Faturamento cresce 1,58% com novo perfil

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Crescimento do gosto pela culinária também influencia as vendas

 

 

Com o consumidor passando mais tempo em casa durante as horas de lazer, alguns segmentos acabam beneficiando-se com essa mudança de hábito, como o dos supermercados. No ano passado, em valores reais (descontada a inflação), as vendas no país registraram alta de 1,58% frente igual período do ano anterior, conforme dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Para o ano de 2017, a previsão é de crescimento de 1,3%.


Para o superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Antônio Claret, o consumidor está demandando mais produtos para consumo em casa, substituindo o que antes era feito fora do lar. “Além disso, há outros fatores. O gosto das pessoas pela arte de cozinhar é crescente e tem impacto nas vendas”, observa.


A jornalista Michelle Rosadini é uma das consumidoras que vai ao supermercado comprar bebidas, petiscos e ingredientes para curtir os momentos de lazer em casa. “Gosto de cozinhar, faço pesquisa de pratos na internet. Estou mais criativa”, revela.


Michelle afirma que chega a pedir pizza pelo telefone, mas ressalta que prefere cozinhar. “Também fazemos churrascos e vamos para a casa de amigos. Com a troca de bar e restaurante pelos pratos feitos em casa, podemos investir em produtos de qualidade melhor”, diz.


A farmacêutica Priscila Matos afirma que a crise fez com que ela mudasse os hábitos de consumo. “Valorizo mais meu dinheiro. Antigamente, eu não pensava antes de gastar”, frisa. Para estimular o consumo sustentável, ela criou um grupo de trocas de produtos no Facebook. As participantes são mulheres do bairro Buritis, na zona Oeste de Belo Horizonte.


Hoje, a preferência é por encontros na casa de amigos ou em sítios. “Levamos as bebidas, uma pessoa cozinha. É uma forma de se divertir sem gastar muito. Afinal, conheço muita gente que perdeu o emprego”, observa a farmacêutica.


O professor do curso de ciências contábeis do Ibmec/MG Bruno Flávio Machado de Araújo observa que, em momentos de redução de recursos financeiros, com a economia em crise, os gastos com a diversão são o primeiro item a sofrer impacto. “No momento, o importante é manter o básico. Assim, a tendência é as pessoas ficarem mais em casa”, conclui.


Alta. O segmento de delivery e “to go” – quando o consumidor compra um alimento e o consome em outro local – faturou R$ 10,5 bilhões em 2016, uma alta de 16,6% frente 2015, segundo a Abrasel.


Consumidor troca quantidade por qualidade
Com o acirramento da crise econômica, o sommelier da Enoteca Decanter, Nelton Fagundes, vê sua clientela valorizar mais a qualidade dos vinhos no lugar da quantidade. “As pessoas não deixaram de comprar, mas quem comprava duas garrafas, passou a levar uma”, diz.

 

No caso das vendas para pessoas jurídicas, Fagundes revela que as empresas, agora, estipulam um teto para presentear seus clientes. “Com lucro menor, elas passaram a reduzir os investimentos em brindes e presentes”, analisa. E a Lei Seca, segundo o sommelier, continua impactando as saídas de improviso para bares e restaurantes no fim do expediente. “O happy hour ficou mais complexo. A pessoa tem que programar o consumo de bebida alcoólica fora de casa para não ir trabalhar de carro”, analisa.

 

Juliana Gontijo


Fonte: O Tempo

 


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