*Sérgio Dal Sasso
O mundo empresarial passa por uma transição sem volta, sendo que a chave do êxito se encontra na formulação e equivalência do comportamento variável dos fatores globais com os processos de adequação e gerenciamento dos negócios, através de sistemas que se apropriem das sazonalidades.
Nossa condição fixa ou variável já não tem vínculos com o patrimônio das organizações, que por sua vez não são mais representativos pelo imobilizado, mas pela qualidade do mobilizado.
O jogo que tem valor está exatamente no campo de batalha e, portanto, é de alto risco e feito, para uma nova safra de destemidos, loucos e determinados conquistadores. Ao contrario, num passado muito próximo o show era ser parte de um staff, medido por reuniões intermináveis, junto a um grupo de estratégicos pensadores. Sem questionamentos, nosso sonho era poder se deslocar para área nobre das organizações, local reservado e blindado para os altos escalões. O resultado da conquista somava-se a uma sala decorada com direito a cafezinho servido pela copeira, ser tratado por senhor ou doutor, e paparicado por uma exclusiva secretária. Daí para frente o sucesso ficaria na dependência das articulações sociais entre os habitantes deste requintado e exclusivo mundinho.
Os tempos mudam e com eles novas necessidades e exigências criaram a percepção de um modelo enxuto próximo às coisas práticas e operacionais. E assim, gradativamente os velhos sistemas foram sendo condenados pelo próprio distanciamento tático que definiram a sua ascensão.
No mundo competitivo, pouco a pouco fomos assistindo ao fim do status do isolamento, valorizando aqueles naturais do campo das ações. Ser executivo, independentemente do tamanho das ambições, passou a ser sinônimo da frase "ter capacidade de executar", de tal forma que o custeio do passe fica pela medição direta dos resultados produzidos. Desta forma presenciamos a extinção da garantia fixa de ser e estar para um perfil necessário de participar e agir, dependentes diretos do êxito das próprias realizações e da capacidade criativa de inovar com soluções diante de mundo articulado para ser desigual.
Quando definimos o comportamento empresarial moderno, temos a clara visão de que todos os participantes do meio devam estar necessariamente ligados e conectados para a produção geradora de negócios, ou seja, a arte de executar fica na dependência do profundo vinculo e afinidade com o conhecimento das variáveis conectadas diretamente com o mercado. Desta forma, o segredo e o êxito do desenvolvimento de uma atividade estão na quantidade qualificada de profissionais competentes para interpretar e agilizar soluções de retorno ao mesmo mercado.
A pró-atividade passou a ser mandatária nos quesitos do mundo variável, e desta forma não ser animadamente atirado é estar convicto de que será fuzilado, internamente ou pela concorrência mais esperta. No mundo variável tudo que não está no foco para definir resultado, independentemente de ser humano ou técnico, é repassado para quem possa dar mais variabilidade de execução.
A solução estrutural está no conceito de um modelo permanente e elástico, do tipo ser "resiliente" o suficiente para atacar e recolher sem grandes perdas, mas com velocidade suficiente para continuar o jogo da ação, reação e resultados. Porque a produção do valor está em ser variável e, continuamente, ser solucionador das coisas que a maioria não consegue.
O mundo continuará sendo seletivo na busca dos qualificados que obrigatoriamente terão que produzir ações que transfiram dentro do seu marketing pessoal as razões e os motivos para a geração de interesse.
*Sérgio Dal Sasso é consultor, palestrante, escritor e articulista.