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21/11/2019 13:26 - Os ensaios em sacolas plásticas

As sacolas podem ser feitas de polímeros, de fonte renovável, biodegradável ou não. São de grande utilidade às pessoas, garantindo comodidade, bem-estar e economia. Existem algumas ações para promover a fabricação de sacolas resistentes e o engajamento da sociedade como um todo para difundir o uso responsável das sacolinhas, assim como seu descarte correto. Isso tem surtido algum efeito positivo na redução do desperdício e na preservação ambiental. Para manter a sua qualidade, devem ser conhecidos os requisitos mínimos e métodos de ensaio para fabricação de sacolas plásticas tipo camiseta, destinadas ao transporte de produtos distribuídos no varejo.

 

Entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo o mundo anualmente. No Brasil, cerca de 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora. É muito? Sem dúvida, e a natureza também acha.

 

As sacolas plásticas não são o maior vilão do meio ambiente, mas o seu consumo excessivo é. práticas e gratuitas, têm um alto custo ambiental. Para sua produção são consumidos petróleo ou gás natural (ambos recursos naturais não-renováveis), água e energia, e liberados efluentes (rejeitos líquidos) e emissões de gases tóxicos e do efeito estufa.

 

Depois de usadas, muitas são descartadas de maneira incorreta, aumentando a poluição e ajudando a entupir bueiros que escoam as águas das chuvas ou indo parar nas matas e oceanos, sendo ingeridas por animais que morrem sufocados ou presos nelas. Pouquíssimas chegam a ser recicladas. Consumir sacolas plásticas de maneira consciente significa refletir antes de aceitar uma sacolinha. A compra é pequena? Será que não cabe na sua bolsa ou bolso? Você já tem uma sacola retornável? Que tal adquirir uma e economizar seis sacolinhas plásticas? Está certo que reutilizamos as sacolinhas plásticas como sacos de lixo, mas pense bem: você não pega muito mais sacolinhas do que realmente precisa?

 

Desenvolver este olhar sobre as sacolas plásticas é o primeiro passo para transformar os nossos hábitos de consumo. O consumo consciente leva em consideração o impacto individual de um produto – quanto consumiu de matéria-prima e insumos, quanto provocou de poluição em sua produção, se pode ser reciclado, etc. – e também o impacto coletivo do consumo somado de todos os cidadãos. A atitude responsável de cada um faz enorme diferença para a qualidade de vida de todos.

 

Quando se trata de sacolas plásticas, a primeira atitude é recusar sempre que possível. Novos hábitos poderão ajudar nesta tarefa e logo será estranho aceitar uma sacola plástica no comércio. Dizer simplesmente não, obrigado é o primeiro passo.

 

Caso não seja possível recusar a sacola plástica, porque você esqueceu a sacola retornável, porque o produto é molhado ou por outro motivo, entra em ação a segunda atitude: reduzir o consumo. Aproveite toda a capacidade da sacolinha, distribua bem as compras entre as sacolas e utilize apenas a quantidade necessária.

 

Mesmo assim você ainda tem várias sacolinhas plásticas em casa? Então reutilize-as. Usar sacolas plásticas como saco de lixo é um hábito antigo do brasileiro e não está errado: o saco plástico ainda é a melhor forma de acondicionar o lixo. No entanto, há alguns tipos de lixo que não precisam ser ensacados, como é o caso dos materiais recicláveis (o lixo seco). Estes podem ser separados em caixas e depositados diretamente em coletores para recicláveis ou encaminhados a catadores e cooperativas.

 

O último R dos famosos 3R, reciclar, é uma opção válida também para sacolas plásticas. O problema é que, no Brasil, a reciclagem de plástico-filme – o tipo de plástico de que é feita a sacola plástica – é muito pequena. Portanto, enquanto isso, o melhor mesmo é reduzir o consumo.

 

Não são só as sacolinhas descartadas incorretamente que causam impactos ambientais. Mesmo aquelas que seguem corretamente para depósitos de lixo (lixões ou aterros), causam problemas. O plástico tem a característica de impermeabilidade, ou seja, retém a água, causando a impermeabilização do solo e dos depósitos de lixo, dificultando a biodegradação de resíduos orgânicos.

 

Os resíduos orgânicos em decomposição emitem gás metano (CH4, vinte e uma vezes mais perigoso que o gás carbônico, o CO2). A compactação do lixo auxiliada pelas inúmeras camadas de plástico impermeável aumenta a incidência de bolsões de gás que, quando revolvidos, liberam o metano para a atmosfera – isso também acontece dentro das próprias sacolinhas, quando contêm lixo orgânico doméstico que, restrito ao invólucro plástico, apodrece em lugar de se biodegradar.

