Palete PBR
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Palete PBR

CPP - COMITÊ PERMANENTE DE PALETIZAÇÃO

ESPECIFICAÇÃO PARA PALETE PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO NACIONAL - PBR-I

Junho de 1993 (Revisada em Agosto de 1999)

1 TIPO

 

Palete não reversível, face dupla, quatro entradas, nove blocos, 1000 mm x 1200 mm. As tábuas da face inferior são espaçadas de tal forma que permitem a movimentação dos paletes com diferentes tipos de equipamentos, e.g., paleteiras, empilhadeiras, trans-elevadores etc. Faz parte dessa especificação o desenho VC-CPP-001, o qual detalha as dimensões do palete, das peças componentes e suas características.

 

2 MADEIRA SERRADA

 

A resistência mecânica de uma determinada espécie de madeira, apresenta uma boa correlação com a densidade de massa.

As espécies de madeira a serem empregadas na fabricação dos paletes PBR-I devem atender às características mínimas apresentadas na Tabela I.

 

T A B E L A I

CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS MÍNIMAS DAS MADEIRAS

 

 

ESPECIFICAÇÕES MÍNIMAS

 

GRUPO

 

COMPONENTES

DENSIDADE DE MASSA (a 15% de umidade)

kg/m3

RESISTÊNCIA À FLEXÃO (madeira verde)

MPa

DUREZA "JANKA" (madeira verde)

N

 

I

Tábuas intermediárias da face superior e;

Tábuas da face inferior

 

400

 

34

 

1700

 

 

II

Tábuas da extremidade da face superior;

Tábuas de ligação/ transversais e;

Todos os blocos.

 

 

580

 

 

63

 

 

4000

 

 

Madeiras do grupo II podem ser usadas na produção de qualquer peça componente do palete, desde que respeitadas as outras condições desta especificação. Entretanto as madeiras do grupo I só poderão ser usadas para produção de tábuas internas da face superior e tábuas da face inferior.

 

Exemplo de algumas madeiras que se enquadram em um dos dois grupos que atendem às especificações mínimas da Tabela I:

 

GRUPO I

Nome Vulgar Nome botânico

 

louro-Vermelho Nectandra rubra

faveira Parkia spp

faveira Dimorphandra sp

pinus Pinus spp

pinho-do-paraná Araucaria angustifolia

cedro Cedrela Fissilis

 

GRUPO II

Nome vulgar Nome botânico

 

cedrinho/quarubarana Erisma uncinatum

eucalipto Eucalyptus spp

andiroba Carapa guianensis

oiticica/guariúba Clarisia racemosa

amapá-doce Brosimum parinarioides

timborana Piptadenia suaveolens

 

 

2.1 DEFEITOS NÃO PERMITIDOS EM COMPONENTES DE MADEIRA

 

Todos os defeitos aqui especificados encontram-se definidos na Norma Brasileira NBR 9192/dez-85 "Paletes de Madeira - Materiais (Especificação)" da ABNT/INMETRO.

 

a) Nós

Nas faces em que ocorrerem, os diâmetros (medidos transversalmente à direção das fibras) dos nós não devem ultrapassar:

 

a1 tábuas transversais, ou de ligação, e de entrada da face superior :

• 1/4 da largura das peças;
• a somatória dos diâmetros, a 1/3 da largura das peças.

a2 tábuas intermediárias da face superior e da face inferior

em tábuas individuais, em cada uma das três áreas mostradas na figura 1:

• a 1/3 da largura da peça
• a somatória, a 1/2 da largura das peças.

 

 

 

 

A verificação da ocorrência deve ser feita em três áreas distintas da tábua, separadamente, e a medição do diâmetro dos nós deve ser feita transversalmente à direção das fibras da madeira as conforme mostrado na figura 1.

a3 Blocos

• a 25 mm e a somatória dos mesmos a 40 mm.

 

Não serão permitidos nós soltos, vazados ou cariados.

 

 

b) Rachaduras

Nas tábuas de extremidade da face superior, não podem haver mais do que duas rachaduras, cujos comprimentos individuais sejam superiores a 100 mm.

 

Nas três tábuas transversais (travessas) não podem haver mais do que duas rachaduras por tábua, cujos comprimentos individuais sejam superiores a 50 mm.

