Análises Especiais
Detalhes que fizeram a diferença em 2008
As Análises Especiais neste ano trazem dados novos para ajudá-lo a pensar seu negócio. Agora, você terá informações também sobre tíquete médio, venda de produtos orgânicos, entre outros
Os tradicionais dados publicados nas análises especiais, como participação de seções, de importados, vendas com entrega em domicílio, força de trabalho, formas de pagamento mostram o rumo que o setor supermercadista vem tomando. Além de todos esses dados que servem como parâmetro para a cadeia de alimentos, o estudo acompanha a evolução do setor e oferece a partir desta edição mais informações pertinentes, por exemplo de tíquete médio, observando características de lojas como tamanho e número de check-outs, importância nas vendas do setor dos produtos orgânicos e outros.
Dos dados tradicionais, vale destacar a importância das áreas e seções dos supermercados em suas vendas. E o que se verificou neste ano foi que a principal área, a de Mercearia, que compreende inúmeras seções de alimentos industrializados, doces e salgados, além de ser tradicionalmente a maior, aumentou participação nas vendas do setor em 2008. Aliás, foi uma das poucas e seguramente a que mais ampliou sua participação nas vendas do setor no ano passado, indo de 32,6% para 38,7%. As vendas das seções dessa área foram impulsionadas pela melhora na renda do público de baixo poder aquisitivo e, sobretudo, pela entrada no mercado de consumo de pessoas que antes estavam à margem dele.
É curioso observar que os Perecíveis, área que abrange itens como frios, açougue, peixaria e hortifrúti e que vinha ganhando espaço nas vendas do setor, perderam participação em 2008. De 18,1% em 2007, a área passou a responder 14,6%, um pouco menos do que fora em 2006, quanto tinha 14,7% das vendas do setor. Vale lembrar que o varejo especializado, como quitandas, padarias e açougues, é um forte concorrente do autosserviço e que a explicação mais provável para a queda na participação dos Perecíveis nas vendas do setor seja a migração de parte da compra dessas categorias para as lojas especializadas.
Além de mercearia, bebidas e perfumaria apresentaram expansão de vendas em 2008 na comparação com o ano anterior. As bebidas, puxadas em grande parte pelo significativo aumento no consumo de cervejas, cujo crescimento em volume foi de 5,1% em razão do aumento no consumo da bebida nas residências (decorrência da famosa “lei seca”), elevaram sua participação no faturamento dos supermercados de 10,7% no ano retrasado para 11,3% no ano passado. Em valores absolutos, esse percentual equivale a R$ 11,5 bilhões. Perfumaria, por sua vez, saiu de 6,9% em 2007 para 7,4% em 2008 de participação nas vendas do setor. As vendas dessa categoria estão intrinsecamente ligadas à necessidade do consumidor de se autopresentear.
