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06/11/2015 11:01 - Empresário aposta na química da sustentabilidade ambiental

Após deixar o trabalho de químico para inventar feira de tecnologia ambiental, Julio Tocalino Neto comanda a maior feira local de soluções ambientais para indústrias.

Em 1996, Julio Tocalino Neto trocou sua atividade como químico para criar uma revista sobre soluções para o meio ambiente nas atividades industriais. Três anos depois, ele inventou uma feira de tecnologia ambiental para um pequeno grupo de empresas.

Hoje, está à frente da maior feira brasileira de soluções ambientais para indústria (FIMAI) - que vai para a sua 17ª edição, de 11 a 13 de novembro, na Expo Center Norte, em São Paulo, junto com Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial - e reúne especialistas renomados do setor.

Desde então, mais de quatro mil empresas já expuseram na FIMAI, com 250 mil visitantes. Após a parceria com a Ecomondo, uma das mais expressivas feiras da Europa sobre desenvolvimento sustentável, o evento brasileiro promete inovar ainda mais e estar em linha com o resto do mundo.

São várias as razões que motivaram Tocalino Neto criar a feira. "Tive a ideia de, inicialmente, montar uma revista técnica, mostrar quais as tecnologias disponíveis para o meio ambiente industrial. Depois de três anos, em 1999 percebemos a necessidade de um evento que reunisse técnicos e industriais nas áreas envolvidas com questões ambientais. De lá pra cá não paramos de crescer", conta o empresário.

Desde a primeira FIMAI, a realidade nas indústrias brasileiras no que diz respeito à conscientização e prática de sustentabilidade e ações ambientais nas empresas mudou muito. Na avaliação de Tocalino Neto, houve avanços. Ele lembra que em 1998 não tinha nenhuma certificação do ISO 4.001, nem o curso de engenharia ambiental e sistemas de gestão. "Hoje estamos com cerca de 9 mil empresas certificadas pelo ISO 4.001. Isso coloca o Brasil em destaque na América Latina. Temos mais de 500 cursos na área de engenharia, gestão, MBA, doutorado e doutores ambientais já formados. A indústria, principalmente através da Fiesp e da CNI, tem contribuindo para que isso acontecesse e nos coloca adiante dos primeiros países do mundo", enfatiza.

Nesse período, ao lado dos aspectos econômico, financeiro e social, o meio ambiente ganhou espaço nas estratégias das indústrias brasileiras, especialmente no que diz respeito à redução da emissão de gases do efeito estufa. "As indústrias estão mais capacitadas. Um funcionário produz por três, quatro ou até cinco pessoas. Há muita conscientização em relação à economia de água, energia elétrica, de insumos, o que afeta de forma muito positiva. A utilização da matéria prima hoje está muito equilibrada, o que reduz o resíduo gerado, que sempre foi um grande custo para as indústrias", diz o empreendedor.

Metas

Na opinião de Tocalino Neto, os compromissos de metas ambientais dos países entre, eles o Brasil, tem criado um seguimento de empresas que criam e desenvolvem projetos sustentáveis e inovadores para a indústria, principalmente da Europa. "No Brasil, temos o Centro de Inovações e Tecnologias da USP (Cietec), que congrega 135 empresas só aqui em São Paulo, sem contar em outros estados, e universidades. Notamos que, mesmo as pequenas empresas, estão fazendo parcerias com as grandes no sentido de gerar inovação, tecnologia, e agregando valor tecnológico. Aprimorar cada vez mais para se desenvolver", exemplifica.

Mas a indústria brasileira está preparada para cumprir as metas ambiciosas de redução de 37%, até 2025, de emissão dos gases de efeito estufa, anunciada pela presidente Dilma Rousseff na Organização das Nações Unidas (ONU)? Tocalino Neto acha que a indústria moderna está.

"O que complica muito em relação emissões são as queimadas. Infelizmente, não temos ainda um controle. A indústria hoje já não pode emitir mais, pois há o controle de órgãos ambientais como Cetesb que monitoram. Tudo é controlado, gás carbônico, solventes orgânicos entre outros compostos proibidos por lei. O mais emitido são os gases de combustíveis fósseis e as queimadas", comenta.

O importante em uma atividade como a de Tocalino é não parar e acompanhar os movimentos da sociedade. É o que acontece com a FIMAI, que tenta trazer para o Brasil as novidades internacionais na área. Neste ano, o evento contará com a participação de empresas da China, Alemanha, Holanda, Itália, Argentina, entre outros países. "Teremos muitas novidades em emissões, tratamento de efluentes e descontaminação de solo", destaca. Ele cita um caminhão de 15 metros de comprimento que serve como uma unidade móvel para o tratamento de solos contaminados. Outra inovação é associação de artesãos que expõe uma escola móvel.

 



Veículo: Jornal DCI

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