Loja econômica disputa cliente com supermercado em Ribeirão Preto

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Antigas 1,99 vendem produtos de marcas tradicionais e servem como opção a mais para o consumidor

As lojas econômicas concorrem cada vez mais com os supermercados em produtos de conveniência (alimentos, higiene e limpeza). O Centro de Ribeirão Preto dispõe de pelo menos seis estabelecimentos, antes chamados ‘lojas 1,99’, com grande oferta de desses itens.

Esta concorrência ajuda o consumidor na pesquisa de preços. Para Renato de Campos, especialista em marketing e consumo, as lojas econômicas trabalham com itens a preços menores e, para impactar o consumidor, ampliam seu mix de produtos. “Desta forma, elas aumentam a capacidade de compra do cliente”, diz.A auxiliar de limpeza Fabiana Bento, de 28 anos, frequenta quase todos os dias uma loja econômica na Rua Álvares Cabral. “Acho muito vantajoso comprar aqui”, diz. “Além da rapidez no atendimento, o preço é melhor e economizo.”

“Os produtos das econômicas são mais baratos do que os dos supermercados”, emenda Valquíria Aparecida da Silva.“As pessoas que trabalham pelo Centro, passam por aqui e acabam levando produtos que faltam em casa”, afirma Hires Cruz, gerente de uma loja econômica na rua General Osório.

A reportagem pesquisou alguns produtos de marcas reconhecidas. Na loja econômica, o vasilhame de 900 ml de leite de soja Liza, por exemplo, custava R$ 2,80, ontem pela manhã; enquanto o pacote de papel higiênico Neve, com quatro unidades, era vendido por R$ 4,99.

Esses mesmos produtos, em uma rede de supermercados localizada a menos de 100 metros, custavam, respectivamente R$ 3 e R$ 6,49, uma diferença que chega a quase 25%.Proprietário de uma loja econômica, Marcelo Mourinaga, diz que o movimento na hora do almoço é intenso, formado principalmente por trabalhadores e estudantes.

Segundo ele, as próprias empresas vizinhas adquirem produtos de limpeza. “Tanto pela facilidade, proximidade, quanto pelo preço”, explica.Mourinaga ressalta que as compras feitas na loja são em pequenos volumes. “Por isso mesmo não há filas”, observa.Para quem quer ganhar tempo e economizar, as lojas econômicas são ótimas opções.

‘Consumidor deve ficar atento ao fazer compras’

Para o especialista em marketing e consumo Renato Campos, em todos os tipos de estabelecimento o consumidor deve ter cuidado e atenção na hora da compra. “Muitas vezes, por exemplo, o cliente adquire um produto sabendo que o prazo de validade está próximo”, comenta.

Das lojas visitadas ontem pela reportagem, a maioria emite nota fiscal, aceita cartões de débito e de crédito e também troca produtos com problema.

Opção para quem tem pouco tempo livre

Mas nem sempre é o preço que compensa. Grande parte do consumidor que vai às econômicas e aos supermercados da área central tem pouco tempo, ou saiu do serviço e faz pequenas compras, ou mora nas proximidades.

“Esta escolha [pelas econômicas] muitas vezes é mais pela praticidade do que pelo preço”, afirma Renato Campos.

Edson Luiz Deleprani é gerente de loja econômica na rua General Osório e diz que tem aumentado o número de pessoas que substitui as compras nos supermercados pelas lojas econômicas.

“Temos a rapidez a nosso favor e estamos em um local mais acessível para a correria do dia a dia”, afirma.

Segundo ele, a loja comercializa as mesmas marcas dos supermercados e algumas similares.

“Os preços, em comparação aos supermercados, são mais baixos. Tudo porque trabalhamos com uma margem de lucro menor e um giro mais rápido de produtos”, explica.

“E se os consumidores conseguem economizar, então é uma boa opção”, conclui.




Veículo: Jornal A Cidade


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