir as perdas e os desperdícios no setor. Na abertura, que contou com cerca de 300 pessoas, o superintendente da ABRAS, Márcio Milan, destacou os principais pilares defendidos pela entidade nesse processo: comunicação, educação e transparência. “Precisamos discutir isso com todos os elos da cadeia de abastecimento, que engloba desde os produtos até o consumidor final. Somente com todos juntos, é que seremos capazes de resolver o problema das perdas e desperdícios de alimentos no setor”. O superintendente também ressaltou a Escola Nacional de Supermercados (ENS) como um dos processos de capacitação do setor, por oferecer cursos que auxiliam no desenvolvimento das operações supermercadistas. A primeira parte do Fórum contou com a apresentação da Secretária do Meio Ambiente, Rejane Pieratti, da diretora da Chapman Consulting, Sônia Karin, da chefe do Centro de Pesquisa, Qualidade e Desenvolvimento da Ceagesp, Anita Gutierrez, da diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem, Luciana Pellegrino, do diretor da PariPassu, Giampaolo Buso, e do diretor executivo da Associação Brasileira de Agronegócio, Luiz Cornacchioni. A segunda parte do evento foi comandada pelo professor José Luiz Tejon, que mediou painel que contou com a presença da coordenadora técnica da Chemours, Joana Canozzi, da executiva de Negócios da GS1 Brasil, Alessandra Parisi, do consultor de Negócios da CPFL, Leonardo Camargo, do presidente da Diversey, Marco Godoy, do diretor presidente da R-Dias, Alexandre Ribeiro, e do CEO e diretor Comercial da Top Sistemas, Juliano Camargo. Além da apresentação de cases de redes supermercadistas, realizada pelo gerente de Prevenção de Perdas do GF Supermercados, Nilson Júnior, e pela coordenadora de Prevenção de Perdas do Carrefour, Marie Tarrise. A apresentação da 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados foi realizada no evento pela coordenadora do Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos da ABRAS, Mônica Reimberg, e pelo gerente de prevenção de perdas do supermercado Lopes. Clique aqui e acesse a apresentação na íntegra. Redação Portal ABRAS logotipos-forum

ABRAS promove Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos no dia 15/8

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A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) realiza no dia 15 de agosto, a partir das 8h30, mais uma edição do Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos, que este ano acontece na sede da entidade nacional, em São Paulo.

O evento reunirá diversos especialistas da cadeia de abastecimento para debater as perdas no varejo, responsáveis por 2,10% do faturamento bruto do setor supermercadista, que em valores absolutos somaram R$ 7,11 bilhões em 2016. Além disso, durante o Fórum serão discutidas também, ações para diminuir o desperdício de alimentos no País.

Na oportunidade será divulgada a 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS em parceria com o Instituto Provar.

O Fórum abrirá oficialmente a Semana Nacional de Prevenção de Perdas e Desperdício nos Supermercados, que terá início no dia 16 de agosto.

Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos

Dia: 15 de agosto

Horário: 8h30 às 17h

Local: Sede da ABRAS – Avenida Diógenes Ribeiro de Lima, 2872, 3º andar – Alto da Lapa – São Paulo

Mais informações:

(11) 3838-4544 ou cadastro1@abras.com.br

Redação Portal ABRAS

ABRAS, Mapa e Anvisa discutem prorrogação do prazo da Instrução Normativa nº2

width= Representantes dos principais elos da cadeia de abastecimento participaram de reunião ontem (26), na sede da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), para discutir a implantação da Instrução Normativa Conjunta nº 2 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos (Mapa) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), referente à aplicação da rastreabilidade na cadeia produtiva de frutas e vegetais frescos. Durante a reunião, a ABRAS solicitou a prorrogação do prazo para a vigência da norma, prevista inicialmente para o dia 8 de agosto, e aguarda retorno oficial do Mapa e da Anvisa. “Um alimento mais saudável e seguro para a população brasileira é uma preocupação da ABRAS que, desde 2012, possui o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), e sabemos da importância do envolvimento de todos os elos da cadeia produtiva no controle de defensivos agrícolas e da necessidade de capacitação do setor. Precisamos de mais tempo para trabalhar melhor a orientação nas 89 mil lojas de supermercados do Brasil, e também a comunicação aos produtores/fornecedores”, destaca o superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan. Adriana de Souza, da Anvisa, e Rosana Vasconcellos, do Mapa, ressaltaram a importância da informação no processo de pré-implantação da norma. “Sabemos que não é uma ação fácil, principalmente, por ser em nível nacional, e reconhecemos que a extensão do início da vigência da Instrução Normativa Conjunta nº 2 poderá ser benéfica para todos os elos cadeia”, pontuou Adriana. Na reunião foi acordado a elaboração de uma cartilha em parceria com a entidade nacional de supermercados para auxiliar a cadeia de abastecimento na adequação ao cumprimento da Instrução Normativa, que deverá acontecer nas próximas semanas. O material trará informações sobre o objetivo da Instrução Normativa nº 2, que é o monitoramento de resíduos de agrotóxicos, em todo o território nacional, por meio do fluxo entre a origem e o consumo de frutas e vegetais frescos, abrangendo as etapas de produção primária, armazenagem, consolidação de lotes, embalagem, transporte, distribuição, fornecimento, comercialização, exportação e importação. Também participaram da reunião representantes de associações estaduais de supermercados, de redes supermercadistas, da PariPassu, gestora técnica do RAMA, e de órgãos reguladores. Clique aqui e confira a Instrução normativa conjunta ANVISA/MAPA nº 2. Redação Portal ABRAS

Seminário GranBatata debate manejo ideal e mercado global da cultura

Com o objetivo de promover conhecimento, fomentar o debate e unir todos os elos da cadeia da batata, a Yara, líder mundial em nutrição de plantas, realizou na última semana, em Campinas, o seminário GranBatata. O encontro debateu tendências do mercado global da cultura, constituição genética, as melhores soluções para nutrição, os aspectos desejados pela indústria, além de pesquisas internacionais sobre a batata. A demanda global da cultura está crescendo; a batata é o terceiro produto mais consumido no mundo, atrás apenas do trigo e do arroz. A Ásia é responsável por 50% da produção mundial, sendo que os cinco maiores países produtores da cultura são: China, Índia, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. Atualmente, mesmo com toda a tendência por alimentos naturais, o consumo de batatas fritas e chips ainda representa 25% da demanda total do tubérculo no mundo. O Brasil possui 102 mil hectares destinados à cultura, concentrados em São Paulo, Minas Gerais e os estados da região Sul, e conta com uma produção média de 27 toneladas/hectare. Porém, há um grande potencial de incremento à produtividade, podendo chegar a 60 toneladas. Para isso, é primordial adequar a época de plantio à região, fazer análise do solo e investir em alta qualidade de sementes, nutrição equilibrada e agricultura digital. “Na Europa há muitas variedades de batatas, com diferentes cores, formatos, texturas e sabores. A oferta desses diversos tipos no Brasil pode aumentar a demanda e o valor agregado e permitir ao produtor nacional uma rentabilidade muito maior”, afirma Maarten de Voogd, gerente global da Yara International para a batata. Micro e macronutrientes impulsionam produtividade A importância de uma nutrição adequada com macro e micronutrientes foi um dos principais pontos do debate. O professor da Unesp, Rogério Soratto, reforçou que, atualmente, as cultivares estão mais produtivas e exigentes e que é fundamental considerar as necessidades de cada solo, época e sistema de cultivo. “Uma nutrição equilibrada é fundamental para melhorar a qualidade da planta e a tolerância à seca, diminuir a suscetibilidade às doenças, e aumentar o número de tubérculos e a produtividade”, disse Soratto. Nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio, magnésio, enxofre, boro e zinco são importantes para a cultura. “O programa GranBatata, desenvolvido pela Yara, ajuda a garantir a melhor qualidade do tubérculo, sanidade e valor agregado, maximizando a produtividade e aumentando a rentabilidade do agricultor”, afirma Raika Borges, especialista agronômica da Yara Brasil. O seminário GranBatata contou com palestra do engenheiro agrônomo Stenio Zanin, gerente de Sustentabilidade da PepsiCo, sobre o Programa de Agricultura Sustentável. O executivo destacou a importância da agricultura sustentável e das boas práticas como catalisadores para um melhor desempenho da atividade agrícola, a exemplo da otimização de recursos naturais como a água e o solo, bem como as emissões de gás de efeito estufa (GEE) que, caso não seja bem conduzida, poderá impactar ainda mais as mudanças climáticas, aumentando o risco potencial para os cultivos agrícolas. Marcio Milan, superintendente da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) falou sobre a importância da comunicação entre o campo e a população urbana. De acordo com ele, a transparência e a educação são fundamentais para unir toda a cadeia em prol da segurança do alimento. Durante o encontro, também foi apresentada a pesquisa realizada pela Yara, em parceria com o Ipacer – Instituto de Pesquisa Agrícola do Cerrado, sobre a influência de fontes e doses de nitrogênio na produtividade da cultura da batata. O estudo foi realizado com a variedade Asterix no Rio Paranaíba (MG) e o resultado mostrou que o nitrato de cálcio aumentou o tamanho dos tubérculos, a eficiência do uso de nitrogênio e a produtividade. Sobre Yara Em colaboração com clientes e parceiros, a Yara cultiva conhecimento para alimentar o mundo e proteger o planeta de forma responsável, para cumprir sua visão de uma sociedade colaborativa, um mundo sem fome e um planeta respeitado. Nossas soluções para nutrição de plantas e agricultura de precisão permitem aos produtores aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do produto, enquanto reduzem o impacto ambiental. Nossas soluções ambientais e industriais melhoram a qualidade do ar e reduzem as emissões, além de serem ingredientes-chave na produção de uma ampla linha de produtos. Adotamos uma cultura aberta de diversidade e inclusão que promove a segurança e a integridade de nossos colaboradores, contratados, parceiros de negócios e da sociedade em geral. Fundada em 1905 para resolver a emergente crise de fome na Europa, a Yara está presente no mundo todo, com mais de 16.000 colaboradores e operações em mais de 60 países. Em 2017, a Yara registrou uma receita de US$ 11,4 bilhões. Fonte: Jornal Dia Dia

Fiscalização: Novo sistema para alimentos frescos

Um novo sistema de rastreabilidade de alimentos frescos vai entrar em vigor no País a partir do próximo dia 8 de agosto, informou ontem o Ministério da Agricultura (Mapa) em comunicado. De acordo com a Pasta, o novo sistema de rastreabilidade estabelece no Brasil a obrigatoriedade de que todas as frutas e hortaliças deverão conter informações padronizadas capazes de identificar o produtor ou responsável no próprio produto ou nos envoltórios, caixas, sacarias e outras embalagens. O produtor deve informar o endereço completo, nome, variedade ou cultivar, quantidade, lote, data de produção, fornecedor e identificação (CPF, CNPJ ou Inscrição Estadual). Inicialmente, a medida valerá para o grupo de citros, maçã, uva, batata, alface, repolho, tomate e pepino, informou o Mapa, em comunicado. A norma pretende auxiliar o monitoramento e o controle de resíduos de agrotóxicos na cadeia produtiva de vegetais frescos destinados à alimentação humana. A identificação pode ser realizada por meio de etiquetas impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code, ou qualquer outro sistema que permita identificar os produtos vegetais frescos de forma única e inequívoca, destaca o Mapa. Conforme o ministério, o sistema foi instituído em 8 de fevereiro de 2018, a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU) da Instrução Normativa (IN) Conjunta nº 2 do Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivsa), do Ministério da Saúde. Os procedimentos serão aplicados em diferentes grupos de alimentos nos prazos de 180, 360 e 720 dias, a partir da data da publicação da IN. As atividades de fiscalização do novo sistema são complementares entre o Mapa e a Vigilância Sanitária. Do produtor até o entreposto, a responsabilidade será da Pasta da Agricultura por meio do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal. Do entreposto ao consumidor, a fiscalização será feita pelos Serviços de Vigilância Sanitária Estadual e Municipal no âmbito do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). Segundo a coordenadora de Qualidade Vegetal do Mapa, Fátima Parizzi, três situações são as mais comuns na investigação das causas e origens de irregularidades com agrotóxicos e contaminantes em produtos vegetais, sendo alimentos com resíduos acima do limite permitido; uso de produtos proibidos no País; e defensivos permitidos para uma cultura específica sendo utilizados em outra similar. Fonte: DCI

Regularização na oferta influencia queda nos preços das hortaliças

As principais hortaliças comercializadas no atacado ficaram mais baratas no último mês. O bom resultado ao consumidor é reflexo do restabelecimento da oferta dos produtos nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, como aponta o 7º Boletim Prohort, divulgado nesta terça-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Além do fim da greve dos caminhoneiros, que liberou o escoamento da produção, o segundo semestre é marcado pela entrada da safra de várias culturas, como no caso da cebola, que chegou a registrar diminuição de 40,85% no preço na Ceasa em Recife. A partir do segundo semestre, a produção da hortaliça é pulverizada pelo país com produtores do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste abastecendo os principais mercados atacadistas. Com mais produto no mercado nacional, a possibilidade de importação também caiu, o que ajuda na redução dos preços.

Também seguiram as tendências de baixa o tomate, que teve maior queda registrada em Fortaleza (42,2%), a alface, tendo como destaque a redução de 54,5% em Recife, a cenoura, com redução de 41,4% em Goiânia, e a batata com queda de 30,6% no Rio de Janeiro. Já os preços das frutas devem pesar na conta do mês. Ao analisar o comportamento da comercialização no atacado, foi verificada alta em três dos produtos analisados. A maior demanda pela maçã influencia na alta de até 16,9% registrada no Rio de Janeiro. Já a baixa oferta do mamão impulsionou o aumento nas cotações. No caso da banana, a entrada da fruta da Colômbia e do Paraguai refletiram na elevação dos preços no atacado. A melancia e a laranja chegaram a registrar queda em, pelo menos, quatro centrais analisadas. Mas, enquanto a melancia deve seguir com queda nos próximos meses, a laranja tende a registrar menor oferta do produto no mercado, já que a indústria deve intensificar a demanda da fruta para moagem. Para aliviar o bolso e economizar na feira, foram registradas algumas quedas importantes de preços para o pêssego (14%), jabuticaba e graviola (11%), maracujá (9%), agrião (26%), rúcula (18%), beterraba (16%), rabanete e jiló (12%), couve-flor e berinjela (11%). Confira aqui o estudo.   Fonte: Assessoria de Comunicação da  Conab

Bayer realiza treinamento BayG.A.P. em parceria com a ABRAS

A Bayer em parceria com a Global G.A.P., Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e PariPassu, realiza até o dia 5 de julho, na sede da ABRAS, em São Paulo, o BayG.A.P., um programa de treinamento para dar suporte aos produtores agrícolas na preparação e adequações de padrões de certificação de produção exigidos no mercado nacional e internacional. O BayG.A.P, que começou hoje (3), trabalha junto aos participantes informações sobre boas práticas agrícolas, como: gestão integrada de pragas, uso seguro de defensivos, produtos para proteção de cultivos, tecnologia de aplicação, segurança do alimento, entre outros.

O superintendente da ABRAS e coordenador do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos da entidade (RAMA), Marcio Milan, fez a abertura do evento, e falou da necessidade das boas práticas agrícolas para a cadeia produtiva. Da ABRAS também participa do treinamento Fabiana Alves, da área de sustentabilidade.

O programa é gratuito, e acontece nos dias 3, 4 e 5 das 9 horas às 17 horas. É exclusivo para consultores, que serão certificados no final do curso para replicar o conteúdo junto a equipes e produtores. No último dia, 5/7, o treinamento será realizado em uma fazenda, no interior paulista.

