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Refrigere suas contas 24/02/2010 12:03:01

 

Boas Práticas mostra o caminho das pedras para se ter um sistema de refrigeração e climatização eficiente e o menos oneroso possível

 

Por Wagner Hilário

 

Quando se fala em boas práticas na área de refrigeração e climatização de um supermercado é necessário fazer um verdadeiro “circuito” de eficiência, que envolve não apenas os responsáveis técnicos pela operação desses sistemas, mas também os executivos, que compram os equipamentos e o projeto que definirá suas características. Envolve ainda os usuários, ou seja, os funcionários da loja, que afixarão os preços dos produtos nos expositores refrige-rantes, que disporão os produtos correta ou incorretamente quanto às diretrizes de boas práticas e que aferirão de duas a três vezes ao dia a temperatura dos esquipamentos.

 

Em outras palavras, podemos dizer que para se ter um bom sistema de refrigeração e climatização é necessário ter atenção a todos os estágios de constituição dele. Tais estágios podem ser divididos em:

Projeto

Instalação e montagem

Uso e manutenção

 

“Em refrigeração e climatização as perdas podem ir muito além de um consumo de energia excessivo. A inépcia nesse departamento implica riscos à segurança alimentar dos alimentos perecíveis e dano a bens duráveis, como os eletroeletrônicos, para citar apenas alguns dos possíveis problemas inerentes”, afirma o diretor, Eduardo Linzmayer, da EBL Consultoria, empresa especializada em manutenção de estabelecimentos comerciais, da indústria à prestação de serviços. Se considerarmos também que esses sistemas são responsáveis por 60% do consumo de energia de uma loja, as boas práticas se fazem ainda mais necessárias.

 

De qualquer maneira, algumas ações que muitas vezes não requerem grandes esforços podem trazer reduções no consumo de energia e aumento da eficiência produtiva dos respectivos sistemas. É esse o propósito da matéria que se segue, que além de entrevistas com profissionais técnicos de supermercados que se notabilizam pelo bom trabalho neste campo, buscou em manuais e publicações especializadas informações que o ajudarão a tornar seus sistemas de refrigeração e climatização mais eficazes e menos onerosos.

 

O primeiro passo, na direção certa

 

Contemplar todas as variáveis que influenciam direta e indiretamente o desempenho dos sistemas é essencial para a concepção de projetos econômicos e eficientes

Todo o cuidado na hora de desenhar um projeto para seus sistemas de refrigeração e climatização é pouco. Por isso, regrinhas básicas precisam ser respeitadas desde o primeiro passo:

 

Contrate prestadores de serviços capacitados, qualificados e conhecidos no mercado, com registro em órgãos competentes, como o Crea — Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, e com ferramental necessário para manutenção preventiva e corretiva, tais como bomba de vácuo, detector de vazamento, recolhedora de gás, cilindros de serviços, manômetro, termômetro, etc.

 

“Se sua empresa não tem em seu quadro de funcionários profissionais capacitados, contrate-os. Hoje temos bons profissionais no mercado”, informa o gerente de operações, Maurício Costinha, da rede de supermercados fluminense Mundial, presente em inúmeros municípios da região metropolitana do Rio com quase 18 unidades.

 

 

Customização

 

Profissionais gabaritados são essenciais desde a concepção dos sistemas de refrigeração e climatização por inúmeras razões, ainda mais porque, na maior parte das vezes, esses projetos precisam ser customizados ou especificados. “Ou seja, não existe um só projeto para todas as situações”, diz Costinha. Isso significa que na maior parte dos casos os projetos precisam ser customizados. Ou seja, para serem realmente econômicos e eficientes, precisam respeitar as especificidades de cada loja, pelo que se deve entender:

Localização geográfica (clima, local, etc.)

Vizinhança;

Tamanho da unidade;

Horário de funcionamento;

E facilidade para manutenção.

 

Sobre o último tópico, Costinha comenta: “Já vi equipamentos instalados em locais em que não cabia uma pessoa. Portanto, não se podia nem chegar perto do equipamento para realizar a manutenção”.

 

 

Compra

 

Assim como não existem projetos-padrão de sistemas de refrigeração e climatização para todas as lojas, o que poderia trazer um investimento inicial mais baixo que o demandado por projetos customizados, a aquisição de equipamentos também precisa ser pensada de forma bastante específica, tendo em vista, porém,  uma exigência padrão: a qualidade acima do preço.