 

 

 

Nas demais tábuas não são permitidas mais do que duas rachaduras por peça e que a soma dos comprimentos não ultrapasse duas vezes a largura da peça.

 

c) Inclinação ou desvio das fibras (em relação ao eixo longitudinal das tábuas)

O ângulo de orientação ou direção das fibras, em relação ao eixo longitudinal da peça, não deve apresentar inclinação superior a:

• 5% para as tábuas;
• 20% para os blocos.

 

 

d) Colorações ou manchas

Colorações ou manchas resultantes dos ataques de fungos apodrecedores, devido a má condução da secagem ou sazonamento ou exposição ao intemperismo, não serão permitidas.

 

e) Bolsas de resina

As bolsas de resina não são permitidas nas tábuas de extremidade, ou de entrada, e tábuas transversais ou de ligação.

 

Nos demais componentes, as bolsas não devem apresentar extensão superior a 200 mm ao longo da peça.

 

f) Furos de insetos

O diâmetro máximo da cada furo não deve ultrapassar a 5 mm. Serão permitidos furos produzidos por insetos até o limite máximo de cinco por peça.

 

Não deve haver contaminação ou infestação ativa por organismos xilófagos (fungos e/ou insetos).

g) Empenamento

As peças de madeira não podem apresentar desvios ou flechas, devidos ao empenamento, superiores aos seguintes valores máximos:

 

• arqueamento ao longo da peça: 5 mm
• encanoamento na largura: 5 mm
• encurvamento ao longo da peça: 5 mm

 

h) Quina morta ou esmoado

Não é permitida quina morta ou esmoado com dimensões superiores a um quinto da largura, um quinto da espessura e um quinto do comprimento, em tábuas internas da face superior e da face inferior e de ligação. Não são permitidas quinas mortas ou esmoados em tábuas de extremidade ou de entrada e nos blocos.

 

i) Odores

Não são permitidas determinadas espécies de madeira que exalam odores desagradáveis.

 

Dentre essas espécies estão classificadas a peroba-do-norte ou cupiuba-Goupia glabra, o angelim vermelho-Dinisia excelsa, a canela fedida-Ocotea sp, o tauari-Couratari sp.

2.2 CHANFROS PARA ENTRADA DE PALETEIRA

 

Os chanfros, cujos detalhes são apresentados no desenho VC-CPP-001, devem ser feitos nas duas bordas laterais opostas entre si das três tábuas da face inferior, exatamente na região onde são introduzidos os garfos das paleteiras ou empilhadeiras.

 

 

2.3 UMIDADE

 

O teor de umidade médio das tábuas da face superior e da face inferior dos paletes não deve ser superior a 22%, respeitando o item 2.1.d desta especificação, quanto a presença de manchas e colorações. Nas tábuas de ligação, a umidade não deve ser superior a 25% e nos blocos, a umidade não deve ser superior a 30 %. A umidade, avaliada com equipamentos elétricos, é em relação à massa seca da madeira.

 

Para a determinação do teor de umidade, pelo método de estufa de laboratório, deve ser aplicada a seguinte fórmula:

 

H (%) = Mv – Ms * 100

Ms

onde: H = teor de umidade, expresso em porcentagem;

Mv = massa inicial da madeira;

Ms = massa da madeira seca em estufa a (103 ± 2)°C.

 

Quando o teor de umidade for avaliado através de medidores elétricos, os mesmos devem estar calibrados por órgãos oficiais competentes.

 

 

3 CONECTORES

3.1 TIPO

Os pregos a serem utilizados na fabricação de paletes PBR-I devem ser do tipo espiralado com estrias helicoidais, de preferência sem ponta, para reduzir a ocorrência de rachaduras, com as seguintes características dimensionais:

 

 

 

• comprimento mínimo: (55 ± 2) mm
• comprimento da porção lisa da haste: (22 ± 2) mm
• diâmetro da haste para pregação manual: (2,8 ou 3,0 ± 0,1) mm
• diâmetro da haste para equipamentos pneumáticos: (2,8 ± 0,1) mm
• diâmetro da cabeça: (6,8 +0,3 -0,1) mm
• ângulo das espiras em relação ao eixo longitudinal do prego: (65 ± 5)°
• número mínimo de espiras: 4

 

 

Nota 1: para madeiras, principalmente as mais densas, com tendência ao rachamento quando da pregação, recomenda-se adotar pregos sem pontas ou adotar pré furação com diâmetro do furo de 85 a 90% do diâmetro da haste do prego.