Redação Portal ABRAS

Congresso Brasileiro de Olericultura começa no dia 6 de agosto no MS

 

O 55º Congresso Brasileiro de Olericultura acontece de 6 a 10 de agosto de 2018, no Centro de Convenções de Bonito (MS). O evento é promovido pela Associação Brasileira de Horticultura (ABH) e, nesta edição, realizado em parceria com a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (AGRAER), Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO), Sistema Famasul e Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS). O Congresso, realizado pela terceira vez no Estado do Mato Grosso do Sul, terá como eixo de discussão a produção sustentável, qualidade de vida e o estímulo ao consumo, que serão debatidos por meio de palestras, mesas redondas, apresentação de trabalhos de pesquisa, minicursos e reuniões, além de uma assembleia geral dos associados. Os trabalhos apresentados no evento serão publicados na revista Horticultura Brasileira, em edição suplementar, indexada pela CAB. Aproveitando a proximidade com países sul-americanos, em paralelo ao evento, e no mesmo local, será realizado também, de 6 a 10 de agosto, o Encontro Latino-Americano de Horticultura, que reunirá especialistas nacionais e internacionais.   Clique aqui e confira a programação completa do evento.     Redação Portal ABRAS 
com informações da Associação Brasileira de Horticultura    

Campanha do Ministério do Meio Ambiente alerta para desperdício de alimentos

O Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, lançou, na terça-feira (3/7), a Semana Nacional de Conscientização da Perda e Desperdício de Alimentos, ao lado dos parceiros ONU Meio Ambiente, WWF-Brasil, Embrapa, Ministério do Desenvolvimento Social e Fundição Progresso. A iniciativa será realizada anualmente, na última semana de outubro, com o objetivo de reduzir as perdas e os desperdícios de alimentos em toda a cadeia produtiva e de consumo. Durante essa semana, os parceiros realizarão ações para despertar, na população, o interesse pelo assunto. Segundo Edson Duarte, o tema diz respeito às nossas vidas e ao futuro que queremos ter. “Essa campanha traz uma reflexão sobre até onde o planeta sustenta a vaidade humana. O consumo precisa ser consciente”, afirmou. A secretária de Articulação Institucional do MMA, Rejane Pieratti, convidou os parceiros a unir forças e planejar as ações para outubro, em todo o Brasil.  MMA e WWF-Brasil assinarão um Acordo de Cooperação Técnica para integrar a campanha Sem Desperdício da WWF e o Plano de Produção e Consumo Sustentáveis do MMA em ações comuns. Para o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, mudar as atitudes dos consumidores é fundamental. “Ao combater o desperdício e a perda de alimentos, combate-se também a produção de gases de efeito estufa”, disse. Ele destacou que a campanha estará em sintonia com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 12 (assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis). “Dialoga também com quase todos os outros 17 ODS, sobretudo com a redução da pobreza, o combate à fome, a agricultura sustentável e redução de emissões”, disse. O diretor executivo da WWF, Maurício Voivodic, definiu o tema como uma agenda da sociedade. “Um terço da superfície terrestre é usada para produzir alimentos. E um terço desses alimentos é perdido em algumas das etapas da cadeia”, frisou. Concluindo a conta, ele citou dados da FAO: “1,4 bilhão de hectares é a área destinada à produção de alimentos que se transformam em desperdício”. AGRICULTURA URBANA Na ocasião, foi lançado o Pequeno Guia Prático para a Agricultura Urbana. Trata-se de uma cartilha que reúne técnicas, indicações de leitura, mapeamento de iniciativas e outras informações sobre hortas urbanas. O objetivo do guia é estimular novas ações e valorizar as existentes, inclusive por meio de um mapa interativo que apresenta iniciativas inspiradoras de preservação, recuperação e produção de alimentos nas cidades. Perfeito Fortuna, administrador da Fundição Progresso desde 1999, contou como aconteceu a horta urbana no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. “Fomos invadidos por uma juventude querendo plantar. O mais necessário é isso: água e comida. O resto é o resto. Então, começamos a plantar flores e descobrimos que podíamos fazer um jardim com plantas comestíveis. Conseguimos um terreno para plantar e começamos a trazer pessoas para dar cursos, como o Ernst Gotsch, que nos ensinou a usar a matéria orgânica das podas das árvores da cidade para recuperar o terreno. Hoje, temos um mutirão para cuidar da horta e uma feira orgânica todas as terças-feiras”. O guia é uma realização da Fundição Progresso e do Ministério do Meio Ambiente com o apoio da ONU Meio Ambiente, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CBDES) e do coletivo Organicidade. Acesse aqui o Pequeno Guia Prático para a Agricultura Urbana   Fonte: Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Comissão aprova PL que reduz a venda direta de orgânicos

  A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou ontem (2/7) projeto de lei sobre novas regras que restringem a venda direta de produtos orgânicos. O texto prevê que a venda de produtos orgânicos diretamente ao consumidor seja feita apenas por agricultor familiar “integrante de organização de controle social cadastrada nos órgãos fiscalizadores”, informou a Agência Câmara. Além disso, a venda poderá ser feita sem a certificação para garantir a procedência do produto, “se o consumidor e o órgão fiscalizador puderem rastrear o processo de produção e ter acesso ao local de produção ou processamento”. Pelo projeto, os agricultores familiares poderão comercializar a produção própria, de outros produtores certificados ou de produtos com a certificação prevista na Lei da Agricultura Orgânica. A comercialização deverá ocorrer em feiras livres ou em propriedade particular. Atualmente, a venda de produtos orgânicos pode ser feita em estabelecimentos como supermercados desde que a mercadoria tenha o selo SisOrg, obtido por auditoria ou fiscalização. Organização – Pela Lei da Agricultura Orgânica, os agricultores familiares são os únicos autorizados a realizar vendas diretas ao consumidor sem certificação, desde que participem de organização de controle social. O relator do projeto, deputado Luiz Nishimori (PR-PR), afirmou que “um regramento mais rígido para a venda direta de produtos orgânicos trará benefícios aos produtores que verdadeiramente investem e observam os preceitos da agricultura orgânica, assim como para os consumidores”. A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário da Câmara. Fonte: Reuters  

Painel Embrapa Inovações & Negócios começa dia 21 em Holambra

8089 A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e seus parceiros promovem nos dias 21 e 22 de junho, a partir das 13h30, o Painel Embrapa de Inovação & Negócios: novas tecnologias para a produção de hortaliças, no auditório da Hortitec, em Holambra (SP). O evento visa proporcionar a articulação e discussão entre os participantes, identificar as oportunidades de negócios relacionados às cadeias produtivas de hortaliças, além de promover a cooperação com a Embrapa. O Painel irá apresentar a situação atual e as tendências de mercado de hortaliças, de acordo com o olhar de diferentes empresas, instituições e associações representativas do setor, e mostrar as novas tecnologias (ou recentemente disponibilizadas) geradas pela Embrapa aos participantes. Dentre os temas das palestras que serão apresentadas no evento estão: O supermercado e o mercado de hortaliças, Tecnologias de cultivares: oportunidades para parceria, A indústria de equipamentos e o mercado de hortaliças, entre outros. Durante o evento, também serão compartilhadas com o público experiências de licenciados e parceiros da Embrapa. Clique aqui para mais conhecer a programação completa do evento. Redação Portal ABRAS/Embrapa

Agricultura familiar do Brasil é 8ª maior produtora de alimentos do mundo

Levantamento feito pelo portal Governo do Brasil mostra que a agricultura familiar tem um peso importante para a economia brasileira. Com um faturamento anual de US$ 55,2 bilhões, caso o País tivesse só a produção familiar, ainda assim estaria no top 10 do agronegócio mundial, entre os maiores produtores de alimentos. Os dados fazem parte de uma comparação entre dados do Banco Mundial e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Quando se soma a agricultura familiar com toda a produção, o Brasil passa de oitavo maior para a quinta posição, com faturamento de US$ 84,6 bi por ano. “O crescimento do Brasil passa pela agricultura familiar. O agricultor familiar tem grande importância para o crescimento do Brasil”, afirma o secretário da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Jefferson Coriteac. De acordo com o último Censo Agropecuário, a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Além disso, é responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do País e por mais de 70% dos brasileiros ocupados no campo. Peso da agricultura familiar na produção A agricultura familiar ainda produz 70% do feijão nacional, 34% do arroz, 87% da mandioca, 46% do milho, 38% do café e 21% do trigo. O setor também é responsável por 60% da produção de leite e por 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos. Coriteac explica que 84% dos estabelecimentos rurais são de agricultores familiares. “E pelo novo censo agropecuário que está sendo feito, a tendência é esse número crescer cada vez mais, principalmente com a procura por produtos agroecológicos”, afirma. O secretário ainda relata que o governo trabalha com uma série de políticas públicas para reduzir o êxodo rural e tornar a produção dessas famílias mais eficiente. Entre elas, uma das mais importantes é da titulação da terra. Com esse título, esses trabalhadores ganham acesso a crédito rural e a programas como os de assistência técnica. O que é um agricultor familiar A Lei 11.326/2006 diz que agricultores familiares são aqueles que praticam atividades no meio rural, possuem área de até quatro módulos fiscais, mão de obra da própria família e renda vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento por parentes. Também entram nessa classificação silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. Fonte: Suíno Cultura Industrial

Workshop SuperHiper discute perdas e desperdícios no setor supermercadista na Paraíba

8047 O Workshop SuperHiper – Perdas e Desperdícios, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e Associação de Supermercados da Paraíba (ASPB), reuniu cerca de 150 pessoas entre empresários e executivos do setor supermercadista e atacadista, ontem (24), no Shopping Sebrae, em João Pessoa. O evento tem o objetivo de fornecer as ferramentas necessárias para que os empresários e gestores possam entender o impacto direto dos desperdícios tanto no aspecto econômico quanto social. “O principal é o conhecimento para ajudar na gestão de loja, que é a base de tudo para gerenciar melhor o negócio. Por isso faremos também outros dois workshops, sendo um em julho sobre ‘Operação de Lojas’ e outro em setembro com foco em ‘Gestão de Rupturas'”, explica o superintendente da ASPB, Damião Evangelista. De acordo com o superintendente da ABRAS, Márcio Milan, além do conhecimento adquirido pelos participantes, o momento é importante para o comércio como um todo. “Durante muitos anos existiu uma preocupação com as perdas que ocorriam nos supermercados, e muitas vezes, se deixava de lado o desperdício que essa perda gerava na cadeia. Essa visão geral de que toda perda gera desperdício traz uma relevância social e acreditamos que com isso o supermercado e o comércio, de modo geral, vão conseguir dar uma atenção maior para diminuir esse desperdício. Em todo o país, por exemplo, são 89 mil lojas e elas perdem por ano cerca de R$ 1,22 bilhões só com o desperdício de frutas, legumes e verduras”, esclarece. Palestrantes Essas perdas podem ser evitadas com a reorganização dos processos internos das empresas atrelada a uma gestão específica de controle dos desperdícios. Para tornar a explicação mais dinâmica, os palestrantes Monica Reimberg (Sonda), Ivan Moreira (Walmart), Temístocles Galdino (Ayumi) e Felipe Araújo (Rede Compras) apresentaram cases de sucesso desse tipo de gerenciamento, mostrando como a redução de perdas de produtos influencia no aumento dos ganhos. A superintendente de Prevenção e Perdas da Rede Sonda de Supermercados, Monica Reimberg, ressalta que o momento é para entender a importância de prevenir o desperdício em todas as áreas do estabelecimento. “Quanto mais você controla é possível enxergar o que acontece na empresa, a importância e o ganho que isso traz. Para isso, é preciso cautela, observar bem o contexto e conseguir aliados dentro da empresa, sobretudo os proprietários. Sem eles não é possível fazer prevenção de perdas”, avalia. Para o gerente Regional de Prevenção de Perdas do Walmart, Ivan Moreira, atuar contra o desperdício nos supermercados é um suporte para a entrega de lucratividade. “Nesse ambiente de vendas o que for possível fazer para que sobre algum dinheiro no lucro operacional, ou seja, que é a conta até onde a empresa pode ir, temos um papel fundamental. Quanto menos perdas mais lucratividade. Se tivermos processos bem definidos, além da parte tecnológica e a atitude das pessoas nas áreas de operações, temos um diferencial para a prevenção”, analisa. Além desses aspectos, outro destaque do evento foi a relação entre supermercadistas e os produtores da agricultura familiar. De acordo com dados da Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP), na Paraíba há 148 mil agricultores familiares e também 181 empreendimentos formais desse tipo (associações ou cooperativas). “A agricultura familiar no Brasil representa 70% da produção dos alimentos que vão às mesas. Então, fazer um diálogo com os supermercadistas (quase 90% do que se consome de alimentos são adquiridos nos mercados) é fazer uma aliança entre a produção e o comércio, reduzindo os atravessadores e os preços”, enfatiza o consultor da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário do Governo Federal, Vitor Corrêa. Para o gerente comercial da Rede Menor Preço, Anderson Melo, o Workshop é uma iniciativa que traz benefícios diretos para os supermercadistas. “Nós precisamos de mais capacitação, conhecimento direcionado para o nosso negócio e a área de prevenção de perdas sem dúvida é uma das principais do supermercado. Não adianta só ganhar margem nos produtos por meio das promoções, mas também evitar que o lucro vá embora com as perdas. Então todo conhecimento que vem e pode nos ajudar a diminuir perdas é muito válido”, analisa. Além disso, a gestão adequada pode refletir diretamente no que é repassado para o consumidor, como avalia o diretor comercial da São Braz, Valber Santos. “Esse momento é de tamanha importância para o nosso negócio, tanto para o fornecedor como o supermercadista e inclusive beneficia o comprador. É imensurável a quantidade da perca a cada operação e quando isso estiver sob controle certamente vai se conquistar um percentual de economia no negócio, consequentemente transferido ao consumidor.” O Workshop SuperHiper – Perdas e ganhos está inserido no calendário de eventos que antecede a Convenção Paraibana de Supermercados (Consuper), que acontecerá em outubro, com o tema ‘Otimização: Gestão por Resultados’. Melissa Paulino – Assessoria de Comunicação ASPB/Redação Portal ABRAS

AGAS promove seminário sobre rastreabilidade de alimentos

A Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) realizou hoje (15) o seminário Rastreabilidade – Qual a minha responsabilidade no controle de agrotóxicos em FLV. Durante o evento, que aconteceu no Hotel Ritter, em Porto Alegre, foi abordada a importância do monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos em vegetais frescos pela rastreabilidade, com base na Instrução Normativa Conjunta entre a Anvisa e o Ministério da Agricultura, INC nº 02. Os participantes também receberam informações sobre o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), existente desde 2012, e lançado no RS, em outubro de 2017 em parceria com a AGAS. 8024 O diretor da associação gaúcha, José Eduardo, falou no evento da necessidade das empresas adotarem um programa de rastreabilidade e monitoramento de alimentos. “Hoje, a seção de hortifrúti é a segunda com maior índice de perdas sobre o faturamento no setor supermercadista gaúcho, com 7%, atrás apenas da Rotisseria. Isso é um sinal de que toda a cadeia pode se profissionalizar e melhorar sua operação.” O superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan, participou do seminário e destacou a eficiência do programa no controle do uso de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras vendidos nos supermercados brasileiros por intermédio da rastreabilidade, e a segurança que oferece aos consumidores. Mediado pela jornalista Gisele Loeblein, colunista da editoria de agricultura do jornal Zero Hora, o painel contou também com as presenças: da promotora de justiça do RS, Caroline Vaz, do diretor técnico operacional da Ceasa/RS, Ailton Machado, do coordenador de horticultura e vitivinicultura do Sebrae/RS, André Luis Bordignon, do diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Lino Moura, e do superintendente federal de agricultura no RS, Leandro Luis Kroth. RAMA O RAMA é um programa de rastreabilidade e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela ABRAS, de adesão voluntária, que fomenta as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores. No ano passado, o total de FLV rastreado pelo RAMA chegou a 1,4 milhão de toneladas. Redação Portal ABRAS

Grandes grupos investem em rastreabilidade

Com o aumento do nível de exigência dos consumidores e da demanda por alimentos saudáveis, grandes grupos como Walmart Brasil, Carrefour e Pão de Açúcar estão investindo em projetos de rastreabilidade de produtos. Pesquisa realizada este ano pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), em parceria com o Ibope, sinaliza que o acesso a frutas, legumes, verduras e carnes frescas é a principal prioridade do consumidor nas lojas, atrás apenas do preço baixo. As ações de rastreabilidade pretendem disponibilizar para os clientes mais informações sobre as mercadorias, incluindo origem, composição e manuseio. Também funcionam para controlar o “caminho” dos alimentos, desde o produtor até as gôndolas. Envolver os pequenos produtores, mais carentes de recursos tecnológicos, é um dos principais desafios do setor. Para Márcia Rossi, gerente nacional de qualidade e segurança dos alimentos do Walmart Brasil, com 450 lojas, iniciativas que visam identificar a origem dos produtos podem ajudar as marcas a conquistar maior confiança do consumidor. “Ele precisa ter segurança para comprar de olhos fechados”, diz. Se o cliente leva para casa um melão fatiado, deve saber de onde veio a fruta e quando foi manuseada, afirma. Entre as iniciativas de rastreabilidade do grupo está o programa “Pecuária + Sustentável”, criado para garantir que toda carne bovina comprada pela marca no Brasil não tenha contribuído para o desmatamento da Amazônia. As mercadorias ganham o selo “Carne 100% Monitorada”. “Há quatro anos, também lançamos um programa de qualificação de fornecedores de hortifruti e monitoramento de resíduos de agrotóxicos”, diz. A iniciativa inclui auditorias nos fornecedores, análises de amostras de frutas e verduras, além da identificação de produtos por códigos que permitam rastreá-lo desde a origem. No ano passado, o Clube dos Produtores do Walmart Brasil completou 15 anos. Lançado em 2002, apoia a agricultura familiar, com o objetivo de oferecer a pequenos e médios produtores rurais mais oportunidades no grande varejo. No final de 2016, 14% das hortaliças da marca foram compradas diretamente de agricultores ligados ao programa, segundo a empresa. Júlia Carlini, gerente de qualidade e segurança alimentar do Carrefour, afirma que a rede aderiu ao Programa de Rastreamento e Monitoramento de Alimentos (Rama) em 2014. O movimento, que engloba frutas, legumes e verduras foi idealizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e suas filiadas estaduais. Tem como meta supervisionar, por meio de análises técnicas, o limite legal da aplicação de defensivos agrícolas nos produtos. Começou com um projeto piloto em 2011 e hoje reúne 47 varejistas. O número de fornecedores acompanhados passou de 150, em 2013, para 984, em 2017. Dos itens rastreados, a maior parte, ou 44,6%, vêm da região Sul, seguida do Sudeste (34,7%). No ano passado, o Carrefour foi eleito pelo Ramas a rede que melhor rastreou alimentos no Brasil. A companhia usa QR Codes (série de códigos em uma imagem quadrada) para identificar a origem e o destino das mercadorias. Desde 2014 mantém um mapeamento de risco que identifica resíduos não autorizados nas ofertas. “Oitenta e dois por cento dos nossos fornecedores já aderiram”, diz. Fonte: Valor Econômico

