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Os resultados e os planos do varejo de vizinhança 26/06/2018 17:25:45

 

  
O ano de 2017 foi de estabilidade para o autosserviço de vizinhança. O faturamento médio deste segmento do varejo, composto por lojas de um a quatro check-outs, apresentou tímida variação de 0,1%, ante a retração de -1,8% registrada em 2016. O resultado, como fica evidente, é bem modesto, mas aponta o efeito que a recuperação econômica, obtida no ano passado, exerceu sobre as pequenas lojas, impedindo um novo desempenho consolidado negativo.

 

Este dado faz parte do 8º Estudo Mercado de Vizinhança, produzido pela GfK Brasil, com exclusividade para SuperHiper, cujo conteúdo passou a integrar o Especial Pequeno Supermercado Eficiente, que chega à sua terceira edição e também congrega o Ranking de Eficiência dos Supermercados de Pequeno Porte, elaborado pela Associação Brasileira de Supermercados (veja a seguir).

 

Analisando o faturamento médio anual por grupos de empresas, divididas com base na quantidade de checkouts, observa-se que o referido cenário de estabilidade foi garantido pelas lojas que possuem dois e três caixas. Ambos os grupos haviam registrado queda de receita em 2016, mas se recuperaram no ano passado. Respectivamente, as altas foram de 4,7% e 2,1%.

 

Do lado das retrações, o grupo de lojas que opera com apenas um check-out foi o que mais sofreu, registrando queda de -6% na receita. Já a faixa das maiores lojas deste segmento, que possuem quatro caixas, fechou o ano com queda de -1,8% no índice de faturamento médio.

 

Os resultados do ano passado surpreenderam positivamente poucos gestores que atuam no varejo de vizinhança. De acordo com a pesquisa, apenas 5,5% dos respondentes registraram desempenho acima do esperado. Já para 44,5% dos gestores, os resultados ficaram dentro do esperado. Porém, para a outra metade dos respondentes, o descontentamento é claro: 50% afirmam que o desempenho não superou as expectativas.

 

“Este quadro, no entanto, parece não ter influenciado as expectativas para este ano. A parcela consolidada dos que acreditam que 2018 será melhor ou muito melhor corresponde a 63,5% dos gestores entrevistados”, revela o diretor de Relacionamento com o Varejo da GfK Brasil, Marco Aurélio Lima. “Outro grupo, de 26,7%, esperam um ano igual ao anterior e para 9,8% dos gestores o ano será pior.”

 

Por dentro das pequenas lojas

O tamanho médio da área de vendas das lojas de vizinhança que operam no Brasil é de 348,2 m2, de acordo com o estudo, e 87,4% dos estabelecimentos possuem área de estoque para armazenar as mercadorias. Essas áreas de retaguarda possuem, em média, 148 m2.

 

Pelas pequenas lojas passam, diariamente, 350 clientes, em média, que têm à sua disposição um sortimento médio composto por 7.200 itens. Dentro do mix operado pelas pequenas lojas, o índice de perdas é de 5,45%. Este indicador, a propósito, traz um dado que serve de alerta para o varejo de vizinhança: 18% dos entrevistados não sabem o percentual de perdas de suas lojas.

 

Ou seja, são empresas que não têm o controle do que se esvai de suas gôndolas e, portanto, não possuem referências para adotar medidas para estancar essa fonte de prejuízos. Essa problemática tende a ter maior peso nos negócios que operam setores de perecíveis, que, tradicionalmente, concentram a maior parte das perdas. Nesta edição da pesquisa, 87,4% das empresas operam seção de FLV, 79,8% possuem açougue, 38,8% disponibilizam padaria e 22,6% oferecem peixaria.

 

Quase a totalidade das pequenas lojas, mais exatamente 90%, pertence a organizações familiares. Mas há empresas, no entanto, que estão preparando funcionários para assumir o comando dos negócios. São 30,5% das empresas. Em média, as lojas que integram o pequeno varejo possuem 13 funcionários e a folha salarial dedicada ao pagamento da mão de obra corresponde a 11,7% do faturamento da empresa.

 

No decorrer deste ano, 68,1% das empresas manterão o seu atual quadro de colaboradores. Outras 17,9% têm planos de ampliar a equipe e uma parcela menor, de 10%, considera a necessidade de efetuar demissões.


Clique aqui e leia a matéria na íntegra

 

 



 

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