 

 

Nota 2: nas ligações entre as tábuas da face superior e as tábuas de ligação, os pregos devem ser rebatidos seguindo a mesma direção das fibras da madeira.

 

 

Nota 3: Os pregos não devem ser inseridos através dos nós.

3.2 QUANTIDADE E POSIÇÃO

 

Um total de 126 pregos é necessário para a montagem de cada palete PBR-I. O posicionamento esquemático dos mesmos, encontra-se ilustrado no desenho VC-CPP-001.

 

 

3.3 REBATIMENTO

 

Todos os pregos das ligações tábua-tábua devem ser rebatidos, seguindo a direção das fibras da madeira. No caso do emprego de equipamentos automáticos de fabricação de paletes, ver item 6.

3.4 PENETRAÇÃO DA CABEÇA DO PREGO

 

A cabeça do prego não deve penetrar mais do que 3 mm nas tábuas. Porém esta não deve sobressair em relação à superfície das tábuas.

 

4 DIMENSÕES E TOLERÂNCIAS

4.1 TÁBUAS

 

• Face superior:

- comprimento = 1200 (+0 -5) mm

- largura = 100 (+0 -5) mm

- espessura = 24 (+0 -2) mm

 

• Ligação:

- comprimento = 1000 (+0 -5) mm

- largura = 150 (+0 -5) mm

- espessura = 24 (+0 -2) mm

 

• Face inferior:

- comprimento = 1200 (+0 -5) mm

- largura = 150 (+0 -5) mm

- espessura = 24 (+0 -2) mm

4.2 BLOCOS

 

• comprimento = 150 (+0 -5) mm
• largura = 150 (+0 -5) mm
• espessura = 76 (+0 -3) mm

 

Nota 4: As tábuas e blocos devem ter duas bordas esquadrejadas. Não são permitidos topos com rebarbas ou outros defeitos de processamento que possam reduzir a resistência mecânica, ou provocar acidentes.

 

Nota 5: As quinas dos paletes devem ser cortadas a 45°, com as arestas de 10 mm de comprimento.

4.3 PALETE

 

Dimensões finais do palete.

 

• Comprimento = 1200 (+0 -5) mm
• Largura = 1000 (+0 -5) mm
• Altura: Total = 146 (+2 -4) mm

Livre = 100 (+0 -4) mm

 

 

 

5 MASSA MÁXIMA PARA O PALETE

 

A massa máxima do palete, a 15% de umidade, está especificada em 42 kg.

 

 

6 EQUIPAMENTOS AUTOMÁTICOS DE PREGAÇÃO

 

Paletes PBR-I também podem ser produzidos em equipamentos automáticos, porém, devendo-se sempre observar os seguintes detalhes:

 

• utilizar pregos do tipo espiralado, com estrias helicoidais, podendo o comprimento desses conectores variar de acordo a necessidade e recursos do equipamento;
• comprovar, através de ensaios de flexão e queda livre, que o desempenho mecânico dos paletes assim montados é igual ou superior, comparativamente com aqueles montados segundo o modelo de palete indicado no desenho VC-CPP-001. O procedimento para a realização do ensaio de flexão é indicado nos itens 7 e 8 desta especificação e o de queda livre na norma “NBR- 8341 – Paletes Determinação da Resistência à Queda Livre Sobre Quina”.

 

7 ENSAIOS

 

 

7.1 Verificação das dimensões dos paletes e peças componentes

Na avaliação dimensional dos paletes são tomadas as medidas externas (comprimento, largura e altura) e o valor da altura livre (abertura para passagem de garfos de empilhadeira e paleteira) e comparadas com os valores indicados nesta especificação.

 

Para as peças componentes, são tomadas medidas ao acaso dos blocos, das tábuas da face superior, face inferior, e de ligação e comparadas com os valores indicados nesta especificação.

 

 

7.2 Ensaio mecânico dos paletes:

 

A avaliação da resistência mecânica de palete é realizada através de um pórtico de carga, submetendo-o ao ensaio de carregamento concentrado, aplicado na região central da face superior por meio de uma placa retangular de 35,6 cm x 30,6 cm, com espessura de 1,3 cm, quando o palete é apoiado em seus quatro cantos sobre as bases de 5 cm x 5 cm.