AGAS promove seminário sobre rastreabilidade de alimentos

A Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) realizou hoje (15) o seminário Rastreabilidade – Qual a minha responsabilidade no controle de agrotóxicos em FLV. Durante o evento, que aconteceu no Hotel Ritter, em Porto Alegre, foi abordada a importância do monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos em vegetais frescos pela rastreabilidade, com base na Instrução Normativa Conjunta entre a Anvisa e o Ministério da Agricultura, INC nº 02. 8024 Os participantes também receberam informações sobre o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), existente desde 2012, e lançado no RS, em outubro de 2017 em parceria com a AGAS. O diretor da associação gaúcha, José Eduardo, falou no evento da necessidade das empresas adotarem um programa de rastreabilidade e monitoramento de alimentos. “Hoje, a seção de hortifrúti é a segunda com maior índice de perdas sobre o faturamento no setor supermercadista gaúcho, com 7%, atrás apenas da Rotisseria. Isso é um sinal de que toda a cadeia pode se profissionalizar e melhorar sua operação.” O superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan, participou do seminário e destacou a eficiência do programa no controle do uso de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras vendidos nos supermercados brasileiros por intermédio da rastreabilidade, e a segurança que oferece aos consumidores. Mediado pela jornalista Gisele Loeblein, colunista da editoria de agricultura do jornal Zero Hora, o painel contou também com as presenças: da promotora de justiça do RS, Caroline Vaz, do diretor técnico operacional da Ceasa/RS, Ailton Machado, do coordenador de horticultura e vitivinicultura do Sebrae/RS, André Luis Bordignon, do diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Lino Moura, e do superintendente federal de agricultura no RS, Leandro Luis Kroth. RAMA O RAMA é um programa de rastreabilidade e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela ABRAS, de adesão voluntária, que fomenta as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores. No ano passado, o total de FLV rastreado pelo RAMA chegou a 1,4 milhão de toneladas. Redação Portal ABRAS

Supermercados optam por agricultor local para rastrear melhor orgânicos

A fim de garantir a devida origem e pureza de alimentos classificados como orgânicos, redes varejistas de diversos tamanhos têm elevado o esforço no monitoramento do trajeto que o produto percorre até as gôndolas e, para isso, priorizam mais negócios com produtores locais. Redes como Carrefour, Pão de Açúcar e – de menor porte – Savegnago apostam no discurso em favor da saudabilidade alimentícia e gama de produtos orgânicos dentro de suas marcas próprias e descentralizam seus fornecedores do eixo Rio-São Paulo. Para o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, os orgânicos estão mais disseminados e a tendência é que apresentem incremento nos próximos anos, por motivos que vão além da saudabilidade. “A preocupação com a saúde ainda é a que mais impulsiona o consumo [destes produtos] no Brasil. Porém, para um determinado grupo de consumidores, a principal motivação para o consumo destes produtos são questões ligada ao meio ambiente”, destaca Milan. “Acredito que o mercado de orgânicos nacional vá crescer substancialmente dentro de cinco anos e, em torno de dez anos, chegaremos ao patamar de produção de países como Inglaterra e regiões da França”, afirma o diretor de sustentabilidade do Carrefour, Paulo Pianez. Segundo a empresa, a descentralização de fornecedores, com o surgimento de produtores locais próximos às unidades da rede, já pode ser vista nas regiões Centro-Oeste e Sul. De acordo com ele, no Brasil, a rede varejista francesa está investindo em um movimento para converter seus distribuidores tradicionais em produtores mais engajados na produção “agroecológica” – conhecida também como uma prática agrícola ligada à sustentabilidade. “Não basta fazer essa conversão, isso também tem que ser visto em valores mais acessíveis e competitivos dos nossos produtos orgânicos”, afirma Pianez, destacando que a popularização dessa categoria de alimentos acarretaria em uma diminuição dos preços. O diretor afirma que a variação do preço dos alimentos orgânicos é de 20% a 50% em relação aos itens tradicionais. O Carrefour começou há dez anos a trabalhar por meio de sua marca própria nessa categoria de produtos sem agrotóxico. Atualmente, o sortimento de hortifruti “natural” da rede varejista corresponde a mais de 12% de toda a variedade de frutas, legumes e verduras do negócio. Em 2017, a empresa foi eleita – pelo Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama) – como a rede que melhor rastreou seus alimentos no Brasil. Com 46 varejistas participantes, a iniciativa tem como objetivo supervisionar, por meio de análises técnicas, que o limite legal da aplicação de defensivos agrícolas nos produtos seja respeitado. Também com marca própria de orgânicos – batizada há dez anos como Taeq –, a rede de supermercados Pão de Açúcar vislumbra um aumento no número de produtores cadastrados caso haja um incremento na demanda por essa categoria de alimento. Hoje, o negócio conta com mais de 1,6 mil itens deste tipo. “Inicialmente contávamos com uma variedade menor de produtos – bastante concentrada em frutas, verduras e legumes. Porém, nos últimos anos, o mercado cresceu e hoje já é possível encontrar alternativas orgânicas em quase todas as categorias como palmito, azeite, sucos, biscoitos, massas, energéticos e vinhos”, disse o Grupo GPA por meio de comunicado. Portes menores A disseminação dos produtos orgânicos também se dá em redes menores. É o caso da Savegnago, que tem como principais fornecedores pequenos agricultores e cooperativas locais. Para o gerente comercial, Belchior Martins, porém, um dos principais desafios a ser enfrentados está relacionado a acessibilidade. “Os valores variam muito, mas geralmente está em torno de 30% a 50% mais caro. Com maior produtividade e tecnologia os valores tendem a ficar mais acessíveis”, comenta. Fonte: DCI

AGAS realiza seminário sobre rastreabilidade no dia 15 de maio

No dia 15 de maio, a Associação Gaúcha de Supermercados – AGAS realizará o seminário Rastreabilidade – Qual a minha responsabilidade no controle de agrotóxicos em FLV? em Porto Alegre, a partir das 14h, o Hotel Ritter (Largo Vespasiano Júlio Veppo, 55 – Centro Histórico). Durante o evento será abordada a importância do monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos em vegetais frescos por intermédio da rastreabilidade, com base na Instrução Normativa Conjunta entre a Anvisa e o Ministério da Agricultura, INC nº 02. O encontro organizado pela AGAS buscará destacar a relevância de as empresas adotarem um programa de rastreabilidade e monitoramento de alimentos que atenda a legislação vigente. Gratuito, o painel destina-se a varejistas, fornecedores, produtores e público geral. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail eventos@agas.com.br. Fonte: Assessoria de Comunicação da AGAS

Carrefour foi a rede varejista que melhor rastreou alimentos no Brasil em 2017

Pelo terceiro ano consecutivo, o Carrefour recebeu da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) o Prêmio RAMA na categoria Varejo, durante a apresentação do balanço anual do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA). Signatário desde outubro de 2014, o Carrefour recebeu o reconhecimento pelo amplo monitoramento de fornecedores e pela transparência adotada na comunicação da iniciativa aos seus clientes. Em 2017, o Carrefour rastreou 100% dos itens da sua marca própria, que inclui também os produtos que recebem o selo de qualidade Garantia de Origem. Em relação aos demais produtos comercializados pela rede, que não inclui a marca Carrefour, a adesão dos fornecedores chegou a 82%. Porém, ao considerar todo o quadro de fornecedores da rede, 95% aderiram ao programa. Desenvolvido pela ABRAS em 2012, em parceria com a empresa Paripassu, o programa RAMA promove o rastreamento e monitoramento de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras, garantindo que a aplicação dos mesmos não esteja acima do nível permitido por lei. Com 46 redes varejistas participantes e 984 fornecedores, o programa possui dois pilares de atuação: rastreabilidade de todos os fornecedores cadastrados pelas empresas participantes e o monitoramento do nível de agrotóxico nos produtos. No ano passado, de acordo com a ABRAS, foram analisadas 944 amostras de 95 produtos e o índice geral de conformidade do programa atingiu 69%. Os resultados são obtidos por meio de análises técnicas da quantidade de resíduos em amostras coletadas e os dados são disponibilizados por meio de um portal para que produtores/fornecedores e supermercadistas monitorem os produtos continuamente. Além disso, o consumidor pode rastrear os alimentos por meio do QR Code presente nas embalagens ou mesmo do portal do RAMA. Desde que passou a integrar o programa, a área de Segurança Alimentar do Carrefour coletou amostras de diversos fornecedores pelo país. Atualmente, todos aqueles que integram a marca própria da rede ou que recebem o selo Garantia de Origem já seguem as diretrizes do RAMA. A adesão ao programa e demais práticas da companhia estão alinhadas ao plano Carrefour 2022, divulgado em janeiro deste ano pelo Grupo Carrefour, que tem como uma de suas principais ambições para os próximos cinco anos ampliar a oferta de alimentos de qualidade, confiáveis, acessíveis e a um preço justo. “Cada vez mais as pessoas desejam consumir de forma mais saudável e mais sustentável, tanto para o bem de sua saúde, como para a preservação do planeta. Para atender essa crescente demanda por informações e padrões de qualidade impecáveis sobre os produtos, o Grupo Carrefour vai liderar esse movimento global, permitindo que os nossos clientes consumam melhor todos os dias”, destaca Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil. “Diante desse objetivo, a adesão ao RAMA possibilitou, há alguns anos, fortalecer ainda mais os processos de controle e rastreabilidade no Carrefour, a partir do estímulo e capacitação dos nossos fornecedores sobre as melhores práticas de produção”, destaca o executivo. Além do RAMA, o Carrefour conta com outras ações de controle de qualidade dos alimentos que comercializa. O programa Garantia de Origem, implantado no Brasil há 16 anos, atesta o compromisso da companhia em acompanhar e oferecer a possibilidade do cliente saber a trajetória do alimento desde a sua produção. Além disso, todos os itens da marca Carrefour passam por rígidos padrões de segurança alimentar, testes laboratoriais e auditoria social, o que garante a alta qualidade e procedência dos produtos. Grupo Carrefour Brasil Há mais de 40 anos no país, o Grupo Carrefour Brasil é reconhecidamente pioneiro no mercado varejista. A partir de uma plataforma omnicanal e multiformato, está presente em todos os estados, além do Distrito Federal. Atualmente, conta com os formatos Carrefour (hipermercado), Carrefour Bairro (supermercado), Carrefour Express (varejo de proximidade), Carrefour.com (e-commerce), Atacadão (atacado e atacado de autosserviço) e Supeco (atacado de autosserviço de proximidade), além de oferecer serviços diversos para a conveniência dos clientes, como postos de combustíveis, drogarias e serviços financeiros. Segunda maior operação dentre todos os países nos quais o Grupo Carrefour atua, a empresa registra a cada mês cerca de 26 milhões de compras em seus mais de 590 pontos de vendas. Com faturamento de R$ 49,1 bilhões em 2016 e uma equipe de mais de 80 mil colaboradores no Brasil, a companhia é a maior distribuidora de alimentos do país, o maior varejista de capital aberto e umas das 15 maiores empresas listadas na bolsa brasileira. No mundo, o Grupo Carrefour está presente em mais de 30 países, sendo 10 com operações próprias, e emprega mais de 384 mil colaboradores. Com mais de 12 mil lojas espalhadas pela Europa, Ásia e América Latina, está presente na vida de 105 milhões de clientes. Atualmente, mais de 13 milhões de compras são realizadas a cada dia em seus diversos formatos distribuídos pelo mundo. Em 2016, o volume de negócios da companhia totalizou € 103,7 bilhões. Fonte: Assessoria de Comunicação do Carrefour

Evento RAMA debate rastreabilidade e segurança do alimento na Convenção ABRAS

Garantir a ampla produtividade de FLV e, ao mesmo tempo, o bem-estar dos consumidores são desafios bastante complexos que o País precisa enfrentar e que necessitam do envolvimento de todos os atores da cadeia de abastecimento. Essa, a propósito, é uma das principais bandeiras levantadas pela Abras, que aproveitou a abertura da sua 52ª Convenção, iniciada na segunda-feira (19), para promover um amplo debate sobre o tema. A programação foi iniciada pelo balanço 2017 do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama), criado pela Abras, que analisou, no ano passado, 944 amostras de 95 produtos. Os cinco melhores índices de conformidade foram encontrados em: banana, mamão, batata, laranja e cebola. O índice geral de conformidade do Rama foi de 69%. No total, a iniciativa já abrange 984 fornecedores e 46 redes supermercadistas e está presente em todas as regiões do País. No ano passado, o programa efetuou 877 auditorias voltadas a verificar a conformidade de dados. Durante esse processo, 656 fornecedores receberam orientações. Foram realizadas, também, 1.922 avaliações em lojas de redes participantes, sendo que 126 estabelecimentos foram auditados.

Presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto

Presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto

“Precisamos trabalhar sempre para que o sistema alimentar brasileiro tenha cada vez mais qualidade, menos desperdício e maior segurança, a fim de gerar benefícios para todos os agentes da cadeia de abastecimento: fornecedores, supermercadistas e consumidores”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto. Em complemento, o superintendente da entidade e coordenador do Rama, Marcio Milan, enfatizou “que toda a metodologia e execução do Rama está alinhada aos três pilares da Abras, que são comunicação, educação e transparência.” Criado em 2012 pela Abras, o Rama tem o objetivo de verificar se os alimentos comercializados pelos supermercados apresentam resíduo de defensivos agrícolas (autorizados para a cultura analisada), dentro dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O programa envolve todos os elos da cadeia de abastecimento e ajuda a fomentar no campo ações corretivas em caso de não conformidades identificadas. “Rastrear a origem dos alimentos que fazem parte do Rama é fundamental para que possamos encontrar soluções que beneficiem todos os agentes da cadeia de abastecimento”, destacou diretor comercial da Paripassu, Giampaolo Buso, empresa responsável pelas análises técnicas do programa. Tendências Na sequência, o gestor de Abastecimento e Varejo da Rijk Zwaan, Jan Dondersum, e o professor José Luiz Tejon falaram sobre tendências mundiais na área de FLVs, além de estratégias para realizar uma comunicação cada vez mais eficiente na cadeia produtiva de alimentos. Dondersum destacou que o primeiro passo para construir uma operação eficiente em FLV é definir o posicionamento do negócio, de modo a tornar a operação rentável e atrair mais clientes para o ponto de venda. “Em mercados mais maduros para FLVs, como Europa, Estados Unidos e Austrália, nos quais 95% de produtos frescos são vendidos em estabelecimentos varejistas, vemos que os formatos de super e hipermercados têm sido os mais pressionados pelo hard discount e pelas “lojas boutique”, voltadas ao segmento premium”, acrescentou o especialista. Entre as tendências globais, o executivo destacou ainda a valorização cada vez maior dos produtos locais por parte dos consumidores e observou que é crescente o número de iniciativas voltadas à redução de perdas e desperdícios no varejo, como, por exemplo, a comercialização de FLVs aparentemente imperfeitos, mas aptos para o consumo, iniciativa que já vem sendo realizada no Brasil.
Coordenador do Rama, Marcio Milan

