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Matéria de Capa Março 2010 25/03/2010 15:49:15

Mercado interno dita regras e aponta as líderes de vendas 

 

Estudo exclusivo da Nielsen para SuperHiper chega à sua 11ª edição, apresenta o desempenho das principais categorias comercializadas no autosserviço em 2009 e destaca marcas que se mantiveram ou chegaram à liderança, tanto no País quanto regionalmente 

Por Marlucy Lukianocenko 

Um ano no mínimo interessante, 2009 começou incerto e quaisquer previsões não poderiam supor que ele – pós-eclosão da crise financeira mundial – teria o desfecho que teve. Passados alguns meses de inconstâncias, houve reação e o varejo alimentar surpreendeu, tanto que as vendas acumuladas do setor supermercadista cresceram 5,51% em relação ao ano anterior, segundo o Índice Nacional de Vendas da Abras. A indústria, que no final de 2008 chegava a registrar queda de mais de 12% na produção, terminou o ano seguinte com crescimento de 2,9%, ajustou estoques e ainda aumentou a utilização da capacidade instalada.

Nada mau para um ano com tantos problemas mundo afora, que abalaram a balança comercial, com quedas de 22% nas exportações e 26% nas importações. Por aqui, a demanda interna conteve a probabilidade de maiores estragos e seguiu seu curso. 

De 159 categorias auditadas pela Nielsen comercializadas no varejo em geral (tradicional, autosserviço de todos os portes e categorias vendidas em farmácias), 42% registraram aumento de vendas em volume acima de 3%; 35% ficaram estáveis e 24% apresentaram queda (veja gráfico). A quantidade de categorias que tiveram maior desempenho foi o dobro de 2008, quando somente 21% venderam acima dos 3%. Só que vale ressaltar que o resultado só melhorou a partir de abril do ano passado.

Enfim, foi diante desse cenário que as marcas apresentadas na 11a Pesquisa Líderes de Vendas, estudo exclusivo realizado pela Nielsen, mantiveram, galgaram, trocaram suas posições ou entraram para o ranking das mais vendidas do autosserviço brasileiro em 200 categorias de produtos em sete áreas auditadas. 

 

Recuperação

No geral, o aumento das vendas em volume foi de 2,2%, com faturamento 3,8% acima do registrado no ano anterior. Os preços reais, deflacionados pelo IPCA em 4,9%, ficaram 1,5% mais elevados.

Com exceção de bazar, que registrou queda de 3,8% no volume comercializado, todas as cestas de produtos tiveram alta nas vendas, com destaque para a cesta de perecíveis, que aumentou 6,5%, de limpeza, com alta de 3,8%, e a de bebidas, tanto alcoólicas quanto não-alcoólicas. “As duas cestas de bebidas foram as únicas que cresceram no ano anterior e em 2009 seguiram em alta. Isto é bom para o varejista, porque em termos de importância no faturamento a cesta de bebidas alcoólicas corresponde a 21% e de não-alcoólicas a 14,4%”, analisa o executivo de atendimento da Nielsen, José Eduardo Alalou.

A cesta de higiene e beleza também obteve resultado bem melhor que o do ano anterior, quando havia registrado queda no volume vendido. Em 2009 houve acréscimo de 2,5% superior à média geral. Os artigos de higiene e beleza têm importância de 13,6% sobre o faturamento e cresceram 5,2% em valor.

Outras recuperações ocorreram com as cestas de mercearia doce, com alta de 1,2% e de 0,9% na salgada. Estes resultados refletiram no aumento e na recuperação do volume vendido dos itens de cesta básica, que foi de 2%. No ano anterior, houve retração de 2,2%. Dos índices apresentados, pode-se verificar retração dos preços de cesta básica em 0,3%, enquanto no total das cestas os preços subiram 1,5%.  

 

Melhores e piores

Quando cada categoria de produto é comparada isoladamente pela Nielsen é possível verificar o que esteve na preferência do consumidor e o que perde participação. Aí entram não somente questões financeiras, mas de hábitos de consumo, divulgação e questões meteorológicas, entre outras.

A tabela que demonstra os 10 melhores desempenhos de 2009 faz análise entre crescimento de vendas e importância no faturamento do varejo. Portanto, a mais impactante é novamente a cerveja, que cresceu 5,1% no ano, correspondendo a 15,4% de importância no faturamento. Frios e embutidos vêm em segundo lugar, com 8,6% de aumento e 4,2% de participação no total faturado pelas 159 categorias auditadas.  Em seguida, bebidas energéticas surpreenderam, pois ampliaram em 48,9% as vendas, embora  tenham importância de apenas 0,3% no faturamento (Veja análise mais aprofundada sobre a categoria nesta edição).

Do outro lado, cigarro foi a que teve maior queda nas vendas em volume, (de 4,7%). Medidas proibitivas de fumo em locais fechados em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e outros podem ter contribuído para a queda da categoria. Açúcar também apresentou expressiva redução, de 6,5% nas vendas influenciada pelos preços mais elevados desse produto. 

 

Quem vendeu

A pesquisa Líderes de Vendas apresenta, dentre todas as suas importantes informações, em que tipos de loja as categorias foram comercializadas no ano e que refletem as mudanças nos conceitos. Nas classificadas como autosserviço, ou seja, os supermercados, apenas as lojas de 50 ou mais check-outs registram queda nas vendas, de 6,4%.

A explicação é simples: cada vez mais as empresas fazem adequações nos chamados hipermercados, os tornam compactos, utilizam mais tecnologia e mantêm o mix e os serviços oferecidos. “Este movimento não é de agora, mas conseguimos detectar o efeito, visto que elas passaram a representar apenas 3,5% do faturamento das 159 categorias auditadas”, disse a gerente de atendimento da Nielsen, Letícia Silva.

Tanto é assim que o perfil de loja que teve maior aumento nas vendas foi o do grupo de 20 a 49 check-outs, com 9,3% de acréscimo. Ele teve importância de 10% nas vendas em valor das categorias. Outro grupo de loja que se destacou nas vendas em volume foi o de 5 a 9 check-outs, que tem sido a aposta de muitas empresas quando inauguram lojas ou reformam as existentes. O aumento de um ano para outro nas vendas em volume foi de 7% e sua contribuição em valor foi de 12,3%.

 

 

Veículo: Revista SuperHiper edição de março de 2010



 

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