 

 

 

 

Simultaneamente, são medidas as deformações em cinco pontos dos paletes (quatro pontos médios das laterais e um central) a cada 100 daN de incremento de carga, a qual é mantida por dois minutos, até se atingir 1000 daN. Em seguida é dada a continuidade ao carregamento sem a leitura de deformações, em incrementos de 100 daN, até o rompimento do palete.

 

 

7.3 Avaliação dos conectores/pregos

 

Após o ensaio de carregamento, seis pregos são retirados ao acaso, e suas características dimensionais determinadas e comparadas com os valores indicados nesta especificação.

 

 

 

8 DESEMPENHO MÍNIMO

Todos os valores obtidos nos ensaios devem ser avaliados em termos médios.

 

No caso de inspeção de lotes de paletes, para efeitos de recebimento, deve se seguir os procedimentos indicados no anexo desta especificação.

 

No caso de inspeção de qualidade de lotes de paletes, no processo de recredenciamento, vinte paletes devem ser amostrados (nível F), seguindo se os procedimentos indicados no anexo desta especificação para quantificação de defeitos.

 

No caso de avaliação da conformidade de uma amostra composta por três paletes PBR para distribuição (PBR-I), os seguintes limites são aplicáveis:

 

• não são admitidos defeitos críticos ou defeitos graves;
• são admitidos até dois defeitos toleráveis em cada palete da amostra;
• a deformação máxima vertical (flecha), ocasionada por uma carga de 9,8 kN (1000 kgf) no ensaio de flexão, observada no centro do palete, deve ser menor que 50 mm;
• a carga de ruptura à flexão, média de três paletes, deve ser superior a 13,7 kN (1400 kgf).

9 TRATAMENTO DE EFEITO CORRETIVO

 

Para controlar o processo de infestação ou contaminação por insetos já instalados na madeira, todas as peças devem ser fumigadas ou expurgadas com produtos e métodos adequados seguindo as recomendações técnicas do fabricante ou fornecedor do produto químico em questão.

 

Não está previsto nesta especificação nenhum tratamento preservante de efeito prolongado, contra o ataque de organismos xilófagos.

 

 

 

 

São Paulo, 17 de Agosto de 1999.

 

 

 

 

 

 

________________________ ________________________

NILSON FRANCO LUIZ TADASHI WATAI

Agrupamento Propriedades Agrupamento Propriedades

Básicas da Madeira Básicas da Madeira

IPT/DPF IPT/DPF

 

 

 

 

ANEXO

SUGESTÃO PARA AMOSTRAGEM E INSPEÇÃO

EM LOTES DE PALETES

 

 

 

Este Anexo contém uma sugestão de metodologia para a amostragem e inspeção para Controle de Qualidade na fabricação e recebimento de paletes novos, adquiridos de acordo com a especificação do palete PBR.

 

São indicados aqui os números de paletes a serem amostrados para o Nível geral de inspeção II, plano de amostragem simples-normal, segundo a NORMA BRASILEIRA NB 5426/dez-85 - Planos de Amostragem e Procedimentos por Atributos, bem como o procedimento que poderão ser adotados no recebimento. Entretanto, os níveis de qualidade aceitáveis-NQA poderão ser definidos em comum acordo entre fornecedores e compradores de paletes, em função do número de unidades, rigor de inspeção, antecedentes etc.

 

Basicamente, a inspeção visa detectar defeitos, os quais foram classificados em generalizados e específicos. Os defeitos específicos foram ainda divididos em críticos, graves e toleráveis.

 

Por defeitos generalizados, entende-se aqueles que por motivos do processo ou do material, todo o lote apresenta uma distorção. São exemplos desses defeitos, o uso de conectores inadequados, gabarito de montagem com dimensões erradas etc.

 

Os defeitos específicos são analisados por componentes, ocorrência, dimensões etc., conforme a Tabela A-I.

 

Conforme a Norma Brasileira aqui indicada, a amostragem deverá ser pelo plano simples, nível de inspeção II. Neste caso a amostragem é feita com um número definido de unidades e estas inspecionadas quanto aos defeitos. A Tabela II indica o número máximo tolerável de paletes defeituosos para aceitação do lote.