Coordenador do Rama, Marcio Milan

O professor Tejon, por sua vez, que acaba de voltar do Salão de Agricultura de Paris, destacou a importância que o Rama tem como ferramenta educativa e de comunicação dentro da cadeia de abastecimento. “O programa gera incômodo positivo naqueles que ainda não aderiram a ele. E cumpre seu papel educativo, além de colaborar para a transparência no sentido de promover a segurança alimentar.” Segundo o professor, a cada dia no planeta surge um selo novo em termos de alimentação, a exemplo dos produtos livres de glúten, lactose, gordura, açúcar, etc. “O agronegócio se tornou agrosociedade. Quem trabalha com alimentação precisa pensar no conceito de montadora agrotecnológica de sustentabilidade intensiva, que envolve diferentes segmentos e percepções de sentido sobre o que é comida. As pessoas, cada vez mais, querem produtos com atributos que vão muito além do apelo orgânico. Desejam mercadorias sustentáveis, que tenham apelo sensorial, que promovam saúde e bem-estar de todos: ser humano, animais e meio ambiente. ” Boas práticas no campo A programação dedicada ao balanço do programa Rama também contou com a realização do painel “A Cadeia Produtiva no Campo”, dedicado às apresentações de cenários e soluções importantes para o mercado FLV, bem como dos principais desafios e oportunidades relacionados a este mercado. O primeiro a subir ao palco foi o presidente da Trebeschi, Edson Trebeschi, empresa produtora de tomates, de Minas Gerais, que começou comentando sobre a importância do Rama como um elo entre o produtor e a cadeia, além de ter um papel importante como ferramenta de gestão, que permite à empresa evoluir na oferta de produtos com boa apresentação e sabor. “Mais do que isso, o programa tem contribuído para a beleza invisível do produto, que é a sua qualidade e segurança. Por isso, se comunicar bem com o cliente é fundamental para mostrar a diferenciação do produto. Ligar o consumidor com a origem do produto é um passo importante, principalmente quando é feito com amor e profissionalismo, como fazemos”, disse Trebeschi. Ele também compartilhou a visão e iniciativas da empresa em benefício do planeta, como a utilização de drones para monitoramento das plantações e uso de palha para cobertura de solo. Um dado muito importante foi a redução de 40% no uso de água na produção. Entre as iniciativas que contribuíram para o alcance dessa diminuição de consumo de água, estão o uso de gotejamento para hidratação das plantações, monitoramento da umidade do solo e estufas de alta tecnologia para captar água da chuva, que, posteriormente, é armazenada em enormes tanques para utilização no processo produtivo. Em seguida, foi a vez da gerente de Food Chain e Sustentabilidade da Bayer, Cristiane Lourenço. Conforme relatou, a empresa criou o chamado Food Chain Relation, que é a área de parcerias com produtores para a busca de tendências de consumo. Esse trabalho começou em 2016, quando foi iniciada a capacitação com o time da Bayer junto aos produtores e distribuidores, uma vez que esse público se mostrava essencial para o sucesso do trabalho. Foram mais de 220 pessoas treinadas neste primeiro ano. Em 2017, o foco era diretamente os produtores. A empresa ofereceu o serviço de degustação do serviço, permitindo falar de rastreabilidade e mostrando todos detalhes do produto e as vantagens de o mesmo ser rastreado. “Isso vem se mostrando fundamental para oferecer um produto de qualidade ao consumidor, exposto em lugares melhores e com valor agregado maior. Isso vale tanto para produtos in natura como os industrializados.” Neste ano, segundo Cristiane, o foco continua sendo as parcerias, especialmente com supermercados. Em junho, haverá um treinamento On Farm, buscando apoiar e orientar os processos de certificação, como o Global G.A.P. “As pessoas querem saber a história do que estão comendo, consumindo. A rastreabilidade permite isso”, reforça Cristiane. Marcio Jampani, engenheiro agrônomo da Sakata, subiu ao palco, na sequênia, para falar de hortaliças. Ele apresentou um sistema integrado de produção e comercialização de FLV que tem como objetivo tratar esses produtos como marcas, usando embalagens mais eficientes para chegar ao consumidor final com boa apresentação e a qualidade necessária. Produzir produtos seguros ao longo de todo processo se mostra essencial. Reduzir a ruptura é outro foco para diminuir as perdas na cadeia. Dessa forma, o trabalho da empresa é focado na cadeia de valor do FLV. Começa pelo melhoramento genético das sementes, o que garante produtos com mais qualidade. A venda desse serviço é feita somente via distribuidor e inclui assistência técnica, com as mais avançadas tecnologias e manejos, sempre com as melhores práticas agrícolas. Na prática, o foco é na produção, sendo que todos produtos têm manual técnico de produção, manuais para trabalhar medidas preventivas para evitar pragas e doenças, garantindo um sabor ainda melhor, com valor agregado na embalagem, que permite maior tempo de vida na gôndola do supermercado e na geladeira do consumidor. Todos os produtos têm um QR Code que oferece todos dados do produto, disponibilizando maior segurança ao comprador. Padronização e rastreabilidade Ao final, Nilson Gasconi, executivo de negócios da GS1 Brasil, falou sobre a importância da identificação padronizada para a rastreabilidade e para a criação de uma identidade para o produto, permitindo que o consumidor saiba qual é o fornecedor e a origem do produto. “A padronização torna o processo mais automatizado e seguro para facilitar o dia a dia da cadeia.”, afirmou Gasconi. Pesquisas da GS1 Brasil indicam que o consumidor de FLV quer interagir com o produto, pegá-lo, vê-lo melhor e ter todas as informações dele antes de levá-lo para casa. Por isso, se torna fundamental ter todas essas informações disponíveis de forma ágil e fácil. Para o varejista, as vantagens passam pelo controle eficiente de estoque, redução de ruptura de gôndolas, agilidade e automação dos processos logísticos, recebimento de exposição, redução de erros, rastreabilidade (identificação e autenticidade do produto), automação na frente de caixa e cadastro correto de produtos. A padronização tem se mostrado tão necessária e importante que, em fevereiro deste ano, órgãos reguladores (Anvisa e Ministério da Agricultura) publicaram procedimentos para aplicação de rastreabilidade dos FLV “de forma única e inequívoca”. A padronização tem papel fundamental nesse processo por meio do código de barras, que dá uma identidade ao produto, permitindo obter todas informações sobre ele, mesmo que seja um produto fabricado no Brasil e vendido no outro lado do mundo. Premiação O evento também contou com a terceira edição do Prêmio Rama, que contemplou empresas e profissionais por suas contribuições em prol da prática e disseminação da rastreabilidade de alimentos. Os premiados foram: – Categoria Varejo: Carrefour, Coop e Angeloni – Categoria Produtor: Mallmann, Hasegawa e Grupo MNS – Destaque Parceria: Valesca Oliveira, do PMA – Destaque Personalidade: Leonardo Miyao, da Hortifruit Giseli Cabrini e Marcelo Xavier são repórteres especiais da revista SuperHiper.

Anvisa define novas regras para rastreabilidade

Brasília – A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana a Instrução Normativa Conjunta (INC), elaborada pela agência e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que define os procedimentos para aplicação da rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva de produtos vegetais frescos (in natura) destinados à alimentação humana. O objetivo da proposta é estabelecer um mecanismo para fins de monitoramento e controle de resíduos de agrotóxicos em produtos vegetais frescos em todo o território nacional. A rastreabilidade deve ser assegurada por cada ente da cadeia produtiva destes produtos em todas as etapas sob sua responsabilidade. A instrução estava prevista desde o ano passado e passou por 60 dias de consulta pública. Foram recebidas e avaliadas 74 sugestões pela Anvisa e pelo ministério para aprimoramento da proposta. A partir de agora, respeitando os prazos estabelecidos nos anexos, os produtos vegetais frescos, ou seus envoltórios, suas caixas, sacarias e demais embalagens devem estar devidamente identificados, de forma a possibilitar o acesso, pelas autoridades competentes, aos registros com as informações obrigatórias. A identificação pode ser realizada por meio de etiquetas impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code, ou qualquer outro sistema que permita identificar os produtos vegetais frescos de forma única e inequívoca. A rastreabilidade de que trata a INC será fiscalizada pelos serviços de vigilância sanitária e pelo Ministério da Agricultura. A instrução será encaminhada para aprovação da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa) para posterior publicação no Diário Oficial da União. Fonte: Diário do Comércio de Minas Clique aqui e veja mais notícias

Balanço do Programa RAMA será divulgado no dia 19/3

O balanço do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos da Associação Brasileira de Supermercados (RAMA), será divulgado no próximo dia 19/3, em evento especial, no hotel Grand Mercure, Rio de Janeiro, que discutirá a cadeia produtiva de alimentos e os impactos do FLV no setor supermercadista. 7871 O presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto, fará a abertura do evento, marcada para as 8h30. Na sequência, o superintendente da entidade nacional, Marcio Milan, apresentará o balanço do Programa RAMA, com dados apurados durante todo o ano de 2017. A programação, que faz parte da 52ª Convenção ABRAS, também inclui palestras de especialistas de empresas do setor (GS1 Brasil, Bayer, Trebeschi, Sakata), que falarão sobre temas voltados à rastreabilidade de alimentos como: educação e comunicação na cadeia produtiva, campo, padronização dos códigos de barras, entre outros. Balanço RAMA Dia: 19 de março de 2018 Horário: 8h30 – 10h50 Local: Hotel Grand Mercure, sala Rio de Janeiro – Riocentro (Av. Salvador Allende, 6.555 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ). Redação Portal ABRAS

Desperdício de alimentos no mercado chega a R$ 2 bi

O desperdício de alimentos nos supermercados chegou a quase 30%, um valor próximo a R$ 2 bilhões por ano. Para diminuir o problema, têm surgido alternativas que até beneficiam o consumidor, como o preço mais barato de alguns produtos. Clique aqui e veja a matéria na íntegra Fonte: Jornal da Band Clique aqui e veja mais notícias

R$ 7 bilhões em comida jogados no lixo

Um faturamento inteiro das lojas Pão de Açúcar. Ou mais do que o Mc Donald’s registrou em receita líquida no Brasil em todo 2016. Esse é o montante – R$ 7,1 bilhões – que os supermercados brasileiros perderam com alimentos aptos ao consumo mas que foram jogados fora por danos, aparência ou validade. Quase tudo foi para o lixo. A “quebra operacional”, jargão do varejo para o desperdício, abocanha, ano após ano, uma fatia de 2% do faturamento bruto do setor, que em 2016 atingiu R$ 338,7 bilhões, segundo dados compilados pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras). No ranking por segmento, o FLV (frutas, legumes e verduras) lidera, mas a perda é alta também em itens de padaria, comida pronta e carnes em geral. O indicador dá a dimensão do tamanho do problema, mas é só uma parte dele. O desperdício ainda permeia todos os elos da cadeia produtiva e faz com que até 30% do que é plantado jamais chegue à boca do consumidor brasileiro, segundo a FAO Brasil, braço da ONU para Agricultura e Alimentação. Do ponto de vista financeiro, o varejo tem motivos de sobra para se preocupar: o desperdício representou 28,6% das perdas totais em 2016, superando os furtos externos e internos (18,2% e 8,3%, respectivamente), os erros de inventário (14,8%) e administrativos (8,9%) e a devolução de produtos ao fornecedor (7,9%). “É algo que os supermercados olham com muita atenção”, afirma Marcio Milan, superintendente da Abras. O contra-ataque do setor teve início há cerca de três anos, mas com resultados ainda tímidos diante da urgência que o tema exige. Em geral, as ações baseiam-se na promoção de itens com prazo de validade próximo de expirar. Mais recentemente, alimentos que fogem do padrão comercial – tamanho, cor e consistência – começaram a ser testados em algumas lojas de grandes centros urbanos. Lançado em novembro pelo Carrefour, a maior varejista alimentar do país, o programa “Únicos” oferece cerca de 10 legumes e frutas que não atendem a ficha técnica com descontos a partir de 30%. Implementado em caráter experimental em três lojas da capital paulista, o programa, por ora, só é exequível uma vez por semana. Segundo Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Carrefour no Brasil, a expansão do programa está condicionada não só à aceitação do consumidor mas, principalmente, à disponibilidade desses produtos. Isso porque durante anos, o produtor rural foi orientado a não entregar alimentos sem as características determinadas pelo varejo. A imposição rígida dessa cartilha faz com que parte representativa das verduras e legumes nem saia no campo. “O produtor sabe que não tem valor para o varejo e já descarta o alimento, apesar de ser perfeito sob o aspecto nutricional. Isso acabou contribuindo para o desperdício. Agora temos de (re)orientá-lo”, admite. Muitas vezes, o próprio mercado se encarrega da solução para problemas que, se não diretamente ligados ao desperdício, servem de inspiração para ações nesse sentido. Milan, da Abras, cita as maçãs da Turma da Mônica como um caso clássico de rearranjo comercial que driblou o consumidor, criou um novo hábito de consumo e ajudou a elevar a renda do produtor. Impedida de ser servida à mesa (os brasileiros, acreditava-se, gostavam somente de frutos vermelhos e grandes), a maçã pequena era destinada à produção de suco. A diferença de preço pago – três vezes menos – mobilizou produtores a criar uma alternativa: vincular a fruta que cresceu pouco ao consumo infantil, estampando os personagens de Maurício de Sousa na embalagem. A estratégia deu certo. Hoje, as maçãs pequenas representam de 10% a 20% da fruta consumida no país, diz Leandro Bortoluz, da Agapomi, a associação de produtores do Rio Grande do Sul, maior produtor nacional. “É uma saída que pode ser aplicada a outros alimentos com baixa aceitação no mercado e que, portanto, são descartados”, diz Milan. O varejo tem avançado em medidas sobretudo para prolongar o tempo de prateleira de perecíveis. Melhorias na refrigeração, reorganização do layout de lojas, embalagens mais resistentes e a simples forma de dispor as frutas na gôndola surtem efeitos significativos. Na rede Hortifruti, as entregas de FLV, que responde por metade do negócio, são feitos diariamente para evitar perdas e garantir produtos frescos (no caso das verduras, a entrega é feita duas vezes por dia). Sempre que possível, a mercadoria viaja à noite. Quando de dia, segue em caminhão refrigerado – raro para os produtores e que explica por que o transporte responde por quase metade das perdas na cadeia. O grupo também oferece as embalagens ao produtor para evitar “tombos” – repasse de uma caixa a outra, podendo danificar o alimento. Com isso, diz ter reduzido a 4% sua quebra operacional, contra a média de 6% do setor. No Grupo Pão de Açúcar, as ações adotadas – descontos para validade próxima, venda de legumes fora de padrão – permitiram a redução de 15% no desperdício de alimentos em 2016 nas lojas Extra Hiper, e de 25% nos perecíveis, afirma Susy Yoshimura, diretora de sustentabilidade. Ela não revela os números de redução referentes às demais bandeiras da empresa. Transformar laranjas manchadas em suco e legumes batidos em sopa, vender bananas por unidade, reembalar dentes de alho soltos pelo manuseio e outras coisas do gênero são medidas também em curso, mas um grande desafio contra o desperdício continua sendo convencer o consumidor a se encantar pelo alimento “feio”. “Esses produtos enfrentam uma barreira cultural grande”, diz Daniela Leite, advogada que se tornou ativista contra o desperdício e lançou em dezembro um aplicativo para doação de alimentos (ver “Tinder dos alimentos” incentiva doação por parte de pequenos estabelecimentos). “A mudança de cultura não é rápida como a tecnológica”. Daniela diz que o brasileiro ainda encara esses alimentos com receio e preconceito (ninguém quer uma cenoura de “três pernas”). Pesquisa realizada a pedido de sua ONG, o Comida Invisível, mostra que pouco mais de 40% dos entrevistados associa o feio a algo estragado ou impróprio para venda. Ao mesmo tempo, 78% mostram disposição a mudar hábitos e curiosidade em entender para onde vai o encalhe do supermercado. A desconexão com o percurso da comida até o lixo chocou uma cliente que corria para as compras finais de Natal na loja do Pão de Açúcar no Pacaembu, bairro de classe alta em São Paulo. “Jogam tudo fora?”, espantou-se, ao ouvir o depoimento de um funcionário. João (nome fictício para preservar sua identidade) diz que no fechamento do dia anterior, 10 pacotes de pão integral com grãos haviam sido descartados por estarem a um dia de vencer. Foram para o lixo também pães de queijo, sanduíches e uma variedade de bolos feitos na padaria – uma das 186 lojas da rede Pão de Açúcar. Ele explica que essa rotina repete-se todas as noites, mas que a loja tem tentado minimizar a quebra. Assar conforme a demanda, por exemplo. Ou triturar pães, como o francês, para vender como farinha. Jogar fora itens da padaria e comida pronta da rotisseria impacta fortemente na rentabilidade: são nessas gôndolas onde estão algumas das maiores margens brutas do varejo e, não à toa, é para onde as grandes redes têm expandido. O encalhe da padaria vai para o lixo devido ao temor em relação à responsabilidade pela doação, diz Daniela Leite, do Comida Invisível. A punição por um sanduíche que faça mal a alguém recai sobre quem doou, não quem comeu. “Existem em tramitação no Congresso 30 projetos de lei que visam alterar a responsabilidade civil na doação de alimentos, de objetiva para subjetiva, o que amenizaria a responsabilidade do doador”, diz. Sérgio Kuczynski, vice-presidente da Associação Nacional de Restaurantes, admite que muita comida é jogada fora. “Isso precisa mudar. Não faz qualquer sentido”. Fonte: Valor Econômico Clique aqui e veja mais notícias

PMA homenageia ABRAS pela contribuição ao setor de FLV

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) foi homenageada pelo Produce Marketing Association (PMA) pela contribuição ao desenvolvimento do setor de frutas, legumes e verduras (FLV) no Brasil, com o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), e também pela criação e publicação do caderno especial de FLV, na revista SuperHiper. 7692 O superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan, recebeu a homenagem em nome da entidade nacional. “Para a ABRAS é uma honra ter esse reconhecimento, nos mostra que estamos no caminho certo para melhorar a qualidade e a segurança do FLV comercializado nos supermercados do País”, destaca Milan. A homenagem aconteceu no último dia 29/11, em evento na sede da Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil), que reuniu representantes de toda a cadeia de FLV para apresentar novidades e tendências vivenciadas no Fresh Summit, umas das principais feiras globais de produtos frescos, organizado pela PMA, que aconteceu em outubro, no EUA. Redação Portal ABRAS Clique aqui e veja mais notícias

Carrefour realiza terceira edição do prêmio ‘Grande desafio de fornecedores’

O Carrefour anunciou a empresa vencedora da etapa brasileira do prêmio ‘Grande Desafio de Fornecedores’, que teve como temática alimentação e bem-estar. A iniciativa, realizada pela companhia desde 2015 nos 10 países onde opera, elege anualmente um tema prioritário que deve ser explorado pelos fornecedores da marca Carrefour. No Brasil, a empresa eleita foi a PariPassu, fornecedora de soluções tecnológicas para o rastreamento e monitoramento de defensivos agrícolas em alimentos perecíveis. O projeto vencedor aborda o trabalho realizado pela PariPassu junto ao Carrefour, e integra o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama) da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Desde 2014, o fornecedor é responsável pelo rastreamento e o monitoramento de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras comercializados pela rede no Brasil, garantindo que os níveis de defensivos estejam dentro do permitido pela lei. Atualmente, a PariPassu é responsável pela rastreabilidade de 85% da base de fornecedores de frutas, legumes e verduras da rede. Esse índice contempla 100% dos fornecedores de produtos do Programa Garantia de Origem e 100% dos alimentos da marca Carrefour. O trabalho consiste na análise amostral dos produtos coletados nas plataformas de distribuição e lojas do Carrefour a fim de identificar a presença de defensivos agrícolas acima do permitido. O projeto oferece ainda apoio e orientação aos fornecedores que têm dificuldades técnicas em atender os rígidos padrões de qualidade do Carrefour. Em sua última edição, realizada em outubro de 2016, o ‘Grande Desafio de Fornecedores’ teve como tema o combate ao desperdício de alimentos. A empresa Alfa Citrus foi a escolhida, representando o Brasil no encontro internacional dos vencedores realizado na sede da companhia, na França. A empresa adotou novos processos e práticas de produção para evitar em 100% o desperdício de suas frutas, desde o manejo do solo, passando pelo cultivo até a embalagem das laranjas e tangerinas fornecidas ao Carrefour. O Carrefour apoia seus fornecedores no desenvolvimento de produtos inovadores e sustentáveis, que ao mesmo tempo atendam as necessidades dos seus clientes, e promove diversos projetos voltados à preservação dos recursos naturais. No Brasil, sua Plataforma de Sustentabilidade direciona sua atuação e investimentos com base em três pilares globais: combater todas as formas de desperdício, proteger a biodiversidade e oferecer suporte aos parceiros na implementação de ações para redução do impacto ambiental e na promoção dos benefícios sociais. Fonte: Assessoria de Comunicação do Grupo Carrefour Brasil Clique aqui e veja mais notícias

