Brasil e Japão estudam parceria para desenvolver cidades inteligentes

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Objetivo é elaborar políticas públicas que incentivem o desenvolvimento de soluções em diferentes áreas como eficiência energética, energias renováveis, logística reversa

 

Brasil e Japão manifestaram interesse em dar início a um trabalho de cooperação técnica no desenvolvimento e na implantação de tecnologias para incentivar a criação das chamadas "smart cities" ou cidades inteligentes. A discussão será conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pelo Ministério de Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI). O objetivo é elaborar políticas públicas que incentivem o desenvolvimento de soluções em diferentes áreas como eficiência energética, energias renováveis, segurança pública, controle de tráfego, vigilância urbana, entre outras.


A sugestão de cooperação foi apresentada pelo Brasil durante a 7ª Reunião MDIC-METI de Promoção Comercial, Investimento e Cooperação Industrial, realizada no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em Brasília. "Vamos trabalhar por um programa brasileiro voltado para este tema", disse o secretário-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, que apresentou as propostas do Brasil à delegação japonesa durante o encontro. "A ideia é que Brasil e Japão assinem um memorando de entendimento neste campo das cidades inteligentes, e que seja feito um acompanhamento de projetos já em andamento no Brasil em cooperação com o Japão".


Para isso, o MDIC criará um grupo de trabalho com representantes dos ministérios que têm interesse no tema, que, na avaliação de Schaefer, pode trazer uma efetiva melhora de vida para a população. "O encontro de hoje trouxe para as relações bilaterais uma nova avenida de cooperação conjunta que o tema das "smart cities" pode nos apontar, pela abrangência e importância do assunto e pelo trabalho multidisciplinar que teremos que fazer", concluiu.


Segundo o chefe da delegação japonesa, o vice-ministro para Assuntos Internacionais do Ministério de Economia, Comércio e Indústria do Japão, Norihiko Ishiguro, a participação do governo é fundamental para implantação das cidades inteligentes. "Uma empresa isolada não consegue fazer esse trabalho sozinha. É necessário um ajuste fino das municipalidades com o governo federal. Sem um aglutinador, o projeto não fluirá", avalia Ishiguro. O Japão tem experiência no desenvolvimento de projetos de cidades inteligentes em países do Leste Europeu, na Arábia Saudita, e na Índia, entre outros.


Durante o encontro, a delegação japonesa, formada por mais de 40 representantes do governo e empresários, recebeu informações sobre o Plano Brasil Maior, a política industrial brasileira; sobre o Programa de Investimento em Logística (PIL), da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) do Governo Federal, que tem o objetivo de aumentar os investimentos públicos e privados na infraestrutura de transportes; e sobre as oportunidades de investimentos nas Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) brasileiras.


Também foram discutidas propostas de cooperação técnica nas áreas de patentes farmacêuticas, logística reversa, qualificação profissional para a indústria naval, além de oportunidades de investimentos nos setores de autopeças, ferramentaria, energia solar e fibras sintéticas. Os representantes do governo brasileiro aproveitaram a oportunidade para agradecer a abertura do mercado japonês para a carne suína produzida no estado de Santa Catarina. O Japão é o maior importador mundial do produto.


Intercâmbio comercial


Entre janeiro e setembro de 2013, as exportações brasileiras para o Japão chegaram a US$ 5,9 bilhões, valor superior ao alcançado no mesmo período no ano passado (US$ 5,6 bilhões). Nos primeiros nove meses deste ano, as importações brasileiras do Japão foram de US$ 5,2 bilhões, o que representa queda em relação ao valor registrado de janeiro a setembro de 2012 (US$ 6 bilhões).


Em 2012, 2011 e 2010, o saldo comercial no comércio bilateral favoreceu o Brasil que teve superávits de US$ 220 milhões, US$ 1,6 bilhão e US$ 154 milhões, respectivamente. No ano passado, o Japão foi o 5º mercado de destino das exportações brasileiras. Entre os principais produtos exportados, destacam-se: minério de ferro e seus concentrados (37,5%), carne de frango congelada (12,2%), milho em grãos (10,2%).


No mesmo período, o Japão foi o 7º mercado de origem das importações brasileiras. Importamos principalmente produtos manufaturados como partes e peças para veículos automóveis e tratores (8,8%); automóveis de passageiros (6,9%); laminadores de metais e seus cilindros e suas partes (6,2%).


Investimentos japoneses


Existem cerca de 250 empresas japonesas em atividade no Brasil, em áreas como mineração, siderurgia, indústria automotiva, eletroeletrônicos, papel e celulose, agronegócio, químicos e plásticos. Segundo estatísticas de 2012 do Banco Central do Brasil, o Japão foi o quinto maior país de origem de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil, considerando a média de ingresso dos últimos cinco anos. Os ingressos de IED japoneses em 2012 foram de US$ 1,47 bilhão.

 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

 


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