 

“Não se compra por preço, mas pela vida útil, pela qualidade do equipamento. A compra já faz parte da manutenção preventiva”, afirma o diretor da EBL Consultoria, Eduardo Linzmayer.

Invista em equipamentos de qualidade, certificados por órgãos competentes, em linha com os equipamentos complementares e com a tecnologia vigente.

 

 

Retrofit

 

“Recentemente realizamos retrofit — uma espécie de atualização tecnológica e funcional de equipamentos — nos equipamentos de refrigeração e climatização de uma de nossas lojas, o que resultou num ganho de 2% no faturamento bruto dessa unidade”, afirma Costinha.

 

Outro exemplo que corrobora a importância de atualizar os equipamentos vem da rede paulista Lopes, presente em cidades da região metropolitana de São Paulo, como Guarulhos e Carapicuíba, com mais de 15 unidades. “Há cinco meses reformamos a loja nº 1 da rede, em Guarulhos, o que nos permitiu uma redução de custo na loja, com os equipamentos de refrigeração e climatização, da ordem de 25%”, comenta o gerente de obras e manutenção da rede, Luciano Júnior.

 

Dentre as medidas tomadas para melhorar a eficiência do sistema de refrigeração e climatização da loja, o gerente do Lopes cita algumas que também foram adotadas pela rede Mundial na reforma de sua filial.

Troca total dos expositores;

 

Substituição de compressores abertos por sistemas de hack semi-herméticos;

Troca de condensador evaporativo por condensador a ar;

Revisão geral das câmaras frigoríficas.

 

 

Ar condicionado

 

Linzmayer, da EBL, diz que uma falha muito comum nos projetos para ar condicionado é a colocação das saídas de ar dos aparelhos num ponto demasiadamente alto. “O sistema despende energia refrigerando o forro da loja, quando a ideia é refrigerar o salão de vendas”, diz.

O ar condicionado deve refrigerar a área de vendas, não o forro da loja.

 

Outro aspecto do projeto de ar condicionado é a distribuição das saídas de ar conforme a natureza dos produtos. “É importante que o sistema contemple as peculiaridades. Por exemplo, a seção de frios e congelados, em razão dos aparelhos de refrigeração e congelamento, já tem um ambiente gelado. Muitas saídas de ar ali podem trazer incômodo ao cliente. Por outro lado, na seção de eletroeletrônicos, a tendência é inversa, o que exige melhor ar-condicionamento.”

A distribuição das saídas de ar condicionado precisa respeitar as características dos produtos em exposição.

 

Dentro das especificidades da instalação do sistema de ar condicionado, é importante contemplar o clima e o tamanho da loja. O equi-pamento adquirido não deve ter potência maior nem menor do que a exigida pelas instalações.

Todo o cuidado na hora de desenhar um projeto para seus sistemas de refrigeração e climatização é pouco. Por isso, regrinhas básicas precisam ser respeitadas desde o primeiro passo:

 

Contrate prestadores de serviços capacitados, qualificados e conhecidos no mercado, com registro em órgãos competentes, como o Crea — Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, e com ferramental necessário para manutenção preventiva e corretiva, tais como bomba de vácuo, detector de vazamento, recolhedora de gás, cilindros de serviços, manômetro, termômetro, etc.

 

“Se sua empresa não tem em seu quadro de funcionários profissionais capacitados, contrate-os. Hoje temos bons profissionais no mercado”, informa o gerente de operações, Maurício Costinha, da rede de supermercados fluminense Mundial, presente em inúmeros municípios da região metropolitana do Rio com quase 18 unidades.

 

 

Customização

 

Profissionais gabaritados são essenciais desde a concepção dos sistemas de refrigeração e climatização por inúmeras razões, ainda mais porque, na maior parte das vezes, esses projetos precisam ser customizados ou especificados. “Ou seja, não existe um só projeto para todas as situações”, diz Costinha. Isso significa que na maior parte dos casos os projetos precisam ser customizados. Ou seja, para serem realmente econômicos e eficientes, precisam respeitar as especificidades de cada loja, pelo que se deve entender:

Localização geográfica (clima, local, etc.)

