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Os motores da economia voltam a funcionar 08/01/2018 15:17:11

O fim de um ciclo de regeneração e o início de outro, de crescimento. Conheça os fatores da retomada econômica, as perspectivas e como se comportou, em 2017, e deve se comportar, em 2018, o setor

 

 

  
Depois de enfrentar a pior recessão da sua história, o Brasil, finalmente, dá sinais de que está tomando fôlego para retornar à rota do crescimento. Foram dois anos de retração da atividade econômica, em 2015 e em 2016, com queda acumulada de 7,2% neste período. Tal sequência negativa, no entanto, será vencida já neste ano, segundo o Banco Central, que prevê alta de 0,89% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Para 2018, a expectativa é de que o avanço seja ainda maior, de 2,60%, mesmo diante das indefinições que envolvem o cenário político. O crescimento da economia, em 2017, pode ser considerado tímido, mas é um passo importante para que o País efetive sua saída do estado recessivo em que se encontrava. Mais do que isso, é um movimento que traz confiança e maior poder de investimento por parte das empresas e dos consumidores. Mas, qual foi exatamente o gatilho que desencadeou essa virada de página?

 

De acordo com o economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, a história começou a mudar após a entrada da nova equipe econômica do governo, que atuou fortemente para reduzir o nível da inflação e dos juros. “As medidas para controlar estes dois importantes fundamentos da economia, aliadas ao cenário internacional favorável, formam as bases do crescimento que está em curso”, explica o especialista.

 

O atual retrato de ambos os índices é, de fato, satisfatório. Recentemente, o Banco Central revisou para baixo a projeção da inflação para este ano, que passou obtido em 2016, que foi de 6,29%. No campo dos juros, a melhora também é notável. A taxa básica (Selic), que no começo de janeiro estava em 13,75%, chegou a 7,40% ao ano, nível que se manteve até o fechamento desta edição.

 

Consumo em alta

Queda na inflação é sinônimo de aumento real na renda das famílias. Em consonância a este princípio, a redução dos juros gera maior flexibilidade e disposição dos bancos para conceder crédito. “A combinação destes quesitos melhorou o ambiente para o consumo de produtos e serviços, principal engrenagem de uma economia sadia”, observa o sócio-diretor da consultoria MacroSector, Fabio Silveira.

 

“Este movimento é extremamente importante para o varejo e para a indústria.” Conforme atestam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo das famílias cresceu 1,4% no segundo trimestre de 2017, em relação ao trimestre inicial. Este foi o primeiro resultado positivo desde o fim de 2014, quando começou a trajetória de queda.

 

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 0,7%. Seguindo o calendário, novo aumento no consumo foi registrado entre julho e setembro, que superou em 1,2% o resultado do segundo trimestre e em 2,2% o índice do mesmo período de 2016.

 

Kawall destaca que a recuperação do consumo vem sendo puxada, especialmente, pelos setores de bens duráveis, cujas categorias possuem maior valor agregado e dependem muito da concessão de crédito para girar a contento. “O crescimento observado nestes segmentos é justificado pela expressiva queda de 6,35 pontos percentuais na taxa de juros. Como havia uma demanda reprimida e a atual comparação está sendo feita com uma base deprimida, afetada pela crise, o salto se torna mais notável”, esclarece. O economista acrescenta que o varejo alimentar também vem se recuperando, mas em ritmo menor que os varejos de bens duráveis. “O desempenho dos supermercados depende muito mais de emprego e renda do que de crédito.

 

Este é o desafio para o setor supermercadista, pois, embora o desemprego tenha caído 1 p.p., o nível da população desocupada ainda é muito alto e a reversão deste quadro será lenta”, completa Kawall. As vendas reais do autosserviço acumulam alta de 0,90% de janeiro a outubro, em relação ao mesmo período de 2016, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Abras, divulgado no final de novembro.

 

Nominalmente, o avanço acumulado neste período é de 4,52%. De acordo com a entidade, o crescimento consolidado do setor neste ano deve girar entre 1,3% e 1,5%. O controle da inflação e dos juros teve papel preponderante na melhora do consumo neste ano, conforme consenso dos especialistas consultados por SuperHiper.

 

Mas outros acontecimentos colaboraram, direta e indiretamente, para este quadro de retomada. O economista da Tendências Consultoria, João Morais, lembra que outro fator conjuntural de destaque foi a produção recorde de grãos, na safra 2016/2017, que cresceu 27,9%. A maior disponibilidade de alguns alimentos, consequentemente, pressiona seus preços para baixo, reduzindo a inflação e facilitando o consumo das famílias.

 

Também é válido adicionar neste pacote de recentes bonanças a injeção de R$ 44 bilhões na economia, relativa aos saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Esta medida não teve um papel central nesta retomada, mas auxiliou em passos que favoreceram o consumo, como no pagamento de dívidas e também em desembolsos extras no varejo. Foi um fator adicional”, analisa Morais.

 

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