 

 

INSPEÇÃO

 

Para maior segurança, agilidade e ainda obter efeito orientativo dos trabalhos, a inspeção foi dividida em duas etapas, tendo em vista o tipo de defeitos e sua gravidade:

 

 

 

 

ETAPA 1: no inicio de fabricação dos paletes, as primeiras unidades são inspecionadas para verificar a presença de defeitos, tanto generalizados como específicos, tendo em vista a correção para melhor uniformidade e a conformidade dos lotes subseqüentes. Nesta fase uma orientação e/ou sugestão para correção será encaminhada, relativamente à qualidade dos paletes produzidos.

 

ETAPA 2: definidos os parâmetros, a inspeção é realizada no lote inteiro (por amostragem) ou em sub lotes (de acordo com as facilidades de estocagem da empresa, quantidade de entrega, quantidade de paletes nas carroçarias etc.), na seqüência apresentada na Tabela A-II, ou seja, defeitos críticos, graves e toleráveis

 

 

TABELA A-I

_________________________________________________

DEFEITOS CRÍTICOS

_________________________________________________

Pregos: tipos, posicionamento

Paletes: comprimento, largura, altura livre

Madeira: espécies

Nós: diâmetro e soma nas tábuas de ligação

Deterioração: por fungos apodrecedores e/ou insetos

Marcação: ausência de marca

_________________________________________________

DEFEITOS GRAVES

_________________________________________________

Rachaduras: extensão nas tábuas de ligação

Umidade: média das tábuas da face superior dos paletes

Encanoamento: todas as tábuas

Paletes: altura total, massa

_________________________________________________

DEFEITOS TOLERÁVEIS

_________________________________________________

Nós: diâmetro e soma nas tábuas das faces

inferior, tábuas internas da face superior e blocos

Rachaduras: extensão nas tábuas das faces

inferior, superior

Umidade: média das tábuas da face inferior

Umidade: média das tábuas de ligação

Desvio de fibras: tábuas e blocos

Bolsa de resina: tábuas

Furos de insetos: tábuas e blocos

Empenamento: tábuas

Esmoado: tábuas

Dimensões: tábuas e blocos

 

 

TABELA A-II

 

PLANO DE AMOSTRAGEM SIMPLES (NÍVEL II)

 

TAMANHO

DO

LOTE

 

(N)

NÍVEL II

 

CÓDIGO

TAMANHO

DA

AMOSTRA

 

(n)

DEFEITOS (*)

CRÍTICOS

AQL=6.5

GRAVES

AQL=10

LEVES

AQL=15

Ac

Rj

Ac

Rj

Ac

Rj

51-150

F

20

3

4

5

6

7

8

151-280

G

32

5

6

7

8

10

11

281-500

H

50

7

8

10

11

14

15

501-1200

J

80

10

11

14

15

21

22

1201-3200

K

125

14

15

21

22

21

22

(*) Ac – Aceitação

Rj – Rejeição

 

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SUPERMERCADOS

CPP - COMITÊ PERMANENTE DE PALETIZAÇÃO

ESPECIFICAÇÃO DO PALETE PADRÃO PARA

DISTRIBUIÇÃO NACIONAL

PBR - I

DPF/APBM

AGOSTO/1999

 


 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SUPERMERCADOSCPP -COMITÊ PERMANENTE DE PALETIZAÇÃO

ESPECIFICAÇÃO DO PALETE PADRÃO PARADISTRIBUIÇÃO DE BEBIDASPBR -II

DPF/APBMAGOSTO/1999

CPP -COMITÊ PERMANENTE DE PALETIZAÇÃO

ESPECIFICAÇÃO DO PALETE PADRÃO PARA DISTRIBUIÇÃO DE BEBIDAS PBR-II DEZEMBRO 1995 (Revisada em Agosto 1999)

1 TIPO

Palete não reversível, face dupla, quatro entradas, nove blocos, dimensões planas de 1050 mm x 1250 mm. As tábuas da face inferior são posicionadas de forma que permitem a movimentação dos paletes com diferentes tipos de equipamentos, e.g., paleteiras, empilhadeiras, bem como o transporte dos mesmos sobre roletes, nas duas direções preferenciais. Faz parte dessa especificação o desenho VC-CPP-002,

o qual detalha as dimensões do palete, das peças componentes e suas características.

2 MADEIRA SERRADA

A resistência mecânica de uma determinada espécie de madeira, apresenta umaboa correlação com a sua densidade de massa.As espécies de madeira a serem empregadas na fabricação de paletes PBR-IIdevem atender às características mínimas, indicadas na Tabela I.

