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Números do autosserviço

 

Em relação a 2007, todos os indicadores básicos e absolutos, como faturamento, número de check-outs, de área de vendas, estabelecimentos e funcionários, cresceram em 2008, o que não deixa dúvidas sobre a pujança do setor no período, já que em 2007 os mesmos indicadores, com exceção da área de vendas, apresentaram expansão significativa em relação a 2006. Ou seja, se no ano retrasado o autosserviço apresentou o melhor desempenho dos últimos 12 anos, em 2008 conseguiu o melhor (na mais modesta das hipóteses) desempenho dos últimos 13 anos.

 

O número de lojas teve incremento de 1,5%, mais do que o verificado no ano passado, quando a quantidade de estabelecimentos de autosserviço apresentou expansão de 1,2%. Em valores absolutos, o setor ganhou 1,123 mil novas lojas em 2008, indo de 74,602 mil no ano anterior para 75,725 mil. “Esse é um número que vale ser enfatizado. Em outras economias, não se vê evolução semelhante do autosserviço. No Brasil, o setor continua a crescer”, diz o diretor de atendimento ao varejo da Nielsen, João Carlos Lazzarini.

 

Outro dado interessante diz respeito ao número de check-outs, que aumentou 2,7% do ano retrasado para o ano passado. Em 2007, eram 180,926 mil que passaram a ser 185,889 mil em 2008, numa clara demonstração de preocupação do setor com a prestação de serviço. Especialmente se considerarmos que a metragem quadrada da área de vendas ficou estagnada no mesmo período, com crescimento insignificante de 0,03% (de 18.789.993 metros quadrados em 2007 para 18.796.449 em 2008).

 

Essa disparidade se explica pela crescente demanda dos consumidores por lojas compactas e com bom nível de serviço, de modo a oferecer-lhes comodidade, praticidade e agilidade. Tal fenômeno tem se mostrado há alguns anos e cada vez ganha mais força, ainda mais depois que redes de médio e grande porte, caso da Coop (Cooperativa de Consumo) e do Grupo Pão de Açúcar, apostaram nos modelos de loja mais compactos, por meio das bandeiras Zapt Coop e Extra Fácil, respectivamente.

 

Além disso, têm-se visto muitos casos de lojas que reduzem sua área de vendas para aproveitá-las melhor, sem fazerem o mesmo proporcionalmente com os check-outs. Em outros casos, o supermercadista aluga parte da área para outro modelo de comércio complementar ao seu, como loja de construção ou de eletroeletrônicos. O Wal-Mart recentemente fez isso com uma de suas unidades em Santo André, Grande ABC paulista. “Um exemplo bastante visível de redução de metragem quadrada é o Carrefour, que transformou inúmeros hipermercados em supermercados Carrefour Bairro”, diz Lazzarini.