Custo de vida do paulistano cresce em fevereiro

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No mês passado, a maior alta ocorreu para as famílias com renda média de R$ 2.792,90, ao alcançar 1,46%

 



O custo de vida medido na cidade de São Paulo subiu mais em fevereiro para as famílias com maior renda, que recebem em média R$ 2.792,90 por mês (estrato 3), segundo o Índice do Custo de Vida (ICV).

O indicador, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revela que o custo de vida para esse estrato de renda subiu 1,46%. Para as famílias do estrato de renda intermediário (2), que compreende uma média familiar mensal de R$ 934,17, o custo de vida aumentou 1,36% na passagem de janeiro para fevereiro.

Já para as famílias mais pobres (estrato 1), que percebem renda mensal de R$ 377,49, o custo de vida subiu 1,24% alta maior do custo de vida para os mais ricos está associado aos aumentos dos preços dos combustíveis, incluídos no grupo Transporte, e dos gastos com saúde. Enquanto o impacto do aumento dos combustíveis para os extratos 1 e 2 foi de 1,63% e de 2,76%, para os mais ricos o aumento em fevereiro alcançou de 3,55%.

Para os técnicos do Dieese, o resultado, principalmente, do reajuste das tarifas de energia elétrica teve maior impacto para as famílias de baixa renda. Para o estrato 1, a taxa foi de 2,54% e a contribuição, de 0,58 ponto percentual. Para o estrato 2, a taxa foi de 2,27%, com impacto de 0,49 ponto. Para o estrato de renda 3, o impacto do aumento da energia foi de 2,03% e contribuição, de 0,44 ponto.

Classe média

Ainda conforme divulgado ontem pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), em fevereiro, o Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM) fechou em 1,19% - inferior aos 1,31% de janeiro - e acumula alta de 2,51% nos dois primeiros meses, e de 6,93% nos últimos 12 meses, superando em quase meio ponto o teto superior da meta de inflação, de 6,5%.

O indicador é elaborado pelo Economista José Tiacci Kirsten, especialmente para a OEB, e diz respeito às famílias paulistanas que recebem de 10 até 39 salários mínimos, e abrange cerca de 20% da população da cidade de São Paulo, e 40% da massa consumidora. Corresponde às classes médias média e média alta.

Conforme o levantamento, três grupos, pela ordem, Habitação, Transportes e Alimentação, foram responsáveis por 90,6% da majoração do Índice de custo da classe média. No Grupo Habitação, houve alta de 1,62% no mês, de 2,01% nos dois primeiros meses do ano e de 5,17% nos últimos 12 meses. Sozinho este grupo explica 41,3% da majoração do ICVM. /Agências



Veículo: DCI


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