TABELA I

CARACTERÍSTICAS MÍNIMAS DAS MADEIRAS

GRUPO ESPECIFICAÇÕES MÍNIMAS  
COMPONENTES DENSIDADE DE MASSA (a 15% de umidade) kg/m3 RESISTÊNCIA À FLEXÃO (madeira verde) MPa DUREZA "JANKA" (madeira verde) N
I Tábuas intermediárias da face superior; 400 34 1700
II Tábuas da extremidade da face superior; tábuas de ligação; tábuas da face inferior e todos os blocos. 580 63 4000

Madeiras do grupo II podem ser usadas na produção de qualquer peça componente do palete, desde que respeitadas as outras condições desta especificação. Entretanto as madeiras do grupo I só poderão ser usadas para produção de tábuas internas da face superior.

Exemplo de algumas madeiras que se enquadram em um dos dois grupos que atendem às especificações mínimas da Tabela I:

GRUPO I

Nome Vulgar Nome botânico

louro-Vermelho Nectandra rubra faveira Parkia spp faveira Dimorphandra sp pinus Pinus spp pinho-do-paraná Araucaria angustifolia cedro Cedrela Fissilis

GRUPO II

Nome vulgar Nome botânico

cedrinho/quarubarana Erisma uncinatum eucalipto Eucalyptus spp andiroba Carapa guianensis oiticica/guariúba Clarisia racemosa amapá-doce Brosimum parinarioides timborana Piptadenia suaveolens

2.1 DEFEITOS NÃO PERMITIDOS EM COMPONENTES DE MADEIRA

Todos os defeitos aqui especificados encontram-se definidos na Norma Brasileira NBR 9192/dez-85 "Paletes de Madeira -Materiais (Especificação)" da ABNT/INMETRO.

a) Nós

Nas faces em que ocorrerem, os diâmetros dos nós não devem ultrapassar: a1 tábuas transversais e de entrada da face superior

  • 1/4 da largura das peças;

     

  • a somatória, a 1/3 da largura das peças.

     

a2 tábuas intermediárias da face superior e da face inferior, em tábuas individuais, em cada uma das três áreas mostradas na figura 1:

  • a 1/3 da largura da peça

     

  • a somatória, a 1/2 da largura das peças.

     

A verificação da ocorrência deve ser feita em três áreas distintas da tábua, separadamente, e a medição do diâmetro dos nós deve ser feita conforme mostrado na figura 1.

a3 Blocos (peça 4)

• a 25 mm e a somatória dos mesmos a 40 mm.

Não serão permitidos nós soltos, vazados ou cariados.

Palete Ii

b) Rachaduras

Nas tábuas de extremidade da face superior, não podem haver mais do que duasrachaduras, cujos comprimentos individuais sejam superior a 100 mm.Nas três tábuas transversais (travessas) não podem haver mais do que duasrachaduras por tábua, cujos comprimentos individuais sejam superior a 50 mm.

Nas demais tábuas não são permitidas mais do que duas rachaduras por tábua e que a soma dos comprimentos não ultrapasse duas vezes a largura da peça.

c) Inclinação ou desvio das fibras (desvio em relação ao eixo longitudinal das tábuas)

O ângulo de orientação ou direção das fibras, em relação ao eixo longitudinal da peça, não deve apresentar inclinação superior a:

  • 5% para as tábuas;

     

  • 20% para os blocos.

     

d) Colorações ou manchas

Colorações ou manchas resultantes dos ataques de fungos apodrecedores, devido a má condução da secagem ou sazonamento ou exposição às intempéries, não serão permitidas.

e) Bolsas de resina

As bolsas de resina não são permitidas nas tábuas de extremidade, ou de entrada e tábuas transversais, ou de ligação.

Nos demais componentes, as bolsas não devem apresentar extensão superior a 200 mm ao longo da peça.

f) Furos de insetos

O diâmetro máximo da cada furo não deve ultrapassar a 5 mm. Serão permitidos furos produzidos por insetos até o limite máximo de cinco por peça.

