Bolsa de valores tem baixa de 0,74%

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O cenário internacional desfavorável e alguns balanços corporativos aquém do esperado fizeram a Bovespa fechar em baixa de 0,74% na sexta-feira, aos 53.910,50 pontos. A queda foi atribuída a uma realização de lucros, uma vez que diversas ações acumulavam ganhos recentes. O volume de negócios totalizou R$ 9,04 bilhões.

O Índice Bovespa chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas perdeu fôlego e voltou a passar por correções, tendo as bolsas americanas e os balanços como principais referências. Entre a máxima e a mínima do dia, o Ibovespa foi de 54.705 pontos (+0,72) a 53.592 pontos (-1,33). Apesar da volatilidade, profissionais afirmam que não houve sobressaltos no pregão de hoje, principalmente porque dólar e juros operaram em baixa significativa, refletindo perspectivas positivas nesses mercados.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, um dos destaques de baixa foi a Embraer ON, que recuou 3,88%, após divulgar resultado financeiro trimestral abaixo do esperado. Os papéis da BM&FBovespa recuaram 4,50%, depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou o rating de longo prazo em moeda estrangeira da bolsa de BB+ para BB, com perspectiva negativa. A decisão levou em conta um cenário hipotético de defaults no Brasil. Cesp PNB liderou as baixas (-4,51%).

A baixa de sexta-feira não impediu a Bovespa de terminar abril com ganhos, principalmente na contabilidade em dólar. No mês, o índice teve alta de 7,70% em reais. Dolarizado, o Ibovespa subiu 12,52%. Atraídos pelos preços menores, os investidores estrangeiros haviam trazido R$ 2,953 bilhões à bolsa no acumulado do mês até o dia 27.

Prévia - A terceira e última prévia para a carteira do Ibovespa que irá vigorar de maio a setembro confirmou a saída das ações da varejista Cia Hering e da operadora de telecomunicações Oi, sem novas entradas, divulgou a Agência Bovespa na manhã desta sexta-feira.

A versão, que tem como base o fechamento do pregão de 28 de abril, totalizou 59 ações ante 61 ativos na composição ainda em vigor, fazendo com que o principal índice da bolsa paulista encolha pela oitava vez consecutiva, atingindo o menor nível desde o quadrimestre iniciado em janeiro de 2007 (antes da mudança da metodologia do índice).

 



Veículo: Jornal Diário do Comércio - MG


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