Por um consumo mais sustentável

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Porque você precisa do que não precisa? Esse é um dos motes da nova linha de produtos para corpo e cabelos da Natura. Com o nome Sou, a linha, desenvolvida por mais de três anos por um time de profissionais destacado exclusivamente para o projeto, procura inovar ao priorizar materiais renováveis na fabricação dos produtos e utilizar quantidade reduzida de ingredientes na fórmula, que possui fragrância única e não tem corantes.
 
A nova linha também segue a tendência dos movimentos criativos minimalistas, ao propor "consumo inteligente, menos consumista e sem excessos".
 
Com o objetivo de oferecer a nova linha a preços abaixo da média do mercado dos praticados pela Natura, na faixa de R$ 6,70 (sabonetes líquidos) a R$ 10,40 (hidratantes corporais), a Natura investiu R$ 100 milhões para melhorar os processos em toda a cadeia de produção. Uma das primeiras ações foi a criação da "fórmula inteligente" pela perfumista da Natura, Verônica Kato, com notas mais leves ou encorpadas para cada item da linha. "O desafio foi criar um produto de  fragrância única com menos de 30 ingredientes. Em geral, usa-se uns 100", explicou.
 
A Natura inovou também na criação do design inteligente das embalagens: todas têm formato de gota – "a forma mínima de apresentação da água", segundo a empresa, que fica dentro do conceito "sem excessos" –,  mesmo tamanho (200 ml) e desenho (a diferença é apenas na cor). Elas levam 70% menos plástico, são flexíveis como as de um refil e permitem o uso "até a última gota", para evitar desperdícios.  

No caso da fabricação, as máquinas importadas da Espanha fazem todo o processo de construção da embalagem – que vem enrolada em bobinas e economiza custos de transporte, além de selar o filme, cortar, envasar e lacrar.
 
Por conta do formato em que o material para embalagem chega, a cada 1 mil recipientes vazios de Sou, só seria possível transportar 28 das embalagens tradicionais da Natura.
 
"Desmistificamos a ideia de que produtos sustentáveis são mais caros que os convencionais, ao criar uma linha de qualidade, com expectativa do produto Natura – e sem impacto ambiental", completou Fabiana Pellicciari, gerente da unidade de negócios Sou.
 
Estratégia – Para criar a linha Sou, a companhia identificou uma fatia do mercado onde a Natura não está presente, de acordo com o vice-presidente executivo José Vicente Marino: apesar de estar em 49% dos lares de consumidores brasileiros, a marca não tem 49% de participação de mercado. Hoje, são 23%, informou.
 
A busca por essa fatia, disse, não tem a ver com classe social, já que o consumidor orientado à marca independe disso, mas sim é pelos "consumidores de promoções", ou seja, os que querem comprar de forma inteligente. "Percebemos como criar uma oferta de melhor acesso sem simplesmente baixar o preço. É um jeito de reinventar o que a gente faz a partir do que acredita e oferecer o inusitado", afirmou o executivo.   
 

Divulgação

O portfólio da nova linha da Natura é de 28 produtos, e em julho as consultoras começam a vender sabonetes líquidos e hidratantes. Na segunda quinzena de setembro, chegam ao mercado a linha de shampoos, condicionadores, máscaras de tratamento capilar e creme para pentear.
 
O esforço de comunicação estará em todas as mídias, mas será baseado principalmente nas redes sociais, com o lançamento da fanpage Sou digital em 17 de junho. Em julho, será a vez de iniciar um hub (grupo de discussões) de "conversas instigantes" sobre novas formas de consumo. "Queremos criar uma rede de boas ideias com nosso 1 milhão de consultoras e 100 milhões de consumidores", completou a gerente Fabiana.



Veículo: Diário do Comércio - SP


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