 

As sacolas plásticas são motivo de enorme debate internacional. Seu consumo exagerado tem causado situações assustadoras. Na África do Sul, por exemplo, há tantas espalhadas pelas cidades, matas e rodovias que passaram a ser chamadas de “flor nacional”, tamanha a quantidade vista em gramados, jardins e florestas.

 

Na Índia, centenas de vacas morrem todos os anos ao ingerirem sacos plásticos. Milhares de tartarugas confundem as sacolas plásticas que chegam aos oceanos com águas-vivas, sua fonte básica de alimento, e morrem sufocadas. Já os norte-americanos jogam fora pelo menos 100 bilhões de sacolas plásticas por ano, o que significa o desperdício de 12 milhões de galões de petróleo. Cerca de 80% das sacolas plásticas consumidas no Brasil são reutilizadas como sacos de lixo e seguem, portanto, para lixões e aterros. As condições nestes depósitos de lixo impedem a incidência de oxigênio, luz e calor nos resíduos encobertos por novas camadas de lixo depositadas diariamente.

 

Uma das medidas que a sociedade em geral deve exigir é que os fabricantes utilizem a norma técnica nos seus processos de produção que garante segurança, proteção e satisfação dos usuários destes produtos (nacionais ou importados) oferecidos aos consumidores brasileiros. Normalmente, a baixa qualidade das sacolas plásticas tem levado a população a utilizá-las em duplicidade (13%) ou usar somente a metade da sua capacidade (61%), atitudes essas que levam a um grande desperdício.

 

Esse problema pode ser resolvido desde que as sacolas plásticas sejam fabricadas de acordo com a norma técnica que estabelece os requisitos mínimos e métodos de ensaio para fabricação de sacolas plásticas tipo camiseta, destinadas ao transporte de produtos distribuídos no varejo. O texto diz que sacola deve ser fabricada com resinas termoplásticas, com ou sem a incorporação de aditivos, por processo que assegure a obtenção de um produto que atenda às condições da norma. Pode ser utilizado material reprocessado, desde que este seja resultado de sobras advindas do processo produtivo e que o produto obtido atenda às exigências da norma.

 

A NBR 14937 de 05/2010 – Sacolas plásticas tipo camiseta – Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos mínimos e métodos de ensaio para fabricação de sacolas plásticas tipo camiseta, destinadas ao transporte de produtos distribuídos no varejo. Uma sacola é uma embalagem flexível constituída de um corpo tubular, fechado em uma das extremidades, de parede monocamada ou multicamada, de um ou mais materiais termoplásticos, dotada de alça na outra extremidade. A sacola tipo camiseta é provida de sanfona lateral, com recorte na boca, de modo a formar as alças.

 

A sacola deve ser fabricada com resinas termoplásticas, com ou sem a incorporação de aditivos, por processo que assegure a obtenção de um produto que atenda às condições desta norma. Pode ser utilizado material reprocessado, desde que este seja resultado de sobras advindas do processo produtivo e que o produto obtido atenda às exigências desta norma. Ao ser analisada visualmente, a sacola não deve apresentar furos, rasgos e pontos escuros em quantidades superiores as quantidades mencionadas na tabela abaixo.

 

As sacolas, confeccionadas nas dimensões acordadas entre fornecedor e consumidor e ensaiadas são consideradas aprovadas quando: todas as cinco unidades ensaiadas respeitarem as tolerâncias; no caso de apenas uma unidade ser encontrada fora das tolerâncias estabelecidas, são refeitos os ensaios utilizando-se as cinco unidades reservadas como contraprova. Nesse caso, todas as unidades devem respeitar as tolerâncias previstas. A capacidade nominal deve ser acordada entre fornecedor e consumidor.

 

Para a resistência ao impacto por queda de dardo, dos 20 corpos-de-prova ensaiados, no mínimo dez devem resistir ao ensaio e não apresentar ruptura. Para a resistência dinâmica, as sacolas ensaiadas são consideradas aprovadas quando: todas as dez unidades ensaiadas resistirem ao ensaio sem apresentar falha; ou no caso de até duas unidades sofrerem falha, são refeitos os ensaios utilizando-se as dez unidades reservadas como contraprova. Nesse caso, todas as unidades ensaiadas devem resistir e não apresentar falha.

 

Para a resistência à carga estática, as sacolas ensaiadas são consideradas aprovadas quando: todas as cinco unidades ensaiadas resistirem ao ensaio sem apresentar falha após um período de 2 h ± 1 min; no caso de apenas uma unidade sofrer falha, são refeitos os ensaios utilizando-se as cinco unidades reservadas como contraprova. Nesse caso, todas devem resistir e não apresentar falha após um período de 2 h ± 1 min.