Não deve haver contaminação ou infestação ativa por organismos xilófagos (fungos e/ou insetos)

g) Empenamento

As peças de madeira não podem apresentar desvios (flechas) devidos ao empenamento, superiores aos seguintes valores máximos:

  • arqueamento ao longo da peça: 5 mm

     

  • encanoamento na largura: 5 mm

     

  • encurvamento ao longo da peça: 5 mm

     

h) Quina morta ou esmoado

Não é permitida quina morta ou esmoado com dimensões superiores a um quinto da largura, um quinto da espessura e um quinto do comprimento, em tábuas internas da face superior e da face inferior e de ligação. Não são permitidas quinas mortas ou esmoados em tábuas de extremidade ou de entrada e nos blocos.

i) Odores

Não são permitidas determinadas espécies de madeira que exalam odores desagradáveis.

Dentre essas espécies estão classificadas a peroba-do-norte ou cupiuba-Goupia glabra, o angelim vermelho-Dinisia excelsa, a canela fedida-Ocotea sp, o tauari-Couratari sp.

2.2 CHANFROS PARA ENTRADA DE PALETEIRA

Os chanfros, cujos detalhes são apresentados no desenho VC-CPP-002, devem ser feitos nas duas bordas laterais opostas entre si de todas as tábuas da face inferior, exatamente na região onde são introduzidos os garfos das paleteiras ou empilhadeiras.

2.3 UMIDADE

O teor de umidade médio das tábuas da face superior e da face inferior dos paletes não deve ser superior a 22%, respeitando o item 2.1.d desta especificação, quanto a presença de manchas e colorações. Nas tábuas de ligação, a umidade não deve ser superior a 25% e nos blocos, a umidade não deve ser superior a 30 %. A umidade, avaliada com equipamentos elétricos, é em relação à massa seca da madeira. Para a determinação do teor de umidade, pelo método de estufa de laboratório, deve ser aplicada a seguinte fórmula:

H (%) = Mv – Ms * 100
Ms

onde: H = teor de umidade, expresso em porcentagem;

Mv = massa inicial da madeira;

Ms = massa da madeira seca em estufa a (103 ± 2)°C.

Quando o teor de umidade for avaliado através de medidores elétricos, os mesmos devem estar calibrados por órgãos oficiais competentes.

3 CONECTORES

3.1 TIPO

Os pregos a serem utilizados na fabricação de paletes PBR-II devem ser do tipo espiralado com estrias helicoidais, de preferência sem ponta, para reduzir a incidência de rachaduras, com as seguintes características dimensionais:

  • comprimento mínimo: (62 ± 2) mm

     

  • comprimento da porção lisa da haste: (22 ± 2) mm

     

  • diâmetro da haste para pregação manual: (2,8 ou 3,0 ± 0,1) mm

     

  • diâmetro da haste para equipamentos pneumáticos: (2,8 ± 0,1) mm

     

  • diâmetro da cabeça: (6,8 +0,3 -0,1 ) mm

     

  • ângulo das espiras em relação ao eixo longitudinal do prego: (65 ± 5)°

     

  • número mínimo de espiras: 4

     

Nota 1: para madeiras, principalmente as mais densas, com tendência ao rachamento quando da pregação, recomenda-se adotar pregos sem pontas ou adotar pré furação com diâmetro do furo de 85 a 90% do diâmetro da haste do prego.

Nota 2: nas ligações entre as tábuas da face superior e as tábuas de ligação, os pregos devem ser rebatidos seguindo a mesma direção das fibras da madeira.

Nota 3: Os pregos não devem ser inseridos através dos nós.

3.2 QUANTIDADE E POSIÇÃO

Um total de 153 pregos é necessário para a montagem de cada palete PBR II. O posicionamento esquemático dos mesmos, encontra-se ilustrado no desenho VCCPP-002.

3.3 REBATIMENTO

Todos os pregos das ligações tábua-tábua devem ser rebatidos, seguindo a direção das fibras da madeira.

3.4 PENETRAÇÃO DA CABEÇA DO PREGO

A cabeça do prego não deve penetrar mais do que 3 mm nas tábuas. Porém esta não deve sobressair em relação à superfície das tábuas.

