Dia das Mães não aquece comércio de Belo Horizonte

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O comércio de Belo Horizonte segue amargando quedas na receita em 2016 e, em maio, nem as vendas do Dia das Mães, data considerada a mais importante do semestre para o setor, podem ser suficientes para evitar que o faturamento do mês feche abaixo do esperado. Pelo menos é o que acreditam 50,8% dos empresários do varejo ampliado da capital mineira, que apostam que o desempenho mensal será igual ou pior que o de abril.

O percentual é bem maior do que o apresentado em 2015 para a mesma base de comparação: 36,9%. As informações fazem parte da pesquisa Análise do Comércio Varejista, produzida pela área de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

Ao contrário do que era esperado, mais da metade dos empresários do varejo restrito belo-horizontino (55,6%) não conseguiu repetir a performance de 2015 para o Dia das Mães e viu as vendas do seu negócio piorar no mesmo período, neste ano. Para 27,2%, o comércio foi igual, e apenas para 17,3% melhorou. O tíquete médio predominante foi de compras de até R$ 50 (33,5%) e a forma de pagamento mais utilizada pelos consumidores foi o cartão de crédito parcelado (72,5%).

Para a estatística e analista de pesquisa da Fecomércio-MG, Elisa Castro, o fraco desempenho na data, aliado ao cenário de instabilidade econômica brasileiro, tem gerado insegurança nos lojistas e contribuído para a baixa expectativa. “Do fim do ano passado para o início deste ano, os empresários não têm conseguido superar as vendas dos meses anteriores. Mesmo com o Dia das Mães, a maioria dos comerciantes não crê em melhora nas vendas em maio”, destaca Elisa Castro.

O desânimo entre os comerciantes também é reflexo dos resultados apresentados em abril. Na comparação com o mesmo mês em 2015, o faturamento foi pior para 70,8% dos empresários do varejo ampliado e para 69,0% do restrito. Frente a março deste ano, os números também foram inferiores para 51,8% dos lojistas do ampliado e para 50,8% do restrito. A saúde do fluxo de caixa foi outra a dar sinal negativo: 61,5% dos empresários do varejo ampliado verificaram piora em abril, na comparação com março.

Para maio, 91,4% dos comerciantes afirmaram que pretendem manter a equipe de trabalho, contra 6,9% que planejam fazer cortes de vagas; 1,7% tem previsão de crescimento da mão de obra. Ao todo, 63,6% informaram ainda que farão liquidações e promoções durante o mês. A estratégia pode ser uma boa alternativa para alavancar as vendas de outra data importante, o Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho.

Elisa Castro alerta, no entanto, que é preciso que o empresário esteja atento ao novo perfil do consumidor, pouco disposto a gastar grandes quantias em compras. “O que a gente imagina que ocorra é o que aconteceu nas datas comemorativas ao longo do ano: uma mudança no hábito de consumo da população. E entendemos que o empresário precisará fazer ações para estimular e atrair esses consumidores às compras”.

 



Veículo: Jornal Diário do Comércio - MG


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