 

Na resistência à perfuração estática, dos dez corpos de prova, no mínimo oito devem resistir ao ensaio e não apresentar ruptura. Para a realização dos ensaios devem ser tomadas, de modo aleatório, no mínimo 80 unidades de um lote, que devem ser assim distribuídas: determinação dos aspectos visuais: cinco unidades ou mais unidades, dependendo da área frontal da sacola; determinação da espessura: cinco unidades ou mais unidades, dependendo da área frontal da sacola; verificação dimensional: cinco unidades para o ensaio e cinco unidades como contraprova; determinação da resistência ao impacto por queda de dardo: 20 unidades para o ensaio; determinação da resistência dinâmica: 10 unidades para o ensaio e 10 unidades como contraprova; determinação da resistência estática: cinco unidades para o ensaio e cinco unidades como contraprova; determinação da resistência à perfuração estática: dez unidades.

 

Para a determinação do aspecto visual, retirar um corpo de prova de (20 cm × 25 cm) ± 0,1 cm, centralizado, da região frontal de cada uma das cinco sacolas, totalizando, desta maneira, uma área de cerca de 0,25 m² a ser analisada. Para sacolas com área frontal menor que 20 cm × 25 cm, retirar tantos corpos de prova quanto necessário para somar uma área de cerca de 0,25 m².

 

Analisar o corpo de prova sobre uma superfície rígida, lisa e translúcida, iluminada pela face posterior. O tamanho dos defeitos deve ser determinado por comparação com um gabarito no qual estão representadas as dimensões de 1,0 mm e 0,5 mm. A medida deve ser realizada considerando a maior dimensão do defeito. Anotar o número de defeitos encontrados. Repetir para os demais corpos de prova. Agrupar e somar conforme os tamanhos dos defeitos. Multiplicar os resultados por 4 e verificar as tolerâncias.

 

A verificação dimensional deve ser realizada em cinco unidades da amostra, utilizando um gabarito ou escala metálica milimétrica. O gabarito é uma placa quadriculada em 5 mm por 5 mm, que contém o desenho da sacola tipo camiseta com as suas respectivas medidas (comprimento, sanfona, alça, largura e altura das alças).

 

Colocar a sacola sobre o gabarito e esticar para evitar rugas, retrações e outras deformidades no momento da verificação. Colocar cada sacola sobre uma superfície plana e esticar para evitar rugas, retrações e outras deformidades no momento da verificação. Fazer as medições utilizando uma escala metálica milimétrica da seguinte forma: largura total (a + 2b): medir na metade da altura total; largura das alças (c): medir em cada uma das alças, em sua menor largura; largura do corte (d): medir na maior largura; altura total (e): medir no centro de cada uma das alças; altura das alças (f): medir tangenciando o corte.

 

Para a determinação da resistência ao impacto por queda de dardo, retirar um corpo-de-prova, centralizado, de uma das faces (paredes) da sacola com dimensões suficientes para ser fixado na posição horizontal e esticado de forma a ficar sem rugas, entre dois flanges com abertura circular concêntrica, com diâmetro de 125 mm ± 2 mm. Ajustar a pressão entre os dois flanges para que o corpo-de-prova não deslize ao sofrer o impacto do dardo.

 

O deslizamento pode ser verificado marcando-se o corpo de prova com uma caneta de ponta porosa, com tinta própria para plásticos, junto à borda de contato do flange superior, antes do ensaio. Por meio de avaliação visual, verificar após o ensaio se houve deslizamento do corpo de prova. Em caso de deslizamento, substituir o corpo de prova e realizar novo ensaio.

 

Um dardo com superfície polida e ponta esférica com diâmetro de 38 mm ± 1 mm deve impactar o corpo de prova no centro de abertura do flange. A altura da queda do dardo deve ser de 660 mm ± 10 mm. As sacolas devem apresentar, de forma legível, impressa e indelével, no mínimo as seguintes informações: marca ou identificação do fabricante; texto de segurança para crianças (texto de advertência): Para evitar sufocamento, manter esta sacola plástica longe de crianças e bebês. Não usar esta sacola em berços, camas, carrinhos e cercados; texto para venda de bebidas: são proibidas a venda e a entrega de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos – art. 81, 2, do estatuto da criança e do adolescente; símbolo de reciclagem conforme NBR 13230; data de fabricação (mês e ano); dimensões (largura e altura); mencionar capacidade nominal, seguida pela seguinte frase: …desde que não sejam utilizados produtos perfurantes e/ou cortantes

 

Fonte: Revista AD Normas

 

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