4 DIMENSÕES E TOLERÂNCIAS

4.1 TÁBUAS

  • Face superior: -comprimento = 1250 (+0 -5) mm -largura = 100 (+0 -5) mm -espessura = 24 (+0 -2) mm

     

  • Ligação: -comprimento = 1050 (+0 -5) mm -largura = 150 (+0 -5) mm -largura = 100 (+0 -10) mm -espessura = 24 (+0 -2) mm

     

  • Face inferior: -comprimento = 1050 (+0 -5) mm -largura = 475 (+7 -0) mm -largura = 100 (+0 -5) mm -espessura = 24 (+0 -2) mm

     

4.2 BLOCOS

  • comprimento = 190 (+0 -5) mm (em três blocos)

     

  • comprimento = 150 (+0 -5) mm (em seis blocos)

     

  • largura = 100 (+0 -5) mm

     

  • espessura = 100 (+0 -5) mm

     

Nota 4: As tábuas e blocos devem ter duas bordas esquadrejadas. Não são permitidos topos com rebarbas ou outros defeitos de processamento que possam reduzir a resistência mecânica, ou provocar acidentes.

Nota 5: As quinas dos paletes devem ser cortadas a 45°, com as arestas de 10 mm de comprimento.

4.3 PALETE

Dimensões finais do palete.

Comprimento = 1250 (+0 -5) mm Largura = 1050 (+0 -5) mm Altura: Total = 166 (+2 -4) mm

Livre =123 (+0 -5) mm (lado de 1250 mm)100 (+0 -5) mm (lado de 1050 mm)

5 MASSA MÁXIMA PARA O PALETE

A massa máxima do palete a 15% de umidade está especificada em 48 kg.

6 TRATAMENTO DE EFEITO CORRETIVO

Para controlar o processo de infestação ou contaminação de insetos já instalados na madeira, todas as peças devem ser fumigadas ou expurgadas com produto e métodos adequados, seguindo as recomendações técnicas do fabricante ou fornecedor do produto químico em questão.

Não está previsto nesta Norma nenhum tratamento preservante de efeito residual ou prolongado, contra o ataque de organismos xilófagos.

7 PINTURA DOS PALETES

Para facilitar a identificação visual dos paletes de bebidas, todas os blocos (tocos) devem ser pintados em todas as faces.

A tinta a ser usada deve ser do tipo PVAc (acetato de polivinila), à base de latex, da cor branca, cuja diluição máxima não deve ultrapassar a 10%, isto é, nove partes de tinta e uma parte de água.

8 ENSAIOS

8.1 Verificação das dimensões dos paletes e peças componentes

Na avaliação dimensional dos paletes são tomadas as medidas externas (comprimento, largura e altura) e o valor da altura livre (abertura para passagem de garfos de empilhadeira e paleteira)e comparadas com os valores indicados nesta especificação. Para as peças componentes, são tomadas medidas ao acaso dos blocos, das tábuas da face superior, face inferior, e de ligação e comparadas com os valores indicados nesta especificação.

8.2 Ensaio mecânico dos paletes:

A avaliação da resistência mecânica de palete é realizada através de um pórtico de carga, submetendo-o ao ensaio de carregamento concentrado, aplicado na região central da face superior por meio de uma placa retangular de 35,6 cm x 30,6 cm de dimensões planas, e 1,3 cm de espessura, quando o palete é apoiado em seus quatro cantos sobre as bases de 5 cm x 5 cm.

Simultaneamente, são medidas as deformações em cinco pontos dos paletes (quatro pontos médios das laterais e um central) a cada 100 daN de incremento de carga, a qual é mantida por dois minutos, até se atingir 1000 daN. Em seguida é dada a continuidade ao carregamento sem a leitura de deformações, em incrementos de 100 daN, até o rompimento do palete.

8.3 Avaliação dos conectores/pregos

Após o ensaio de carregamento, seis pregos são retirados ao acaso, e suas características dimensionais determinadas e comparadas com os valores indicados nesta especificação.

9 DESEMPENHO MÍNIMO

Todos os valores obtidos nos ensaios devem ser avaliados em termos médios.

No caso de inspeção de lotes de paletes, para efeitos de recebimento, deve se seguir os procedimentos indicados no anexo desta especificação.

No caso de inspeção de qualidade de lotes de paletes, no processo de recredenciamento, vinte paletes devem ser amostrados (nível F), seguindo se os procedimentos indicados no anexo desta especificação para quantificação de defeitos.

No caso de avaliação da conformidade de uma amostra composta por três paletes PBR para distribuição de bebidas (PBR-II), os seguintes limites são aplicáveis:

  • não são admitidos defeitos críticos ou defeitos graves;