Player de e-commerce quer faturar R$ 15 milhões

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Os marketplaces já correspondem a 20% das vendas digitais na internet brasileira e um player gaúcho vai muito bem, obrigada, nesse mercado. É a Digital Commerce Group (DCG), que conta com 100 funcionários em Porto Alegre e São Paulo e projeta faturar R$ 15 milhões em projetos em 2016.

Com uma base de mais de 600 clientes no Brasil, a companhia implementou projetos de lojas virtuais para marcas como Bibi Calçados, Track and Field, Picadilly e Thyssenkrupp. "Os marketplaces se tornaram grandes shoppings na internet. Atuar nesses ambientes é vital para uma loja virtual se manter competitiva, agregar visibilidade à marca e conquistar novos clientes", avalia o CEO da DCG, Henrique Mengue.

Nascida há cerca de nove anos na garagem dos sócios e com capital próprio, a operação cresceu muito rapidamente, como geralmente acontece com os negócios bem-sucedidos da era da internet. No final de 2015, recebeu investimentos de R$ 5 milhões do fundo Criatec 2 (Bndes), Bozano Investimentos e Triaxis Capital.

Na matriz, em Porto Alegre, fica o atendimento ao cliente, desenvolvimento e áreas de apoio, como recursos humanos e financeiro. Em São Paulo está localizado o departamento comercial, com profissionais de vendas e marketing.

O carro-chefe do portfólio da DCG é a EZ Commerce, que já existe desde 2008 e é voltada para as lojas de pequeno e médio porte. Além disso, a empresa conta com a recém-lançada Core, plataforma destinada aos grandes varejistas, e a Octopus, criada para facilitar a gestão das lojas que anunciam em diferentes marketplaces, como MercadoLivre ou outros grandes varejistas que agora também atuam nesse modelo.

Um dos grandes apelos dos marketplaces é reunir em um único site diversas marcas que têm a oportunidade de apresentar os seus produtos sem precisar arcar com os custos tradicionais de montagem de uma plataforma de e-commerce. Os pequenos lojistas, por exemplo, podem economizar com anúncios, Adwords e newsletter para atrair público, pagando apenas uma comissão por venda realizada.

"Até então, os varejistas tradicionais estavam sufocados pelo alto investimento em mídia que era necessário fazer para atrair visitantes. Já o modelo de marketplace é baseado em comissionamento de vendas, e não em mídia. É um jogo em que todos ganham", destaca.
Além disso, como os shopping virtuais possuem uma ampla gama de produtos, se tornam extremamente atrativos para os clientes, especialmente mais recentemente, quando começaram a vender também produtos de grandes varejistas, como Walmart e Submarino. "Os produtos das marcas podem estar em várias vitrines ao mesmo tempo, e isso acaba se tornando estratégico para as marcas", acrescenta Mengue.

Fonte: Jornal do Comércio de Porto Alegre


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