Vizinhança;

Tamanho da unidade;

Horário de funcionamento;

E facilidade para manutenção.

Sobre o último tópico, Costinha comenta: “Já vi equipamentos instalados em locais em que não cabia uma pessoa. Portanto, não se podia nem chegar perto do equipamento para realizar a manutenção”.

 

 

Compra

 

Assim como não existem projetos-padrão de sistemas de refrigeração e climatização para todas as lojas, o que poderia trazer um investimento inicial mais baixo que o demandado por projetos customizados, a aquisição de equipamentos também precisa ser pensada de forma bastante específica, tendo em vista, porém,  uma exigência padrão: a qualidade acima do preço.

 

“Não se compra por preço, mas pela vida útil, pela qualidade do equipamento. A compra já faz parte da manutenção preventiva”, afirma o diretor da EBL Consultoria, Eduardo Linzmayer.

 

Invista em equipamentos de qualidade, certificados por órgãos competentes, em linha com os equipamentos complementares e com a tecnologia vigente.

 

 

Retrofit

 

“Recentemente realizamos retrofit — uma espécie de atualização tecnológica e funcional de equipamentos — nos equipamentos de refrigeração e climatização de uma de nossas lojas, o que resultou num ganho de 2% no faturamento bruto dessa unidade”, afirma Costinha.

 

Outro exemplo que corrobora a importância de atualizar os equipamentos vem da rede paulista Lopes, presente em cidades da região metropolitana de São Paulo, como Guarulhos e Carapicuíba, com mais de 15 unidades. “Há cinco meses reformamos a loja nº 1 da rede, em Guarulhos, o que nos permitiu uma redução de custo na loja, com os equipamentos de refrigeração e climatização, da ordem de 25%”, comenta o gerente de obras e manutenção da rede, Luciano Júnior.

 

Dentre as medidas tomadas para melhorar a eficiência do sistema de refrigeração e climatização da loja, o gerente do Lopes cita algumas que também foram adotadas pela rede Mundial na reforma de sua filial.

Troca total dos expositores;

 

Substituição de compressores abertos por sistemas de hack semi-herméticos;

Troca de condensador evaporativo por condensador a ar;

Revisão geral das câmaras frigoríficas.

 

 

Ar condicionado

 

Linzmayer, da EBL, diz que uma falha muito comum nos projetos para ar condicionado é a colocação das saídas de ar dos aparelhos num ponto demasiadamente alto. “O sistema despende energia refrigerando o forro da loja, quando a ideia é refrigerar o salão de vendas”, diz.

 

O ar condicionado deve refrigerar a área de vendas, não o forro da loja.

Outro aspecto do projeto de ar condicionado é a distribuição das saídas de ar conforme a natureza dos produtos. “É importante que o sistema contemple as peculiaridades. Por exemplo, a seção de frios e congelados, em razão dos aparelhos de refrigeração e congelamento, já tem um ambiente gelado. Muitas saídas de ar ali podem trazer incômodo ao cliente. Por outro lado, na seção de eletroeletrônicos, a tendência é inversa, o que exige melhor ar-condicionamento.”

 

A distribuição das saídas de ar condicionado precisa respeitar as características dos produtos em exposição.

Dentro das especificidades da instalação do sistema de ar condicionado, é importante contemplar o clima e o tamanho da loja. O equi-pamento adquirido não deve ter potência maior nem menor do que a exigida pelas instalações.

 

Sobre fluidos refrigerantes

 

A tendência é de evolução contínua e de inovação permanente

As alternativas mais ecológicas e eficazes são os HFCs e os fluidos naturais, menos nocivos à natureza e considerados mais eficientes

Mas novas tecnologias estão em desenvolvimento, novas aplicações e novos desenhos de sistemas também

 

Pronto para funcionar

 

Tão importante quanto delinear com clareza e precisão os projetos dos sistemas de refrigeração e climatização de uma loja é montá-los e instalá-los com acuidade

 

Podemos denominar a segunda etapa do processo de concepção de sistemas de refrigeração e climatização como “fazer o projeto acontecer”. “Não adianta ter um ótimo projeto, fazer bem as especificações e a compra de equipamentos se não tiver uma empresa qualificada para ‘fazer o projeto acontecer’”, diz o gerente de operações, Maurício Costinha, da rede fluminense Mundial. Isso quer dizer que:

A montagem e a instalação dos sistemas também exigem profissionais especializados e reconhecidos pelo mercado.

