Notícias do setor
Economia
Jurídico
Tecnologia
Marketing
Bebidas
Carnes / Peixes
Notícias Abras
Geral
Redes de Supermercados
Sustentabilidade
 











Você está em:
  • Notícias do setor »
  • Economia

Notícias do setor - Clipping dos principais jornais e revistas do Brasil

RSS Economia

17/02/2020 12:26 - Prévia do PIB mostra que otimismo ainda não resultou em crescimento

O início do governo do presidente Jair Bolsonaro foi marcado por otimismo. A equipe econÒmica do ministro da Economia, Paulo Guedes, era celebrada pelo mercado. O presidente, por sua vez, dava algumas amostras que poderia sair dos discursos extremados e seguir o caminho do centro. Não à toa, naquele mês, o crescimento econÒmico esperado para 2020 era de 2,5%. Um ano depois, veio a confirmação da realidade.


O IBC-Br, calculado pelo Banco Central e considerado uma espécie de prévia do resultado do PIB, apresentou crescimento de apenas 0,89%. O resultado de dezembro foi de queda de 0,27%, em comparação ao mês de novembro (que, aliás, teve resultado revisado de crescimento de 0,18% para queda de 0,11%). Entre os principais motivos para essa queda mensal estão a redução de 0,7% na produção industrial, de 0,1% no varejo e de 0,4% em serviços.


Esses dados negativos já eram esperados pelo mercado e eles servem com uma espécie de choque de realidade para 2020. Assim como aconteceu no início do ano passado, havia bancos e consultorias apostando em crescimento de 2,5% a 3%. O coronavírus, que já matou por volta de 1.500 pessoas, foi o primeiro baque para a redução. Agora, a confirmação de que a economia sequer seguiu uma tendência de alta mês a mês.
"Isso mostra que o mercado precisa ter moderação. Quem estava esperando uma retomada forte em 2020, está precisando revisar os números para baixo", diz Sérgio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados. Vale crê em um crescimento de 2% para 2020, enquanto o Boletim Focus tem uma mediana de 2,3%. Para 2019, o Focus espera um resultado de 1,12% (ante 2,5% em janeiro de 2019 e 1,17% há um mês).


Mas há motivos para otimismo?


O Brasil está entrando no terceiro ano com crescimento de cerca de 1%. Trata-se de um resultado irrelevante para um país desenvolvido e péssimo para um emergente, como é o caso. Porém, alguns resultados mostram que um certo otimismo é até explicável.
Na comparação trimestral ano a ano, o quarto trimestre do ano passado não foi dos piores: alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2018. É exatamente o dobro do valor registrado entre julho e setembro. "Ainda é baixo, mas estamos caminhando para uma média melhor do que em 2019", diz Vale.
A consultoria 4E também acredita que os resultados mostram uma tendência positiva. "Para 2020, a expectativa é de que a atividade econÒmica acelere, tendo em vista a melhora da confiança de consumidores e empresários via avanços na agenda de reformas e do impacto positivo advindo do afrouxamento monetário", afirmou em nota para os clientes.


De novo, no entanto, é preciso moderação. Em janeiro, no entanto, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas, recuou 1,2 ponto e ficou nos 90,4 pontos (em uma escala de zero a 200). Ou seja, os consumidores ainda estão pessimistas. Os pontos que mais influenciaram a queda foram a intenção de comprar bens duráveis nos próximos meses e a percepção sobre a situação financeira da família.
Em evento da Amcham, realizado nesta sexta 14, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros aponta que outros pontos para otimismo são a queda da taxa Selic ao mínimo histórico (4,25%) e que os problemas fiscais serão resolvidos com uma política econÒmica que olha o longo prazo.


"Temos uma taxa de juros, que as vezes faz até eu me beliscar pela manhã. Temos uma recuperação econÒmica com problemas fiscais, assim como temos problemas no mercado de trabalho, mas serão resolvidos", afirma Mendonça de Barros.
E assim o otimismo segue, mas é bom deixar o alerta ligado. Outro bom exemplo é a taxa de desocupação. No quarto trimestre, a taxa registrou 11% de pessoas desocupadas, ante 11,8% no trimestre anterior. Ao mesmo tempo, a taxa de informalidade alcançou o maior nível desde 2016: 41,1%. A cada 1,8 milhão de pessoas que retomaram as atividades no ano passado, 1 milhão foram na condição de informais.
Ou seja, menos segurança na renda dos brasileiros, assim como menos impostos para o governo que segue em situação fiscal complicada. Que o otimismo de 2020 se concretize em dezembro. 

 

Fonte: Exame 

Enviar para um amigo
Envie para um amigo
[x]
Seu nome:
E-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Comentário
 

 

Veja mais >>>

09/04/2020 12:21 - Entenda como será o novo saque de R$ 1,045 do FGTS a partir de junho
09/04/2020 12:19 - MPEs responden por 30% do PIB brasileiro
09/04/2020 12:18 - Setor de serviços recua e preocupa em meio à pandemia
09/04/2020 10:54 - 2,5 milhões receberam auxílio emergencial de R$ 600 nesta quinta
09/04/2020 10:12 - Inflação oficial desacelera para 0,07% em março, menor taxa para o mês desde 1995
08/04/2020 10:19 - Governo libera saque de mais R$ 1.045 de contas ativas e inativas do FGTS
07/04/2020 10:26 - Caixa lança site e aplicativo para solicitar auxílio emergencial de R$ 600
06/04/2020 16:14 - ACSP faz uma radiografia da situação do comércio em meio à pandemia
06/04/2020 10:44 - Coronavírus muda hábitos de consumo e aumenta demanda por itens da cesta básica
06/04/2020 10:13 - Mercado financeiro reduz previsão para o PIB pela 8ª semana seguida.
03/04/2020 11:32 - Varejo brasileiro perde 21% de faturamento em março
03/04/2020 11:03 - Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas
03/04/2020 10:52 - PIS/Pasep: governo antecipa fim do prazo para saque do abono salarial 2019-2020
03/04/2020 10:50 - Inflação da baixa renda acelera para 0,49% em março, mostra FGV
02/04/2020 12:04 - Bolsonaro sanciona auxílio de R$ 600 com vetos; saiba o que muda no projeto

Veja mais >>>