Oportunidade para todos: supermercados e indústrias

Hoje, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (LeiFederal 12.305/2010) e suas regulamentações, todos os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos estão obrigados a participar de sistemas de logística reversa de embalagens, sejam signatários ou não de um acordo setorial.

Nesse contexto, fazer parte do Acordo Setorial para Logística Reversa de Embalagens em Geral é uma grande oportunidade, porque o acordo e a forte união com o Grupo Coalizão Embalagens, composto pelas principais organizações industriais do País, permitem, às empresas do setor, realizar os melhores projetos (de PEVs e de comunicação), com os melhores custos-benefícios, em parceria com essas grandes empresas.

Todos os associados do Sistema Abras, constituído pelas 27 associações estaduais do setor, podem aproveitar essa oportunidade. Além disso, ser signatário do acordo demonstra, de pronto, o interesse das empresas supermercadistas em cumprir a lei, apoiando a proteção do meio ambiente perante o governo (federal, estadual e municipal), os órgãos fiscalizados (empresas não participantes estão sujeitas a multas) e toda a sociedade, em especial, seus consumidores.

“Participar do Acordo de Embalagens é bem mais simples do que muitos empresários imaginam. Demanda esforços e investimentos, é claro, mas tendo em vista toda a legislação envolvida e a importância das ações em benefício do meio ambiente para toda a sociedade, é muito compensador”, afirma Marcio Milan, superintendente da Abras.

Com sua experiência de mais de 40 anos na gestão comercial, operacional e institucional do setor, Milan sabe o que está falando. “Pelo Acordo de Embalagem, está bem definida a parte que cabe aos supermercados.

Devemos participar cedendo espaço em loja, sem custo, para a indústria alocar projetos de pontos de entrega voluntária [PEVs], e, também, fazendo a comunicação de ações do sistema de logística reversa aos consumidores”, explica.

Sendo assim, os supermercados devem participar ativamente das ações promovidas pelo Grupo Coalizão, no cumprimento do Acordo Setorial de Embalagens:

- Fortalecimento das parcerias para consolidar os PEVs (indústria e comércio)

- Divulgação das informações sobre os sistemas de logística reversa aos consumidores, orientando sobre o modo correto de separação e destinação das embalagens, entre outros (indústria e comércio)

- Adequação e ampliação da capacidade produtiva das cooperativas de catadores de materiais recicláveis (só indústria)

- Compra de embalagens triadas por cooperativas e centrais de triagem (só indústria)

Esta definição de ações, da parte que cabe ao comércio nesse sistema de logística reversa, negociada na fase de acordo setorial entre todas as entidades membros da Coalizão Embalagens e o governo, é um enorme ganho para as empresas de supermercados que já aderiram (ou vão aderir) ao acordo setorial, por meio da Abras.

“Nós, na Abras, temos um canal de diálogo aberto com as indústrias e suas entidades, especialmente as da Coalizão Embalagens, e esperamos que, este ano, com o arrefecimento da crise econômica, ainda mais projetos possam ser executados, ampliando a participação dos supermercados”, afirma Milan.

Esse canal de diálogo, a que se refere Milan, favorece maior união entre  supermercadistas e indústrias e, além dos ganhos em eficiência no cumprimento das suas obrigações legais, contribui para uma causa que, hoje, é de todos: eliminar as embalagens e marcas que circulam nos lixões, nos rios e nos mares e dar, a elas, destino adequado, por meio da reciclagem e reaproveitamento. Um enorme desafio que precisará da participação de todos!

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Fonte: Revista SuperHiper – Edição Janeiro de 2018