 

“Geralmente, os supermercados encontram nas empresas que fazem o projeto o caminho para chegar a bons montadores”, diz o diretor da EBL Consultoria, Eduardo Linzmayer. Porém, por “fazer acontecer” deve-se entender não apenas a simples montagem e instalação...

Um bom projeto de refrigeração e climatização não é nada sem um bom acompanhamento da construção da loja.

 

 

As três medidas

 

“Entre os erros mais comuns nesse processo está o recebimento técnico, que deve ser feito por um profissional que conheça em profundidade os equipamentos e o avalie quando da chegada, impedindo que sejam instalados com problemas e avarias não verificados”, informa Linzmayer.

 

Recebimento técnico: um profissional que conheça em profundidade os equipamentos deve avaliá-los quando da chegada para se certificar de que está em bom estado.

 

Outra medida preventiva é o comissionamento, que significa, de acordo com Linzmayer, zelar para que os equipamentos sejam instalados e montados conforme suas especificações e as especificações do projeto. O comissionamento inclui ainda um dos atributos mais importantes para garantir um sistema longevo e eficiente: o start up.

 

Comissionamento: zelar para que os equipamentos sejam instalados e montados conforme suas especificações e as especificações do projeto.

 

“Para assegurarem a qualidade dos sistemas, os supermercados precisam lançar mão de um procedimento muitas vezes negligenciado, o start up, que nada mais é senão alguém, após a construção e antes da inauguração da loja, testar por meio de medições técnicas se todo o projeto está dentro dos padrões especificados. Os equipamentos precisam ser testados por pelo menos três dias. Problemas futuros certamente virão, se o start up não for bem feito”, diz Costinha.

 

Start up: antes de dar início às atividades da loja, teste por pelo menos três dias os sistemas.

 

Depois de iniciadas as operações, será muito mais difícil e oneroso consertar um possível problema.

Entre os possíveis contratempos decorrentes de um start up mal feito, podemos citar:

Congelamento de válvulas;

Mau funcionamento de válvulas em posições finais de tubulações;

Recorrentes substituições de válvulas sem a resolução do problema;

 

Pequenos vazamentos, que após o carregamento dos equipamentos dificilmente serão descobertos.

 

Dicas para evitar vazamento

 

Usar apenas tubos de cobre certificados pela norma ASTM B 280, que devem ser devidamente limpos e preferencialmente ter tampas nas extremidades

É preciso saber dimensionar as tubulações; o dimensionamento correto deve se basear no mínimo custo e na máxima eficiência

 

 

 

Melhor prevenir que remediar

 

Sistemas desenhados, instalados e montados. É chegada a hora de usá-los com o máximo de zelo, para que durem muito e consumam o mínimo de recursos e energia

 

Além dos problemas decorrentes do processo de concepção dos sistemas de refrigeração e climatização, outros fatores corroboram em mesma medida, ou até em proporção maior, para suas ineficiências. Dos fatores mais relevantes pós-concepção, podemos destacar dois: manutenção e utilização.

 

“Como anteriormente, não contrate profissionais sem experiência nem conhecimen-to para executar a manu-tenção. Mal comparando, seria a mesma coisa que mostrar um exame de ressonância magnética a alguém de quem se espera uma acurada e precisa avaliação, mas que nem sequer sabe ler”, diz o gerente de operações, Maurício Costinha, da rede de supermercados fluminense Mundial.

 

A manutenção deve ser feita por um profissional experiente e capacitado

“Já vi pessoas de manutenção que não sabiam nem ao menos desligar os equipamentos de forma adequada”, completa o gerente da rede fluminense.

De acordo com o diretor da EBL Consultoria, Eduardo Linzmayer, os prejuízos pela falta de manutenção dos sistemas de refrigeração e climatização são significativos. Segundo ele, a ausência de manutenção provoca:

Aumento de consumo de energia elétrica do sistema de refrigeração na faixa de 10% a 30%;

Redução da vida útil do equipamento pela metade, em vez de oito a dez anos de duração, quatro a cinco;

Riscos à segurança alimentar;

E, por consequência, comprometimento da imagem institucional da bandeira supermercadista.