ABRAS participa de evento do MAPA sobre sistemas alimentares sustentáveis

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Stephane Engelhard, participou da cerimônia de abertura do evento Sistemas Alimentares – Programas sobre Consumo e Produção Sustentável – 10YFT, realizado na manhã do dia (7), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no Parque Estação Biológica, em Brasília. Até o dia 9 de novembro, o evento, que traz o XIII Seminário Brasileiro de Produção Integrada de Frutas e o V Seminário de Produção Integrada Agropecuária, debaterá as tendências atuais dos sistemas alimentares sustentáveis, consumo responsável no Brasil, além das boas práticas agrícolas e produção integrada. Na solenidade, Engelhard, que representou o presidente João Sanzovo Neto, destacou a importância do evento para a cadeia produtiva e falou do empenho da ABRAS para garantir a segurança do alimento. “Conhecer novas ações e iniciativas voltadas ao consumo e à produção sustentável e segura nos ajuda a aprimorar nossas atuações e tem sido uma preocupação constante da ABRAS. Em 2011, lançamos o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), com o objetivo de controlar o uso de agrotóxicos nas frutas, legumes e verduras vendidas nos supermercados do País.” 7639 No ano passado, foram rastreados pelo RAMA 1,2 milhão de toneladas de FLV. O programa também fomenta as boas práticas agrícolas, por meio da conscientização de produtores e distribuidores. O vice-presidente falou ainda do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a ABRAS e o MAPA, em 2012, que tem o objetivo de fomentar a produção de alimentos seguros no País, com base nas normas técnicas específicas da Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil). “Essa Cooperação auxiliou na expansão do programa RAMA, que hoje conta com 47 redes de supermercados, e está presente em todas as regiões brasileiras.” Para Engelhard, somente um trabalho em conjunto de todos os elos da cadeia produtiva poderá garantir um alimento realmente seguro. “A educação e a conscientização são fundamentais, inclusive, em um dos nossos maiores desafios mundiais: a redução do desperdício. Nós, da ABRAS esteremos trabalhando com afinco para que o sistema alimentar brasileiro tenha, cada vez mais, qualidade, menos desperdício, e para que tudo o que seja comercializado nas nossas lojas possa ter a segurança necessária para garantir a saúde dos nossos consumidores” Temas Os temas titulares do evento são relacionados ao Marco Decenal de Programas sobre Consumo e Produção Sustentável – 10YFP, acordados na Rio+20 que, sob a liderança das Nações Unidas, contemplam entre outros, um Programa específico voltado à promoção de Sistemas Alimentares Sustentáveis. Ações estas lideradas pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que contam com a participação do MAPA. Palestras Na manhã de hoje, o superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan, foi palestrante do painel Estudo de caso de ações multiatores em sistemas alimentares sustentáveis (SAS), e falou da importância da redução do desperdício e da governança das cadeias de suprimento em frutas, legumes e verduras no Brasil, com vista à promoção de sistemas sustentáveis. Até a próxima quinta-feira (9/11), o evento traz diversas palestras sobre produção sustentável, oportunidades e desafios dos sistemas alimentares, produção integrada, compliance, entre outros importantes tópicos. Veja mais Redação Portal ABRAS Clique aqui e veja mais notícias

BRF e Carrefour se unem à IBM para reforçar a rastreabilidade de alimentos

A BRF, uma das maiores empresas de alimento do mundo, e a rede varejista Carrefour se uniram à IBM Brasil para desenvolver o projeto ‘Food Tracking’ para fazer rastreabilidade de produtos por meio da tecnologia de blockchain. O intuito é informar ao consumidor, de maneira simples e objetiva, a procedência dos alimentos, considerando todas as etapas do negócio: produtiva, comercial e logística. O projeto foi desenvolvido na Garagem 11.57 – um espaço criado pela IBM para acelerar inovações e aplicações na nuvem. De acordo com Regina Nori, líder de soluções técnicas da IBM Brasil, a preocupação com segurança alimentar e a confiabilidade da origem dos alimentos vêm crescendo mundialmente. “No Brasil, a BRF e o Carrefour estão otimistas com o potencial da tecnologia de blockchain para trazer mais visibilidade ao atendimento à conformidade e qualidade dos processos”, explica. A fase inicial, que também busca identificar oportunidades e dimensionar os desafios na aplicação da solução tecnológica, contempla um lote específico de lombo suíno congelado e fatiado da marca Sadia. O projeto utilizando a plataforma Blockchain da IBM baseado no Linux Foundation’s Hyperledger Fabric, durou oito semanas e o produto foi comercializado em hipermercado da rede em São Paulo (SP). “Como a produção e distribuição ocorrem em larga escala, em diversos países, e envolvem inúmeros parceiros de negócios, vimos a oportunidade de evoluir as atuais soluções de rastreabilidade existentes para uma plataforma mais colaborativa e segura, que permite certificar os produtos e garantir a qualidade desde o campo até o consumidor. No experimento realizado com Carrefour e IBM, o blockchain despontou como uma alternativa viável para atender essas necessidades”, explica Ney Santos, vice-presidente da área da tecnologia da BRF. A partir da leitura de um QR Code afixada na embalagem, o consumidor terá acesso a informações detalhadas das etapas de produção, distribuição e disponibilização do produto na prateleira do varejo. O Carrefour já possui diversos programas de certificação, qualidade, rastreabilidade socioambiental e de segurança alimentar no Brasil. Em linha com esses compromissos, o sistema blockchain amplia a garantia de qualidade dos produtos que comercializa em todo o país, oferecendo mais uma ferramenta aos clientes que se preocupam cada vez mais com a origem dos alimentos que consome. Blockchain Blockchain é uma tecnologia utilizada para fazer transações de forma confiável e segura. Nesse modelo de negócios, é possível que um grupo de instituições ou indivíduos crie um registro único de informações que será compartilhado nessa cadeia, em blocos, com aplicação em todas as áreas de negócios onde haja qualquer tipo de transferência de ativo, tangível ou intangível. Tudo isso é suportado por uma nuvem computacional. No contexto da indústria de produtos de consumo, o Blockchain estabelece um ambiente confiável para todas as transações no qual os participantes: produtores, fornecedores, processadores, transportadores, distribuidores, varejistas, reguladores e consumidores podem obter acesso permissivo a informações consensadas e confiáveis ​​sobre a origem e o estado dos alimentos. Isso permite aos membros deste complexo ecossistema utilizar essa rede de cadeias de blocos, por exemplo, para rastrear produtos contaminados em um curto espaço de tempo para garantir a remoção segura das prateleiras das lojas e reduzir o risco da propagação de doenças. Regulamentação No início de setembro, o governo brasileiro criou um plano, o “O Melhor do Agro Brasileiro”, no qual incita a indústria do agronegócio a ser mais transparente e garantir a qualidade de seus produtos, promovendo a agropecuária nacional globalmente. Com adoções de tecnologias como o Blockchain, muitos planos de ação para sustentabilidade e garantia produtiva do agronegócio brasileiro poderãodeixarão de ser colocados em jogo, fortalecendo a imagem desse setor em todo o país. Grupo Carrefour Brasil Há mais de 40 anos no país, o Grupo Carrefour Brasil é reconhecidamente pioneiro no mercado varejista. A partir de uma plataforma omnicanal e multiformato, está presente em todos os estados, além do Distrito Federal, o que permite atender às diferentes necessidades dos seus milhões clientes espalhados pelas cinco regiões do país. Atualmente, conta com os formatos Carrefour (hipermercado), Carrefour Bairro (supermercado), Carrefour Express (varejo de proximidade), Carrefour.com (e-commerce), Atacadão (atacado e atacado de autosserviço) e Supeco (atacado de autosserviço de proximidade), além de oferecer serviços diversos para a conveniência dos clientes, como postos de combustíveis, drogarias e serviços financeiros. Com faturamento de R$ 49,1 bilhões em 2016 e uma equipe de mais de 80 mil colaboradores no Brasil, a companhia é a maior distribuidora de alimentos do país, o maior varejista de capital aberto e umas das 15 maiores empresas listadas na bolsa brasileira. Sobre a BRF A BRF é uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com mais de 30 marcas em seu portfólio, entre elas, Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti e Vienissima. Seus produtos são comercializados em mais de 150 países, nos cinco continentes. Mais de 100 mil funcionários trabalham na companhia, que mantém mais de 50 fábricas em oito países (Argentina, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Malásia, Reino Unido, Tailândia e Turquia). Fonte: Assessoria de Comunicação do Carrefour Clique aqui e veja mais notícias

Diálogos Brasil e União Europeia sobre desperdício de alimentos aproximam elos da cadeia agroalimentar

Aproximadamente um terço da produção global de alimentos é desperdiçada, segundo dados da FAO. Esse dado bem feio contrastou com a bela paisagem do Museu de Arte do Rio (MAR), que recebeu o Seminário Sem Desperdício, no dia 31 de outubro. Mais de 40 instituições de diferentes elos da cadeia agroalimentar estiveram representadas no evento, aberto pelo Diretor de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Celso Moretti. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação Brasileira de Embalagens (Abre) anunciaram durante o encontro o compromisso de fortalecer o engajamento dos setores no combate ao desperdício. Os vídeos com as palestras do seminário, que teve inscrições esgotadas e foi transmitido ao vivo pela internet, estão disponíveis no perfil da iniciativa Sem Desperdício, no Facebook. “O varejo tem o papel de comunicar-se tanto com o produtor rural quanto com o consumidor urbano. Somos um elo importante no combate ao desperdício e a convenção da Abras, em 2018, pode abrir espaço para os parceiros envolvidos no tema de redução do desperdício”, salienta Marcio Milan, superintendente da Abras. Para Luciana Pellegrino, diretora da Abre, que representa 200 empresas de toda cadeia produtiva de embalagens, o setor pode contribuir com a redução do desperdício com aplicação de mais tecnologia e educação do consumidor. “Ofertar porções individuais, embalagens que refecham e ampliam tempo de vida dos produtos ajudam o consumidor a consumir tudo o que compra”, destaca. A diretora ressaltou ainda a importância do setor estar engajado em iniciativas como a Save Food e elogiou a ação da Embrapa e parceiros no projeto dos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil. Estratégias governamentais A preocupação dos governos com a má utilização dos alimentos ainda é recente, boa parte dos programas que visa combater a prática surgiu há menos de 10 anos. A plataforma da Comunidade Europeia sobre desperdício foi criada em 2016. Na Espanha, por exemplo, a estratégia Mais Alimento, Menos Desperdício começou em 2013, mesmo ano no qual a França (veja as iniciativas francesas em www.agriculture.gouv.fr/antigaspi) passou a encarar o tema. Os franceses pretendem reduzir pela metade o desperdício até 2025, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12.3, “reduzir pela metade até 2030 o desperdício de alimentos per capita mundial, em nível de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita”. Por sinal, a Embrapa é integrante da coalização global pela ODS 12.3. Os principais vilões da perda e desperdício de alimentos são a armazenagem e transporte inadequados e os maus hábitos dos consumidores. “Nos países mais desenvolvidos o comportamento da população é o principal fator, enquanto nos países mais pobres armazenagem e transporte têm peso maior”, revelou o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic. Entre os “maus hábitos” de quem compra alimentos está a rejeição aos alimentos com aparência incomum. A FAO tem incentivado o consumo de frutas ou hortaliças amassadas/feias. No Rio de Janeiro, as cadeias de supermercados Superprix e Zona Sul também aderiram à causa. No Superprix, a campanha “As Aparências Enganam” ajuda crianças e jovens de comunidades locais. A rede disponibiliza beterrabas, batatas doce, inhames, chuchus e cenouras de aparência incomum, mas alto valor nutritivo, com 30% de desconto. Já o Zona Sul, como parte da iniciativa Zona Sul Sustentável, utiliza os alimentos “feios“ no refeitório dos empregados. Por sinal, como os supermercados são responsáveis pela compra de 70% das frutas e hortaliças no Brasil é vital envolvê-los. Nestes estabelecimentos quem mais sofre com as perdas são frutas, legumes e verduras, o que contribui para que 2.10% do faturamento líquido seja perdido. “Quase 18% do que o Brasil produz com cítricos de mesa, laranja, limão e tangerina, é desperdiçado na hora da colheita”, revelou Márcio Milan, superintendente da Abras. O setor tem mostrado preocupação com o assunto, atualmente quase 60% das cadeias possuem uma área de prevenção de perdas. Outra demanda dos supermercados é uma legislação mais amigável em relação às doações. Por sinal, na França, lojas de varejo acima de 400m2 são proibidas de destruir alimentos. Ainda pouco conhecidos no Brasil, mas de importância reconhecida pela FAO e muito presentes na Espanha, os bancos de alimentos podem ajudar muito no melhor aproveitamento dos recursos naturais. Eles aprimoram os processos de captação e distribuição dos alimentos doados, para proporcionar maior efetividade, com redução das perdas. A Rede Brasileira de Bancos de Alimentos, que conta com o apoio da Embrapa, contabiliza 228 destes bancos (107 públicos e 111 privados). “Nossa preocupação não é apenas com o combate à fome, também promovemos a alimentação saudável”, revelou Kathleen Machado, coordenadora-geral de Equipamentos Públicos do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA). Diálogos Setoriais O seminário faz parte de projeto aprovado pela plataforma Diálogos Setoriais, parceria estratégica entre União Europeia e Brasil para favorecer o intercâmbio de conhecimentos, experiências e melhores práticas sobre temas de interesse mútuo, e foi enquadrado na categoria Top-Down por se tratar de área prioritária e de diálogo político de alto nível entre os governos envolvidos. O projeto é coordenado pela Embrapa em parceria com a WWF Brasil. Fonte: Grupo Cultivar Clique aqui e veja mais notícias

Rastreabilidade de alimentos gera responsabilidade a todos os integrantes da cadeia de abastecimento

O consumidor bem informado quer saber tudo sobre seus alimentos e bebidas. Além da procedência dos alimentos e bebidas, as famílias procuram hoje fazer a conexão entre produtos confiáveis com aqueles que são produzidos com base em responsabilidade social e ambiental. Essas premissas começam a determinar a confiabilidade em determinadas marcas da indústria alimentícia. Foi essa apenas uma das conclusões do Seminário Internacional de Segurança do Alimento, promovido recentemente pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. A responsabilidade em produzir alimentos confiáveis no que se refere à capacidade de abastecer o mercado com produtos saudáveis e certificados por órgãos competentes foi discutida por representantes da GS1 Argentina, da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), do Carrefour Brasil, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Instituto de Tecnologia de Alimentos, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo. “A tecnologia nos leva a aprimorar os sistemas que ampliam a visibilidade e a transparência das informações na cadeia de suprimentos, levando-nos a produtos mais seguros, que são o nosso principal objetivo”, afirma Roxana Saraiva, Coordenadora Regional de Rastreabilidade da GS1 Latam. Roxana ressalta a tendência de uso da tecnologia blockchain, que oferece uma plataforma descentralizada de informações e contribui muito para que os processos de rastrear alimentos e ingredientes nos momentos de recall. Os padrões de identificação GS1 – lidos por meio de códigos lineares, bidimensionais ou por radiofrequência – fornecem a toda a cadeia a geração de um banco de dados de cada item. Informação precisa gerada por produtores, indústria, distribuidores e varejo é o princípio de processos bem orientados. A informação correta e confiável é, portanto, a condição básica para a segurança do consumidor. Tanto do ponto de vista do produtor, do distribuidor e do varejista quanto do ponto de vista do consumidor, a capacitação sobre normas e padrões é fundamental. Luis Madi, diretor geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos; e Márcio Milan, superintendente da ABRAS, afirmam que educação traz embasamento científico para todas as partes. “Precisamos informar a população sobre o que ela quer saber de produtos responsáveis; só assim combateremos as informações desencontradas e apontaremos o caminho da alimentação de qualidade”, explica Madi. Já Milan, demonstra a responsabilidade do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), implantado pela ABRAS para orientar os supermercadistas sobre uso e controle de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras. “De forma crescente e evolutiva, supermercadistas, fornecedores e produtores percebem a necessidade e a importância da adesão ao programa, que é referência como ferramenta no apoio ao controle de defensivos agrícolas, garantindo segurança à população”, destaca Milan. Helinton José Rocha, auditor fiscal Federal Agropecuário e Coordenador da Produção Integrada da Cadeia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, explica que sua pasta trabalha para o consumo responsável e sustentável. “Precisamos combater a contrainformação e a desinformação a respeito da indústria alimentícia e a rastreabilidade nos ajuda nisso, pois distribui as responsabilidades na cadeia de abastecimento”, afirma Rocha. A sustentabilidade é um dos objetivos do trabalho do auditor que, segundo seu conceito, “é possível a partir de uma produção orientada pelo socialmente justo, ambientalmente correto e economicamente viável”. Fonte: Paraná Shop

