Cafeicultores conectados aos torrefadores de todo o mundo

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Os cafeicultores de Minas Gerais têm mais uma opção para comercializar a safra da cafés especiais. Durante a Semana Internacional do Café (SIC) foi apresentado, na sexta-feira, a plataforma Algrano, que conecta produtores às torrefadoras internacionais. O objetivo do projeto é tornar as negociações entre os envolvidos mais transparentes.

Além de divulgar as variadas regiões produtoras e os diferentes tipos de bebidas para o mundo, os cafés comercializados possuem valor agregado e podem receber prêmios conforme a avaliação dos compradores.

A Algrano é uma startup que começou com ligações via skype entre Santiago do Chile, Minas Gerais e Zurique, na Suíça. Os fundadores são os suíços Christian Burri, Gilles Brunner e Raphael Studer que começaram a conversar sobre a Algrano quando Brunner estava trabalhando com produtores de café no Brasil. Foi assim que surgiu a ideia de criar uma comunidade on-line para cafeicultores. As atividades foram iniciadas em junho deste ano.

"Criamos, através da plataforma, um conceito de contêiner virtual, onde estipulamos a origem e o destino dos cafés. Nosso objetivo é enviar o primeiro contêiner, que será em parceria com a Associação dos Produtores do Alto da Serra (Apas), de São Gonçalo do Sapucaí, Sul de Minas Gerais, em dezembro, e a chegada à Alemanha será no final de janeiro", disse Brunner.

Ainda segundo Brunner, a ideia é abrir o contêiner virtual para as torrefadoras neste sábado. Os produtores participante fazem um perfil onde poderão colocar as fotos da propriedade, da equipe empregada e dos processos de produção. Também deve ser feito um cadastro dos cafés, detalhando a qualidade, a origem, as certificações, a espécie e o valor.

Pedidos - "As torrefadoras poderão ver os produtores e os cafés disponíveis na plataforma virtual e escolher durante duas semanas as amostras preferidas, assim que o contêiner chegar ao destino. Após esse período, serão enviadas as amostras e as empresas poderão fazer as provas e realizar os pedidos", ressaltou.

Até o momento são 160 torrefadoras estão cadastradas na plataforma. Elas são de 40 diferentes países, sendo 60 da Europa e o restante dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália, reunindo os principais países compradores do mundo. As empresas são de pequeno e médio portes. Atualmente são 80 produtores cadastrados e a ideia é atrair novos. A inscrição é gratuita.

Todos os cafés cadastrados devem ser classificados acima de 80 pontos na prova de xícara e aprovados por provadores do Coffee Quality Institute. "Nossa meta com o projeto-piloto é demonstrar o funcionamento do projeto. Mas qualquer produtor que queira se cadastrar e fazer um perfil, que funciona nos moldes das redes sociais, vai aumentar a visibilidade nas redes de torrefadora", disse Christian Burri.


Em relação aos preços, os produtores cadastram os cafés e estipulam um valor fixo. As torrefadoras que optarem pelos cafés não podem reduzir os valores definidos pelos produtores. Mas de acordo com a qualidade e as certificações adquiridas, é possível que as empresas ofereçam prêmios em reconhecimento aos esforços e do produto diferenciado.

"Todo o processo tem como principais características a transparência e a divulgação dos cafés. A maioria dos produtores não conhece os compradores e nós pensamos que a aproximação vai permitir que eles fiquem mais conectados e saibam qual é a demanda das torrefadoras, sendo também uma forma de agregar valor ao produto. As torrefadoras querem saber de onde vêm os cafés, querem ter esse contato e estão dispostas a pagar pelo diferencial", enfatizou Burri.



Veículo: Jornal Diário do Comércio - MG


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