 

No caso do ar-condicionado, a falta de manutenção, segundo o gerente de obras e manutenção, Luciano Júnior, da rede paulista Lopes, pode trazer perdas de quase 38%.

 

“Obviamente que esse percentual diz respeito ao custo energético do ar-condicionado, especificamente”, diz Júnior, segundo quem o sistema de refrigeração é responsável por 25% do consumo de energia no Lopes, enquanto o de climatização represente entre 15% e 25%, dependendo da loja.

 

 

Utilização

 

Sobretudo quando se trata de equipamentos de refrigeração, a utilização, que pode e deve ser fonte de manutenção preventiva, é, na maior parte das vezes, um problema. “As falhas mais comuns encontradas nesses sistemas são as incorreções operacionais relacionadas à armazenagem e colocação dos alimentos nas câmaras frias e nos expositores, ausência de inspeção operacional e de manutenção preventiva sistemática”, diz Linzmayer.

 

Exemplificando, é muito comum encontrar produtos sobre a saída de ar dos expositores, muitas vezes porque o consumidor ou os próprios funcionários os colocam, por desconhecimento e por acharem que precisam ocupar todos os espaços dos expositores. “Isso gera problema no compressor e é a razão para a formação de crostas de gelo sobre os produtos, o que pode torná-los inseguros do ponto de vista alimentar.”

Jamais colocar produtos sobre as saídas de ar dos expositores, nem para aumentar o número de itens em exposição

 

Além dos produtos, os marcadores de preço muitas vezes também cumprem o mau papel de obstruir a saída do ar refrigerante dos equipamentos. Dessa forma, a precificação deve ser concebida de maneira a permitir a saída de ar e os produtos devem ser colocados em quantidade compatível com a capacidade de exposição do expositor.

Desenvolver formas de dispor o preço dos produtos nos expositores refrigerados, de modo a não obstruir a passagem de ar.

 

Os procedimentos de armaze-nagem também respeitam princípios semelhantes.

É fundamental que se respeite a capacidade de armazenamento das câmaras frias;

E que se monitore a quantidade de produtos e as temperaturas, de modo que não sejam excessivas nem insuficientes.

 

 

Capacitação

 

É por esses e outros fatores que o treinamento dos profissionais dos supermercados em geral também deve ser voltado ao cuidado com os equipamentos de refrigeração. “O trabalho adequado em todas essas esferas duplica a vida útil dos equipamentos e reduz pela metade o consumo de energia”, afirma Linzmayer.

 

Se os funcionários de um modo geral precisam conhecer os fatores elementares para uma utilização consciente e que sirva de manutenção preventiva, para Júnior, da rede Lopes, os funcionários responsáveis pela manutenção, além de serem profissionais experientes e capacitados tecnicamente para o ofício, precisam passar por cursos de reciclagem periodicamente.

 

Júnior lista algumas das práticas essenciais para a preservação eficaz do funcionamento dos equipamentos:

 

A conservação, que inclui, entre outras coisas, a colocação adequada das etiquetas e a retirada de sujeiras nas saídas de ar, deve ser feita diariamente

 

Mensalmente, deve-se fazer a limpeza técnica, que abrange a desobstrução dos drenos

 

A aferição de superaquecimento também precisa ser feita mensalmente

 

A revisão elétrica, que envolve a verificação da tensão elétrica da rede, precisa ser realizada trimestralmente

 

E, conforme o tempo de vida útil previsto pelo fabricante, deve-se fazer a troca dos equipamentos.

 

 

Por que recolher os fluidos refrigerantes

 

A liberação do gás na atmosfera, além de crime ambiental, é um desperdício de dinheiro, já que o fluido refrigerante depois de reciclado pode ser reutilizado

 

A empresa responsável pelo recolhimento precisa ser cadastrada no Ibama — Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

 

A recuperação dos fluidos é realizada por meio de máquinas recuperadoras, disponíveis no mercado nacional, ou em centros de coleta, reciclagem e regeneração

 

Nunca se deve misturar no mesmo cilindro de serviço fluidos refrigerantes diferentes.

 

Veículo: Revista SuperHiper edição Fevereiro 2010



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postado:
08 de Março 2010, 12h21
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08 de Março 2010, 12h20
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