ABRAS participa de Seminário Sem Desperdício e anuncia compromisso do setor

Mais de 40 instituições de diferentes elos da cadeia agroalimentar estiveram representadas no Seminário Sem Desperdício, organizada pela Embrapa em parceria com a Delegação da União Europeia e a WWF-Brasil, que aconteceu no Museu de Arte do Rio, no último dia 31/10, na capital fluminense. Durante o evento, aberto pelo diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Celso Moretti, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e a Associação Brasileira de Embalagens (ABRE) anunciaram o compromisso de fortalecer o engajamento dos setores no combate ao desperdício. “O varejo tem o papel de comunicar-se tanto com o produtor rural quanto com o consumidor urbano. Somos um elo importante no combate ao desperdício e a Convenção ABRAS, que será realizada em março de 2018, abrirá espaço para os parceiros envolvidos no tema de redução do desperdício”, salienta Marcio Milan, superintendente da Abras. Para Luciana Pellegrino, diretora da ABRE, que representa 200 empresas de toda cadeia produtiva de embalagens, o setor pode contribuir com a redução do desperdício com aplicação de mais tecnologia e educação do consumidor. “Ofertar porções individuais, e embalagens que podem ser fechadas novamente ampliam o tempo de vida dos produtos e ajudam o consumidor a consumir tudo o que compra”, destaca. 7632 A diretora ressaltou ainda a importância do setor no engajamento de iniciativas como a Save Food (iniciativa com apoio da FAO e da ONU para reduzir o desperdício) e elogiou a ação da Embrapa e parceiros no projeto dos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil. O evento contou também com a participação do presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), Fábio Queiróz. Estratégias governamentais Aproximadamente um terço da produção global de alimentos é desperdiçado, segundo dados da FAO. A preocupação dos governos com a má utilização dos alimentos ainda é recente, boa parte dos programas que visa combater a prática surgiu há menos de 10 anos. A plataforma da Comunidade Europeia sobre desperdício foi criada em 2016. Na Espanha, por exemplo, a estratégia Mais Alimento, Menos Desperdício começou em 2013, mesmo ano no qual a França (veja as iniciativas francesas em www.agriculture.gouv.fr/antigaspi) passou a encarar o tema. Os franceses pretendem reduzir pela metade o desperdício até 2025, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12.3, que visa reduzir pela metade até 2030 o desperdício de alimentos per capita mundial, em nível de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita. A Embrapa é integrante da coalização global pela ODS 12.3. De acordo com o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, os principais vilões da perda e desperdício de alimentos são a armazenagem e transporte inadequados e os maus hábitos dos consumidores. “Nos países mais desenvolvidos o comportamento da população é o principal fator, enquanto nos países mais pobres armazenagem e transporte têm peso maior”, revelou. Entre os “maus hábitos” de quem compra alimentos está a rejeição aos alimentos com aparência incomum. A FAO tem incentivado o consumo de frutas ou hortaliças amassadas/feias. Com o objetivo de diminuir o desperdício de alimentos, o Carrefour lançou em outubro, o programa Únicos, que venderá frutas e legumes fora do padrão estético com descontos de até 30%. A princípio, o programa se dará em alguns hipermercados da rede em São Paulo (SP), todas as sextas-feiras. No Rio de Janeiro, local do Seminário Sem Desperdício, as cadeias de supermercados Superprix e Zona Sul também aderiram à causa. No Superprix, a campanha “As aparências enganam” ajuda crianças e jovens de comunidades locais. A rede disponibiliza beterrabas, batatas doce, inhames, chuchus e cenouras de aparência incomum, mas alto valor nutritivo, com 30% de desconto. Já o Zona Sul, como parte da iniciativa Zona Sul Sustentável, utiliza os alimentos “feios” no refeitório dos empregados. Por sinal, como os supermercados são responsáveis pela compra de 70% das frutas e hortaliças no Brasil é vital envolvê-los. Nestes estabelecimentos quem mais sofre com as perdas são frutas, legumes e verduras, o que contribui para que 2.10% do faturamento líquido seja perdido. “Quase 18% do que o Brasil produz com cítricos de mesa, laranja, limão e tangerina, é desperdiçado na hora da colheita”, revelou o superintendente da ABRAS, Márcio Milan. O setor tem mostrado preocupação com o assunto, atualmente quase 60% das cadeias possuem uma área de prevenção de perdas. Outra demanda dos supermercados é uma legislação mais amigável em relação às doações. Por sinal, na França, lojas de varejo acima de 400 metros quadrados são proibidas de destruir alimentos. Ainda pouco conhecidos no Brasil, mas de importância reconhecida pela FAO e muito presentes na Espanha, os bancos de alimentos podem ajudar muito no melhor aproveitamento dos recursos naturais. Eles aprimoram os processos de captação e distribuição dos alimentos doados, para proporcionar maior efetividade, com redução das perdas. A Rede Brasileira de Bancos de Alimentos, que conta com o apoio da Embrapa, contabiliza 228 destes bancos (107 públicos e 111 privados). “Nossa preocupação não é apenas com o combate à fome, também promovemos a alimentação saudável”, revelou Kathleen Machado, coordenadora-geral de Equipamentos Públicos do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA). Diálogos Setoriais O seminário faz parte de projeto aprovado pela plataforma Diálogos Setoriais, parceria estratégica entre União Europeia e Brasil para favorecer o intercâmbio de conhecimentos, experiências e melhores práticas sobre temas de interesse mútuo, e foi enquadrado na categoria Top-Down por se tratar de área prioritária e de diálogo político de alto nível entre os governos envolvidos. O projeto é coordenado pela Embrapa em parceria com a WWF Brasil. Os vídeos com as palestras do seminário, foi transmitido ao vivo pela internet, e estão disponíveis no perfil da iniciativa Sem Desperdício, no Facebook (https://www.facebook.com/SemDesperdicioBrasil/). Fonte: Comunicação da Embrapa/Redação Portal ABRAS

Programa RAMA é lançado no Rio Grande do Sul

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) lançou o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA) no Rio Grande do Sul, ontem (25), em parceria com a Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS). O objetivo é garantir mais segurança ao consumidor, por meio do controle do uso de defensivos agrícolas em frutas, legumes e verduras (FLV) no estado. De acordo com o presidente da AGAS, Antônio Cesa Longo, esta é mais uma iniciativa, dentre uma série de ações que a entidade vem adotando nos últimos meses, para qualificar a cadeia de hortifrúti no RS. “A qualificação precisa incluir todos os elos, desde a produção, passando pelos canais distribuidores e chegando ao ponto de venda”, destaca. 22814123_1484453421644360_1710357844647167848_n A entidade gaúcha coordena um programa de capacitação de produtores rurais, que teve início em março, e já conta com 250 propriedades participantes. “Há cerca de dois anos, a AGAS vem proporcionando encontros com entidades representativas de todos os elos da cadeia, em busca de soluções para melhorar a qualidade dos produtos consumidos pelos gaúchos”, explica. Para o superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Marcio Milan, o programa traz modernidade e segurança para a cadeia de abastecimento do País. “A rastreabilidade e o monitoramento são tendências no mercado global de alimentos. De forma crescente e evolutiva, supermercadistas, fornecedores e produtores, estão percebendo a necessidade e a importância da adesão ao Programa, que é referência como ferramenta no apoio ao controle de defensivos agrícolas, garantindo, assim, mais segurança para a população.” Milan destaca, ainda, que, garantindo a segurança do alimento, os varejistas também conseguem agregar valor às suas vendas. “Temos o exemplo dos produtos orgânicos, que são mais caros, mas o consumidor aceita pagar por isso”, afirma. RAMA Lançado em 2011, o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA) monitora e rastreia, no Brasil, uma média mensal de 104 mil toneladas de frutas, legumes e verduras (FLV). De acordo com Giampaolo Buso, diretor da PariPassu, empresa que faz a gestão técnica do programa, no primeiro semestre de 2017 foram rastreadas, pelo programa, 618 mil toneladas de FLV, um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2016. No último ano, o total do volume rastreado chegou a 1,2 milhão de toneladas. Adesões Atualmente, o RAMA conta com 47 redes varejistas participantes (que representam mais de 20% das vendas totais de FLV comercializados pelo setor no Brasil). O faturamento de R$ 70,4 bilhões das redes participantes do RAMA representa 20,8% de participação no faturamento total do setor, com mais de 800 lojas e um total de 146 mil empregos diretos, de acordo com o Ranking ABRAS 2017. Metas O programa tem como metas para 2020 aumentar a participação do FLV no faturamento do setor supermercadista, de 9,1% (R$ 30,8 bilhões), para 12%, além de melhorar a capacitação de fornecedores e supermercadistas, reduzir o desperdício, hoje em 6,25%, para 5,1%. E atingir 20% dos supermercados brasileiros. Clique aqui para mais informações. Redação Portal ABRAS/Comunicação AGAS Clique aqui e veja mais notícias

Com programa Rama, supermercados vão rastrear hortigranjeiros

Responsável por 9% do faturamento dos supermercados gaúcho, o segmento chamado de FLV (frutas, legumes e verduras) contará com um novo aliado para garantir a qualidade dos alimentos. A rastreabilidade desde a produção e a análise posterior dos itens será realizada por meio do programa Rama, iniciativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) lançada no Estado ontem com a adesão da entidade gaúcha do setor (Agas). O objetivo central é baratear o custo desse tipo de ação para cada rede participante e, com isso, difundir a prática. “Algumas empresas já vinham atuando com iniciativas isoladas nesse sentido, mas agora poderemos estender a toda cadeia”, justifica o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. O ponto principal é que as análises dos alimentos, que hoje custam entre R$ 600,00 e R$ 800,00 por amostra para os supermercados, terão uma redução drástica: cada rede que optar por participar do programa pagará R$ 12,00 por mês por checkout (por exemplo, se a loja possuir 10 caixas, pagará 10 vezes esse valor). Isso facilita, segundo Longo, a entrada dos hoje alijados pequenos e médios estabelecimentos no mundo da rastreabilidade. A expectativa da entidade é de que, em um mês, 50 empresas gaúchas entrem no programa. Em seis meses, Longo espera que a adesão chegue a 20% das companhias do setor no Estado. Atualmente, apenas o Carrefour e o Comercial Zaffari (grupo com sede em Passo Fundo) já participam do Rama, implementado nacionalmente desde 2011. Outras redes, como o Walmart e a Cia. Zaffari (com sede na Capital), também possuem iniciativas próprias com os mesmos objetivos. Desenvolvido desde 2006 a partir de demanda de órgãos de defesa do consumidor, o Rama, efetivado cinco anos mais tarde, conta hoje com a participação de 47 redes de supermercados no Brasil. A grande maioria delas dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Sergipe que, assim como a Agas, também aderiram em bloco por meio de suas associações regionais. A ideia central, segundo Giampaolo Buso, diretor da Paripassu (empresa gestora do programa), é interligar todos os elos de forma circular, ou seja, de maneira que todos tenham contato entre si. “O conceito é relativamente simples, o desafio é conseguir implementar em uma cadeia extremamente pulverizada como essa”, comenta Buso. A base do Rama é a rastreabilidade ainda na produção dos alimentos, com os produtores, intermediários e supermercados incluindo todas as informações sobre os itens em um sistema interligado. Depois, são coletadas amostras de produtos para análises de conformidade com as normas vigentes. A vantagem é que, quando encontrado algum problema, é possível vasculhar todo o caminho do alimento e a origem da irregularidade, e o produtor recebe prazo de 30 dias para elaborar um plano de correção. Superintendente da Abras, Marcio Milan acrescenta que, garantindo a segurança alimentar, os varejistas conseguem agregar valor às suas vendas. “Temos o exemplo dos produtos orgânicos, que são mais caros, mas o consumidor aceita pagar por isso”, afirma. Milan conta que a participação dos FLV no faturamento do setor no País, que era de 6,4% em 2012, já chegou a 9,1% em 2016 – e é de 10,5% entre os participantes do Rama. O programa tem como metas para 2020 aumentar a participação desses produtos a até 12% das vendas do setor, além de reduzir o desperdício, hoje em 6,25%, para 5,1%. A expectativa é de, até lá, alcançar 20% dos supermercados brasileiros e chegar a 100% dos fornecedores das lojas. Fonte: Jornal do Comércio de Porto Alegre Clique aqui e veja mais notícias

Programa vai fiscalizar agrotóxicos para garantir FLV saudáveis nas prateleiras

A exigência do consumidor por produtos mais seguros e saudáveis levou a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) a lançar, em nível regional, o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama), que consiste em identificar e reduzir os resíduos de agrotóxicos nas frutas, legumes e verduras que chegam às prateleiras. A iniciativa foi lançada nesta quarta-feira (25), replicando no Rio Grande do Sul uma política que, em nível nacional, já existe desde 2011, originalmente criada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Nesta largada, apenas duas redes com atuação no mercado gaúcho – Comercial Zaffari e Carrefour – integram o Rama, de participação voluntária. – Nos próximos 30 dias, creio que 50 empresas do Rio Grande do Sul vão aderir. O consumidor está muito exigente. Outras redes já tem suas iniciativas próprias, mas a ideia agora é juntar – diz o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. Se concretizada a intenção de aglutinar dezenas de mercados no Rama, deverá ser formado um banco de dados de larga escala. Nele, constarão o histórico das análises de laboratório feitas em frutas, verduras e legumes. As amostras e qualidades com inconformidade – ou seja, com algum abuso ou erro no uso de agrotóxico – poderão ser identificadas. O produtor rural responsável pelos produtos inadequados também será reconhecido, em uma estratégia de rastreabilidade, e terá de apresentar providências para apresentar um “plano de ação” que corrija os problemas na sua plantação. Os agricultores que não se adequarem poderão perder espaço entre os fornecedores das redes de mercados, avalia a Agas. Os hortifrutigranjeiros representam 9% das vendas do setor no Rio Grande do Sul – um montante de mais de R$ 2 bilhões ao ano. Na onda da alimentação saudável, é um ramo em crescimento. Um dos empecilhos para a realização frequente de exames de laboratório sempre foi o custo: cada amostra varia entre R$ 600 e R$ 700. Longo explica que, com o Rama, o barateamento será exponencial, garantindo acesso a mercados médios e pequenos. Se aderirem, eles terão acesso ao banco de dados com os resultados de milhares de amostras. O Brasil, atualmente, é o maior comprador de agrotóxicos no mundo. Na versão de 2013/2015 do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) monitorou 25 alimentos que representam mais de 70% do consumo de origem vegetal no Brasil. Dos hortifrutigranjeiros analisados, 19,7% foram considerados insatisfatórios, seja por uso de agrotóxico não autorizado (16,7%) ou aplicado de forma abusiva, deixando resíduos acima do permito (3,01%). Em dezembro de 2016, o Grupo de Investigação da RBS publicou reportagem revelando que, dentre cinco culturas coletadas na Ceasa (alface, cenoura, pepino, pimentão e morango) e testadas em laboratório, o índice de 45% se mostrou inadequada para consumo por abuso de agrotóxico ou uso de químico não autorizado para a cultura. Os responsáveis pelo Rama alegam estar em contato com as indústrias do ramo para que elas auxiliem na consolidação de programas de análises de amostras, aplicação correta de pesticidas e qualificação dos produtores. O controle biológico de pragas, capaz de reduzir os danos dos químicos, é outra medida no horizonte da iniciativa da Abras e Agas. Efeitos Entidades como a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (Iarc) alertam que, no longo prazo, há risco de o consumo de alimentos com resíduos de agrotóxicos trazer prejuízo à saúde. Como funcionará – O Rama fará a coleta de amostras de frutas, verduras e legumes em mercados participantes do programa. Tudo será enviado para laboratórios credenciados, que farão as análises. – Os produtores que tiverem produtos inadequados, seja por uso abusivo de agrotóxico ou de pesticida não permitido para determinada cultura, serão acionados pelo Rama e terão o prazo de 30 dias para apresentar um “plano de ação”. Ele terá de dizer o que irá fazer para não repetir os resultados ruins. – Ao apresentar o plano de ação, o Rama irá prestar auxílio ao produtor rural para que ele desenvolva boas práticas agrícolas. A Emater será chamada a contribuir. Atualmente, a Agas indicou 250 propriedades rurais ao programa Juntos para Competir, desenvolvido por Sebrae, Farsul e Senae, dedicado à capacitação sobre gestão de propriedades. – Os produtores rurais terão de adotar o “caderno de campo”. Nele, irão registrar detalhes, como a periodicidade e a intensidade, do plantio, do manejo (adubação, irrigação, aplicação de agrotóxicos) e da colheita. As anotações ajudarão na procura por evidências que estejam causando uso incorreto de pesticidas. Fonte: Gaúcha ZH Clique aqui e veja mais notícias

Agas lança programa para monitorar agrotóxicos em alimentos nos supermercados

Com o objetivo de rastrear e monitorar o uso de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes nos supermercados do Rio Grande do Sul, a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) lançaram nesta quarta-feira o programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). O presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, disse que o programa vai buscar a qualificação de mais de 250 produtores rurais. “Os supermercados sabem comprar e vender, mas não sabemos produzir e nem manipular produtos. O nosso objetivo é que toda a cadeia tenha consciência de seguir normas e regras”, destacou. Segundo Longo, a ideia é que todos os supermercados tenham disponibilidade de ter produtos rastreados . O superintendente da Abras e coordenador do RAMA, Márcio Milan, ressaltou que os benefícios do programa estão na identificação de produtos, regiões e princípios ativos relativos aos problemas de contaminação por resíduos de agrotóxicos identificados pelas análises e no desenvolvimento do setor produtivo por meio de ações de orientação e capacitação de produtores e fornecedores de alimentos perecíveis para diminuição da incidência de contaminações por agrotóxicos nos produtos. Conforme Milan, o Rama é um programa de rastreamento e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela Abras, de adesão voluntária, que fomenta as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores. “O nosso objetivo é a valorização do produtor, do distribuidor e do supermercado, e claro o aumento da confiança dos consumidores com a entrega de produtos com maior qualidade”, acrescentou. O projeto incentiva boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores e tem adesão voluntária pelos supermercadistas. As empresas participantes têm acesso a um conjunto de informações que permite a orientação e o desenvolvimento consciente de seus fornecedores para a promoção e a comercialização de alimentos de qualidade. Segundo o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, o Programa Rama está alinhado às estratégias públicas e privadas para o desenvolvimento sustentável da cadeia de abastecimento. “A Agas já está realizando uma série de outras ações em parceria com instituições como o Sebrae/RS, a Ceasa, a Farsul, a Fepagro, a Fetag e o Governo do Estado para aprimorar a cadeia do FLV. Atualmente, mais de 200 produtores rurais que fornecem para o setor no Estado estão participando de um grande programa de qualificação em gestão, através do Programa Juntos para Competir”, lembra. “O Rama atende a uma necessidade crescente de monitoramento da cadeia de abastecimento, tendo os resíduos de agrotóxicos nos produtos frutas, legumes e verduras como ponto de partida, buscando informações de identificação da origem e o percurso percorrido pelo alimento ao longo da cadeia”, conclui. O Programa rastreou 618 mil toneladas de alimentos no primeiro semestre de 2017, um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2016. Fonte: Correio do Povo

