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Números positivos da indústria contagiam mercado de trabalho 09/01/2018 03:00:28

Por Clarice Dias Silveira


O índice de confiança dos empresários da indústria subiu e alcançou 56 pontos em outubro de 2017. O dado corrobora recuperação da atividade industrial, que, aos poucos, ajuda a contagiar, positivamente, outros setores da economia brasileira.


A confiança do empresário industrial apresentou otimismo em outubro de 2017, de acordo com a pesquisa mensal feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de confiança do segmento alcançou 56 pontos, no total, em outubro de 2017, salto de 3,7 pontos sobre o mesmo período de 2016.


A falta de demanda, uma das dificuldades enfrentadas pela indústria, decorrente do consumo fraco, que resulta em redução da produção, suspensão de investimentos e demissão dos funcionários, fatores que impactam diretamente e reduzem o crescimento da economia, vem sendo superada.


De acordo com a CNI, o percentual de empresários, que mencionou a falta de demanda como uma das maiores dificuldades enfrentadas pela indústria, recuou de 39%, no 2º trimestre de 2017, para 36,6%, no 3º trimestre. Este dado confirma os sinais de recuperação do consumo e da atividade industrial.


Um dos entraves para o crescimento da atividade industrial, citado pelos empresários industriais, é a elevada taxa de juros, que, por sua vez, aumenta os custos dos financiamentos e desestimula os investimentos na produção. Com a adoção das medidas econômicas de recuperação pelo Banco Central do Brasil, as taxas vêm caindo no decorrer do ano, possibilitando, desta forma, financiamentos e investimentos na produção. 


No 2º trimestre, 21,8% dos pesquisados indicaram este fator como uma das principais dificuldades da indústria. No 3o trimestre do mesmo ano, esse número diminuiu para 18,2%. O resultado demonstra otimismo e confiança na atual política de juros. 


Pelo que os números indicam, a atividade industrial se reaqueceu em 2017. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE, os índices do setor industrial foram  positivos, tanto para o fechamento do 3o trimestre (3,1%), como para o acumulado dos dez meses do ano (1,9%), na comparação com os mesmos períodos do ano anterior. 


Quando falamos nos últimos 12 meses, ao avançar 1,5% em outubro de 2017, a produção industrial assinalou o segundo resultado positivo consecutivo desde março de 2014 (2,1%). Com a atividade industrial avançando gradativamente, se observa um sinal de melhora na economia e na vida do brasileiro. 


Em outubro de 2017, a indústria da transformação gerou 33.200 postos de trabalho, de acordo com o saldo de empregos, divulgado no dia 20 de novembro pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Considerando apenas a indústria de alimentos, um dos segmentos da indústria de transformação, a geração de postos de trabalho, no período, foi de 20.565.


Como disse o economista e filósofo Adam Smith: “Trabalho é moeda corrente”. Havendo trabalho, a moeda corre. A indústria é um dos principais vetores que movimentam a economia, é a grande máquina e, se apresentar resultados positivos, proporciona, à economia e às pessoas, geração de riqueza.



 

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