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Vai “um chopes” ou uma breja especial? 10/04/2018 15:31:16


Um chopes e dois pastel”. Polêmicas à parte sobre o emprego correto do plural, trata-se de um pedido bastante comum em qualquer bar ou restaurante brasileiro. Mas, afinal de contas, qual é a diferença entre chope e cerveja? Embora alguns defendam que sejam bebidas totalmente distintas, a verdade é que ambas são praticamente iguais.


Segundo o proprietário da Fritz Cervejaria Artesanal, Jörg Franz Schwabe, tanto o chope quanto a cerveja têm os mesmos ingredientes (malte, água, lúpulo e levedura) e devem sempre ser servidos com colarinho. “Uma das diferenças é que a cerveja é pasteurizada, ou seja, aquecida a partir de 60ºC por aproximadamente 20 minutos e, em seguida, resfriada a fim de matar micro-organismos nocivos.” O processo tem por objetivo facilitar a comercialização da bebida, uma vez que aumenta o prazo de validade que, no Brasil, é de seis meses, de acordo com a legislação vigente. 


Outra diferença é que a cerveja pode ser envasada, industrialmente, em latas e garrafas. Aliás, na Europa, segundo Schwabe — um imigrante de origem alemã, mestre-cervejeiro pela Teschinische Universistät Berlin e cuja microcervejaria é uma das mais antigas do Brasil (ativa desde 1993) —, o envase é o principal fator de diferenciação entre as bebidas.


Portanto, é possível dizer que chope é uma cerveja não pasteurizada. A palavra chope vem do alemão schoppe e significa “copo de meio litro”, que corresponde à medida utilizada para pedir, nos balcões dos bares, a cerveja de barril sob pressão. Para alguns especialistas no tema, o chope é mais cremoso e leve por causa  a pressão da máquina e pelo fato de o equipamento conter gás carbônico ou nitrogênio para facilitar a extração do líquido.


Schwabe diz que o chope deve ser armazenado sob refrigeração a uma temperatura que varia de 3ºC a 8ºC e consumido em aproximadamente 15 dias antes da abertura do barril. “Após a abertura, o prazo máximo para consumo é de três dias.”

O diretor Hugo da Silva, da cervejaria Wäls, criada em 1999, pelas mãos da família Pedras Carneiro, de Belo Horizonte (MG) e que hoje pertence à Ambev, acrescenta que, por ser um líquido mais fresco, o chope entrega mais do que a cerveja em termos de aromas e sabores.


“No entanto, demanda mais cuidados, porque tudo pode interferir na qualidade final. Por exemplo, a questão da higiene dos equipamentos, dos copos e, também, como eles são preenchidos. Acredito que o chope tem um potencial de crescimento muito grande”, diz. No entanto, para minimizar a fragilidade do chope, Schwabe, que, antes de montar sua cervejaria em Monte Verde (MG), trabalhou em grandes cervejarias brasileiras, diz que muitas companhias de grande porte já utilizam o sistema de flash pasteurização, que usa troca de calor por meio de placas, durante tempo reduzido, a fi m de ampliar a validade do produto.


Rótulos especiais

Mesmo com a queda no poder aquisitivo dos consumidores brasileiros, em razão da recente crise, da qual a economia do País ainda não saiu totalmente, o mercado cervejeiro, em alguns nichos, apresenta bom desempenho. Os consumidores da categoria, diante da nova realidade, preferiram abrir mão do volume, que apresentou retração, em nome da qualidade. Assim, os rótulos especiais, que têm maior valor agregado e reúnem cervejas artesanais, importadas e premium, ganharam importância de mercado nos últimos anos.


De acordo com a Euromonitor, o segmento de cervejas premium representava, em 2007, cerca de 7% do volume total de cerveja produzida no Brasil. Em 2016, esse patamar subiu para 11%. As projeções indicam que o segmento deve crescer 16% no Brasil até 2021, adicionando 1,6 bilhão de litros ao mercado de alcoólicos.

Em síntese, a ideia do brasileiro, pelo que indicam os dados, foi consumir melhor, mas compensar o custo agregado associado à qualidade, comprando menos do que comprava antes.


Clique aqui e leia a matéria na íntegra



 

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