AGAS lança programa de rastreabilidade para monitorar FLV no RS

A AGAS (Associação Gaúcha de Supermercados) lançou ontem, um programa de segurança alimentar, o Rama, que visa o monitoramento de frutas, legumes e verduras, “a fim de qualificar o produtor”, como salienta o presidente da entidade, Antonio Cesa Longo. “Nós, como parte da cadeia, sabemos comprar e vender mas não sabemos monitorar produtos. Os produtores, a partir de agora podem contar com empresas parceiras para isso. Os custos serão mais acessíveis e o objetivo é que todos os supermercados tenham possibilidade de ter produtos rastreados”. Segundo ele, os hortifrutigranjeiros já representam 9% da venda total dos supermercados. Para o monitoramento, um programa de capacitação aos produtores conta com o apoio do SEBRAE-RS, Farsul e SENAR-RS, através do Programa Juntos Para Competir. “Neste projeto, a AGAS indicou 250 produtores em cinco regiões do Estado”, aponta o dirigente. De acordo com o superintendente da ABRAS e coordenador do programa, Márcio Milan, o objetivo é fechar o ano com um incremento de cerca de 6,5% nesse resultado. “A rastreabilidade e o monitoramento são tendências no mercado global de alimentos. O Rama traz modernidade e segurança para a cadeia de abastecimento do País”, diz ele. Até junho deste ano, foi registrado um aumento de 4,5% do número de supermercados participantes do programa, finalizando com um total de 46 redes varejistas (que representam mais de 20% das vendas totais de FLV (frutas, verduras e legumes) comercializados pelo setor no Brasil. A identificação da informação do controle de qualidade e rastreabilidade do Programa Rama será feita por meio de etiquetas nas embalagens, caixas de transportes e paletes através do padrão GS1. As metas do Programa até 2020 passam pelo aumento do número de varejistas participantes em 30%, aumento na participação do FLV no faturamento total do setor em 12%, redução do desperdício do FLV para 5,1%, expansão da adoção do padrão GS1 de automação logística, capacitação de fornecedores e supermercadistas por meio da Escola Nacional de Supermercados da ABRAS. Fonte: O Sul

Lupa na produção

  IMG-20171027-WA0000 Fonte: Zero Hora

Campo aberto – lupa na produção

Zero hora
O Estado acaba de aderir formalmente ao Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama), parceria da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) com a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). A iniciativa, com participação voluntária dos supermercadistas, atesta a qualidade dos alimentos para o consumidor – o que inclui análise de resíduos de agrotóxicos. Mas o acompanhamento, do cultivo ao varejo – também beneficia o produtor. – Além de mais segurança, ampliamos a participação em mercados exigentes e organizados – detalha o produtor de citros Fabiano Val Grol, também da Distribuidora de Frutas Vale do Caí. Presidente da Agas, Antonio Cesa Longo, lembra que frutas, verduras e legumes estão em expansão no varejo. Representaram 9,1% das vendas em 2016 – ante 6,4% em 2012. Giampaolo Buso, da PariPassu, empresa que assessora a Abras no projeto, diz que o maior desafio é organizar agricultores em diferentes estágios de desenvolvimento: – Ao seguir normas, o produtor passa a ser procurado pelo supermercado e não o contrário. Ou seja, se empodera a partir de uma proposta do varejo. No país, o projeto começou a ser desenhado em 2006. Do total avaliado, 77% estavam em conformidade com as normas no primeiro semestre de 2017 – igual percentual do RS. Em 2016, o índice foi de 72% no Brasil e 65% no Estado. O projeto da Abras já tem adesão de Comercial Zaffari e Carrefour. O CONSELHO NACIONAL DOS SECRETÁRIOS DE ESTADO DA AGRICULTURA (CONSEAGRI) Fonte: Alfonsin

Diretor da Ceasa/RS palestra no lançamento do Rama RS

A Ceasa/RS, representada por seu diretor Técnico Operacional, Ailton Machado, esteve no lançamento do Programa Rama no RS,  da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS). O evento ocorreu às 10h desta quarta-feira (25), no Hotel Ritter, em Porto Alegre e contou também com a participação da Emater/RS e do Senar/RS. Ailton Machado destacou as ações que a Ceasa/RS vem desenvolvendo no sentido de orientar e conscientizar os produtores que comercializam na Central com relação aos cuidados na utilização de agrotóxicos. Salientou os seminários realizados pelo Estado e os cursos de Boas Práticas Agrícolas desenvolvidos em parceria com a Emater. Também destacou a redução dos índices insatisfatórios das análises de produtos vendidos na Ceasa/RS para 11%. Fonte: Ceasa/RS

Com programa Rama, supermercados vão rastrear hortifrutigranjeiros

Responsável por 9% do faturamento dos supermercados gaúcho, o segmento chamado de FLV (frutas, legumes e verduras) contará com um novo aliado para garantir a qualidade dos alimentos. A rastreabilidade desde a produção e a análise posterior dos itens será realizada por meio do programa Rama, iniciativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) lançada no Estado ontem com a adesão da entidade gaúcha do setor (Agas). O objetivo central é baratear o custo desse tipo de ação para cada rede participante e, com isso, difundir a prática. “Algumas empresas já vinham atuando com iniciativas isoladas nesse sentido, mas agora poderemos estender a toda cadeia”, justifica o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. O ponto principal é que as análises dos alimentos, que hoje custam entre R$ 600,00 e R$ 800,00 por amostra para os supermercados, terão uma redução drástica: cada rede que optar por participar do programa pagará R$ 12,00 por mês por checkout (por exemplo, se a loja possuir 10 caixas, pagará 10 vezes esse valor). Isso facilita, segundo Longo, a entrada dos hoje alijados pequenos e médios estabelecimentos no mundo da rastreabilidade. A expectativa da entidade é de que, em um mês, 50 empresas gaúchas entrem no programa. Em seis meses, Longo espera que a adesão chegue a 20% das companhias do setor no Estado. Atualmente, apenas o Carrefour e o Comercial Zaffari (grupo com sede em Passo Fundo) já participam do Rama, implementado nacionalmente desde 2011. Outras redes, como o Walmart e a Cia. Zaffari (com sede na Capital), também possuem iniciativas próprias com os mesmos objetivos. Desenvolvido desde 2006 a partir de demanda de órgãos de defesa do consumidor, o Rama, efetivado cinco anos mais tarde, conta hoje com a participação de 47 redes de supermercados no Brasil. A grande maioria delas dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Sergipe que, assim como a Agas, também aderiram em bloco por meio de suas associações regionais. A ideia central, segundo Giampaolo Buso, diretor da Paripassu (empresa gestora do programa), é interligar todos os elos de forma circular, ou seja, de maneira que todos tenham contato entre si. “O conceito é relativamente simples, o desafio é conseguir implementar em uma cadeia extremamente pulverizada como essa”, comenta Buso. A base do Rama é a rastreabilidade ainda na produção dos alimentos, com os produtores, intermediários e supermercados incluindo todas as informações sobre os itens em um sistema interligado. Depois, são coletadas amostras de produtos para análises de conformidade com as normas vigentes. A vantagem é que, quando encontrado algum problema, é possível vasculhar todo o caminho do alimento e a origem da irregularidade, e o produtor recebe prazo de 30 dias para elaborar um plano de correção. Superintendente da Abras, Marcio Milan acrescenta que, garantindo a segurança alimentar, os varejistas conseguem agregar valor às suas vendas. “Temos o exemplo dos produtos orgânicos, que são mais caros, mas o consumidor aceita pagar por isso”, afirma. Milan conta que a participação dos FLV no faturamento do setor no País, que era de 6,4% em 2012, já chegou a 9,1% em 2016 – e é de 10,5% entre os participantes do Rama. O programa tem como metas para 2020 aumentar a participação desses produtos a até 12% das vendas do setor, além de reduzir o desperdício, hoje em 6,25%, para 5,1%. A expectativa é de, até lá, alcançar 20% dos supermercados brasileiros e chegar a 100% dos fornecedores das lojas. Fonte: Acusticafm

Programa de monitoramento de frutas e verduras chega no RS

O Rio Grande do Sul passa a contar com uma nova ferramenta de rastreabilidade de hortifrutigranjeiros no varejo. O programa RAMA é resultado da união entre Associação Gaúcha de Supermercados e a Associação Brasileira do Setor. O programa de monitoramento de frutas, legumes e verduras fomenta as boas práticas agrícolas e de adesão voluntária. Segundo o superintendente da Abras e coordenador do Programa, Marcio Milan, a intenção é garantir a segurança alimentar aos consumidores gaúchos. Ele ainda explica como será feita as análises. “O produtor recebe o resultado, o supermercado e a gestora também recebe o resultado. A grande diferença é que se houver alguma inconformidade nas análises, imediatamente o produtor é acionada para apresentar um plano de correção”, diz Milan. O presidente da Agas, Antônio Cesar Longo, ressaltou que o programa é mais uma ação para garantir a qualidade dos hortifrutigranjeiros comercializados nos supermercados do Estado: “É que toda a cadeia tenha essa consciência de seguir normas e regras, acreditamos que o setor pode contar com uma parceira, os custos estão acessíveis e nosso objetivo é que todos os supermercados possam ter produtos rastreados”. Segundo dados da Abras, a participação dos hortifrútis em 2016 representa 9,1% no faturamento do setor. No mesmo ano 1,2 milhão toneladas de frutas, legumes e verduras foram rastreadas. Segundo a Abras, o objetivo é fechar o ano com um incremento de 6,5%. Fonte: Band.com.br

Agas lança programa para monitorar uso de agrotóxicos em alimentos nos supermercados

Com o objetivo de rastrear e monitorar o uso de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes nos supermercados, a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) lançaram nesta quarta-feira o programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama).

O presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, disse que o programa vai buscar a qualificação de mais de 250 produtores rurais. “Os supermercados sabem comprar e vender, mas não sabemos produzir e nem manipular produtos. O nosso objetivo é que toda a cadeia tenha consciência de seguir normas e regras”, destacou. Segundo Longo, a ideia é que todos os supermercados tenham disponibilidade de ter produtos rastreados .

O superintendente da Abras, Márcio Milan, ressaltou que os benefícios do Rama estão na identificação de produtos, regiões e princípios ativos relativos aos problemas de contaminação por resíduos de agrotóxicos identificados pelas análises e no desenvolvimento do setor produtivo por meio de ações de orientação e capacitação de produtores e fornecedores de alimentos perecíveis para diminuição da incidência de contaminações por agrotóxicos nos produtos.

Conforme Milan, o Rama é um programa de rastreamento e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela Abras, de adesão voluntária, que fomenta as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores. “O nosso objetivo é a valorização do produtor, do distribuidor e do supermercado, e claro o aumento da confiança dos consumidores com a entrega de produtos com maior qualidade”, acrescentou.

O projeto incentiva boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores e tem adesão voluntária pelos supermercadistas. As empresas participantes têm acesso a um conjunto de informações que permite a orientação e o desenvolvimento consciente de seus fornecedores para a promoção e a comercialização de alimentos de qualidade.

Segundo o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, o Programa Rama está alinhado às estratégias públicas e privadas para o desenvolvimento sustentável da cadeia de abastecimento. “A Agas já está realizando uma série de outras ações em parceria com instituições como o Sebrae/RS, a Ceasa, a Farsul, a Fepagro, a Fetag e o Governo do Estado para aprimorar a cadeia do FLV. Atualmente, mais de 200 produtores rurais que fornecem para o setor no Estado estão participando de um grande programa de qualificação em gestão, através do Programa Juntos para Competir”, lembra.

“O Rama atende a uma necessidade crescente de monitoramento da cadeia de abastecimento, tendo os resíduos de agrotóxicos nos produtos frutas, legumes e verduras como ponto de partida, buscando informações de identificação da origem e o percurso percorrido pelo alimento ao longo da cadeia”, conclui.

O Programa rastreou 618 mil toneladas de alimentos no primeiro semestre de 2017, um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2016.

Fonte: Sucesso no Campo

Agas Apresenta o Programa Rama no RS

A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) lançará, na próxima quarta-feira (25), o Programa Rama no Rio Grande do Sul. Trata-se de um programa de rastreamento e monitoramento de frutas, legumes e verduras idealizado pela Abras, de adesão voluntária, que fomenta as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores. A novidade será apresentada às 10h, em coletiva, no Hotel Ritter (Largo Vespasiano Júlio Veppo, 55). Além da Agas, representantes da Ceasa/RS, da Emater/RS e do Senar/RS estarão presentes. Fonte: Portal Giro News

Programa RAMA será lançado na próxima quarta-feira no RS

O Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), será lançado em Porto Alegre, no próximo dia 25 de outubro, em parceria com a Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS). O lançamento acontecerá em coletiva de imprensa, a partir das 10 horas, no hotel Ritter. Na oportunidade, o presidente da AGAS, Antônio Cesa Longo, e o superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Márcio Milan, falarão sobre o funcionamento do Programa no estado. Também participarão da coletiva de imprensa representantes da Ceasa/RS, da Emater/RS e do Senar/RS. RAMA O RAMA é um programa de rastreabilidade e monitoramento de frutas, legumes e verduras (FLV) idealizado pela ABRAS, de adesão voluntária, que fomenta as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores. No ano passado, o total de FLV rastreado pelo RAMA chegou a 1,2 milhão de toneladas. Coletiva – Lançamento do Programa RAMA no RS Quando: 25 de outubro, quarta-feira Horário: 10 horas Local: Hotel Ritter (Largo Vespasiano Júlio Veppo, 55 – Porto Alegre) Redação Portal ABRAS/AGAS Fonte: ACAPS

Programa RAMA é lançado hoje em parceria com a AGAS

O Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), será lançado em Porto Alegre, no próximo dia 25 de outubro, em parceria com a Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS). O lançamento acontecerá em coletiva de imprensa, a partir das 10 horas, no hotel Ritter. Na oportunidade, o presidente da AGAS, Antônio Cesa Longo, e o superintendente da ABRAS e coordenador do RAMA, Márcio Milan, falarão sobre o funcionamento do Programa no estado. Também participarão da coletiva de imprensa representantes da Ceasa/RS, da Emater/RS e do Senar/RS. RAMA O RAMA é um programa de rastreabilidade e monitoramento de frutas, legumes e verduras (FLV) idealizado pela ABRAS, de adesão voluntária, que fomenta as boas práticas agrícolas, acompanhando as tendências mundiais do setor varejista na atenção à segurança dos alimentos oferecidos aos seus consumidores. No ano passado, o total de FLV rastreado pelo RAMA chegou a 1,2 milhão de toneladas. Coletiva – Lançamento do Programa RAMA no RS Quando: 25 de outubro, quarta-feira Horário: 10 horas Local: Hotel Ritter (Largo Vespasiano Júlio Veppo, 55 – Porto Alegre) Redação Portal ABRAS/AGAS Clique aqui e veja mais notícias

Especial FLV – Cortar o mal pela raiz

A raiz do desperdício na cadeia de abastecimento de frutas, legumes e verduras (FLVs) está em sua natureza perecível que faz com que itens não considerados frescos sejam desprezados e descartados. Mas as perdas estão emaranhadas em cada etapa: produção, pós-colheita, armazenagem, transporte processamento e distribuição. Assim, além de garantir que frutas e hortaliças conservem as mesmas características desde o campo até os lares, a cadeia de abastecimento de FLVs tem como desafio minimizar e combater perdas e desperdício que são responsáveis por impactos econômicos, sociais e ambientais. Mas como fazer isso? O primeiro passo é identificar e mapear as causas das perdas e desperdícios. Na sequência, buscar formas de estancá-las, a partir de boas práticas já consagradas. E, por fim, buscar novas soluções, se necessário. “Inicialmente, os supermercados estavam mais preocupados em tratar da questão das perdas com FLVs. No entanto, com o passar dos anos e em virtude de acordos internacionais assinados pelo Brasil, perdas e desperdício tomaram uma dimensão transversal e global envolvendo outros agentes da cadeia ligados diretamente ou indiretamente a essas questões”, afirma o superintendente da Abras e coordenador do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), Marcio Milan. Para se ter ideia da importância dos hortifrútis para os supermercados, a participação deles, no faturamento do setor, em 2016, foi de 9,1%, quase R$ 31 bilhões. Segundo Milan, antes de mais nada, é necessário diferenciar os dois conceitos (perdas e desperdícios) e identificar em quais etapas da cadeia eles ocorrem. “Perda é tudo aquilo que é produzido e perdido ao longo da cadeia e está mais concentrada em produção, pós colheita, armazenagem, transporte, processamento e distribuição. Já desperdício é tudo aquilo que tem valor nutricional, mas é perdido ou descartado [geralmente por desconhecimento] e envolve mais varejo, serviços [restaurantes, lanchonetes, etc.] e consumidor.” Dessa forma, o superintendente da Abras alerta que combater perdas e desperdício vai além de prevenir prejuízos financeiros, previne também prejuízos sociais, ambientais e nutricionais. Em última análise, é uma forma de garantir que pessoas com dificuldade de acesso à alimentação não deixem de se alimentar por falhas operacionais na cadeia de abastecimento ou, mesmo, porque ignoram o que pode ou não servir de alimento. Nesse ponto, está-se tratando de segurança do alimento e de segurança alimentar. E qual seria a diferença? O alimento seguro é aquele que está isento de contaminantes biológicos, físicos e químicos e, portanto, é adequado para o consumo. Já o termo segurança alimentar diz respeito à adoção de políticas públicas para ampliar, por que não universalizar, o acesso da população aos alimentos, em quantidade e qualidade adequadas. Segundo dados da Embrapa Hortaliças, a cada dez quilos de alimentos que vão para o lixo, são necessários outros dez para suprir a demanda de mercado, o que significa que o desperdício dobra o uso de recursos necessários para a produção agrícola, entre os quais a água. Além disso, geram um impacto ambiental direto: a produção de gás metano, por exemplo, que, embora menos famoso, é muito mais potente que o dióxido de carbono em termos de contribuição para o efeito estufa. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) revelam que o mundo descarta, aproximadamente, um terço do alimento produzido globalmente, ou seja, 1,3 bilhão de toneladas anuais. No caso de países latino-americanos, estima-se que 28% dos alimentos que chegam ao final da cadeia são desperdiçados. Em países de renda mais elevada, o grande vilão do desperdício é o consumidor. Já naqueles com renda menos elevada, as perdas no início da cadeia de alimento são mais comuns devido ao baixo aporte tecnológico no manejo das lavouras, carência de estrutura para estocagem da produção e infraestrutura inadequada para escoamento/transporte das safras. Produção Segundo dados da Embrapa, no Brasil, as perdas tendem a ser elevadas desde o manejo da lavoura, passando pelo pós-colheita, chegando até o varejo e o consumidor. Na primeira etapa, os problemas derivam de colheita inapropriada, ataque de pragas, doenças e desastres naturais. Já as perdas pós-colheita podem ser classificadas como fisiológicas (amadurecimento), por injúria mecânica (armazenamento em caixas inadequadas) ou fitopatológicas (ataque por microrganismos). Elas decorrem, dentre outros fatores, de desconhecimento de técnicas de manuseio, armazenamento inadequado, falta de refrigeração, falhas na exposição nas gôndolas, excesso de manipulação dos produtos pelos consumidores e uso de embalagens inadequadas. O manuseio após a colheita, quando feito de forma inadequada, é considerado um dos pontos mais sensíveis por gerar danos físicos e deteriorações fisiológicas e patológicas. Além disso, a exposição ao sol e a utilização de caixas sujas contribuem para uma deterioração mais rápida, assim como danos na superfície do produto que abrem uma via de contaminação por microrganismos. Em geral, essas situações aceleram a degradação de compostos importantes para a qualidade sensorial e aceleram o metabolismo da hortaliça, que estraga mais depressa. Diante disso, muitos FLVs chegam às bancas machucados, murchos e até contaminados, ampliando as chances de desperdício. Todavia, é importante destacar que FLVs esteticamente feios não necessariamente estão impróprios para o consumo. Clique aqui e veja a matéria “Perfeito é não desperdiçar”, completa na edição de setembro da Revista SuperHiper. Clique aqui e veja mais notícias

4 tecnologias que tornam o agronegócio mais eficiente e lucrativo

Por Lucas Agrela São Paulo – A tecnologia tem um importante papel no agronegócio: ajudar os produtores rurais a ser mais eficientes, a atuar em conformidade com a legislação e a ganhar mais dinheiro. Startups brasileiras já fazem isso com drones, ácaros e inteligência artificial. No EXAME Fórum Agronegócio, quatro startups apresentaram suas iniciativas para o setor. A Horus Aeronaves utiliza drones para mapear fazendas e plantações. A premissa é encontrar problemas nas imagens, que são analisadas com inteligência computacional, e oferecer relatórios com as possíveis soluções. Em plantações de cana, por exemplo, os agricultores podem encontrar falhas e saber quanto devem investir para corrigi-las ou o quanto irão perder de dinheiro por conta disso. Outra aplicação é para o gado. Os drones sobrevoam as fazendas para determinar a quantidade de proteína animal e sugerir a suplementação de ração necessária para aumentar a qualidade da produção. “Desenvolvemos tecnologia de ponta para que o agricultor tenha tudo na palma da mão”, disse Fabrício Hertz, CEO da Horus Aeronaves. Para o controle de pragas, a Promip, que tem sede em Engenheiro Coelho (região de Campinas, em SP), foi a pioneira no desenvolvimento de macrobiológicos. Ácaros são produzidos e comercializados a produtores rurais para manter a qualidade das plantações e evitar perdas. Em 2014, a Promip recebeu um aporte de 4 milhões de reais do Fundo de Inovação Paulista. No ano seguinte, comprou a Insecta Agentes Biológicos e levou sua estrutura de Lavras (MG) para Engenheiro Coelho. Com a compra, a empresa passou a produzir também microvespas para ajudar no controle de pragas, informou Marcelo Poletti, diretor geral da Promip. Já a PariPassu monitora a produção de hortaliças para detectar se os agrotóxicos estão em conformidade com a legislação. Ela rastreia os alimentos da plantação até o supermercado, sendo responsável pela gestão técnica do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos, um programa de adesão voluntária da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Como uma espécie de Google Maps para a agricultura, a AgroTools tem mapeamento de propriedades rurais. São mais de 3,8 milhões de propriedades mapeadas do total de 5,5 milhões do país. A empresa é comandada por Fernando Martins, que foi CEO da Intel Brasil por cinco anos. Por meio de uma parceria com a Serasa, ela positiva ou negativa as produções. Além disso, a empresa detecta problemas como trabalho escravo e desmatamentos. Segundo Lucas Tuffi, diretor comercial da AgroTools, todos os hambúrgueres exportados para o McDonald’s, por exemplo, passam pela AgroTools para que se confira se a produção está em conformidade com a legislação. Fonte: EXAME Clique aqui e veja mais notícias

RAMA fecha mais um semestre com bons números

FLVs monitorados pelo programa crescem 12% e índice de conformidade, considerando toda a diversidade de amostras e culturas contempladas, também, chegando a 77% rama A quantidade de frutas, legumes e verduras (FLVs), sob o alcance do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), cresceu 12% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016. O RAMA visa garantir que os hortifrútis comercializados pelos supermercados atendam as especificações legais sobre o uso de defensivos na produção dessas culturas. De quebra, contribui para a melhoria contínua da qualidade dos produtos e de seu trânsito ao longo da cadeia de abastecimento. Segundo os dados anunciados, no dia 24 de agosto, pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), entidade que concebeu e está à frente do RAMA, e pela PariPassu, responsável pela sua gestão técnica do programa, foram 618,4 mil toneladas de hortifrútis rastreados no primeiro semestre de 2017 e 542,5 mil no mesmo período em 2016. “Os resultados positivos do RAMA se devem ao fato de ele congregar três atributos que, a meu ver, são essenciais para o sucesso de qualquer ação: educação, transparência e comunicação. No programa, nosso trabalho se guia por esses princípios. Estamos contribuindo para educar, paulatinamente, toda a cadeia, discutindo temas relevantes com muita transparência e comunicando, a todos, os aprendizados e resultados que temos obtido”, disse o superintendente da Abras, Marcio Milan. A apresentação do balanço do RAMA, relativo ao primeiro semestre de 2017, ocorreu por meio de coletiva de imprensa realizada na Associação Paulista de Supermercados (Apas) e pouco antes do início do evento PMA Fresh Connections, organizado pelo Produce Marketing Association (PMA), entidade de comércio que representa empresas da cadeia de hortifrúti em todo mundo. Amostra representativa Para mostrar a representatividade da amostra do RAMA, o sócio e diretor da PariPassu, Giampaolo Buso, salientou que as empresas varejistas que fazem parte do programa — cuja a adesão é voluntária, vale lembrar — e que compram os produtos rastreados somam receita anual de R$ 70,4 bilhões, cerca de 21% do faturamento de todo o setor supermercadista em 2016. Em lojas, está-se falando de mais de 800 unidades, cuja operação mobiliza 146 mil trabalhadores, diretamente empregados. “Considerando os últimos quatro anos, os FLVs elevaram de 6,4% para 9,1% sua importância nas vendas dos supermercados brasileiros”, afirmou Buso, segundo quem, também, em 2016, as empresas que fazem parte do RAMA extraíram, dos hortifrútis, parcela mais significativa de suas vendas (10,5%) do que a média das companhias do setor. “É interessante, ainda, ver como as empresas que têm maior participação do FLV em suas vendas elevaram seus faturamentos globais acima da média [12,2% contra 7,3%].” Não sem razão, completa Marcio Milan, 79% das empresas do Ranking Abras/SuperHiper consideram a seção de FLV muito importante para seu lucro. Conforme e inconforme Tão importante quanto a quantidade de hortifrútis rastreados e analisados pelo programa são o resultado das análises e a evolução da qualidade dos itens e, nesse sentido, o RAMA também traz boas notícias. Mesmo aumentando consideravelmente a amostra semestre a semestre, o índice de conformidade saiu de 63% no primeiro semestre de 2014 para 77% no mesmo período deste ano. De acordo com Milan e Buso, esse resultado é fruto da maior integração entre os elos cadeia, proporcionada pelo desenvolvimento do programa que, hoje, monitora produtos em quase todo o Brasil. Por meio do RAMA, identifica-se em quais regiões as amostras dos produtos apresentam mais problemas e, a partir desse dado, levanta-se a origem e se faz o caminho do FLV, de trás para frente, para ver o que pode e precisa ser melhorado para impedir novas inconformidades. “O trabalho é de toda a cadeia de abastecimento. Quando se fala em inconformidade, não necessariamente significa que haja produtos com excesso de defensivos. Um produto também é considerado inconforme quando o defensivo usado não foi catalogado pelos órgãos públicos competentes ligados ao Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento]”, diz Milan. Nesse caso, muitas vezes, o produtor usa defensivos mais modernos e mais seguros que outros, mas, por não estarem catalogados, o uso não é autorizado. “Por isso, o trabalho do Mapa é muito importante para melhorar os resultados do RAMA a partir do momento que aumenta o número de registros de novos defensivos.” Na lista de produtos monitorados pelo programa, no primeiro semestre de 2017, Buso destaca os tomates, bananas, uvas, alfaces, pimentões e cenouras, que somaram mais de 100 amostras em todo o País, enfatizando que, muitas dessas culturas, que já foram as mais problemáticas do País, cada vez mais mostram números positivos, ou seja, em conformidade. Fonte: Revista SuperHiper edição Agosto/2017 Clique aqui e veja mais notícias

Supermercados: Cresce controle de resíduos em alimentos

O volume de frutas, legumes e verduras rastreado pelo rama, programa de rastreabilidade e monitoramento de alimentos, cresceu 12% no primeiro semestre. Outra boa notícia é que o índice de conformidade desses produtos em relação aos níveis de resíduos químicos também cresceu quase 7% no período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24), em um evento na capital paulista. Acompanhe. Clique aqui e veja o vídeo na íntegra. Fonte: Terra Viva (Band) Clique aqui e veja mais notícias

Dois em cada dez alimentos naturais vendidos em supermercado têm mais agrotóxicos do que o permitido.

Clique aqui e veja o vídeo na íntegra. Fonte: TV Brasil Clique aqui e veja mais notícias

Resíduos de agrotóxicos em hortifrúti caíram no 1º semestre

São Paulo – Alvo de muitas críticas, o uso incorreto ou acima do permitido de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes (conhecidos como “FLV”) tem diminuído. Uma análise conduzida pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostrou que no primeiro semestre deste ano 77% dos produtos avaliados estavam em conformidade com a legislação. O índice ficou cinco pontos percentuais acima do registrado em 2016. Fonte: Blog CMS contabilidade

Rastreamento de FlV avança 12% no semestre

Na quinta-feira (24/08) foi realizada, na sede da APAS, zona oeste de São Paulo, uma coletiva para a divulgação dos dados coletados do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), referentes ao primeiro semestre de 2017. O programa consiste no monitoramento e rastreabilidade de frutas, legumes e verduras (FLV), com foco no controle de quantidade e qualidade de agrotóxicos utilizados desde a produção até o ponto de venda, e conta com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Idealizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o RAMA rastreou 618 mil toneladas de frutas, legumes e verduras nos primeiros seis meses de 2017, o que representa avanço de 12% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Em 2016, a soma do total de FLV rastreado atingiu a marca de 1,2 milhão de toneladas. Segundo o superintendente da Abras e coordenador do Programa, Marcio Milan, o objetivo é fechar o ano com um crescimento de aproximadamente 6,5% nesse resultado. “A rastreabilidade e o monitoramento são tendências no mercado global de alimentos. O RAMA traz modernidade e segurança para a cadeia de abastecimentos do país. De forma crescente e evolutiva, supermercadistas, fornecedores e produtores, estão percebendo a necessidade e a importância da adesão ao Programa, que é referência como ferramenta de apoio ao controle de defensivos agrícolas, garantindo, assim, mais segurança para a população”, afirmou Milan. De janeiro a junho deste ano, o RAMA registrou melhoria de quase 7% em relação à redução dos resíduos químicos nas frutas, legumes e verduras vendidos pelos supermercados participantes do Programa em relação ao mesmo período de 2016. A conformidade desses resíduos, no primeiro semestre de 2017, foi de 77%. No ano passado, o resultado fechou em 72%, de acordo com a PariPassu, gestora técnica do Programa. Na ponta do lápis, a participação do FLV no faturamento dos supermercados, no último ano, foi de 9,1%, totalizando cerca de R$ 30,8 bilhões. Quando o foco são os estabelecimentos que participam do programa, a soma ficou em torno dos R$ 70,4 bilhões em 2016 e a média do FLV atingiu os 10,5%, ou seja, 15,3% acima da média nacional. E a tendência é a de que esses números cresçam ainda mais, já que as vantagens para os supermercadistas são inúmeras e a soma de redes varejistas avançou 4,5%, totalizando 46 redes registradas no programa. Esse número representa 20% de toda a venda de FLV realizada no país. “São várias as vantagens, mas a principal delas é que você consegue, a partir de um produto que satisfaz a necessidade do cliente, saber exatamente a origem dele. Por outro lado, de repente, ele tem na gôndola três fornecedores de tomate, e desses três, um está dando algum tipo de problema. Uma vez que ele conseguiu monitorar, ele vai entender a origem desse produto com problema e atacar a causa diretamente. Essa é a principal vantagem para o varejista. Isso serve para ele reconhecer o bom fornecedor, o que acaba ajudando-o a reduzir quebra, porque um produto bom vai vender rápido, um produto com problemas, além de ele vender menos, vai gerar quebra na gôndola”, analisou o diretor-presidente da produtora Trebeschi, Edson Trebeschi. Outro ponto positivo ressaltado na coletiva foi o fato do bem-estar do consumidor. “O varejista consegue garantir que aquele alimento que o consumidor está levando é seguro, e que está dentro dos limites permitidos da legislação. E o alimento que está dentro dos limites não causa nenhum dano à saúde. Eles são produtos de consumo diário, em que o cliente consome mais do que outros tipos de produtos e que se a qualidade não estiver segura, ao longo do tempo, poderá apresentar um problema na saúde do cliente”, concluiu Milan. Fonte: Ovos Natal

Resíduos de agrotóxicos em hortifrúti caíram no 1º semestre

São Paulo – Alvo de muitas críticas, o uso incorreto ou acima do permitido de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes (conhecidos como “FLV”) tem diminuído. Uma análise conduzida pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostrou que no primeiro semestre deste ano 77% dos produtos avaliados estavam em conformidade com a legislação. O índice ficou cinco pontos percentuais acima do registrado em 2016. Os outros 23% apresentaram inconformidades relacionadas ao limite máximo de resíduos, substâncias não autorizadas e proibidas. Os dados fazem parte do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama), programa de adesão voluntária criado pela Abras em 2011. Segundo Giampaolo Buso, diretor comercial da PariPassu – empresa que faz a gestão técnica do programa – os três produtos que apresentaram maiores inconformidades foram: pimentão, alface e morango. O pimentão sempre foi um “vilão” quando o assunto é resíduo, mas o índice tem mostrado melhoras. No levantamento divulgado hoje, o índice de inconformidade está em 35%, mas já esteve na casa de 90%. Para que o legume diminua mais os resíduos, o ideal, afirmou Buso, seria o cultivo em estufas, sem uso de químicos no processo. De acordo com o executivo, o índice de inconformidade da alface passou de 55% no primeiro semestre de 2016 para 44% em iguel período neste ano e do morango de 52% para 40%, na mesma base comparação. “Temos algumas dificuldades que são culturais no uso de químicos”, disse. Segundo ele, muitas vezes, o agricultor usa algum tipo de agrotóxicos para pragas que não necessitariam de aplicação ou poderiam ser solucionadas com volume menor de químico. Outro grande problema é o uso de produtos que ainda não estão registrados para determinadas culturas e estão na fila de avaliação do Ministério da Agricultura, destacou Buso. Na outra ponta, os produtos com menores índices de inconformidades foram: banana, batata, tomate e cebola. Segundo o executivo da PariPassu, no caso da banana, cuja a média é de 2% de inconformidade, há casos de o índice chegar a zero. “Alguns produtores de Minas Gerais, Bahia e São Paulo não apresentam mais inconformidades”, declarou. O tomate está com índice médio de 5%, mas já esteve na casa dos 55% de inconformidades. De acordo com Buso, a crise econômica ajudou a diminuir o uso de químicos. “Os químicos acabam saindo mais caro e não resolvem, aí, muito agricultor passou a usar os biológicos”, afirmou. O levantamento dos primeiros seis meses do ano avaliou 618 mil toneladas de frutas, verduras e legumes, volume 12% maior que o avaliado no mesmo período de 2016. O programa ainda está longe de representar a realidade do Brasil. Como a adesão é voluntária, apenas 46 redes varejistas participam do programa e são responsáveis por 20% das vendas totais de hortifrúti no setor de supermercados no Brasil. A meta do programa é chegar em 2020 com adesões que representem 30% do faturamento do segmento. Fonte: Renast Online